O método considerado ideal para determinar a composição corporal é a pesagem hidrostática, entretanto, o fato de ser um método indireto, pouco disponível e a demora em aplicá-lo dificultam sua utilização.
Outros métodos indiretos tais como tomografia computadorizada, ressonância magnética, densitometria óssea, ultra-sonografia e impedância elétrica requerem muito tempo para uma única determinação, equipamentos de alto custo e necessidade de técnicos especializados para operá-los, o que também limita sua utilização (PETROSKI, 1999).
Contudo, conforme Silva & Petroski (1999), para analisar a composição corporal podem ser utilizadas medidas antropométricas, relacionando-as umas com as outras, mediante a determinação de índices corporais ou através do uso de técnicas de regressão estatística. Devido à facilidade de obtenção das medidas e de cálculo, freqüentemente utiliza-se o índice de massa corporal (IMC). Este índice, também denominado índice de Quetelet em referência ao cientista Quetelet, que o descreveu em 1871, e é considerado o pai da Antropometria Científica, consiste na relação da massa corporal e a estatura (IMC= massa corporal (kg) dividida pelo quadrado da estatura (m2)). Tem o objetivo de classificar o estado nutricional do indivíduo em: abaixo do peso, peso ideal, sobrepeso e obesidade (MARTINS & WALTORTT,1999). Este índice tem sido utilizado mundialmente para classificar o estado nutricional dos indivíduos e relaciona-se com padrões epidemiológicos de morbidade e mortalidade (ANJOS, 1992).
Conforme Alvarez & Pavan (1999), massa corporal pode ser definida como medida antropométrica que expressa a dimensão da massa ou volume corporal, é, portanto, a somatória da massa orgânica e inorgânica existente nas células, tecidos de sustentação, órgãos, músculos, ossos, gorduras, água e vísceras.
Embora o IMC se constitua numa medida da massa corporal que não leva em conta a massa gorda e massa livre de gordura, a facilidade em se obter o seu cálculo e a comprovada associação com a morbidade e mortalidade justifica a sua utilização como indicador do estado nutricional de adultos em estudos epidemiológicos (ANJOS, 1992).
Estudo desenvolvido pela Sociedade Americana de Câncer a respeito da relação entre índice de massa corporal e risco relativo de morte evidenciou que a taxa de mortalidade mínima ocorre dentre os indivíduos com IMC entre 20 e 25 kg / m2, enquanto que em indivíduos com sobrepeso demonstrou-se elevado risco de morte por doenças metabólicas e crônico- degenerativas e dentre indivíduos com baixo peso corporal elevado risco relativo de morte por alguns cânceres e enfermidades digestivas e respiratórias (GUEDES & GUEDES,1998). Quanto aos padrões de saúde e beleza, variam conforme a época em decorrência de valores científicos e culturais da sociedade. Enquanto na Idade Média e Renascimento o padrão estético feminino consistia em formas arredondadas, relacionadas com ideais de fertilidade e sensualidade, a partir da segunda metade do século XX intensificou-se o modelo de um corpo magro e atlético, culminando nos anos 90 com um verdadeiro padrão anoréxico, difundidos por modelos elevadas à categoria de ícones universais, freqüentemente exibindo índices de massa corporal baixíssimos. Milhares de mulheres em todo o mundo, sobretudo as jovens, buscam corresponder a este padrão estético e, insatisfeitas com seu peso e forma corporal, adotam medidas extremas para perder peso, sem levar em conta os prejuízos para a saúde e contribuindo para elevar a incidência de transtornos alimentares. Estudos em diversos países demonstram verdadeiras epidemias de obesidade e paradoxalmente incremento de transtornos
alimentares como bulimia e anorexia nervosa, sendo que tanto a obesidade quanto os transtornos alimentares representam riscos severos à saúde (GRADISKI et all, 2001).
A prevalência da obesidade tem aumentado do modo significativo nas últimas décadas tanto em países desenvolvidos quanto em países em desenvolvimento, atingindo proporções epidêmicas, acometendo todas as idades e grupos socioeconômicos. Mais de um bilhão de adultos apresentam sobrepeso e pelo menos trezentos milhões destes são clinicamente obesos (WHO, 2003b).
