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Chapitre IV : Développement d’un outil d’aide à la détection et

IV.3. Approche de diagnostic par le générateur G2

IV.3.2. Spécification pour le diagnostic des défaillances

Nesta categoria, estão incluídas as questões de números: 5; 12 e 15, do instrumento de pesquisa, que se encontra no apêndice A, e a questão de número 4, do apêndice B. São questões que abordam a respeito da explicação do dia e da noite, na perspectiva de um observador externo ao planeta Terra.

De modo unânime, todos os alunos pensam que uma pessoa do outro lado do mundo está em uma situação oposta da aqui presente, ou seja, se no Brasil, é dia, no Japão, por exemplo, será noite e vice-versa. Percebemos que os alunos demonstram este conhecimento sem suscitar dúvidas. Ao perguntar aos discentes acerca da origem dessa informação, a grande maioria relatou que tal conhecimento é oriundo da televisão, e que a mídia deixa claro que, do outro lado do mundo, a situação do fenômeno em estudo é contrária da que está presente no Brasil. Mas, quando solicitada a explicação do fenômeno do ciclo dia/ noite, empregando os modelos mentais por eles confeccionados, o resultado não se mostrou tão confiante, quando comparado com o que haviam verbalizado. Notamos que as explicações se distinguiram,

basicamente, acerca do movimento ou não do planeta Terra. Assim, as explicações levantadas foram distribuídas em dois grupos distintos, sendo um, composta por alunos que pensam que o dia e a noite se dão devido ao movimento do nosso planeta, e que os demais astros estão “parados” no céu; o outro, por sua vez, é composto por discentes que pensam que nosso planeta está estacionário e os demais astros estão em movimento.

Dos dezoito alunos pesquisados, cinco simularam com seus modelos a Terra movimentando-se lentamente em torno de seu eixo. O Sol e a Lua estavam em lados opostos no céu, parados, e à medida que a Terra passava pelos astros, víamos o dia e a noite de modo diferente, dependendo do local de onde estamos no planeta . As explicações de Ramon; Valda e Violeta ilustram tal noção, quando dizem, respectivamente: “Vejo ao contrário do meu

amigo que está no Japão...se aqui é dia, lá [Japão] será noite [à medida que fala, gira a Terra

lentamente entre o Sol e a Lua, mostrando a diferença entre Brasil e Japão]”; “ao girar em

volta dela [gira a Terra] ela passa pelo Sol, ficando dia para nós e para minha amiga no Japão, noite”; “Se aqui [Brasil] é dia, lá [Japão] será noite, porque a Terra vai girando devagarzinho, de um lado é de noite e do outro é de dia’”.

As simulações desses estudantes, quando comparadas com suas respostas em outras questões do instrumento de coleta, foram coerentes, sendo esta a ideia que perpassa por suas mentes. Foi percebido que esses grupos de alunos não encontraram tanta dificuldade em manter suas ideias iniciais, uma vez que afirmavam, desde o início da entrevista, que nosso planeta descreve um movimento.

O segundo grupo, com cerca de doze deles, pensam em um arranjo de astros no qual nosso planeta não realiza movimento, e que o Sol e a Lua estão localizados como se estivessem presentes em lados opostos, e são estes astros que descrevem movimentos em torno da Terra, com trajetórias diferentes. Relativo a esse movimento, temos cinco estudantes que pensam que o Sol e a Lua sobem e descem no céu, ideia representada por Sabrina, quando observa: “O Sol desce...e depois vem a Lua, aí...ele [Sol] surge no Japão...[explica o movimento trocando as peças do Sol e da Lua de lugar, mantendo a Terra estática]”; e Joaquim, quando expõe que: “ o Sol e a Lua sobe e desce. Quando o Sol sobe, é dia para mim

e noite para meu amigo no Japão...depois fica o contrário ”.

Outros seis alunos referem que o Sol e a Lua circundam a Terra, como exemplificado por Rui, quando aponta: “De modo contrário. Se aqui (Brasil) é dia, lá (Japão) será noite,

porque o Sol e a Lua roda em volta da Terra... aí vai mudando para o dia e para a noite”.

dia e a noite, tanto para ele, situado no Brasil, quanto para um amigo no Japão. Na representação, o aluno manteve a nuvem parada, e o Sol e a Lua entraram e saíram dela.

