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Como referido, para a operacionalização das variáveis da investigação utilizaram-se escalas testadas na literatura. Foram analisadas várias escalas com o objetivo de selecionar as que melhor operacionalizam os construtos. De seguida, é exposto para cada construto do modelo conceptual as escalas analisadas e as que foram escolhidas para o questionário. De realçar que os itens foram reformulados para se adequarem ao estudo de caso do dstgroup, conforme mencionado na secção anterior.

Página | 64 Atitude

A atitude em relação a um comportamento é definida como o grau até ao qual o indivíduo tem uma avaliação favorável ou desfavorável do comportamento (Ajzen, 1985). É o principal antecedente da intenção de um comportamento, tendo a sua relação sido comprovada em diversos estudos ao longo dos anos. Na tabela 6 são apresentadas as escalas relacionadas com a economia da partilha que medem o construto atitude.

Tabela 6 - Escalas suportadas pela literatura do construto atitude

Construto Itens Autor Ano

Attitude 4 itens Hawlitschek et al. 2018

Attitude 5 itens Hamari et al. 2015

Com base nas escalas da tabela acima, foi selecionada a de Hamari et al. (2015) adaptada de Ajzen (1991) composta por cinco itens para operacionalizar o construto atitude. A escala estava associada à intenção de participar na economia da partilha, assim como na presente investigação. Como se pode confirmar na tabela 7 manteve-se o nome do construto só que traduzido e foi removido um item por não se adequar ao contexto do dstgroup. O item eliminado era “Collaborative consumption is a better mode of consumption that selling and buying individually”, como é compreensível o item não se enquadra no programa carsharing, uma vez que os participantes não possuem o veículo para o comprar/vender, mas sim partilhar com os colegas. Tabela 7 - Escala do construto atitude utilizada no questionário

Escala Adaptação da escala Autores

All things considered, I find participating in collaborative consumption to be a wise move.

Considero que participar no programa carsharing do dstgroup é uma atitude sensata.

Hamari et al. (2015) All things considered, I think

collaborative consumption is a positive thing.

Penso que a partilha de carro através do programa carsharing do dstgroup é uma coisa positiva.

All things considered, I think participating in collaborative consumption is a good thing.

Penso que participar no programa carsharing do dstgroup é uma coisa boa.

Overall, sharing goods and services within a collaborative consumption community makes sense.

Partilhar carro através do programa carsharing do dstgroup faz sentido.

Página | 65 Norma subjetiva

A norma subjetiva define-se como a pressão social percebida para realizar ou não determinado comportamento (Ajzen, 1985). A Teoria do Comportamento Planeado defende que as opiniões de outras pessoas importantes influencia a intenção do indivíduo realizar o comportamento. Na tabela 8 são apresentadas escalas que medem o construto norma subjetiva. Tabela 8 - Escalas suportadas pela literatura do construto norma subjetiva

Construto Itens Autor Ano

Subjective Norm 3 itens Hawlitschek et al 2018 Subjective Norm 4 itens Tommasetti et al. 2018 Subjective Norm 2 itens Yadav & Pathak 2017

Com base nas escalas de Ajzen (2013) foi operacionalizado o construto norma subjetiva através de cinco itens, como é possível observar na tabela 9. Os itens podem ser divididos em dois grupos, o primeiro diz respeito à vida pessoal dos participantes, tendo em consideração a família e amigos e o segundo faz referência direta ao meio organizacional, nomeadamente a administração do dstgroup, os superiores e os colegas dos inquiridos.

Tabela 9 - Escala do construto norma subjetiva utilizada no questionário

Construto Adaptação da escala Autores

Norma subjetiva

A minha família pensa que eu devo participar no programa carsharing do dstgroup.

Ajzen (2013) Os meus amigos pensam que eu devo participar no programa

carsharing do dstgroup.

A administração do dstgroup espera que eu participe no programa carsharing.

Os meus superiores querem que eu participe no programa carsharing.

Os meus colegas pensam que eu devo participar no programa carsharing.

Página | 66 Controlo percebido

O controlo percebido, define-se como a facilidade ou dificuldade percebida pelo indivíduo em realizar determinado comportamento (Ajzen, 1985). É o antecedente da intenção adicionado à Teoria da Ação Racional, de forma a ter em atenção as situações em que os indivíduos podem não ter controlo da vontade. Na tabela 10 são apresentadas escalas que medem o construto controlo percebido.

