2. DESCRIPTION OF THE AREA’S COMPONENTS
2.3 Socio-economic Profile of the Population
são apresentados nas Tabelas 30, 31 e 32 os resultados do valor pH , hidrogênio trocável e alumínio tro cável, respectivamente. Existe coerência entre estes resul tados pois,onde há menores valores para o pH,há maiores te-
Tabela 30� V.ALOR
pH.
9, _)
Médias de 40 repetições para perfis, 16 repetições
B'o:ri zontes
para horizontes e 8 rep
5.e perfis; dife::-::-·e.']Ç2 ✓ • • - ,-,. • ' •
TT1 �1 llliliéi S]?. 1J.l J. l C O Ll 'IT2
perfil na area , perfil na area , r - .
meaias e
de nao pastada pastada horizontes
A p A 3 médias de perfis 5,43 4,55 4,46 4,81 5,10
4,87
a a a a a a A 5,18 b ]) 4, 5 6 a ]) 4,70 ac
l,95 2 B 4,97 a 4, 87 aDiferença mÍn--iTTJa significativa (d.m.s.) d .m. s. a
5%
para horizontes = 0,25. d .m. s. a5%
para perfis=
0,09 A 5,30 .Ae
4,56e
BC 4,58e
.AB 4,88 B .AB 5, 04 B média ge- ral=
4,87
d .m .. s. a
5%
para perfis dentro de horizontes =o,
2 5d.m .. s. a ,. o! ';)ío para horizontes dentro de perfis = 0,29
Coeficiente de variação = 4, 27
%
Observações:1. letras mi.núsclüas para comparar as meaias na linJ1a , " 2. letras maiúsculas :para comparar as médias na colu.,_'1.a
3. letras iguais, B� qualquer dos dois casos acima, e porque não existe diferença estatisticame�te significativa ao nível de
5%
entre as médias._:::;2:r-2 ho:::::'i zcintes e 8 re:p ições par-a horizontes de.n d:i f e:r enç 2. ITllJ-;/ 7. lli2 Sl:§;ElI2C2Gl V2. . . ,..., . ' . e
coe�iciente de v2r�açao.
Horizontes :perfil na á:rea a,:rea médias de
não pastada perfil na pastada horizontes médias de :perfis 1,89 a :BC 2,34 a _4 2,29 a .A:B 1,98 a :B l, ó 3 a
e
2,02 a 2,30 -b 2, 55 a 2,42 a J_, 92 a 1,75 a 2,19 bJ)iferença mínima significativa (d.m.s.) d.m. s. a
5%
para horizontes=
0,21d .. m. s. a
5%
:para perfis=
0,10d.!D. s. a
5%
:para perfis dentro deA A ::B :B 2,09 :B 2,45 A 2,36 A l,95 I3 l, 70 C r - . meaia ge- ral
=
2,11 horizontes 0,22 d.m.s. a5%
para horizontes dentro de perfis = 0,31 Coeficiente de variaçao = 10, 34%
Observações:
l. letras min6..sculas :para comparar as médias na li.ri.l_;_a 2. letras m.ai6..sculas para comparar as médi 2s .r.,a colm1.a
3. letras iguais, em q ua.lq uer dos dois c2.sos acJ..ID.a, e porque não e::>---i ste diferença estatisti c2II!.ente sign-i fi cativa ao nível de
5%
entre as méàias.2 32 • �4LlTI\CfNIO TROC.ÁVE:ú r
Medi2s de 40 repetições para perfis, 16 repe çoes pare horizontes e çoes paxa rwrizontes den tro de perfis; :f erença
coefi ciente de va:riaçao.
r
/ - :::2_1n�
,
gni:ficativa e
perfil na area :perfil na area r ;:, .
mecnas ele Horizontes médias de :perfis nao 0,42 l,00 1,04 o,88 o,64 o, 80 :pastada a ]) a JJ3 a A a }3 a
e
pastada 0,56 b 0,98 a 1�00 a 0,90 a0,79
b o,85 b])iferença mínima significativa (d.m .s.)
d.m. s. a
5%
para horizontes=
O,lld.m .. s. a 5% para perfis = 0,05 horizontes
e
0,49 ]) .A 0,99 PJ3 A 1,02 A AB o, 89 :B u 0,72e
_u média ge- ral=
0,82d .m. s. a 5a1/º para ne:rfi s dentro de horizontes
=
0,10d.m.s. a ::::,d __,I /º para horizontes
Coeficiente de va:riaçao 13, 35
%
Observações:
der1 tro a e uerfis = 0,15
l. letras rninúscul2. s par2. comparar as :médias na linna 2. letras maiúsculas para comnara:r 2.s meai2.s na col ur1a , � .
