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(732) SOUKAINA TAYEBI LOT JEDIANI

Dans le document I. DEMANDES D'ENREGISTREMENT DE MARQUE (Page 92-97)

A questão fundamental proposta neste trabalho é a identificação de novos elementos a serem considerados para o Planejamento Energético, no Brasil. Nesse contexto, a metodologia a ser desenvolvida parte da identificação do problema, onde a questão chave não é apenas suprir energeticamente a sociedade e os atores envolvidos, mas fazer isso de forma sustentável, levando em consideração novas perspectivas e tendências quanto às fontes energéticas disponíveis, prevalecendo, nesta análise, as renováveis.

Após o desenvolvimento da proposta metodológica conceitual, será estudada sua aplicação para avaliação das informações obtidas e ajustes necessários, no método. Para isso, será preciso obter uma amostra de uma região com informações confiáveis, para ajustes do método, análise dos resultados parciais obtidos e projeção de curto prazo. Isso possibilitará que, ao mesmo tempo em que se ajusta o método desenvolvido, também se valide as informações de curto prazo. A Figura 4-5 mostra a proposta inicial da pesquisa.

Figura 4-5: Proposta metodológica conceitual para o planejamento energético. Análise de resultados Aplicação Método Aplicação do modelo para projeção com base em dados atuais

para curto prazo Aplicação do modelo

para projeção com base em dados passados (anos anteriores) Ajustes do Modelo Proposto Identificação do Problema Definição do método Científico aplicado à pesquisa

Proposta Metodológica Conceitual para o Planejamento Energético

Identificação de novos elementos a serem abordados no Modelo de Projeção (aspectos social, ambiental e econômico)

Um dos elementos que poderá ser verificado durante o desenvolvimento da pesquisa é qual o “ponto ideal” de participação de cada fonte energética para que ela se torne atrativa, não apenas sob o aspecto financeiro, mas também quanto ao impacto ambiental e social. Essas informações serão de grande importância nesse processo, uma vez que poderão contribuir para a elaboração de estratégias de investimentos no setor elétrico. A análise dessas alternativas fornecerá informações relevantes para futuros investimentos em pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias.

Quanto ao aspecto social, vale lembrar que se trata de todas as condições econômicas necessárias para o desenvolvimento humano e que interferem no bem-estar. O relatório Stiglitz-Sem-Fitoussi e o Índice Planeta Feliz (IPF) / Happy Planet Index (HPI), propõem pensar a utilização dos recursos do planeta tendo como premissas básicas a necessidade das pessoas alcançarem a “felicidade” e a preservação do meio ambiente (SILVA & SOUZA-LIMA, 2007).

4. C

ONCLUSÕES

Há um modelo empírico com elementos mínimos para alcançar o desenvolvimento sustentável, com uma visão obrigatoriamente multidisciplinar, envolvendo, no mínimo, aspectos econômicos, sociais, ambientais, culturais e recursos naturais, entre outros.

O crescimento populacional e industrial, associado ao crescimento da renda per capita prevista para 20 anos, são fatores que impulsionarão os investimentos na matriz energética global.

Geograficamente, a maioria das regiões da América Latina e Caribe deverão ainda ter as hidroelétricas como fonte geradora de energia e impulsionadora do desenvolvimento. Entretanto, as pressões sociais e ambientais tendem a se tornar cada vez mais intensas, fazendo com que o custo da geração hidráulica seja revisto com tendência de aumento.

Da mesma forma, as ações e diretrizes da PNRS impulsionarão os setores envolvidos, assim como possibilitarão a geração de energia elétrica em escalas maiores do que as existentes atualmente.

Para atender a todas essas demandas, é imprescindível o apoio governamental e da iniciativa privada quanto à pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias. Caberá ao governo federal incluir nas suas políticas os respectivos incentivos necessários para esse apoio, quer através de subsídios ou não.

É inevitável que os investimentos em fontes renováveis de energia, como eólica e a fotovoltaica, estejam em alta, mediante a evolução das tecnologias utilizadas e, em razão da redução dos custos de implantação.

Há de se refletir também sobre a sazonalidade da geração de energia através dessas fontes, pois as mesmas não produzem energia elétrica de forma linear durante todo o tempo. Assim, como há épocas em que as chuvas abundantes beneficiam a geração de energia hidroelétrica, em outras, a escassez das chuvas e a predominância de radiação solar favorecem a fotovoltaica. Muitas vezes, de forma concomitante, predominam ventos em determinadas regiões, beneficiando, então, a geração eólica.

Diante dessas variáveis, entende-se que a exploração concentrada em poucas fontes de energia, como a hidroelétrica e as termoelétricas – esta última fortemente dependente de combustíveis fósseis – resulta num modelo em declínio. Essas fontes, embora ainda atendam as demandas atuais, tendem a ter cada vez mais dificuldades para suprir as demandas futuras, quer seja pela questão do crescimento populacional e industrial, quer seja pela questão socioambiental. Em contrapartida, temos a questão da geração distribuída, que poderá auxiliar de forma ímpar no atendimento das demandas, especialmente nos grandes centros urbanos.

Diante disso, a soma dessas alternativas se traduz numa nova dimensão de planejamento energético, em razão do desenvolvimento de algumas fontes energéticas que, quando somadas, poderão adquirir uma proporção ainda maior.

Nesse contexto, a determinação de novos conceitos e métodos, em conjunto com a identificação de novos elementos, poderá contribuir de forma significativa no planejamento energético e na elaboração de uma nova matriz energética.

5. R

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