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Smoothing Operators

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6 Mean and Edges

6.3 Filter Design

6.3.3 Smoothing Operators

O MED proposto por Siedentop (1987) vai ao encontro da necessidade de conferir um cunho afetivo e social às aprendizagens (Mesquita & Graça, 2011). Este é um modelo que se distingue por procurar “recriar um contexto desportivo

autêntico, substituindo as típicas unidades didáticas de curta duração pelo conceito de época desportiva, que congrega a ideia de prática desportiva, com a institucionalização de clubes; com filiação duradoura e competição calendarizada; com a conservação de registos de resultados e estatísticas dos desempenhos individuais e de grupo; com a atribuição de papéis e funções que compõem o envolvimento desportivo, capitães, treinadores, árbitros, diretores, jornalistas”(Graça & Mesquita, 2013, pp. 14-15).

Tendo em conta estas características, Siedentop et al. (2011) distingue três objetivos basilares do modelo: competência desportiva, literacia desportiva e entusiasmo pelo desporto. A competência desportiva diz respeito à capacidade do aluno dominar as habilidades e conhecer, compreender e adotar comportamentos táticos, de forma a participar na competição de um modo satisfatório; a literacia desportiva está relacionada com o conhecimento e valorização das tradições e dos rituais associados ao desporto, bem como a distinção de uma boa e má prática desportiva; e, por fim, o entusiasmo pelo desporto significa que o aluno se sente atraído peça prática do desporto, distinguindo-se como um promotor da qualidade e um defensor da autenticidade da prática desportiva (Mesquita & Graça, 2011).

A aplicação deste modelo foi realizada ao longo do ano letivo de uma forma progressiva, ou seja, no planeamento das UDs eram progressivamente introduzidos conceitos do MED. Na modalidade de atletismo (1º período) introduzi a visão competitiva do modelo. Devido à desmotivação demonstrada

por parte dos alunos face à modalidade, procurei encontrar uma estratégia que os envolvesse nas aulas da modalidade. Assim, decidi dividir os alunos por equipas e introduzir um quadro competitivo, existindo em todas as aulas exercícios de treino e competição. A utilização destas estratégias demonstrou- se bastante eficaz, sendo que os alunos demonstravam empenho nos exercícios propostos com o intuito de conseguir alcançar o sucesso nos momentos de competição. Foi também possível observar que mesmo os alunos com maiores dificuldades se demonstravam predispostos para melhorar em prol da sua equipa.

No segundo período, na modalidade de basquetebol, as ideologias do MED foram apenas aplicadas em algumas aulas. Tendo em conta que os rapazes tinham capacidades bastante superiores às das raparigas, ao longo desta modalidade existiram aulas em que estes trabalhavam separadamente das raparigas e outras em que trabalhavam juntos. Neste sentido, nas aulas em que as equipas eram mistas, procurava preparar exercícios que permitissem o ganho de pontos, sendo que cada aula funcionava como um campeonato. Além disso, nesta UD introduzi o treino em equipa que permitisse uma preparação para os exercícios de competição. Isto ocorria principalmente aquando a lecionação de conteúdos táticos (e.g. ocupação racional do espaço; passa e corta). Considero que estas estratégias se demonstraram bastante eficazes, pois, para além do empenho dos alunos que já tinha sido adquirido na UD de atletismo, foi verificável o desenvolvimento do espírito de equipa, nomeadamente, no que concerne ao sentido de cooperação e entreajuda. Os melhores alunos procuravam auxiliar os seus pares que demonstravam maiores dificuldades, com o intuito de contribuir para o alcance dos objetivos da equipa.

Por fim, no terceiro período, na modalidade de Futebol, foi aplicado o MED quase na sua íntegra. Aqui, foi criada uma calendarização total da época desportiva, tendo existido dias dedicados aos treinos e dias de competição. A filiação foi também algo fomentado, através da atribuição de cores, nomes, gritos de equipa e escolha de capitães/treinadores de equipa, existindo também os registos estatísticos individuais e de equipa, bem como a atribuição de papéis e a realização de um evento culminante no final da época desportiva. Era na atribuição de papéis que esta aplicação das características do MED mais carecia, pois, para além dos papéis de estatístico em alguns exercícios e de

árbitro nos jogos formais, as restantes funções apenas foram aplicadas no evento culminante. Ainda assim, toda esta organização se mostrou bastante cativante para os alunos. Agradava-lhes o facto de existirem várias funções a realizar, de existir uma época desportiva organizada e de sentirem que poderiam fazer parte do seu próprio ensino, pois tinham um capitão de equipa que servia como porta-voz da mesma. Como apenas existiam três equipas, nos momentos de jogo formal, a equipa que não estava em jogo realizava exercícios com o intuito de aprimorar conteúdos. Caso os treinadores me apresentassem um exercício a realizar com a devida justificação (qual a dificuldade da equipa que os levava a querer realizar aquele exercício), eu permitia que este fosse aplicado, realizando apenas algumas adaptações quando identificasse como necessário.