3. letras iguais, Em qualquer dos dois casos acima, e porque não existe di f er e.c'1. ç a esta ti sti C2TI.l ente ao n-ível de 5% entre as médias.
96
ores de hidrogênio e alumínio trocáveis, fato este bastan te conhecido.
Verifica-se que o horizonte Ap dos dois per fis diferem estatisticamente entre si no que diz respeito ao valor pH, hidrogênio trocável e alumínio trocável. Assim,o horizonte Ap do perfil da área pastada apresenta um valor pH menor e um teor de hidrogênio e alumínio maiores do que o mesmo horizonte do perfil na área não pastada. Estes re sultados vêm em auxílio àqueles discutidos anteriormente no item
4.1.7,
ocasiao em que se observou uma tendência de a cidificação do solo de pastagem submetida a um pastoreio in tensivo. Havendo a mineralização da matéria orgânica have rá liberação de Íons hidrogênio provocando a diminuição do pH e favorecendo conseqüentemente uma maior solubilização de alumínio.Na Tabela 32, onde estão os resultados obti dos para o alumínio trocável, verifica-se que também o hori zonte B3 apresentou diferenças estatísticas. Este fato não deve ter sido motivado por influência do pastoreio intensi vo, pois,se assim fosse,também deveria haver diferença para o valor pH, o que nao ocorreu.
Todos os outros horizontes análogos dos dois perfis não diferiram estatisticamente entre si.
4.3.
Comparações de algumas características físicas de umperfil em área pastada com as de outro perfil em área não pastada
Nas Tabelas
33, 34
e35
relatam-se respecti vamente os resultados obtidos para a densidade média dasPªE
97
s ? ARTÍ �! s DO sc:;:,o ( g/ Ciil j) .
tro ô.e pe e, •
�,
açao. repe çoes ca e perfil na área não pastada �·7 rperii_ na area média2 de Ho::-:"'i zont es A :p médias de perfis 2,70 a AC 2,69 a AC 2,76 a BC 2, 73 a BC 2, 78 a B 2, 73 a pastada 2,70 a 2, 67 a 2, 7 3 a 2,71 a 2, 7 3 ;::,. 2,71 a
Tiiferen;a mínima significativa (d.m.s.)
a
.m. s. a5%
para horizontes=
0,06a
.m. s. a5%
para perfis=
0,03 horizor.rt es A 2,70 ABC A 2, 68e
A 2, 75 A A 2, 7 2 ABC A 2, 7 4 IfB r - . mecua ge- ral = 2,72d.m. s. a
5%
para perfis dentro de horizontes = 0,06 d.m.s. a5%
para 1'lo=t� zon t es de11tro de perfis=
0,08 Coefi ciente de variação = 2, ll%
Ooservações:
1. letras minÚscD.la s para co::nparar 2.S médias na lim1a 2. letras mai ÚsctJ.l2.s para co::nparar as ::n é dias na coluna
3. letras iguais, e:1 qualquer dos ô.ois casos acima, é porque
não ey7ste diferença estatisticamente significativa ao nível de
5%
entre as médias.98
Tabela 34. :DEqSID_I.;:DE :DO SOLO ( g/cm.)).
Iv.iédi2s à.e 40 re>_petições :para perfis, 16 repetições pa:ra ho:r:_; zontes e 8 :repeti çnes para ho::'.':= zontes à el1
., .
tro de �perfis; di i' e:re..:i ça illlr.!.lIIla
coeficiente de var�açao.
