B. RESULTATS
2. L ES FUTURS ENSEIGNANTS
2.2. La situation à l'IUFM de Grenoble
A importância dos equipamentos dos playgrounds como motivadores de atividades nas crianças fez com que eles fossem classificados em função dos aparatos de que dispõe. Segundo Gilmartin (2002) a importância na estrutura e tipos de equipamentos levou os espaços a serem classificados em tradicionais, possuem os tradicionais equipamentos de balanço, escorregador e carrossel, os contemporâneos (balanços com materiais flexíveis (tipo pneus), caixas de areia, fontes de água); e os de aventuras (espaços com áreas não tão fixas, com buracos, labirintos de madeira, áreas livres que permitem que as crianças possam criar suas atividades).
Os equipamentos de playground são os brinquedos fixados no local e que possuem como principal função o entretenimento. O
playground precisa possuir uma variedade e certo número de
equipamentos que abarquem pelo menos três funções específicas. Sobre a criatividade, envolvem equipamentos que possibilitam atividades construtivas como areia, argila e madeira; os de desafio são os que possibilitam movimentos motores amplos, como balançar, pendurar-se, escorregar; e os sociais que estimulam a interação social tais como a casinha de boneca e os utensílios de cozinha, ferramentas, etc.(Kuo, 2007).
Os problemas mais comuns nas instalações dos equipamentos incluem problemas no desenho, quando só há equipamentos que enfatizam a capacidade física e o senso de equilíbrio, faltando as funções de promover a interação social, por exemplo quando a distância entre um equipamento e outro é muito grande, ou ainda, quando os equipamentos não satisfazem a diferentes necessidades de gênero e idade; e os problemas de segurança, quando os equipamentos são instalados em pisos inadequados ou quando não há o espaço mínimo recomendado de distância entre os equipamentos e os caminhos de circulação (Kuo, 2007).
Segundo Kishimoto (2001) a disposição dos equipamentos não prevê o espaço como elemento que integra o projeto pedagógico e que ofereça desafio e exploração. A organização do espaço quando configura-se de forma que os equipamentos não estejam interligados criando funções múltiplas, possibilita a execução de apenas uma função, como escorregar, subir, descer ou balançar. Os mais complexos equipamentos (múltiplos) quando disponíveis, ficam isolados, sem uma configuração espacial que favoreça desafios e o imaginário.
Também para Shaw (1987), ao se projetar um playground, deve- se organizar os equipamentos de modo que eles possuam uma interligação. Quando os equipamentos estão isolados torna-se difícil
fazer com que as atividades fluam de um aparelho para o outro, e a criança acaba sendo estimulada em apenas um aspecto desenvolvimental. Ou seja, com exceção do balanço, que por motivo de segurança deve ficar separado das demais áreas do playground, as peças individuais que possuem funcionalidades específicas precisam estar arranjadas para formarem uma configuração espacial que reflita uma ordem lógica estabelecida de funções. Cada playground deverá contar com equipamentos centrais e outros coadjuvantes para que quando interligados entre si criem relações entre suas funções e uma identidade de espaço funcional. O interessante é que para se descobrir quais são os espaços ou equipamentos centrais basta perguntar para as crianças, eles geralmente terão nomes específicos para eles (Shaw, 1987).
Kuo (2007) ao investigar a percepção dos professores de Creches em Taiwan sobre a função, configuração e utilização dos equipamentos visando prescrever sugestões para o designer de playgrounds de jardins de infância, concluiu que a percepção do professor sobre a função dos equipamentos é a de que estes servem para promover, em primeiro lugar, capacidades físicas e sensoriais e, em segundo lugar, o relacionamento interpessoal, curiosidade e comportamento cooperativo nas crianças. Os principais equipamentos utilizados pelas crianças pequenas, segundo os professores, são os balanços, os equipamentos de escalada e de ponte suspensa. Quanto à segurança e o tipo de material dos equipamentos, o estudo de Kuo (2007) identificou que 90% das escolas possuíam instalações conforme as normas de segurança estabelecidas; sendo o principal material utilizado na confecção dos equipamentos o plástico com cores vibrantes. A presença do professor no espaço aberto foi considerada suficiente para garantir a segurança, os principais motivos de acidente foram atribuídos ao uso inadequado do equipamento. A pesquisa concluiu que os principais elementos a se considerar referem-se aos cuidados com segurança, a concepção do material, os horários de uso, as necessidades específicas de cada idade, as questões de manutenção e limpeza e a presença de estímulos atrativos e motivadores.
As pesquisas mostram que os balanços possuem uma significativa utilização (Kuo, 2007; Shaw, 1987). As caixas de areia, quando incorporada com uso de água, sem dúvida, também se tornam uma das mais populares e bem utilizadas áreas (Shaw, 1987). Os caminhos de circulação devem ser diferentes em relação à forma e tamanho que apresentam, permitindo que a criança realize escolhas. Nesse sentido o uso de túneis também deve ser considerado na concepção do sistema de caminhos, eles nunca devem ser becos sem saída e de preferência devem
possuir uma curta extensão para facilitar a fiscalização pelos adultos. Por outro lado, os caminhos devem ser complexos e difíceis o suficiente para manter o interesse ao longo do tempo e apresentar desafios a serem conquistados pela criança que se desenvolve (Shaw, 1987). As altas plataformas possibilitam a criança uma experiência muito especial na medida em que elas podem ver o mundo de outra perspectiva que não a habitual ao nível do chão.
Shaw (1987) recomenda também o uso de equipamentos portáteis que podem ser rearranjados conforme o grupo e o horário específico a utilizar o espaço, reorganiza-lo de maneira semelhante como se faz com o mobiliário. Para este autor deve-se evitar que ele possua uma configuração rígida para o uso por longos períodos de tempo. Neste sentido é necessária a presença constante das peças soltas, ou seja, objetos e materiais (caixa de papelão, pedaços de pano, vasilhames, etc) que não são brinquedos específicos, mas que podem ser usados em conjunto com a estrutura física do espaço permitindo configurações temporárias (tendas, cavernas, barcos, foguetes) (Shaw, 1987). O planejando do espaço aberto da escola deve buscar adequá-lo para que este seja criativo e ao mesmo tempo seguro.