Quanto à representação gráfica dos discentes, para explicarem sobre como ocorrem o dia e noite para pessoas que estão em lados opostos do planeta, pode-se dizer que dez deles mantiveram uma explicação coerente com as ideias iniciais e sete discentes expuseram ideias contraditórias com as anteriormente ditas.

Em relação ao primeiro grupo, estão os participantes que mantiveram seus registros gráficos coerentes com suas explicações, durante a entrevista e com a simulação com a massa de modelar, quando perguntado como ocorre o dia e a noite para eles e para um colega que está em lado oposto no planeta. Para esses estudantes, a Terra gira em torno dela mesma; com isso, parte dela fica voltada para o Sol, sendo dia, e outra parte voltada para a Lua, ocasionando a noite, e estão em lados opostos e parados. A alternância do movimento dá oportunidade de vermos o dia e a noite de modo diferente em algumas regiões distintas do planeta. Exemplificamos, na figura 28 tal ideia, com os registros realizados pelos discentes: Violeta; Gediel e Natacha.

Figura 28 - Explicação sobre o dia e a noite a partir do movimento da Terra vista de fora do planeta.

O outro grupo, com sete alunos, revelaram ideias contraditórias em relação às suas explicações acerca do dia e da noite em locais diferentes do planeta. Alguns haviam considerado a Terra estática, e nos registros gráficos passaram a acatar a ideia da Terra em movimento, como é o exemplo de Renê. Na explicação do fenômeno do dia/noite, utilizando modelos com a massinha, o aluno inferiu: “O Sol vai chegando perto da nuvem, aí a Lua sai,

o Sol entra debaixo da nuvem e a Lua sai. De dia, a nuvem tapa a Lua e o Sol fica longe da nuvem. A nuvem fica parada... o Sol e a Lua é que chegam até ela”. Em seu registro gráfico,

desenhou a Terra entre o Sol e a Lua, com os astros em posições opostas, sem a presença de nuvens, como representado na figura 29.

Figura 29- Registro gráfico acerca do fenômeno dia/noite do aluno Renê.

Fonte - A autora.

Outro exemplo é o de Márcio. O aluno havia dito, primeiramente, que a Terra não realizava movimento, ou seja, se encontrava parada no espaço e que “o Sol roda em volta da

Terra, para cima e para baixo. A Lua também faz o mesmo movimento que o Sol... para cima e para baixo em volta da Terra”. Em seus desenhos, representou a Terra movimentando-se

em torno do Sol e da Lua, com estes astros em lados opostos e estáticos. Isso fica evidente na figura 30.

Figura 30 - Registro gráfico acerca do fenômeno dia/noite do aluno Márcio.

Fonte- A autora.

De modo geral, podemos considerar, nessa categoria, que os discentes entendem que o fenômeno do dia e da noite não ocorre ao mesmo tempo em todas as partes do planeta. Compreendem por unanimidade que uma pessoa localizada em lado oposto à outra, na Terra, vê o fenômeno de modo contrário, ou seja, se para um deles é dia, para o outro, é noite. Este foi um consenso entre os alunos do 5° ano, porém a explicação para a diferença do fenômeno em diferentes locais é que trouxe controvérsias. Para a maioria, tal fato se dá em decorrência do movimento da Terra, que gira em volta dela mesma, com isso, voltando sua face de modo alternado para o Sol, ocasionando o dia, e ora para a Lua, ocasionando a noite. Nesta ideia, os astros se encontram em lados opostos à Terra e estacionários, corroborando os resultados apontados por Schwarz et al. (2011), quando discorrem sobre o modelo híbrido do ciclo dia/noite. Para os autores, nesta perspectiva, os estudantes pensam que tal fenômeno acontece devido ao movimento que a Terra realiza em torno de si, e que, à medida que esta altera sua posição, vai ocasionando o dia e a noite. Tal concepção também corrobora as encontradas por Vosniadou e Brewer (1994); Samarapungavan, Vosniadou e Brewer (1996) e Diakidoy, Vosniadou e Hawks (1997). Os autores afirmam que o Sol e a Lua estão em lados opostos, e isso implica o fato de o dia ser causado pelo Sol, e a noite pela Lua, dados também presentes em nosso trabalho.