Tabela 10 - Escalas suportadas pela literatura do construto controlo percebido

Construto Itens Autor Ano

Perceived Behavior Control 3 itens Hawlitschek et al 2018 Perceived Behavior Control 3 itens Tommasetti et al. 2018 Perceived Behavior Control 3 itens Yadav & Pathak 2017

Com base nas escalas de Ajzen (2013) foi operacionalizado o construto controlo percebido através de quatro itens, como é possível observar na tabela 11. Os itens pretendem perceber se os participantes sentem ter a capacidade e os meios para participar no programa carsharing. Tabela 11 - Escala do construto controlo percebido utilizada no questionário

Construto Adaptação da escala Autores

Controlo percebido

Estou confiante de que se eu quiser consigo participar no programa carsharing do dstgroup.

Ajzen (2013) Para mim é fácil participar no programa carsharing do dstgroup.

A decisão de participar no programa carsharing do dstgroup está dentro do meu controlo.

Participar no programa carsharing do dstgroup é uma decisão inteiramente minha.

Intenção

A intenção é a indicação do quanto os indivíduos estão dispostos a tentar e o esforço que estão dispostos a fazer para realizar um comportamento (Ajzen, 1985). Na tabela 12 são apresentadas as escalas relacionadas com a economia da partilha que medem o construto intenção.

Página | 67 Tabela 12 - Escalas suportadas pela literatura do construto intenção

Construto Itens Autor Ano

Continuance intention 4 itens Arteaga-Sánchez et al. 2018 Intention to participate 3 itens Lee et al. 2018 Behavioral intention 3 itens Hawlitschek et al. 2018

Intention to use 4 itens Jae-Hun Joo 2017

Future intention 3 itens Tussyadiah, Iis P. 2016 Behavioral intention 4 itens Hamari et al. 2015

Com base nas escalas apresentadas, foi selecionada a de Arteaga-Sánchez et al. (2018) adaptada de Hamari et al. (2015) e Möhlmann (2015) composta por quatro itens para operacionalizar o construto intenção. Apesar das diversas designações dadas a este construto, como intenção comportamental e intenção futura, nesta investigação denominou-se apenas como intenção. A escala está associada ao comportamento nos serviços de ridesharing, que se adapta perfeitamente ao tema em estudo que é o carsharing, pelo que se procedeu apenas à tradução da escala e adaptação ao programa do dstgroup, conforme a tabela 13.

Tabela 13 - Escala do construto intenção utilizada no questionário

Escala Adaptação da escala Autores

It is likely that I use Blablacar in the near future.

É provável que eu participe no

programa carsharing do dstgroup num futuro próximo.

Arteaga- Sánchez et al.

(2018) I can see myself engaging in Blablacar

more frequently in the future.

Posso ver-me no futuro a aumentar a frequência de participação no programa carsharing do dstgroup. I will recommend the use of Blablacar

to anyone who asks me for advice.

Vou recomendar o programa

carsharing do dstgroup aos colegas de trabalho que me pedirem conselhos. I will encourage friends and

acquaintances to use the service.

Vou incentivar os meus colegas de trabalho a participarem no programa carsharing do dstgroup.

Benefícios económicos

Os benefícios económicos incluem a poupança de custos e/ou as recompensas monetárias decorrentes da adesão a serviços de partilha (Hamari et al., 2015). Na tabela 14 são

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apresentadas as escalas relacionadas com a economia da partilha que medem o construto benefícios económicos.

Tabela 14 - Escalas suportadas pela literatura do construto benefícios económicos

Construto Itens Autor Ano

Financial Benefits 3 itens Hawlitschek et al. 2018

Economic reward 3 itens Lee et al. 2018

Economic benefits 6 itens Arteaga-Sánchez et al. 2018

Cost savings 2 itens Jae-Hun Joo 2017

Economic benefits 4 itens Tussyadiah, Iis P. 2016 Economic benefits 4 itens Hamari et al. 2015

Cost savings 2 itens Möhlmann 2015

Com base nas escalas apresentadas, foi selecionada a de Hamari et al. (2015) adaptada de Bock, Zmud, Kim, & Lee (2005) composta por quatro itens para operacionalizar o construto benefícios económicos. A escala estava associada à intenção de participar na economia da partilha como antecedente da atitude, assim como na presente investigação tendo sido mantida a designação do construto. Como é possível observar na tabela 15 apenas se utilizou três itens, tendo sido eliminado o item “My participation in collaborative consumption saves me time”. Isto deve-se ao facto deste item enquadrar-se melhor na definição do construto utilidade percebida que foi inserido nesta investigação de forma separada dos benefícios económicos, uma vez que a poupança de tempo significa uma maior eficiência nas viagens.