No Brasil, dados do Ministério da Saúde (1989) referentes à Pesquisa Nacional sobre Saúde e Nutrição indicam que a prevalência de obesidade (IMC>= 30kg/m2)entre a população adulta é de 8%, sendo que destes, 70% são mulheres. Esta mesma pesquisa revelou que 27 milhões de indivíduos apresentam sobrepeso ou obesidade (IMC>=25,0kg/m2), correspondendo a 27% dos homens e a 38% das mulheres.
Este fenômeno é atribuído às mudanças ambientais relacionadas ao estilo de vida e aos hábitos alimentares. Neste sentido, a utilização de alimentos industrializados com alta densidade calórica, pobres em nutrientes mas com elevados níveis de açúcar e gorduras saturadas, bem como o sedentarismo, têm sido apontados como fatores contributivos para a obesidade, definida como distúrbio do metabolismo energético de etiologia multifatorial. Seu desenvolvimento ocorre por associação de fatores genéticos, ambientais e comportamentais (ESCRIVÃO & TADDEI, 2001).
Rabelo (2001) salienta que a obesidade resulta de um desequilíbrio energético, onde a ingestão calórica supera o gasto energético, levando ao acúmulo desse excesso sob a forma de gordura. Há que se considerar que do ponto de vista evolutivo, o ser humano desenvolveu mecanismos metabólicos para protegê-lo da falta de alimentos e não do excesso. Ser mais eficiente no aproveitamento energético alimentar certamente representou uma vantagem na luta pela sobrevivência, entretanto, paradoxalmente, manter essa eficiência metabólica tornou-
se um fator desfavorável à saúde uma vez que a revolução tecnológica e da agricultura modificaram substancialmente a questão da disponibilidade de alimentos, de modo que os seres humanos têm acesso facilitado aos alimentos.
A prevalência da obesidade é maior nas mulheres do que nos homens em todas as faixas etárias, na maioria dos países. Ao longo da vida há um aumento progressivo da gordura corporal e diminuição da massa magra, em ambos os sexos, entretanto, dentre as mulheres, o climatério e a menopausa parecem desempenhar um papel facilitador para o acúmulo de gordura (MEIRELLES, 2001).
Werutsky (2001) destaca que o padrão de atividade física representa papel fundamental na regulação do peso corporal e das reservas de gordura, sendo o estilo de vida inativo fortemente implicado na etiologia da obesidade. A inatividade física ou comportamento sedentário pode ser definido como “um estado onde o movimento do corpo é mínimo e a energia dispendida se aproxima à taxa metabólica de repouso” (WHO,1997).
No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde (2002), pesquisas a respeito de fatores de risco para doenças crônicas não-transmissíveis - alcoolismo, obesidade, hipertensão arterial, tabagismo, sedentarismo – evidenciou que o sedentarismo é o que apresenta maior prevalência na população, independentemente do sexo.
Dentre as graves repercussões da obesidade, destaca-se o fato de ser o principal fator determinante de doenças crônicas tais como hipertensão arterial, doença coronariana, diabetes mellitus tipo II e algumas formas de neoplasias – mamas, endométrio, cólon, vesícula, rim e próstata - além de maior risco de morte prematura (WHO, 2003a).
Estudo de Gigante et all (1997) realizado em município do interior do Estado do Rio Grande do Sul,revelou prevalência de obesidade entre adultos de 21% e sobrepeso em 40%, sendo que a prevalência de obesidade foi significativamente mais elevada entre mulheres do que em homens (25% e 15% respectivamente). Também evidenciou que a proporção de obesidade
aumenta acentuadamente com a idade, sendo quatro vezes mais elevada após os 40 anos do que no grupo de idade entre 20 e 29 anos e que embora as prevalências de obesidade sejam semelhantes para ambos os sexos até os 40 anos, após esta idade as mulheres passam a apresentar prevalências duas vezes mais elevadas que os homens. Mulheres que tiveram um filho apresentaram risco de obesidade quase duas vezes maior do que as nulíparas, e entre aquelas que tiveram três ou mais filhos este risco chegou a cerca de três vezes. Observou-se associação inversa entre obesidade e escolaridade, confirmando os achados de Hopsu & Sogaard (1997), que realizaram pesquisa dentre zeladoras finlandesas e evidenciaram que aquelas de menor escolaridade apresentavam sobrepeso (IMC superior a 26 kg/m2), enquanto que as de maior escolaridade apresentavam IMC dentro dos limites da normalidade (abaixo de 24 kg/m2). Estes autores ressaltam que as dimensões corporais influenciam as posturas no trabalho, o esforço, as técnicas de trabalho e mesmo o desenho de ferramentas adequadas; enfatizam que o peso corporal é um importante fator para o esforço cardiovascular e muscular e pode inclusive aumentar o risco de distúrbios músculo-esqueléticos.
