A. LA PÉRENNISATION DES RESSOURCES FINANCIÈRES DU FIPHFP
2. Les solutions envisageables pour pérenniser les ressources du FIPHFP
Após o processo de desodorização/desacidificação, os óleos de palma (orgânico, convencional e RSPO) com período de armazenamento 1 e 2 foram analisados quanto às suas características físico-químicas (Tabelas 21-24) e a formação de contaminantes (Tabelas 25-28). Para os experimentos de desodorização as seguintes condições foram utilizadas: 260 °C, 2-4 mbar, 120 min, 2 % de vapor como agente de arraste.
A comparação desses valores de análises físico-químicas entre outras etapas do processo podem ser encontradas nos Anexos 1 e 2,conforme período 1 e 2, respectivamente.
Tabela 21. Análises físico-químicas dos óleos orgânico, convencional e RSPO após
TIPO DE ÓLEO TRATAMENTO AGL* (%) COR OSI (h) UMIDADE (%)
SEM LAVAGEM 0,34 ± 0,03 2,40R / 20,00Y 18,96 ± 0,00 0,02 ± 0,00 ORGÂNICO DESODORIZAÇÃO COM LAVAGEM 0,34 ± 0,07 2,10R / 22,00Y 20,51 ± 0,00 0,02 ± 0,00 SEM LAVAGEM 0,71 ± 0,00 3,20R / 28,30Y 17,90 ± 0,85 0,03 ± 0,00 CONVENCIONAL DESODORIZAÇÃO COM LAVAGEM 0,38 ± 0,06 2,60R / 29,00Y 22,30 ± 0,59 0,03 ± 0,01 SEM LAVAGEM 0,29 ± 0,00 2,70R / 32,00Y 19,96 ± 0,25 0,04 ± 0,00 RSPO DESODORIZAÇÃO COM LAVAGEM 0,27 ± 0,03 3,20R / 30,50Y 17,55 ± 0,18 0,03 ± 0,00 etapa de desodorização (período 1).
* Ácidos Graxos Livres (AGL) expresso em ácido oleico; ** Cor Lovibond com cubeta de 5”1/4 para
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Tabela 22. Análises físico-químicas dos óleos orgânico, convencional e RSPO após etapa de desodorização (período 2).
TIPO DE ÓLEO TRATAMENTO AGL* (%) COR OSI (h) UMIDADE (%)
SEM LAVAGEM 0,12 ± 0,01 0,09R / 5,10Y 25,91 ± 0,27 0,02 ± 0,01 ORGÂNICO DESODORIZAÇÃO COM LAVAGEM 0,15 ± 0,03 1,00R / 9,70Y 22,96 ± 0,18 0,02 ± 0,01 SEM LAVAGEM 0,06 ± 0,03 0,80R / 5,00Y 20,66 ± 0,18 0,02 ± 0,00 CONVENCIONAL DESODORIZAÇÃO COM LAVAGEM 0,15 ± 0,00 0,70R / 4,1Y 19,92 ± 0,73 0,01 ± 0,01 SEM LAVAGEM 0,18 ± 0,01 1,60R / 8,60Y 11,54 ± 0,03 0,03 ± 0,02 RSPO DESODORIZAÇÃO COM LAVAGEM 0,26 ± 0,03 1,60R / 9,00Y 13,08 ± 1,68 0,02 ± 0,01 * Ácidos Graxos Livres (AGL) expresso em ácido oleico; ** Cor Lovibond com cubeta de 5”1/4 para
óleos desodorizados
Ácidos graxos livres (AGL), índice de estabilidade oxidativa (OSI), cor e umidade
De acordo com os dados da Tabela 21 referente ao período 1, o valor da acidez do óleo orgânico permaneceu constante nos dois tratamentos (0,34%), enquanto que os óleos convencional e RSPO quando lavados com água e submetidos à desodorização tiveram seus valores de acidez reduzidos em 46% e 7%, respectivamente. No que se refere ao período 2, os valores da acidez para os óleos (orgânico, convencional e RSPO) tiveram pequenos aumentos, porém os valores ficaram na faixa de 0,06-0,26%. Como pode ser verificado os óleos de palma desodorizados do período 2 obtiveram valores menores quando comparados aos óleos do período 1.
A análise de cor é de grande importância e esse parâmetro é medido a partir da detecção de cores pelo espectrofotômetro. Valores mais altos de leitura são dados pela cor vermelha (red – R) e amarelo (yellow – Y), que juntos traduzem maiores concentrações de carotenoides presente nos óleos. De acordo com o PORAM o padrão estabelecido apresenta teor abaixo de 3 para o índice R.
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A Tabela 21 apresenta os valores da cor do óleo desodorizado para o período 1. De acordo com os resultados, após a etapa de desodorização sem e com a adição da lavagem aquosa aos óleos (orgânico, convencional e RSPO) a variável cor não apresentou grandes variações, permanecendo entre 2-3,5 para o índice vermelho (R) e em torno de 30 para a coloração amarela (Y). É importante salientar que o limite estabelecido para o índice vermelho é 3R, portanto isso indica que o a qualidade do óleo e seu estado de deterioração podem ter dificultado a remoção de carotenoides dos óleos. Esses valores podem ser comparados com aqueles encontrados nos óleos brutos (orgânico – 34R / 70Y; convencional – 32,1R / 72,3Y e RSPO – 28R / 70Y), mostrando que houve uma redução de aproximadamente 91%.