A liberalização de tomada de decisões atribuída aos treinadores foi bastante positiva para a motivação de toda a turma, pois estas escolhas partiam, normalmente, da opinião de toda a equipa e não apenas do treinador. Além do mais, utilizei os treinadores para atender à opinião dos alunos no decorrer das aulas. Em algumas aulas, colocava certas questões a cada um dos treinadores, na qual tinham que trazer uma resposta escrita na aula seguinte. Estas questões eram relativas ao funcionamento das aulas, ao relacionamento da própria equipa, às dificuldades que cada equipa sentia e também acerca do que poderia ser diferente nas aulas.

De uma forma geral, considero que a aplicação deste modelo foi um sucesso. O empenho nas aulas esteve sempre presente por parte de todos os alunos, sendo que estes viveram intensamente a época desportiva. No entanto, denoto que esta envolvência na competição não trouxe simplesmente bons contributos para o funcionamento da aula. Este tema será desenvolvido posteriormente no subcapítulo acerca do sistema social.

Para além da aplicação deste modelo na minha turma residente, em conjunto com o NE, o MED foi também aplicado na UD de futebol na turma partilhada. Este foi o foco do estudo de investigação realizado no âmbito do EP, que será apresentado seguidamente.

4.3.1.6 Estudo de Investigação: O Efeito do Modelo de Educação Desportiva na Aprendizagem dos Alunos no Futebol

Resumo

O presente estudo teve como objetivo verificar os efeitos do MED na retenção das habilidades motoras no ensino da modalidade de futebol. O grupo de participantes foi constituído por 5 alunos (3 elementos do sexo masculino e 2 do sexo feminino), com idades compreendidas entre os 10 e os 11 anos, de uma turma de 20 alunos de 5º ano, de uma escola da zona norte do país. Os alunos foram observados e avaliados através das filmagens adquiridas em três momentos distintos (Pré-teste, Pós-teste e Teste de Retenção) com recurso ao instrumento Game Performance Acessment Instrument (Oslin et al., 1998). Os dados foram analisados através de um teste de variância de medidas repetidas (ANOVA) e um teste Least Significant Difference (LSD) para as múltiplas comparações à posteriori. Os resultados apresentados apresentaram efeitos positivos da utilização do MED na aprendizagem do futebol evidenciando diferenças significativas ao nível da performance global no jogo, do Pré-teste para o Pós-teste.

PALAVRAS-CHAVE: RETENÇÃO NA APRENDIZAGEM; MODELO DE

EDUCAÇÃO DESPORTIVA; PERFORMANCE.

Introdução

Para além do desenvolvimento pessoal, social e moral dos alunos, (Mesquita & Graça, 2011), a aprendizagem das habilidades motoras surge como um dos principais objetivos da EF (Graham, 1991). Neste processo, o professor deve procurar encontrar as melhores metodologias, proporcionando um ambiente de ensino-aprendizagem adequado às necessidades dos alunos.

Na tentativa de explicar a aprendizagem, Piaget (1970) recorre ao mecanismo da equilibração, como sendo um processo dinâmico autorregulado, que coloca em equilíbrio dois comportamentos intrínsecos: a assimilação7 e a

7 Assimilação: Organização das experiências do meio externo com as próprias estruturas

internas, tendo em vista a reconstrução e alimentação de esquemas hereditários ou adquiridos (Piaget, 1970).

acomodação8. Já Vygotsky (1978) postula que a aprendizagem resulta da

interação com o(s) outro(s) e com o meio, sendo que a aquisição emerge dos impulsos e influências que estas interações implicam (Illeris, 2015). Neste sentido, para Vygotsky (1978) qualquer função interna (aprendizagem) surge primeiro no plano social através das interações com outros e só depois no plano interno.