Horizontes :Perfil na
,
perfil na
area area
nao pastada :pastada
Ap .A 3 13i ]32 ]33 médias de :perfis l, 54 a l,
49
a 1 ..45
a l,44 a l,43 a l,47 a A1,59
bAB
l, 49 a ]3 l, 46 a E l,43 a B l,43 al,48
a:Diferença mínima significativa ( d.m.s.) d.m. s. a
5%
para horizontes= 0,05
d.m.s. a5%
para perfis= 0,02
A ]3 ]3 ]3 :B 2:JJ. cativa e médias de horizohtesl,57
l, 49
l,46
l-,
4��l,43
média r�l - - e�- - AB
BC
e
e
ge l, 47d .m. s. a
5%
para perfisa
e11tro de horizontes=
0,05d.m. s. a
5%
para ho:r'i zont es dentro de pe:rfis=
0,07 Coeficiente de variação= 3,18%0"bservações:
l. letras minúsculas para comparar 2.s mé::l.ias na li.ri.lia
2. letras maiúsculas para comparar as r:i.ea=-.2.s na coluna , ' -
J.
letras iguais, e:n qualquer dos à.ois casos acima, é porque não existe di:f erença estatistica:nente signi:fi cativa ao nível de 5% entre 2.s -médias.99
'::12bela JS,. VOLUME TOT.AL DE POROS CJ.:LCULAOOS (%).
ções par2 perfis, 16 :repetições
p2:r2. bo:rizontes e 8 :repe ções p2ra horizontes de:0_
tro
a
e perfis; ecoeficiente de v2ri2çao.
r
JJerfil na a:rea }Jerfil na area médias de
Ho:rizontes
r1ao pastada pastada horizontes
42, 9 a A 40, 9 a J!,
41,9
A 44,7 a AC 44,2 a ]3 44,5 ]3 47,3
aBC
46,6 a J3C 47,0e
47,3
aBC
47,3
2c
47, 3e
48, 7 aB
47,7
ac
43�2c
médias de 46,2 a45,3 a
, - . meo.ia ge- pe:r:fi s ral =45,8
Diferença mínima significativa (d.m.s.) d.m. s. a 5% para horizontes
=
2,
2d .m. s. a 5% para perfis
=
l,Od .m. s. a 5% pa:r-a nerfis dentro de horizontes
2,2
3,1
d .m. s. a 5..-1 /º para horizontes d et1 t:c·o de perfis
Coeficiente de variaç ao
=
4, 79%
0-bservações:l.
letras minúsci..JJ..as pa:ra comparar as médias n�--Cl. lirL½a2.
.letras mai Úsculas para c ompar·ar as médias na coluna3.
letras iguais, em qu2lquer dos dois casos acima, e porquenão eyiste diferença estatisticamente significativa 20
r - "
5,.ef
100
tículas do solo, densidade do solo e volume total de poros calculados.
Sabe-se que os excrementos animais têm densi dade média de suas partículas menor do que a densidade me- dias das partículas do solo. Entretanto,somente a adição de grandes quantidades de fezes ao solo irá influenciar de ma neira sensível a densidade média das partículas do solo, co mo mostraram os resultados do experimento feito por TIARKS, l\lIAZURAK e CHESNIN, 1973. Verifica-se, pela Tabela 33, que não houve diferenças estatisticamente significativas entre as densidades médias das partículas do solo doshorizontes a nálogos dos dois perfis analisados. O pastoreio intensivo por quatro anos forneceu 31,5 t/ha de matéria seca, quanti dade que é bem inferior às empregadas por TIARKS, MAZURAK e CHESNIN, 1973, que empregaram esterco seco em doses anuais a partir de 90 t/ha/ano, dando um total de 360 t/ha em qua tro anos. Os autores citado� além de empregarem doses bem mais elevadas, incorporaram o material seco ao solo, o que
~
nao ocorreu no presente experimento, pois as fezes deposita das permaneceram na superfície do solo. Estes dois motivos talvez expliquem porque não se encontrou influência do pas toreio intensivo por quatro anos na densidade média das par tículas do solo.