Ao analisar os óleos de palma (orgânico, convencional e RSPO) do período 2 (Tabela 22), pode-se verificar que os valores foram mais baixos que aqueles encontrados pelo período 1, variando entre 0,09 – 1,65 para o índice vermelho (R) e para o amarelo (Y), entre 4 – 10,0. Nesse período 2, a redução foi em torno de 97% quando comparado os óleos em seu estado bruto (orgânico - 52R/57Y; convencional – 40R/57Y e RSPO – 32R/63Y).
A estabilidade oxidativa dos óleos desodorizados armazenados no período 1 (Tabela 21), comparados os óleos sem e com a etapa de lavagem ficaram entre 18,96h e 20,51 para o óleo orgânico; 17,9 h e 22,3h para óleo convencional e 19,96 h e 17,55h para o óleo RSPO. Quando comparado aos óleos branqueados (orgânico, convencional e RSPO) do período 1 (Tabela 13), houve aumento de estabilidade oxidativa, indicando que a desodorização conseguiu remover impurezas e deixou os óleos mais estáveis.
De acordo com os resultados para o período 2 (Tabela 22), ocorreu uma pequena redução de estabilidade oxidativa para os óleos orgânico (de 25,91h para 22,96h) e convencional (de 20,66 h para 19,92h). No entanto, houve um aumento desse parâmetro para o óleo de palma RSPO, com valor de 11,54h sem a etapa de lavagem aquosa e 13,08h para óleo com adição de etapa de lavagem. Quando comparando os resultados de estabilidade oxidativa para os óleos branqueados (Tabela 14) e desodorizados (Tabela 22) pode-se notar uma significativa redução, a qual pode estar relacionado com a redução do teor de antioxidantes devido a volatilização ou com a formação de produtos de hidrólise durante o processo.
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O controle do teor de umidade é importante, pois este pode influenciar diretamente a estabilidade hidrolítica dos produtos de óleo de palma (CHONG, 2012). Os valores de umidade para os óleos desodorizados estão dispostos nas Tabelas 21 e 22. De acordo com os resultados, o teor de umidade para os períodos 1 e 2 não ultrapassou 0,04 %, indicando portanto, boa estabilidade hidrolítica.
Composição em acilgliceróis
A composição do óleo de palma é de aproximadamente 87 a 92 % de triacilgliceróis (TAG), 3 a 8 % de diacilgliceróis (DAG), 0 a 0,5 % de monoacilgliceróis (MAG) e 1 a 5 % de ácidos graxos livres (AGL). O período das culturas e a maturação dos frutos é responsável pelas alterações ocorridas na composição do óleo e suas respectivas frações (BASIRON, 2005). As Tabelas 23 e 24 apresentam os valores correspondentes aos óleos de palma orgânico, convencional e RSPO dos períodos 1 e 2 de armazenamento, respectivamente.
Tabela 23. Composição em acilgliceróis para os óleos orgânico, convencional e RSPO (período 1).
TRATAMENTO TIPO DE ÓLEO TAG (%) DAG (%) MAG (%)
SEM LAVAGEM ORGÂNICO 91,82±0,02 7,67±0,11 0,17±0,01 CONVENCIONAL 89,23±0,01 9,85±0,30 0,21±0,01 RSPO 88,64±0,01 10,81±0,34 0,25±0,01 DESODORIZAÇÃO ORGÂNICO 92,29±0,21 7,19±0,17 0,18±0,01 COM LAVAGEM CONVENCIONAL 91,06±0,01 8,38±0,09 0,18±0,00 RSPO 88,84±0,02 10,63±0,16 0,26±0,01
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Tabela 24. Composição em acilglicerois para os óleos orgânico, convencional e RSPO (período 2).
TRATAMENTO TIPO DE ÓLEO TAG (%) DAG (%) MAG (%)
SEM LAVAGEM ORGÂNICO 95,22±0,01 4,61±0,19 0,05±0,00 CONVENCIONAL 95,17±0,01 4,60±0,27 0,05±0,01 RSPO 96,00±0,02 3,89±0,01 0,05±0,00 DESODORIZAÇÃO ORGÂNICO 94,80±0,00 4,99±0,81 0,05±0,01 COM LAVAGEM CONVENCIONAL 95,20±0,21 4,47±0,20 0,07±0,00 RSPO 95,35±0,33 4,44±0,19 0,06±0,00
Os valores de TAG encontrados na Tabela 23 para os três tipos de óleo após a etapa de desodorização sem e com lavagem permaneceram entre 88-92%, o teor de DAG entre 7-11% e MAG com valor máximo de 0,26%. Para o período 2 (Tabela 24) os valores de TAG dos óleos desodorizados sem e com a etapa de lavagem obtiveram valores superiores de TAG (94-96%), e valores menores para DAG (3-5%) e MAG (< 0,07%) conforme esperado. Ao comparar esses valores com os obtidos para os óleos branqueados nos dois períodos (Tabela 23 e Tabela 24), as proporções relativas dos acilglicerois aumentaram devido à remoção de ácidos graxos livres durante a etapa de desodorização.
Conforme verificado para os óleos brutos e branqueados, os valores de TAGs para o período 1 foram menores do que aqueles do período 2, indicando uma melhor qualidade deste último. De acordo com a literatura longos períodos de armazenamento podem contribuir pela deterioração do óleo (TAGOE et al., 2012).