Centrando-nos na aprendizagem motora, Rink (1993) refere que a aprendizagem se caracteriza por uma alteração relativamente permanente no comportamento, sendo esta resultado da experiência de treino e da interação com processos biológicos. Neste sentido, Karni et al. (1998) esclarece que a aprendizagem de habilidades motoras divide-se em duas fases distintas: a “aprendizagem rápida”, que se caracteriza pelo estabelecimento de um plano ou rotina ideal para realizar uma tarefa no momento; e posteriormente, a “aprendizagem lenta”, que se manifesta como uma assimilação a longo prazo e ocorre devido a modificações estruturais das bases motoras. Esta abordagem remete-nos para a ideia de que uma aprendizagem apenas é verdadeiramente retida quando passa por este processo de “aprendizagem lenta”. Ou seja, só nesta fase é que ocorre uma retenção dos conhecimentos e/ou habilidades. A EF deve proporcionar ao aluno o alcance desta segunda fase do processo de aprendizagem, para que consiga interiorizar a matéria e influenciar a sua prática em contextos semelhantes, em que é necessário aplicar as respetivas habilidades.

Neste contexto, Doyon et al. (2003) sugerem que, uma habilidade quando é efetivamente aprendida pode ser executada com uma performance razoável mesmo após longos períodos sem prática. Devemos considerar, portanto, que a aprendizagem de uma determinada habilidade ocorre quando existe a manutenção da performance pré-adquirida entre períodos distintos. Ou seja, quando ocorre retenção desse conhecimento ou comportamento. Por esta razão, quando se pretende analisar o processo de retenção na aprendizagem, alguns estudos apontam para um período de interrupção da prática próximo a 5

8 Acomodação: ajustamento dos esquemas e entendimentos do sujeito frente às diversidades do

meio captadas pelo processo de assimilação, com o intuito de criar uma rede cada vez mais densa de esquemas e entendimentos que definem o sujeito (Piaget, 1970).

semanas, para que se possa fazer uma comparação da performance do sujeito (Abe et al., 2011; Kalkhoran & Shariati, 2012; Rendell et al., 2011).

Com efeito, para que o processo de ensino-aprendizagem seja eficaz, no sentido de promover a retenção dos conhecimentos e habilidades, é necessário que aspetos como as condições de aprendizagem sejam considerados no planeamento das UDs e na realização da prática pedagógica. Ou seja, cabe ao professor encontrar os melhores métodos, meios e modelos para que, em determinado contexto, sejam criadas as melhores condições, que favoreceram a aprendizagem dos alunos. Neste processo, importa considerar o aluno como elemento ativo no próprio processo de ensino-aprendizagem, para que compreendam as matérias e as considerem significativas, caso contrário, a aprendizagem poderá ficar comprometida (McCaughtry, Tischler & Flory cit. por Rosado & Ferreira, 2011).

Assim, atendendo a estes pressupostos e aos vários modelos de ensino disponíveis para o ensino na EF, podemos considerar o MED (Siedentop, 1987),

uma “alternativa comprovadamente válida às abordagens tradicionais” (Mesquita

& Graça, 2011, p. 39), visto que é um modelo inovador na área da EF que parece proporcionar condições de aprendizagem aos alunos, capazes de beneficiar a retenção na aprendizagem. Deste modo, será pertinente analisar os efeitos deste modelo na performance motora dos alunos a longo prazo (retenção).

O MED “tem como principais metas formar desportistas competentes ao nível motor (que entendem e aplicam estratégias e táticas durante a participação com sucesso num jogo), literatos (que entendem os valores e tradições do desporto, bem como os seus rituais e regras distinguindo entre boas e más práticas desportivas) e entusiastas (aqueles que participam de forma a valorizar, preservar e proteger a cultura desportiva)“ (Pereira et al., 2013, p. 31). E para que a autenticidade das experiências desportivas dos alunos fossem asseguradas, Siedentop (1987) definiu 6 características do desporto institucionalizado no MED: a época desportiva, a filiação, a competição formal os registos estatísticos, a festividade e os eventos culminantes. A época desportiva surge como substituta da UD, procurando inclusive aumentar a sua duração, pois segundo o autor, as UDs são habitualmente demasiado curtas para a consolidação das aprendizagens. A filiação procura promover a integração dos alunos em equipa e, por conseguinte, o sentimento de pertença

ao grupo (Mesquita & Graça, 2011). De forma a contribuir para este sentido de filiação, o modelo sugere a integração de uma variedade de papéis assumida pelos alunos na constituição de equipas (e.g. jogadores, árbitros, estatísticos, jornalistas), bem como a definição de nomes, cores, capitão, grito e área de treino para cada uma das equipas. Juntamente com a definição das equipas, é implementado um quadro competitivo formal (época desportiva) que procura estabelecer mecanismos promotores da igualdade de oportunidades, nomeadamente, através da premiação, da cooperação, bem como o fair-play e a competição, sendo realizado um registo de resultados e comportamentos (estatísticas individuais ou de equipa) (Mesquita & Graça, 2011).