Estudo prospectivo de coorte abrangendo 8.833 empregados, realizado por Bultmann et all (2002), evidenciou que dentre os homens, estar com sobrepeso e ser fisicamente inativo durante o tempo de lazer relacionam-se intensamente com o com o começo do processo de fadiga, enquanto que dentre as mulheres, estar com baixo peso relaciona-se com aumento do risco de futura fadiga.
Estudo de seguimento abrangente foi realizado por Lahti-Koski et all (2002) ao longo de quinze anos, concluindo que tanto em homens quanto em mulheres, a percepção geral da saúde, a atividade física durante o tempo de lazer e o consumo diário de vegetais relacionam- se inversamente com a obesidade.
A associação inversa entre o IMC e a atividade física dentre as mulheres mostrou-se evidente durante todo o tempo do estudo. São apontados como fatores que aumentam as chances de ter
um peso normal: um estilo de vida saudável, abstenção do tabagismo, consumo moderado de bebidas alcoólicas e consumo de alimentos saudáveis.
Estudos de Seitsamo & Ilmarinen (1997) evidenciaram que as dimensões do estilo de vida, capacidade para o trabalho e percepção da saúde estão fortemente associadas e são diretamente proporcionais.
CAPÍTULO 3 – METODOLOGIA
3.1 Modelo de Estudo
Esta pesquisa caracteriza-se como um estudo de levantamento, do tipo descritivo correlacional, sendo que a pesquisa descritiva permite descrever com exatidão os fatos e fenômenos de uma determinada realidade, relacionando-os (TRIVIÑOS, 1987). As características de uma população específica - as mulheres trabalhadoras da indústria frigorífica - foram descritas e vários dados foram analisados considerando-se sua correlação.
3.2 População e Amostra
A região Oeste do Estado do Paraná destaca-se economicamente pela sua atividade agropecuária e por constituir-se num pólo de indústrias frigoríficas em expansão, que emprega grandes contingentes de mão-de-obra feminina.
No presente estudo, a população foi constituída por trabalhadoras de uma empresa de grande porte do ramo frigorífico, especificamente um frigorífico de suínos, em que a população feminina é constituída por 348 mulheres, cuja jornada diária de trabalho é de oito horas e quarenta e oito minutos, durante cinco dias da semana.
A amostra foi composta, de maneira intencional, pelas mulheres que compareceram ao ambulatório do Serviço de Medicina Ocupacional da empresa para realizarem o exame médico periódico, durante o mês de julho de 2003, perfazendo um total de 102 mulheres.
3.3 Instrumentos Utilizados
Neste estudo foi utilizado um questionário para obter os dados pessoais e renda mensal individual e uma ficha para registrar os dados antropométricos, a fim de se obter o IMC. Também foram utilizados dois questionários auto-administráveis para avaliação do estilo de vida e capacidade para o trabalho.
Os dados pessoais e de renda mensal individual foram registrados em uma ficha onde constavam questões que permitiram categorizar os indivíduos quanto à idade, estado civil, escolaridade, número de filhos, rendimentos, ter outro trabalho remunerado, tempo de permanência na função atual, freqüência com que desempenha trabalhos domésticos e se há colaboração de outras pessoas nas tarefas domésticas (Anexo 1). Estas variáveis possibilitaram o delineamento do perfil socioeconômico da população estudada.