No caso da densidade do solo, os resultados apresentados na Tabela 34 permitem constatar que somente o horizonte Ap manifestou diferenças entre os dois perfis. As sim o horizonte Ap do perfil aberto na área pastada deu UIIl valor médio para a densidade do solo igual a 1,59 g/cm3, en
, ~
quanto que no mesmo horizonte do perfil da area nao pastada determinou-se um valor de l, 5 4 g/ cm3•.
101
CROSS, MAZURAK e CHESNIN, l974, TIARKS, lVI.A ZT.JRA..lC e Ch""ESNIN, 1974, e F...AFEZ, 1974, comprovaram que, quan do se adicionam fezes ao solo há um decréscimo na densidade do solo. Entreta.nto, a quantidade empregada por estes auto res foi bem maior do que a quar1tidade de fezes fornecida p� los animais que pastaram por quatro a.nos no presente experi mento. Por exemplo TIARKS, MAZURAK e CHESNIN, 1974, empre garam doses anuais a partir de 90 t/ha e F...AFEZ, 1974, em ex perimento de laboratório, empregou doses a partir de 2% do peso do solo em peso de material seco.
Para explicar então a diferença verificada na densidade do solo entre os dois horizontes Ap poderia levan tar as hipóteses seguintes. A primeira delas é que o hori zonte Ap do perfil da área não pastada, contendo maior teor de matéria orgânica, como se viu no item 4.2.1., Tabela 23, teria uma menor densidade médias das partículas, e conseqtten temente a densidade do solo do horizonte Ap do perfil da área não pastada também seria menor. Entretanto, esta hipÓ tese não é correta porque, como se observa na Tabela 33, as densidades médias das partículas do solo dos horizontes Ap dos dois perfis não foram diferentes. Uma segJJ.cnda hipótese é que a camada superficial (horizonte Ap) do perfil da área não pastada, devido ao longo período de repouso, que teve du ração de quatro anos, pode ter favorecido a elevação do va lor da densidade do solo, fazendo com que fosse diferente da densidade do solo do horizonte Ap do perfil na área pastada. Aliás, CARVALHO, 1976, observou que havia uma tendência de
aumento da densidade do solo durante o período de repouso do pasto. Uma terceira explicação, que parece ser a mais
, , ~
102
Ap do perfil da área pastada devido ao pisoteio dos ani- mais, pois sabe-se ser normal que,quando há uma pressao so- bre superfície do solo,haverá formação de a uma regiao de
densidade mais alta e ao mesmo tempo de permeabilidade mais baixa. O aumento da densidade do solo é devido, nesse ca so, a uma diminuição do volume global não ocupado pelas PªE tículas sólidas do solo (VOMOCIL e FLOCKER, 1961). Isto de ve ser verdadeiro, pois como se observa pela Tabela 35, hou ve no presente ensaio uma diminuição em 2% no volume total de poros, quando se compara:nos resultados do horizonte Ap do perfil da área pastada com o volume total do horizonte
, ~
Ap do perfil da area nao pastada. Entretanto,a diferença no volume total de poros dos horizontes Ap dos dois perfis não chegou a ser estatisticamente significativa.
A localização do ponto de mais alta densida de do solo se encontra no vértice de um triângulo retângulo,
A o ,
cujos lados formam angulos de 45 com a base do corpo soli- do que exerce a pressão, conforme demonstrado por Soehne e outros, 1962, citados por GILL e VANDEN BERG, 1967. Como a pata do animal ocupa área de 64 a 90 cm2, segundo LUCENA, CASTRO e BLANCO, 1973, a localização da mais alta densidade deve estar a uma profundidade abaixo de 4 a 5 cm. Vicente Chandler e Silva, 1960, citado por CARVALHO, 1976, verifica ram que a compactação não atingiu profundidades superiores a 7,6 cm e CARVALHO, 1970, concluiu que o pisoteio dos ani mais compactou o solo até 7,5 cm de profundidade. Isto ex plicaria porque no presente ensaio, sendo as amostras tira das na parte superficial do horizonte Ap,permitiram verifi car que, apesar dos excrementos dos animais terem tendência de diminuírem a densidade do solo, a influência devido ao pi
103
soteio foi maior, havendo como consequência uma compactação da camada superficial do solo.