Pereira et al. (2013) referem que atendendo ao facto dos alunos realizarem tarefas de organização e serem responsabilizados por algumas funções, precisam apresentar conhecimentos sobre os regulamentos e componentes críticas de cada habilidade, promovendo o envolvimento e concentração na própria aprendizagem. Além disso, como todas as tarefas realizadas durante as aulas contam para a competição e os alunos se mantêm sempre nas mesmas equipas, estes levam a aula de uma forma mais séria (Hastie et al., 2011). Por consequência, os alunos tendem a ficar mais atentos aos feedbacks emitidos pelos professores e pelos seus capitães, comparativamente a um modelo mais tradicional (Hastie et al., 2013).

Adicionalmente, sabe-se que “aprende mais quem dedica mais tempo a

uma boa exercitação” (Mesquita & Graça, 2011, p. 41) logo, o facto de o MED

proporcionar o aumento do tempo na tarefa, especialmente durante a prática de exercícios em equipa (Siedentop et al., 2011), poderá beneficiar a aprendizagem.

Apesar da escassez de pesquisas acerca do impacto deste modelo na

performance motora dos alunos, os poucos estudos encontrados (e.g. Hastie,

1998; Hastie et al., 2013) evidenciam resultados positivos em relação à melhoria das habilidades motoras. Mas será que esses resultados positivos permanecem ao longo do tempo? Serão essas melhorias de performance efetivamente aprendizagens? Na tentativa de responder a estas questões, outros estudos aplicados na modalidade de atletismo realizam um teste de retenção após um período de interrupção da prática (Pereira et al., 2013; Pereira et al., 2015), ao qual o resultado se mostrou positivo. Mas será que o mesmo resultado será

encontrado na modalidade de futebol? Assim, o presente estudo pretende verificar os efeitos do MED na retenção das habilidades motoras no ensino da modalidade de futebol.

Metodologia de Recolha

Participantes

A par do impacto que o MED pode apresentar na aprendizagem das habilidades motoras, a opção pela aplicação deste modelo resultou da necessidade do NE solucionar alguns problemas emergentes ao longo do processo de ensino-aprendizagem da turma partilhada. Estes, resultantes, principalmente, da fraca interação social dos alunos (elevado número de conflitos) e dos seus comportamentos (indisciplina). Nesta turma, o processo de aprendizagem dos alunos ficava claramente condicionado, não apenas pela falta de atenção e disposição dos alunos, como pelas exigências colocadas ao professor que, frequentemente dedicava bastante tempo à gestão de conflitos, provocando pausas constantes no decorrer da aula. Por esta razão, o NE decidiu investigar, analisar e solucionar os diferentes problemas encontrados, ao longo do processo de ensino-aprendizagem da turma, através da aplicação do MED. E posteriormente, verificar os efeitos deste modelo na retenção das habilidades motoras, sendo este o foco do presente estudo.

O grupo de participantes é constituído por 5 alunos de uma turma de 20 alunos de 5º ano, de uma escola da zona norte do país. O grupo inclui 3 elementos do sexo masculino e 2 do sexo feminino, com idades compreendidas entre os 10 e os 11 anos. Relativamente à motivação dos participantes para a modalidade de Futebol, os rapazes gostam da modalidade, sendo um deles atleta federado, e as raparigas não a apontam como modalidade preferida. Atendendo à turma, a escolha desta equipa baseou-se no facto de ser a única em que todos os alunos estiveram presentes nos momentos de avaliação.

