III. Seconde partie : La politique étrangère russe de 2000 à 2016
III.2. La dimension « civilisationniste » de la doctrine Poutine
III.2.1. Souverainetp et droits de l’homme : la Russie et ses alliés
O número avultado de dados recolhidos com a aplicação do inquérito por questionário pode conduzir o investigador a um trabalho muito amplo com prejuízo da excelência da qualidade esperada. A solução apontada por Quivy & Campenhoudt (2003), traduz a aplicação de um método de análise claro, preciso e explícito.
O programa estatístico SPSS é, por excelência, um instrumento de utilização vantajosa num estudo de natureza quantitativa pois possibilita o tratamento de uma quantidade avultada de dados, sendo exequível em pouco tempo e exigindo ao investigador unicamente a codificação dos dados recolhidos e a posterior interpretação face ao “(...) quadro teórico que construiu previamente(..)” (Quivy & Campenhoudt (2003, p.223). A utilização deste programa informático permite a realização de testes estatísticos que permitem a a inferência de conclusões. Os resultados desses testes podem apresentar- se sob diversas formas, o que favorece a interpretação dos mesmos.
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As principais vantagens de utilização da análise estatística (seja pelo programa SPSS, SPAD, SAS ou outros) são, para Quivy & Campenhoudt (3ªed., 2003) a precisão e o rigor inerentes a estes métodos; a capacidade destes métodos de manipularem rapidamente um levado numero de variáveis; a clareza dos resultados obtidos; a variedade das formas de apresentação desses resultados (tabelas, gráficos, entre outros). Os mesmos autores, apontam como limitações a estes métodos a dificuldade em medir factos sociais que por natureza não são mensuráveis; o facto destes métodos estatísticos não fornecer uma base explicativa para a situação em estudo, cabendo ao investigador o estabelecimento das justificações e explicações.
Tendo em conta o objectivo do estudo, as questões de investigação, as hipóteses de investigação e, principalmente, o tipo de dados, podemos escolher o programa SPSS com vista à análise paramétrica, mais complexa e que exige o cumprimento de requisitos mais rigorosos para proceder à aplicação de métodos avançados de inferência estatística como as análises de variância, os modelos de regressão multivariável, as análises factoriais, as correlações de Pearson, o t de Student ou a ANOVA; ou à análise não paramétrica,menos exigente e complexa, aplicável a dados ordinais e nominais, através da qual se realizam testes de análise como o qui-quadrado de Pearson (χ2
) (Tuckman, 2002).
Tratando-se de um estudo quantitativo, através do qual se pretende descrever e comparar as opiniões dos inquiridos relativamente às suas estratégias educativas, no qual as variáveis assumem valores nominais, procedeu-se à aplicação de técnicas não paramétricas, nomeadamente o teste do qui-quadrado de Pearson que, de acordo com Hill e Hill (2008), “não é um coeficiente de associação (nem um coeficiente de correlação) (…) um valor significativo para o qui-quadrado indica que as duas variáveis não são independentes, mas não indica o grau de relacionamento entre elas” (p.205).
Na aplicação deste teste ensaiámos a hipótese nula (H0), isto é, a hipótese que garante a independência das variáveis em estudo. Segundo Hill e Hill (2008), se o valor deste teste for muito pequeno ou próximo de zero, as variáveis são independentes, caso contrário, se o valor de χ2
for elevado, então as variáveis em estudo estabelecem uma relação de dependência intensa. Contudo, para assumir que o teste é estatisticamente significativo deve ter-se
69 em conta um intervalo de confiança na ordem de 95%, através do qual se estabelece um nível de significância para o teste inferior a 5%, isto é, p = 0,05.
De acordo com Hill e Hill (2008), para se encontrar o grau de relacionamento, isto é, se pretendemos verificar se a relação entre as variáveis é “forte” ou “fraca” é necessário o cálculo de um coeficiente de correlação associado a este tipo de técnica, a saber o coeficente phi, ou o coeficente de Cramér, ou ainda, o coeficiente de Contingência.
Para além do uso destes testes estatísticos, com o objectivo de facilitar a análise estatística dos dados recolhidos, procedemos à análise minuciosa das questões que contemplavam o posicionamento dos nossos inquiridos com mais de um filho, em relação às escolhas realizadas para cada um deles, ao tipo de informação recolhida para proceder à escolha da escola, ao modo como essa informação é obtida, às medidas adoptadas de forma a inscrever os filhos na escola pretendida e às que visam o sucesso escolar e o desenvolvimento pessoal dos filhos.