O “Fantastic Lifestyle” consiste num questionário obtido a partir de Fantastic Lifestyle
Assessment (1985) adaptado pela Canadian Society for Exercice Physiology (2003, Anexo 2).
Este instrumento permite determinar a taxa de benefício à saúde baseada em vários hábitos e atitudes que compõem o estilo de vida com o propósito de ser uma ferramenta auto administrada para a promoção da saúde. Aborda um conjunto de temas que representam uma influência sutil porém extremamente importante sobre a saúde como: apoio familiar e de amigos, atividade física, nutrição, uso de tabaco e tóxicos, uso de bebidas alcoólicas, sono,
uso de cinto de segurança, resposta ao estresse, sexo seguro e perspectiva de vida. O indivíduo deve assinalar a alternativa que melhor descreve o seu comportamento ou situação no último mês. Para o item família e amigos, as questões são se há alguém com quem conversar assuntos importantes e se o indivíduo dá e recebe afeto; as alternativas são: quase nunca, raramente, algumas vezes, com relativa freqüência e quase sempre. Quanto à atividade física, questiona-se se o indivíduo é vigorosamente ativo pelo menos por trinta minutos por dia e se é moderadamente ativo; as respostas são: menos de 1 vez por semana, 1-2 vezes por semana, 3 vezes por semana, 4 vezes por semana, 5 ou mais vezes por semana. Referente à nutrição, pergunta-se se a dieta é balanceada (há explicação a respeito) e as respostas possíveis são quase nunca, raramente, algumas vezes, com relativa freqüência, quase sempre; a outra questão é se o indivíduo freqüentemente ingere em excesso açúcar, sal, gordura animal, bobagens e salgadinhos, sendo as respostas quatro, três, dois, um ou nenhum destes itens. Pergunta-se também qual é o intervalo em que se encontra o indivíduo em relação ao peso considerado saudável: mais de 8 kg, 8 kg, 6 kg, 4 kg, 2 kg . No que diz respeito ao item tabaco e tóxicos, pergunta-se a respeito de fumar cigarros: mais de 10 por dia, 1 a 10 por dia, nenhum nos últimos 6 meses, nenhum no ano anterior, nenhum nos últimos 5 anos. A respeito do uso de maconha e cocaína as respostas possíveis são algumas vezes e nunca. Quanto ao uso ou abuso de remédios, as respostas são: quase diariamente, com relativa freqüência, ocasionalmente, quase nunca, nunca. A respeito da ingestão de bebidas que contém cafeína, o questionamento é se o faz mais de 10 vezes ao dia, de 7 a 10, de 3 a 6, de 1 a 2 vezes ao dia ou nunca. Referente a ingestão de álcool, pergunta-se a média de doses ingeridas por semana (há explicação a respeito): mais de 20, de 13 a 20, de 11 a 12, de 8 a 10, de zero a 7. Pergunta- se também qual a freqüência com que o indivíduo ingere mais de 4 doses em uma única ocasião: quase diariamente, com relativa freqüência, ocasionalmente, quase nunca, nunca. Aborda-se a questão de dirigir após beber, sendo as alternativas de resposta algumas vezes e
nunca. Quanto ao uso de cinto de segurança, a resposta pode ser: nunca, raramente, algumas vezes, a maioria das vezes, sempre. Para todas as demais questões a seguir, as respostas possíveis são: quase nunca, raramente, algumas vezes, com relativa freqüência, quase sempre. Quanto ao sono, o questionamento é se dorme bem e sente-se descansado; quanto ao estresse, se é capaz de lidar com o mesmo em seu dia-a-dia; relaxamento e se desfruta de seu tempo de lazer, se pratica sexo seguro (há explicação a respeito), se aparenta estar com pressa, se apresenta raiva e hostilidade, se pensa de forma positiva e otimista, se sente tensão e desapontamento, se sente tristeza e depressão e a respeito de satisfação com seu trabalho ou função.
O escore obtido indicará uma zona de benefício à saúde, conforme o Quadro 3.1 e proporciona indicações para mudanças de hábitos. O escore de 85-100 é considerado excelente; de 74-80, muito bom; de 55-69, muito bom; de 35-54, regular e de 0-34, necessita melhoria. QUADRO 3.1 - Classificação do EV Classificação do EV Escores excelente 85-100 muito bom 70-84 bom 55-69 regular 35-54 necessita melhoria 0-34
Fonte: The Canadian Physical Activity, Fitness and Lifestyle Appraisal, 2003.
