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CHAPITRE III: SYNTHÈSE ET CARACTÉRISATION D’UN COMPLEXE DE

III. Etude du complexe [Ru(terpy)(F2bpy)(NO)](PF 6 ) 3 avec terpy = 2,2’:6’,2’’-terpyridine, et F2bpy =

III.3. Caractérisation de [Ru(terpy)(F2bpy)(NO)](PF6)3 avec terpy = 2,2’:6’,2’’-terpyridine, et

III.3.3. Par spectrométrie de masse

Os alunos e os professores foram os sujeitos privilegiados da pesquisa nas observações e nas entrevistas realizadas, uma vez que são os principais atores dos processos educacionais, o que não impediu que fossem ouvidos e acompanhados

também o cotidiano de porteiros, faxineiros, eletricistas, servidores técnico- administrativos, coordenadores, diretores e outros sujeitos, cujas relações com os referidos processos se mostraram determinantes para a investigação.

Os critérios para definir quais alunos e alunas, especificamente, entrevistar em cada escola levaram em conta os dados colhidos ao serem observados os seus respectivos cotidianos e as duas pontas do processo de formação: o início e a conclusão da trajetória escolar. Seriam convidados, então, alunos de turmas do primeiro e do terceiro anos, dos três de duração dos cursos técnicos de nível médio na modalidade integrada, ofertados na educação profissional e tecnológica.23 Outros critérios foram levados em conta, tais como: a definição de um número de 5 alunos e de 5 alunas, no total de 10 alunos em cada escola; a participação daqueles que estivessem envolvidos com atividades e manifestações culturais que pudessem ser ou fossem relacionadas ao lazer no cotidiano escolar; e, ainda, a inclusão daqueles que não indicassem quaisquer envolvimentos e/ou interesses mais explícitos em relação a essas atividades e manifestações.

Em relação aos professores, os critérios também foram definidos levando-se em conta a observação do cotidiano escolar em cada escola e o fato de: serem servidores públicos do quadro permanente das escolas e em regime de dedicação exclusiva; terem, no mínimo, cinco anos de docência na educação profissional e tecnológica; indicarem algum tipo de envolvimento ou aproximação, intencional ou não, em relação a atividades e manifestações culturais relacionadas ao lazer; e, também, de não indicarem esse tipo de envolvimento ou aproximação. Outros critérios considerados: a definição de um número de 5 professores e 5 professoras; a participação de docentes das disciplinas tanto do núcleo de formação técnica específica dos cursos quanto do núcleo de formação geral dos mesmos.

Além desses critérios em relação aos alunos e aos professores, foi definida também a participação de outros sujeitos do cotidiano escolar e que tivessem algum tipo de relação com os aspectos relacionados à problemática do estudo ou que pudessem elucidar, complementar, ampliar e/ou criticar os dados e as informações colhidos no cotidiano das escolas. Com esses critérios observados, seria possível apreender um cenário geral que mostrasse os dissensos, os consensos, as

23 Apesar de não terem sido investigadas diretamente, são ofertadas, nessas escolas, outras modalidades de ensino: concomitante, sequencial, além da Educação de Jovens e Adultos (EJA).

contradições, as aproximações e outras indicações relacionadas à realidade estudada e às impressões e informações que apenas os sujeitos que vivessem a situação observada poderiam expressar.24

Ocorre que o que planejamos não é, exatamente, o que se expressa no movimento de construção da realidade. Ao contrário, as relações sociais concretas se estabelecem e vão sendo determinadas de acordo com a ação, o interesse, a atitude, a intervenção, o posicionamento dos sujeitos, segundo as condições sociais que se apresentam para isso e nossa projeção é não mais do que um ponto de partida, provisório, orientador do caminho, o qual é reconstituído enquanto se caminha e à medida que nos envolvemos nessa dinâmica, tentando apreender o objeto que estudamos.

No movimento de abstração, ao se planejar, como ensina Lefebvre (1979, p.83), imagina[-se] um determinado produto com forma e conteúdo, mas raciocinando em termos da sua forma, reduzindo, provisória e momentaneamente, o conteúdo. Quando se retorna a ele (ao conteúdo), para reaprendê-lo na nova realidade que se apresenta refeita, modificada, pensar apenas em termos formais já não é o suficiente, e, por isso, é preciso uma maneira diferente de lidar com a situação. É necessário, então, considerar a “interação de elementos opostos, como o sujeito e o objeto”, e examinar as relações que se estabelecem nessa nova realidade. Daí a necessidade de uma lógica concreta, da dialética em si, relacionada ao conteúdo, e que tem como um de seus elementos aquele esboço formal, mas reduzido, provisório. A reconstituição dos critérios em relação aos sujeitos que seriam entrevistados acaba por indicar muito claramente esse movimento. Não só os critérios indicados nem sempre foram cumpridos à risca (e nem poderiam ser), como foram ampliados; em alguns momentos, entrevistas foram sugeridas pelos próprios sujeitos, inclusive a partir de suas negativas de participação.

Pfaff (2010, p.259) se refere à ajuda que o pesquisador tem para inserção no campo de pesquisa e que isso ocorre, em vários casos, com ajuda de alguém que vai

24 Nas definições acerca desses critérios e do que se segue em termos de como foram sendo reconstruídos no estudo, vale recuperar o que discute Pires (1997, p.163) acerca da “noção de amostra”, entendida aqui num sentido amplo de corpus empírico de uma pesquisa: “[...] não é porque se deve selecionar que se extrai uma amostra e, inversamente, também não é porque se considera um conjunto completo localizado que não se faz uma amostragem; é, antes, porque se fala mais que se transforma, de qualquer modo, em amostra, aquilo o que se baseia para se falar a respeito”. E, em se tratando da observação sistemática a ser realizada, ela traz “em si mesma os germes da amostragem; ou seja, a capacidade de ultrapassar a si mesma”.

fazer contatos, abrir “alguns espaços sociais ocultos” e explicar práticas que o pesquisador não havia presenciado antes. Essa pessoa é, geralmente, a primeira a ser entrevistada, quem poderá ajudar a selecionar outras para as entrevistas. Essa foi uma das ocorrências encontradas ao longo da pesquisa nas escolas, no que diz respeito aos indicativos de quais sujeitos entrevistar e, dentre esses, quais iriam aceitar e quais se negariam a participar.

Os sujeitos no COLTEC

O QUADRO 1 indica o mapa dos alunos e das alunas entrevistados no COLTEC. Foram entrevistados 13 alunos, em vez dos 10 previstos nos critérios, inicialmente definidos, tendo sido levados em conta alguns indicativos específicos nas observações feitas, não só em relação aos objetivos de estudo como em relação à ausência dele no universo de alguns desses alunos.

QUADRO 1

Número de alunos(as) entrevistados no COLTEC

TOTAL DE