Tabela 15 - Escala do construto benefícios económicos utilizada no questionário

Escala Adaptação da escala Autores

I can save money if I participate in

collaborative consumption. Pode-se poupar dinheiro ao participar na partilha de carro.

Hamari et al. (2015) My participation in collaborative

consumption benefits me financially.

A participação na partilha de carro beneficia financeiramente as pessoas. My participation in collaborative

consumption can improve my economic situation.

A participação na partilha de carro pode melhorar a situação económica das pessoas.

Página | 69 Benefícios sociais

Os benefícios sociais compreendem todas as interações entre os intervenientes dos serviços de partilha, nomeadamente conhecer pessoas novas, ter companhia durante as viagens e sentimento de prazer ou experiência agradável (Arteaga-Sánchez et al., 2018; Hamari et al., 2015). Na tabela 16 são apresentadas as escalas relacionadas com a economia da partilha que medem o construto benefícios sociais.

Tabela 16 - Escalas suportadas pela literatura do construto benefícios sociais

Construto Itens Autor Ano

Social experience 3 itens Hawlitschek et al. 2018 Social value 5 itens Arteaga-Sánchez et al. 2018 Sense of belonging 2 itens Hawlitschek et al. 2018

Enjoyment 3 itens Lee et al. 2018

Social value 4 itens Jae-Hun Joo 2017

Enjoyment 5 itens Tussyadiah, Iis P. 2016 Community belonging 2 itens Mareike Möhlmann 2015

Enjoyment 5 itens Hamari et al. 2015

Com base nas escalas exibidas, foi selecionada a de Arteaga-Sánchez et al. (2018) composta por cinco itens para operacionalizar o construto benefícios sociais. A escala estava associada ao comportamento nos serviços de ridesharing. Como se pode confirmar na tabela 17 foram removidos os itens “Blablacar allows me to meet future good friends” e “Blablacar allows me to know people from other places and cultures” por não se adequarem ao contexto do dstgroup, uma vez que os participantes são todos colegas na mesma organização.

Utilizou-se também dois itens da escala de Hamari et al. (2015) adaptada de Van Der Heijden (2004). A escala estava associada à intenção de participar na economia da partilha como antecedente da atitude, assim como na presente investigação. Os restantes itens eram “I think collaborative consumption is fun”, “I think collaborative consumption is interesting” e “I think collaborative consumption is pleasant” e não foram tidos em consideração por serem repetitivos.

Página | 70 Tabela 17 - Escala do construto benefícios sociais utilizada no questionário

Escala Adaptação da escala Autores

Blablacar allows me to meet

interesting people. A partilha de carro permite conhecer pessoas interessantes.

Arteaga- Sánchez et al.

(2018) Blablacar allows me to be

accompanied on my trip.

A partilha de carro permite ter uma companhia durante a viagem. Blablacar allows me to have fun with

other people during my trip.

A partilha de carro permite que as pessoas se divirtam durante a viagem. I think collaborative consumption is

enjoyable. A partilha de carro é agradável. Hamari et al. (2015) I think collaborative consumption is

exciting. A partilha de carro é empolgante.

Benefícios ambientais

Os benefícios ambientais incluem as consequências benéficas para o planeta decorrentes da partilha de bens, que inclui o aumento da eficiência na utilização dos bens, a redução do desperdício e aumento da sustentabilidade (Arteaga-Sánchez et al., 2018). Na tabela 18 são apresentadas as escalas relacionadas com a economia da partilha que medem o construto benefícios ambientais.

Tabela 18 - Escalas suportadas pela literatura do construto benefícios ambientais

Construto Itens Autor Ano

Environmental Concern 4 itens Waqas, M. et al. 2018 Sustainable transport benefits

awareness 6 itens Waqas, M. et al. 2018

Environmental impact 4 itens Arteaga-Sánchez et al. 2018 Ecological sustainability 5 itens Hawlitschek et al. 2018 Sustainability 4 itens Tussyadiah, Iis P. 2016 Environmental impact 2 itens Mareike Möhlmann 2015

Sustainability 5 itens Hamari et al. 2015

Com base nas escalas apresentadas, foi selecionada a de Hamari et al. (2015) composta por cinco itens para operacionalizar o construto benefícios ambientais. A escala estava associada à intenção de participar na economia da partilha como antecedente da atitude, assim como na presente investigação. Como se pode confirmar na tabela 19 a designação do construto foi alterada

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para benefícios económicos e foi removido o item “Collaborative consumption is efficient in terms of using energy” por se mostrar redundante.