Para avaliar a capacidade para o trabalho utilizou-se o questionário desenvolvido pelo Instituto de Saúde Ocupacional da Finlândia, o Índice de Capacidade para o Trabalho (ICT), na sua versão traduzida e adequada para a língua portuguesa desenvolvido pelo grupo “Brasilidade”, formado por pesquisadores de instituições brasileiras (BELLUSCI, 1998). É
um instrumento para ser utilizado em Serviços de Saúde do Trabalhador e tem o objetivo de avaliar a capacidade para o trabalho em que o trabalhador se encontra.
O ICT é determinado pelas respostas das várias questões que o compõem, que levam em consideração as demandas físicas e mentais do trabalho, o estado de saúde e as capacidades do trabalhador. É um questionário preenchido pelo próprio trabalhador, sendo composto por sete itens:
1. capacidade para o trabalho atual comparada com a melhor de toda a vida; 2. capacidade para o trabalho em relação às exigências do trabalho;
3. número atual de doenças diagnosticadas por médico; 4. perda estimada para o trabalho devido às doenças; 5. faltas ao trabalho por doenças no último ano;
6. prognóstico próprio sobre a capacidade para o trabalho daqui a dois anos; 7. recursos mentais.
Cada item compreende uma, duas ou três questões e a cada resposta é creditado um número de pontos cuja somatória de pontos fornece um escore, que varia de 7 a 49, classificados da seguinte forma: de 7 a 27 pontos = baixa capacidade para o trabalho ; de 28 a 36 pontos = moderada capacidade para o trabalho ; de 37 a 43 = boa capacidade para o trabalho ; e de 44 a 49 = ótima capacidade para o trabalho (TUOMI et all, 1997). Para a análise dos dados serão utilizados os escores finais, que revelam o conceito que o próprio trabalhador tem sobre a sua capacidade para o trabalho (Anexo 3).
Os dados antropométricos foram obtidos através da técnica descrita por Alvarez & Pavan (1999). A técnica consiste na utilização de uma balança mecânica com precisão de 100g, para medir a massa corporal e de um estadiômetro, acoplado a balança, com precisão de 1mm para medir a estatura. Para verificação da massa corporal realiza-se apenas uma medida.O indivíduo deve ficar posicionado em pé no centro da plataforma da balança, em posição
ortostática, pés afastados à largura do quadril, com o peso dividido em ambos os pés, ombros descontraídos, braços soltos lateralmente, cabeça no plano de Frankfurt; deve também vestir roupas leves e estar sem calçado. Para a estatura o indivíduo deve estar em posição ortostática, com os pés descalços e unidos, ficar de costas para a escala de medidas do estadiômetro, com os calcanhares, cintura pélvica, cintura escapular e região occipital em contato com a escala de medidas e a cabeça orientada no plano de Frankfurt. A medida deve ser realizada em apnéia inspiratória. A medida da estatura é obtida através do valor médio de três medições consecutivas. O IMC é calculado através da razão entre a massa corporal e o quadrado da estatura. O valor de IMC obtido é classificado conforme descrito no Quadro 3.2.
QUADRO 3.2 – Classificação do IMC
Classificação IMC
Peso baixo < 18,5
Normal 18,6-24,9
Sobrepeso 25-29,9
Obesidade >30
Fonte: World Health Organization: diet, nutrition and the prevention of chronic
diseases (2003)
3.4 Coleta de Dados
Primeiramente as trabalhadoras com agendamento de exames periódicos para o mês de julho de 2003 que compareceram ao ambulatório de saúde ocupacional da empresa foram convidadas a participar do estudo através do consentimento por escrito para tomar parte da
pesquisa. Em seguida foi entregue o instrumento de avaliação composto pelos dados pessoais e de renda mensal individual, questionário “Fantastic Lifestyle” e questionário de Índice de Capacidade para o Trabalho. Logo a seguir foram realizadas as medidas antropométricas pela própria autora.