Prosseguimos com a mesma análise nas questões relativas à participação dos pais na vida escolar dos filhos, particularmente no que se refere à frequência dos contactos estabelecidos com a escola e à pessoa contactada.
Só por esta via nos foi possível simplificar o tratamento estatístico e considerar apenas as respostas dadas para o primeiro filho.
Assim, procedeu-se à análise das questões 16 a 19, 26 e 27, 30 e 31, de forma a verificar-se a existência de semelhanças ou diferenças nas escolhas e estratégias adoptadas pelos pais para cada um dos seus filhos. Podemos afirmar que a esmagadora maioria dos resultados desta análise apontava para números que estiveram abaixo dos cinco inquiridos com atitudes educativas diferentes para cada um dos filhos, valor que nos pareceu aceitável estipular como limite, pelo que resolvemos considerar apenas como diferenças significativas as respostas que reuniam mais de cinco inquiridos.
A maioria dos inquiridos assumiu que as suas estratégias educativas e as escolhas que realizam são independentes do número de filhos e iguais para toda a fratria. Por conseguinte, os resultados que se encontram sintetizados nos Quadros 1 a 8, em anexo, revelam não existir consideráveis diferenças nas opiniões dos pais, com excepção de uma das alternativas apresentadas nas
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questões 26, 27 e 30, a saber: na questão 26, no que se refere à inscrição em cursos de línguas, observam-se nove respostas que manifestam existir diferenças consoante o filho em causa. O mesmo acontece na questão 27, na qual se verifica existir o mesmo número de inquiridos que afirmam recorrer a explicadores individualizados fora da escola de acordo com o filho em causa; na questão 30, relativamente às idas à escola várias vezes ao longo do ano lectivo, obtivemos oito inquiridos que respondem ter uma atitude diferente consoante o filho em causa.
Após a introdução de todos os dados, tornou-se clara a necessidade de se operarem agregações em algumas questões e criarem-se novas variáveis que visavam a simplificação e fiabilidade do tratamento estatístico.
Na primeira parte do questionário realizaram-se as seguintes agregações, a saber:
-- Questão 7:para simplificação dos dados relativosà classificação da actividade profissional do respondente e do respectivo cônjuge, considerámos os grandes grupos de profissões mencionados na CNP (1994), sendo que todas as respostas foram analisadas à luz deste procedimento e inseridas num desses grupos, de onde resultaram os Quadros 7 e 8, em Anexo.
-- Questão 9: reorganização dos níveis de escolaridade do seguinte modo: “Até ao 3ºciclo(obrigatório)”que inclui os níveis “Analfabeto”,“Sabe ler e escrever mas não possui um grau”; os indivíduos que apenas realizaram o 1ºciclo, ou o 2ºciclo ou o 3ºciclo completo e incompleto;
“secundário”, que inclui o ensino secundário completo, incompleto, o ensino profissional com equivalência ao 12ºano e o bacharelato incompleto;
“licenciatura” que inclui o bacharelato completo e as licenciaturas completas e incompletas;
“pós-graduações” que incluem todos os estudos posteriores à
licenciatura, desde pós-graduações, mestrados, doutoramentos e especializações.
-- Questão 10: redução das variáveis que representam o número de filhos de seis para três categorias, contemplando as situações de inquiridos com “1filho”, “2 filhos” e “3 ou mais filhos”;
-- Questão 11: realizaram-se várias agregações iniciando-se com uma primeira agregação que contemplava o número de filhos, o tipo de
71 estabelecimento de ensino e o grau de escolaridade frequentado por cada um, somando no final 47 variáveis; seguiu-se uma segunda agregação onde a diferença relativamente à agregação inicial residiu na exclusão do nível de ensino frequentado por cada um dos filhos. Contudo, ainda assim contámos no final com 24 variáveis; numa terceira tentativa de simplificação agregámos os dados recolhidos sem nos referirmos ao número de filhos de cada inquirido, sendo que obtivemos 7 variáveis; por fim, chegámos ao formato final da questão que incluía apenas três variáveis relativas ao tipo de estabelecimento de ensino frequentado. Ficámos, assim, com “ensino público”, “ensino privado” e “ensino público e ensino privado”.
-- Questão 12: relativamente às expectativas em relação ao futuro dos filhos procedemos a duas agregações para esta questão: a primeira contemplava o número de filhos e as expectativas criadas para cada um deles, totalizando 17 variáveis para esta questão; já numa segunda agregação contemplou-se unicamente o tipo de expectativas criadas, independentemente do número de filhos terminando com quatro variáveis, a saber: “ensino
superior”, “pós-graduações”, “expectativas diferentes” e “não se manifesta”.