Tabela 19 - Escala do construto benefícios ambientais utilizada no questionário

Escala Adaptação da escala Autores

Collaborative consumption helps save natural resources.

A partilha de carro ajuda a salvar recursos naturais.

Hamari et al. (2015) Collaborative consumption is

environmentally friendly. A partilha de carro é uma forma eficiente de utilizar os recursos. Collaborative consumption is a

sustainable mode of consumption.

A partilha de carro é um modo de consumo sustentável.

Collaborative consumption is

ecological. A partilha de carro é ecológica.

Utilidade percebida

A utilidade percebida é definida como o grau até ao qual uma pessoa acredita que ao partilhar carro a viagem poderá ser mais fácil e eficiente (Arteaga-Sánchez et al., 2018). Na tabela 20 são apresentadas as escalas relacionadas com a economia da partilha que medem o construto utilidade percebida.

Tabela 20 - Escalas suportadas pela literatura do construto utilidade percebida

Construto Itens Autor Ano

Independence through Ownership 3 itens Hawlitschek et al. 2018 Perceived usefulness 6 itens Arteaga-Sánchez et al. 2018

Convenience 2 itens Jae-Hun Joo 2017

Time saving 2 itens Jae-Hun Joo 2017

Com base nas escalas mostradas, foi selecionada a de Arteaga-Sánchez et al. (2018) adaptada de Davis (1993) e DeLone & McLean (2003) composta por seis itens para operacionalizar o construto utilidade percebida. A escala estava associada ao comportamento nos serviços de ridesharing. Como se pode verificar na tabela 21 foram removidos dois itens por serem considerados redundantes: “Blablacar helps me travel more comfortably” e “Overall, blablacar is advantageous for my trips”. Para além disto, o item “My participation in collaborative consumption saves me time” de Hamari et al. (2015) removido da escala dos benefícios económicos acima, foi

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incluído neste construto pois vai de encontro à definição de utilidade percebida anteriormente referida.

Tabela 21 - Escala do construto utilidade percebida utilizada no questionário

Escala Adaptação da escala Autores

Blablacar helps me travel more efficiently.

A partilha de carro permite viajar de uma forma mais eficiente.

Arteaga- Sánchez et al.

(2018) Blablacar makes my trip more

effective. A partilha de carro permite viajar de uma forma mais eficaz. Blablacar makes it easier to travel. A partilha de carro permite viajar de forma mais fácil. Blablacar helps me travel with a more

flexible schedule.

A partilha de carro permite viajar com um horário mais flexível.

My participation in collaborative consumption saves me time.

A participação na partilha de carro permite poupar tempo.

Hamari et al. (2015)

Estatuto social

O estatuto social é a posição ou classificação numa sociedade concedida a um indivíduo por outros, sendo que as pessoas dentro do mesmo grupo compartilham o mesmo prestígio e evidenciam esse prestígio no seu meio social (Eastman et al., 2015). Na tabela 22 são apresentadas as escalas relacionadas com a economia da partilha que medem o construto estatuto social.

Tabela 22 - Escalas suportadas pela literatura do construto estatuto social

Construto Itens Autor Ano

Symbolic Motives of Car 5 itens Waqas, M. et al. 2018 Prestige of Ownership 3 itens Hawlitschek et al. 2018

Reputation 4 itens Hamari et al. 2015

Com base nas escalas mostradas, foi selecionada a de Waqas et al. (2018) composta por cinco itens para operacionalizar o construto estatuto social. A escala estava associada ao comportamento de aceitação dos transportes sustentáveis. Como se pode confirmar na tabela 23 foi removido o item “The brand of a car is more important to me than its functional qualities” por não se evidenciar relevante face aos restantes itens.

Página | 73 Tabela 23 - Escala do construto estatuto social utilizada no questionário

Escala Adaptação da escala Autores

A car provides status and prestige. O carro fornece estatuto social.

Waqas, M. et al. (2018) My car shows who and what I am. O carro mostra quem e o que uma pessoa é.

I may be jealous of someone with a

nice car. Posso ter ciúmes de alguém com um carro melhor do que o meu. You can know a person by looking at

his or her car. Pode-se caracterizar uma pessoa ao olhar para o carro dele/a.