• Aucun résultat trouvé

Stabilité du modulateur

Dans le document The DART-Europe E-theses Portal (Page 26-29)

2.3 Concepts élémentaires de la conversion sigma-delta

2.3.4 Stabilité du modulateur

As estatísticas descritivas dos produtos e insumos emprega- dos nos modelos de luxo são apresentadas por meio da Tabela 1. Os dados apontam que os municípios baianos apresentaram, em média, valor de produção do estabelecimento representati- vo em torno de 15,5 mil reais em 2006. Além disso, as variáveis

Despesas com insumos da produção e Despesas com mão-de- -obra destacam-se com variabilidades mais elevadas. De modo complementar, essas estatísticas evidenciam a disparidade na atividade agropecuária entre os municípios baianos, em virtude 30 É importante ressaltar que não necessariamente os municípios que in-

luenciam as medidas de eiciência no modelo de luxo sejam os mesmos que inluenciam o modelo de estoque.

da elevada heterogeneidade das variáveis consideradas para o es- tabelecimento representativo.

Tabela 1: Estatísticas descritivas das variáveis utilizadas na

obtenção dos escores de ET, Modelo de Fluxo, municípios baianos – 2006. Variáveis Mínimo(R$ 1.000) Média (R$ 1.000) Máxi- mo (R$ 1.000) Desvio Padrão (R$ 1.000) C.V. (%)

Valor total da produção 0,88 15,58 783,45 52,95 339,85 Despesas: mão de obra 0,11 4,27 618,38 35,90 840,74

Despesas: insumos da

produção 0,07 14,34 3497,18 201,51 1.405,2 Despesas: transportes,

combustíveis e energia 0,13 2,73 331,92 20,51 751,28

Fonte: Elaboração própria com base nos dados do Censo Agropecuário 2006.

Com relação às medidas de eiciência técnica (Tabela 2), constatou-se que, no modelo de luxo com retornos constan- tes de escala, os municípios baianos podem reduzir, em média, 57% (ou 1 - 0,43) da utilização dos insumos nos estabelecimen- tos agropecuários, mantendo-se constante o valor da produção, caso operem de forma eiciente do ponto de vista técnico. σo entanto, é possível separar os ganhos de eiciência por meio da redução dos desperdícios oriundos da escala incorreta de insu- mos. Dessa forma, admitindo-se a pressuposição de retornos variáveis à escala, em média, a redução desses fatores é menor, cerca de 39% (ou 1 – 0,61). Segundo Gomes et al (2010), isso se deve ao fato que, a maior parte da redução dos insumos pode ser obtida caso os municípios operassem em escala correta de produção, visto que a ineiciência de escala média foi em torno de 28% (ou 1 – 0,72).

Ressalta-se que a maioria dos municípios baianos apre- senta baixo nível de eiciência técnica sob a pressuposição de retornos constantes à escala, visto que 71,61% possuem valor

de eiciência inferior a 0,50, enquanto que apenas 3,3% (10 municípios) podem ser considerados eicientes em CRS. Po- rém, ao se incorporar uma restrição de convexidade, nota-se que cai para 37,95% o percentual de municípios baianos com eiciência técnica inferior a 0,50. Essa melhora na eiciência no setor agropecuário ao se considerar retornos variáveis, ou seja, pura eiciência técnica pode ser explicada pelas caracte- rísticas do próprio setor, como ressaltado por Campos, Coelho e Gomes (2012). Segundo os autores, a competição imperfeita e restrições inanceiras são características que levam as DMUs a operarem fora da escala correta de produção, no entanto, o modelo CRS requer escala ótima para as irmas. Além disso, 11,6% (35 municípios) mostraram-se totalmente eicientes, ou seja, observou-se um acréscimo de 25 municípios em relação ao modelo CRS. Estes municípios se encontram na fronteira de retornos variáveis, porém não estão na fronteira de retornos constantes, ou seja, 35 municípios operam sem nenhum tipo de desperdícios nos insumos. Destes 35 municípios, 11 atuam sem problemas de escala de produção ou uso excessivo de in- sumos. Assim, os outros 268 municípios apresentam algum uso inadequado de insumos e/ou problemas de escala incorreta de produção (Tabela 2). Além disso, observa-se que a maioria dos municípios possui eiciência técnica e de escala superior a 0,5, no entanto, ao se considerar o percentual dos municípios mais eicientes (ou seja, eiciência técnica e de escala maior ou igual a 0,75), veriica-se que o principal problema é o uso inadequado dos insumos.

No que tange à eficiência média de escala, pode-se inferir que a agropecuária nos municípios em análise pode melhorar sua produção (28%) caso passe a atuar utilizando os insumos na escala correta. Dado os valores do coeficiente de variação, observa-se que o setor agropecuário apresenta uma menor heterogeneidade quanto à escala de produção do que em re- lação ao uso indevido dos insumos para o modelo de fluxo (Tabela 2).

Tabela 2: Frequências absolutas e relativas das DMUs, segundo intervalos de ET em CRS E VRS e escala, Modelo de Fluxo, municípios baianos – 2006.

Medidas de eiciência

Eiciência técnica Eiciência de escala CRS VRS i % i % i % 0,00 |-- 0,25 67 22,11 22 7,26 3 0,99 0,25 |-- 0,50 150 49,50 93 30,69 61 20,13 0,50 |-- 0,75 52 17,16 95 31,35 83 27,39 0,75 |-- 1,00 24 7,92 58 19,14 145 47,85 1,00 10 3,30 35 11,55 11 3,63 Total 303 100,00 303 100,00 303 100,00 Mínimo 0,11 0,14 0,15 Média 0,43 0,61 0,72 Máximo 1,00 1,00 1,00 Desvio Padrão 0,22 0,24 0,23 C.V. (%) 51,37 40,15 31,46

Fonte: Elaboração própria com base nos dados do Censo Agropecuário 2006.

Por meio da Tabela 3, pode-se observar a participação rela- tiva da agropecuária em intervalos de eiciência técnica desagre- gada para cada uma das sete mesorregiões baianas no modelo de luxo em termos de pura eiciência técnica (VRS). σota-se que em todas as mesorregiões do Estado da Bahia, parcela majoritá- ria dos municípios apresenta medida de pura eiciência técnica superior a 0,5, exceto a mesorregião Centro Sul Baiano, sendo que esta pode alcançar, em média, maior nível de redução dos insumos utilizados (47%). O Nordeste Baiano apresentou melhor desempenho em termos de pura eiciência técnica, visto que, os municípios que a compõe podem reduzir a utilização de insu- mos em 29% (ou, 1 – 0,71), em média. Além disto, destaca-se que nesta mesorregião constatou-se menor heterogeneidade com

relação ao uso dos insumos, em virtude da menor dispersão dos escores de eiciência em torno da média.

Tabela 3: Frequências absolutas e relativas das DMUs, segundo intervalos de ET em VRS e Mesorregiões, Modelo de Fluxo, municípios baianos – 2006.

Fonte: Elaboração própria com base nos dados do Censo Agropecuário 2006.

Cabe destacar que em todas as mesorregiões foi possível ve- riicar municípios eicientes, que não possuem problemas de uso excessivo de insumos, sendo o Extremo Oeste Baiano e Sul Baia- no com maior proporção de municípios eicientes, 20% cada.

4.2 Eficiência técnica agropecuária dos municípios

Dans le document The DART-Europe E-theses Portal (Page 26-29)