Considerando o perfil como um todo, verifi cou-se que há correlação negativa (r = 0,2788) entre a den sidade média das partículas e a densidade do solo; correla ção negativa (r = 0,9225) entre a densidade do solo e o volume total de poros calculados, e correlação positiva (r = 0,6269) entre a densidade média das partículas e o vo lume total de poros.
104
5. CONCLUSÕES
Os resultados possibilitaram inferir as se guintes conclusões:
5.1. O pastoreio intensivo com bovinos, num período de quatro anos, não alterou os Índices de fertilidade do solo em matéria orgânica, nitrogênio total, fósforo solúvel, cál cio mais magnésio trocáveis e hidrogênio trocável.
5.2. Houve um aumento no teor de potássio trocável do so lo que passou de um nível inicial baixo para um nível médio após três anos do início do pastoreio intensivo.
5.3. O teor de alumínio trocável que era inicialmente de 0,46 e.mg A13+/100g TFSA, após quatro anos de pastoreio in tensivo passou para 0,87 e.mg A13+;100 g TFSA.
5.4. Não houve correlação significativa entre os teores de matéria orgânica e nitrogênio total do solo amostrado nas treze epocas.
105
gressivamente do início do pastoreio até aos 15 meses e a se guir decresceu novamente até que no final de quatro anos vol tou a ter um valor próximo ao inicial. Entretanto,no final de quatro anos, a capacidade de troca catiÔnica foi maior no horizonte Ap do perfil do solo da área pastada do que no ho rizonte análogo do perfil aberto em área que não recebeu a nimais.
5.6. A pastagem,permanecendo intacta por quatro anos,
mais eficiente em elevar o teor de matéria orgânica do solo do que quando é submetida a pastoreio intensivo com bovinos.
5.7.
Os horizontes Ap, A3
e B1 do perfil do solo submetido ao pastoreio intensivo, no final de quatro anos fornece ram teores de nitrogênio total menores do que os respectivos horizontes do perfil do solo da área que permaneceu intacta. Por outro lado,no horizonte B3 ocorreu o inverso.
5.8.
No final de quatro anos, o horizonte Ap do perfil desolo da área pastada apresentou teores de fósforo solúvel e potássio trocável maiores do que o horizonte Ap do perfil do solo da área que permaneceu intacta.
5.9.
Com relação aos teores de cálcio mais magnésio trocáveis e aos valores pH, verificou-se que foram menores no ho rizonte Ap do perfil de solo da área pastada do que no hori zonte Ap do perfil de solo da área que não recebeu animais. O fato inverso ocorreu para os teores de hidrogênio e alumí nio trocáveis.
106 densidade média das partículas do solo. Por outro lado, a densidade do solo foi maior no horizonte Ap do perfil do so lo da área reservada, acarretando uma diminuição de apenas dois por cento (2%) no volume total de poros calculados.
l07
6. RESUlVIO
No Brasil alguns criadores de bovinos estão usando o sistema Voisin de pastejo. Entretanto,dispÕe-se de poucas informações a respeito da influência deste siste ma de pastejo sobre o solo, em particular sobre as caracte rísticas químicas e físicas do solo.
Em vista disto, o presente trabalho teve co
mo
meta alcançar os seguintes objetivos:1 - Analisar o comportamento de algumas características quÍ micas do solo (matéria orgânica, CTC, N-total, P-total, P solÚvel, K-trocável, Ca+lVIg trocáveis, valor pH, H-trocável e Al-trocável) durante quatro anos de pastejo;
2 - Comparar algumas características químicas (matéria orgâ nica, CTC, N-total, P-solÚvel, K-trocável, Ca+Mg trocáveis, valor pH, H-trocável e Al-trocável) e físicas (densidade
mé
dia das partículas do solo, densidade do solo e volume to tal de poros calculados) de amostras de horizontes de dois perfis de solo. Um dos perfis foi aberto em área que foi pastada durante quatro anos e outro em área que não recebeu
108
animais durante todo o período.
O solo do local foi classificado como perten cente ao Gra..nde Grupo Latosol Vermelho Escuro - fase areno sa.