Época Desportiva

O presente estudo foi aplicado numa UD de futebol composta por 12 aulas - 4 blocos de 50 minutos (terça-feira) alternados com 4 blocos de 100 minutos (quinta-feira). No que concerne aos recursos espaciais para a lecionação das

aulas, a escola disponha de um pavilhão desportivo e um campo de futsal exterior. Este espaço era partilhado com outra turma, como tal, caso as condições climatéricas não permitissem a prática no espaço exterior, a turma apenas tinha à sua disposição metade de um campo de futsal. Para dirigir as aulas, ao longo de toda a UD, havia um professor principal, embora os restantes EEs estivessem sempre presentes a auxiliar nas várias tarefas. Para a aplicação do MED, organizou-se a turma em 4 equipas de 5 elementos, tendo por base os dados recolhidos num questionário sociométrico de Bastin (1980) adaptado por Meneses et al. (2015). Este foi preenchido pelos alunos antes do início da UD e analisado com recurso ao programa SociometryPro 2.3.

As equipas foram constituídas consoante os seguintes critérios: alunos de quem gostam mais e menos de trabalhar; alunos de quem julgam ser escolhidos e não escolhidos para trabalhar; alunos de quem gostam e não gostam de conviver; e alunos de quem julgam serem escolhidos por gostarem e não gostarem de conviver. O principal foco desta organização foi promover as interações dos alunos intra e inter equipa. Também as capacidades motoras que os alunos apresentavam nas várias modalidades, bem como a prática ou não da modalidade de futebol fora do ambiente escolar foram consideradas para a formação das equipas. A escolha dos capitães de equipa teve também em conta as respostas dos alunos ao questionário, relativamente a quem consideravam ser o líder da turma, o melhor aluno da turma e o aluno com maior predisposição motora para a prática desportiva.

Apenas após a realização da avaliação diagnóstica foi elaborada a época desportiva (Quadro 1):

Quadro 1 – Época Desportiva

Aulas Formato Tradicional9 Modelo de Educação Desportiva

0 Prática impossibilitada devido à falta de espaço apropriado.

Introdução à unidade: formação das equipas; definição das cores, nome e grito.

1 Pré-Teste (T1):

Competição formal 5x5.

Competição de pré-época 2-4 Desenvolvimento dos conteúdos:

passe, receção, condução, penetração e contenção.

Alunos-treinadores: aquecimento das equipas com supervisão do professor. Professor dirige as aulas.

5 Competição formal 4x4 (sem GR) em espaço reduzido.

Competição época desportiva: Alunos participam numa competição formal, aplicando as regras e as diferentes funções: árbitro e estatístico. 6-7 Desenvolvimento dos conteúdos:

passe, receção, condução,

penetração, contenção e cobertura ofensiva.

Alunos-treinadores: dirigem o

aquecimento das equipas, bem como alguns exercícios, sempre com supervisão do professor. Professor dirige as aulas. 8 Competição formal 4x4 (sem GR) em

espaço reduzido.

Competição época desportiva: Alunos participam numa competição formal, aplicando as regras e as diferentes funções: árbitro e estatístico. 9-10 Desenvolvimento dos conteúdos:

passe, receção, condução, penetração, contenção, cobertura ofensiva e defensiva.

Alunos-treinadores: dirigem o

aquecimento das equipas e os exercícios propostos.

Professor: realiza a instrução da Cobertura defensiva.

11-12 Pós-Teste (T2):

Competição formal 5x5.

Evento culminante: cerimónia de entrega de prémios (diplomas para todos os atletas; troféu por equipa por

classificação; equipa mais empenhada; atleta mais empenhado).

Ao longo das aulas, tal como se pode verificar no quadro 1, as equipas, tiveram oportunidade de autonomamente exercitarem vários exercícios. Para que os alunos tivessem um ponto de orientação, era-lhes concedido um skill card antes das tarefas. Ainda assim, visto que existiam quatro professores na aula, cada um ficava responsável por supervisionar cada uma das equipas. Os alunos dispunham também de um diário de equipa, no qual relatavam as suas experiências ao longo das aulas, respondendo a perguntas centradas nas interações sociais. Este diário tinha o intuito de servir como instrumento de análise para o estudo realizado por outro colega do NE.

9 Os dados apresentados referem-se unicamente à dimensão motora, uma vez que são o foco

Instrumentos

A recolha de dados foi realizada em três momentos distintos: o pré-teste (T1), que decorreu no início da UD; o pós-teste (T2), realizado na última aula da UD; o teste de retenção (TR), concretizado 5 semanas após o término da UD. Todos os alunos foram avaliados em situação de jogo 5x5 durante 5 minutos corridos. Para assegurar a recolha de dados utilizou-se duas câmaras colocadas em ângulos diferentes, para que fosse possível observar todas as ações realizadas pelos alunos. A avaliação da performance dos alunos foi realizada

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