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Soins postnatals

Dans le document planification familiale du post-partum (Page 30-33)

Intégration de la planification familiale du post- post-partum dans les différents points de contact –

EXEMPLES D’ACTIVITÉ DE

3.3 Soins postnatals

Na Região Demarcada do Douro, o ensaio teve lugar na Quinta de S. Luiz, propriedade da empresa Sogevinus Fine Wines S.A., situada na margem esquerda do rio Douro, perto do Pinhão, na Freguesia de Adorigo, Concelho de Tabuaço, e pertencente à sub-região de Cima-Corgo (Sogevinus Fine Wines, 2011) (Anexo V).

A Quinta de S. Luiz está localizada a 41º 09’ Norte e a 7º 36’ Oeste. A sub- região Cima-Corgo, onde a quinta está inserida, é climaticamente classificada de sub- húmida seca (Oliveira, 2006; Magalhães, 2008) sendo que o solo, de origem xistosa, se caracteriza pela elevada pedregosidade à superfície, textura do tipo franco- arenoso, franco-limoso ou limoso, teores baixos em matéria orgânica e fósforo extraível, valores médios a altos de potássio, e pH ácido ou pouco ácido (Magalhães, 2008).

1.2.1. A Parcela Touriga Nacional na Quinta de São Luiz

A parcela selecionada, localizada segundo as coordenadas 41º 09’ 25.57” Norte e 7º 37’ 19.94” Oeste, designa-se por Vinha ao Alto da Lobata e tem uma área útil de 1,40 ha, sendo que o ensaio ocupa apenas uma parte da mesma (Anexo V). Esta vinha ao alto encontra-se a uma altitude de 121 metros acima no nível do mar e apresenta uma inclinação entre 25% e 35%.

1.2.2. Material vegetativo

As 7369 videiras de Touriga Nacional, enxertadas em 1103P, foram plantadas no ano de 2000 e correspondem a 8 tipos de clones diferentes, distribuídos no terreno de forma aleatória. A Touriga Nacional, uma casta tinta autóctone portuguesa, apresenta características muito próprias, razão pela qual foi selecionada para este trabalho. É uma das mais nobres castas portuguesas ocupando uma área de 7163 hectares, sendo o 6.º lugar do ranking das castas mais utilizadas em território nacional (IVV, 2013). Como tal, está presente não só no Douro e no Dão, como também em todas as regiões vitícolas do país. Remete-se para o Anexo VI a sua caracterização, bem como a descrição do porta-enxerto 1103 P.

1.2.3. Sistema de Condução

As videiras de Touriga Nacional estão plantadas segundo uma orientação das linhas Este – Oeste, a um compasso de 1,9 por 1,0 metros, o que se traduz numa densidade de plantação de 5263 plantas/ha.

A vinha encontra-se conduzida em monoplano vertical ascendente (o mesmo que cordão simples ascendente – CSA) (Figura 2), que se caracteriza pela posição ascendente dos lançamentos bem como pela não divisão da sebe (Smart & Robinson, 1991; Carbonneau & Cargnello, 2003). É um sistema de fácil mecanização e que permite uma separação bem definida entre a zona de frutificação e a da extremidade dos pâmpanos, sendo muito adotado em locais onde o risco de doenças fúngicas é elevado (Smart & Robinson, 1991; Queiroz, 2002 a; Mota & Garrido, 2004). Para além disso, torna-se uma boa opção em terrenos pobres – caso das vinhas instaladas em encostas –, conhecidas por imprimirem reduzido vigor às videiras (Smart & Robinson, 1991; Mota & Garrido, 2004).

Figura 2. Cordão Simples Ascendente (Adaptado de Mota & Garrido, 2004).

O sistema de poda é o cordão Royat unilateral. Esta forma de condução, em cordão, assenta numa estrutura perene constituída por um tronco formado abaixo do arame de condução, o qual se situa a 0,6 – 0,7 metros acima do nível do solo e um braço disposto horizontalmente, assente no arame de condução (Queiroz, 2002 a). A poda é efetuada segundo talões, geralmente a dois olhos (Reynier, 1986; Queiroz, 2002 a). Cada cordão unilateral é composto por 5 a 6 talões, o que totaliza cerca de 10 a 12 olhos por cepa, traduzindo-se numa carga à poda por hectare variável entre 52 630 e 63 156 olhos. A respetiva vegetação é conduzida verticalmente e amparada em arames duplos amovíveis (Queiroz, 2002 a). A altura da parede vegetativa, depois de despontada no topo, pode alcançar entre 1,6 e 1,8 metros, em função da largura da entrelinha, do vigor do conjunto casta × porta enxerto e da fertilidade do solo (Queiroz, 2002 a). As unidades de frutificação encontram-se orientadas para cima e estão dispostas o mais equidistante possível com o propósito de criar uma sebe uniforme ao longo da linha (Queiroz, 2002 a). A maior vantagem deste sistema reside na facilidade e rapidez de execução da generalidade das operações culturais e, por outro lado, no

facto dos cachos ficarem mais expostos e acessíveis aos tratamentos (Mota & Garrido, 2004). É ainda um sistema adequado à poda mecânica (Mota & Garrido, 2004).

À semelhança da EVAG, foram também realizadas operações de desladroamento, de orientação da vegetação e de desponta, com o objetivo de proporcionar as melhores condições de crescimento e de maturação dos cachos.

O solo apresentava-se revestido com enrelvamento natural controlado, à semelhança do ensaio na Região dos Vinhos Verdes. A mobilização era realizada recorrendo a uma cavadeira ou, conforme os anos, procedia-se apenas ao seu corte mecânico. Na linha era aplicado glifosato.

1.2.4. Caracterização do solo

No que respeita à origem dos solos, à semelhança de grande parte da Região Demarcada, os solos da Quinta de S. Luiz pertencem à formação geológica do complexo xisto-grauváquico ante-ordovício (IVDP, 2009). Esta caracteriza-se pela dominância das texturas franco-arenosas fina, franco–limosa e limosa, com elevada quantidade de elementos grosseiros nos Antrossolos, tanto à superfície como no perfil, o que confere proteção contra a erosão hídrica, boa permeabilidade às raízes e à água, e elevada absorção de energia radiante com consequências positivas na maturação e na diminuição da amplitude térmica diurna (IVDP, 2009). Os teores de matéria orgânica são baixos (1,5%) e predomina a reação ácida (pH H2O entre 4,6 e

5,5) e, em menor escala, pouco ácida (pH H2O entre 5,6 e 6,5) (IVDP, 2009). Em

ambos os casos, são baixos os valores de cálcio e de magnésio de troca. (IVDP, 2009). Em geral, os valores de fósforo extraível são muito baixos a baixos (<50 mg/kg) e os de potássio extraível são médios a altos (50 a 100 mg/kg) (IVDP, 2009).

1.2.5. Condições de fertilização pré-ensaio

A parcela da Lobata seguia, até à data do ensaio, uma orientação que se aproximava do modo de produção biológico. Por essa razão, não se efetuou qualquer adubação nos anos precedentes a este trabalho.

1.2.6. Outras práticas culturais

Nos dois últimos anos deste trabalho foi aplicado um tratamento de 95% (p/p) de Caulino, com o objetivo de proteger a cultura contra o escaldão provocado pelo stress térmico, através da formação de uma película de finas partículas minerais que atua

como barreira física. Procedeu-se também à rega da vinha, sempre que os técnicos de empresa o entenderam necessário, havendo condições para a sua realização.

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