O ensaio se localizou na fazenda Pujol (muni cÍpio de Barra Bonita, Estado de São Paulo) toda formada com pasto g_ue é submetido a pastejo intensivo. Na citada fazen da escolheu-se um piquete plantado com capim Pangola (Digi- taria decumbens, stent) de onde as amostras de solo
retiradas.
foram
As análises químicas e físicas realizadas forneceram resultados que, submetidos a anál,ise estatística,, permitiram concluir o seguinte:
a) O pastejo intensivo com bovinos, num período de g_uatro anos, não alterou os Índices de fertilidade do solo em maté ria orgânica , N-total, P-solÚvel, Ca+Mg trocáveis e H-trocá vel.
b) Houve um aumento no teor de K-trocável do solo g_ue pas sou de um nível inicial baixo para nível médio após três anos de pastejo intensivo.
c) O teor de Al-trocável que era inicialmente de 0,46 e.mg A13+;100 g TFSA, após quatro anos de pastejo intensivo pas sou para 0,87 e.mg Al3+/100 g de TFSA.
d) Não houve correlação significativa entre os teores de ma téria orgânica e N-total do solo amostrado nas treze épocas. e) A CTC do solo aumentou progressivamente do início do pas toreio até aos 15 meses e a seguir decrescai novamente até
109
que no final de quatro anos voltou a ter um valor próximo ao inicial. A CTC foi maior no horizonte Ap do perfil do solo da área pastada por quatro anos do que no horizonte a nálogo do perfil aberto em área que não recebeu animais du rante o período.
f) A pastage:m.,permanecendo em repouso por quatro anos, foi mais eficiente em elevar o teor de matéria orgânica do solo do que quando é submetida a pastoreio intensivo com bovinos. g) Os horizontes Ap, A3 e Bl do perfil do solo submetido ao pastoreio intensivo, no final de quatro anos forneceram te ores de N-total inferiores aos horizontes análogos do perfil do solo da área que não recebeu animais. Por outro lado no horizonte B3 ocorreu o inverso.
h) No final de quatro anos, o horizonte Ap do perfil de so lo da área pastada apresentou teores de P-solÚvel e K-trocá vel maiores do que o horizonte Ap do perfil da área que per maneceu em repouso.
i) Com relação ao teor de Ca+Mg trocáveis e ao valor pH, v� rificou-se que foram inferiores no horizonte Ap do perfil de solo da área pastada do que no horizonte Ap do perfil de s� lo da área que não recebeu animais. Tanto para o H-trocá vel como para o Al-trocável ocorreu o inverso.
j) O pastoreio intensivo por quatro anos não alterou a den sidade média das partículas do solo. Por outro lad� a den sidade do solo foi maior no horizonte Ap do perfil do solo da área reservada, acarreta..�do uma diminuição de apenas 2% no volume total de poros calculados.
7. SUMMARY
INFLUENCE OF INT:ENSIVE GRAZING BY CATTLE ON SOME CHEMICAL ANTI PHYSICAL CHARACTERISTICS OF A TIARK RETI LATOSOL - sandy phase.
110
In Brazil some cattle breeders are using the Voisin system of grazing. But there is little information about effects on chemical and physical soil properties.
The aims this paper are:
1 - to verify the behavior of some chemical soil characteristics (organic matter, cation exchange capacity, total-N, total-P, soluble-P, exchangeable-K, exchangeable- Ca+Mg, pH, exchangeable-H, exchangeable-Al) during
years of intensive grazing.
four
2 - to compare some chemical and physical characteristics (buli: density, particle density) of two soil profiles. One of this soil profile was in the area which was grazing
during four years and the other one was in area which has not received animals all that time.
lll
(Barra Bonita Municipality, São Paulo State, Brazil). The pasture was formed with pangola-grass (Digitaria decumbens, Stent) and was submited to intensive grazing. An yard with
4,53
ha was selected. In the centre of this area, therewas a reserved area, which has not received animals during four years. furing this period, the soil was sampled to a
depth of O - 20 cm, in thirteen different times. After this period of time, horizon soil samples were colected in the grazing area and in reserved area.
The conclusion are the followings:
a - The intensive grazing during four years did not modify the contents of organic matter, total-N, soluble-P, exchan-