-- Questão 13: começámos por trabalhar esta questão evidenciando o número de filhos e discriminando a situação de aproveitamento escolar para cada um, obtendo 10 variáveis; em seguida procedemos a uma segunda agregação onde contemplámos unicamente quatro situações, a saber: “nunca
reprovou/reprovaram”; “pelo menos um filho já reprovou uma vez”, “pelo menos um filho já reprovou duas ou mais vezes” e “pelo menos um filho já repetiu uma vez e o outro duas ou mais vezes”.
Já na segunda parte do questionário, procedemos às seguintes agregações:
-- Questão 15: de forma a evidenciar escolhas distintas para os filhos no que concerne à proximidade da escola que frequentam com a residência, foram criadas três novas variáveis para esta questão: “todos os filhos na escola mais
próxima”, “todos os filhos na escola mais distante” e “pelos menos um filho na escola mais próxima e outro(s) não”;
-- Questão 16: de forma a possibilitar a realização de testes estatísticos
que produzam resultados fiáveis na amostra e nos possibilitem inferir possíveis diferenças entre os grupos de classe, agregaram-se as razões apresentadas
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em sete factores de escolha, a saber: Factor geográfico – inclui as razões 1, 2; Factor Segurança – inclui as razões 8, 22; Factor familiar – inclui as razões 3, 4, 18; Factor Organizacional – inclui as razões 5, 9, 16, 17, 19, 20, 21, 23, 29 e 30; Factor Relacional – inclui as razões 6, 7, 15, 25, 26; Factor
pedagógico – inclui as razões 10, 11, 12, 13, 24, 27, 28; Factor Pessoal –
inclui unicamente a razão 14.
Na terceira parte do questionário, procedemos às seguintes agregações:
-- Questão 20: tratando-se de uma questão aberta, procedeu-se à
análise de conteúdo das respostas dadas. As respostas foram analisadas minuciosamente e agrupadas em quatro categorias: “Dar instrução/formar
academicamente”, “Integração social e educação para a cidadania”, “Formação profissional” e “Trabalhar em parceria com a família”. Atendendo ao facto de as
nossas respostas não se centrarem somente numa destas quatro categorias, entendemos que era necessário intersectá-las mutuamente pelo que no Quadro 53 se apresentam as categorias finais desta análise.
-- Questão 21: dispúnhamos de um conjunto de cinco questões das
quais foram excluídas as afirmações não assinaladas pelos inquiridos. Assim, para o primeiro conjunto, foi excluída a afirmação “Os pais devem definir as
regras familiares e impô-las aos filhos, sem explicações”, e para o terceiro
conjunto foi omitida a afirmação “As relações familiares devem ser marcadas
pela distância entre pais e filhos”.
-- Questões 22 a 25: nas questões 22a 25 foi pedido aos inquiridos que
assinalassem as atitudes mais frequentes perante quatro cenários que lhes foram colocados, pelo que procedemos à contabilização das respostas
“assinaladas”e das “não assinaladas” tal como se mostra nos Quadros 59 a 62,
em Anexo. Posteriormente, procedemos à análise individual de cada atitude dos pais face aos bons e aos maus comportamentos dos filhos de modo a extraírem-se resultados acerca das que são mais assinaladas e menos assinaladas quando os resultados escolares dos mais novos variam. A síntese dos resultados desta análise apresenta-se nos Quadros 63 e 64.
-- Questão 29: relativamente à frequência dos temas de conversa sobre
a escola entre pais e filhos procedemos à sua contabilização atendendo à escala que propusemos para esta questão, a saber: “Nunca”, “Raramente”,
73 Quadro 68. Posteriormente, agregaram-se as alternativas apresentadas em três categorias ou factores, tais como “Conversas sobre aprendizagem e
resultados” - inclui as alternativas 1, 2, 5, 7 e 8 – “Conversas sobre relacionamentos” – inclui as alternativas 3 e 4 – e “Conversas sobre o funcionamento das aulas” -- inclui as alternativas 6, 9 e 10 – as quais foram
cruzadas com as variáveis em estudo.
Por último, na quarta parte do nosso inquérito por questionário, especificamente na questão 32, relativa à participação dos pais na vida escolar dos filhos, procedeu-se à análise das respostas considerando como negativas as oito primeiras atitudes dos pais e como positivas as restantes quatro atitudes.