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4.2 Couplage des techniques de PhotoCourant (MPC) et PhotoLuminescence Modulées

4.2.3 Mesures de PhotoCourant Modulé

4.2.3.2 Simulation de la technique MPC

Enquanto se reduzir a moral a um código de comportamento individual e coletivo, a um conjunto de virtudes a praticar ou também aos imperativos de uma lei natural considerada universal, não se pode perceber suficientemente toda a especificidade, a bondade e atualidade permanente da moral Bíblica 197.

Através dessa explanação dos diversos sentidos da ética e da moral no processo de formação do homem, fica evidente que a vida humana é inseparável de sua interpretação, ou                                                                                                                

195

SANTOS, Antônio dos. Ética: caminhos da realização humana. São Paulo: Ave Maria, 1997. p. 37.

196

VIDAL, Marciano. Psicologia do sentido moral. Aparecida: Santuário, 2008. p. 18.

197

PONTIFÍCIA COMISSÃO BÍBLICA. Bíblia e Moral. Raízes Bíblicas do agir Cristão. São Paulo. Paulinas, 2009. p 14.

seja, a autoconsciência da existência humana daquilo que ela é para o mundo faz do viver não somente uma ação, mas também um marco teórico, uma interpretação que metodologicamente dá um significado único à vida humana.

O sentido ético é a interpretação da existência humana enquanto vivida em chave de responsabilidade e de compromisso. Junto a outros níveis de hermenêutica, o sentido moral expressa a peculiaridade normativa da consciência e a estrutura da realidade enquanto deve ser 198.

Nessa perspectiva, ser pessoal é fazer-se ato de ser, encarregar-se não simplesmente de exercer uma ou outra qualidade ou propriedade da vida humana, mas potencializar todo ser. Essa existencialização potencializada de uma pessoa introduz a responsabilidade, a decisão, a liberdade no âmago do ser pessoal. Assim, a consciência moral aparece no indivíduo, não obrigatoriamente como um peso de modo a afetar os atos ou resultados de suas atitudes éticas, mas fazendo com que todo seu ser interior e exterior se comprometa como pessoa integral. Desse modo, fazer-se pessoa ética aparece como um traço definitivo da pessoa em justa sintonia com o pensamento e a ação.

Ao afirmar a consistência do homem enquanto pessoa não se pretende obscurecer a importância das mediações sociais para a compreensão do humano... Unicamente desde essa compreensão do ser humano como pessoa pode-se delinear o projeto ético da história humana. Toda transformação econômica e política alcança densidade humanizadora se parte da afirmação do valor primordial do homem como sujeito, isto é, como pessoa 199.

Por outro lado, a forma concreta de integrar o sentido ético à totalidade da existência humana marca a orientação fundamental do sistema moral de cada indivíduo e de cada grupo. Dessa forma, surgem sistemas éticos preferencialmente “religiosos” ou preferencialmente “seculares” em que os valores morais incidem efetivamente nos valores de determinados grupos e sistemas éticos respeitando sua autonomia.

Todas as ordens de valores têm uma inter-relação. Contudo, o valor moral faz dessa relação com outros valores uma característica especificamente sua. Neste sentido, o valor moral tem uma função de mediação entre os valores religiosos e todos os outros valores. Pode-se dizer

                                                                                                                198

VIDAL, Marciano. Psicologia do sentido moral. Aparecida: Santuário, 2008. p. 08.

199

VIDAL, Marciano. Nova Moral Fundamental. O lar teológico da Ética. Aparecida: Santuário; São Paulo: Paulinas, 2003. p. 183.

que o valor moral está presente, de uma maneira especial, em todos os demais valores, sem privá-los de sua autonomia e peculiaridade 200.

Por essa razão, para tomar consciência de um plano sobre o que é bom e o que norteia a vida de uma pessoa para a busca de um ideal objetivo, se constrói toda uma reflexão ética que se apoia necessariamente nos dados do fato moral. Esta condição da construção de uma consciência moral se constrói livremente e coerentemente. Contudo, a busca da construção da consciência moral em vista de uma orientação formativa religiosa se diversifica ao dar preferências na forma de concretização do bom, do justo, na ação e na estrutura. Portanto, o valor dominante da ação construtiva da vida humana é a comunhão com Deus e o seu êthos originário é o dom de si a Deus, a constante renúncia “do terreno”. Neste sentido, o valor moral é o mais personalizante. Por isso mesmo, é um valor sempre constante na vida da pessoa. Além do mais, por ser o valor da realização pessoal, tem a complexibilidade de ser um valor que realiza um ideal universalmente válido.

Os valores transcendentais são compostos de verdades a respeito das possibilidades de realização humana e de explicações razoáveis para aquilo que ainda se nos apresenta como misterioso, porém necessário 201.

De fato, o indivíduo humano que constrói e vive tais valores em uma esfera ética de vida religiosa, é dotado das capacidades de querer e pensar próprios, o que o indica como primeiro responsável pelo seu próprio projeto de realização. Por isso, mesmo dependente, de início, dos preceitos que instruem e disciplinam sua atividade, o indivíduo terá de, paulatinamente, abandonar os indicativos apenas externos e assumir valores internos pessoais. Terá de, livremente, arbitrar e fazer escolhas responsáveis. Deixará então de agir simplesmente por preceitos e regras e agirá por valores maiores, ou seja, por imperativos cujas necessidades voltam-se ao transcendental 202. Contudo, a passagem do viver por preceito para o imperativo maior, não implica necessariamente na rejeição ou exclusão do preceito. Com efeito, descobrem-se como bons a maioria dos preceitos. Assim, a diferença não é, necessariamente, a emissão dos preceitos ou uma vivência contrária ao preceito habitual, mas o que move a nova escolha é a vivência dos valores evangélicos. Visto nesta ótica, o projeto e                                                                                                                

200

VIDAL, Marciano. Psicologia do sentido moral. Aparecida: Santuário, 2008. p. 19.

201SANTOS, Antônio dos. Ética: caminhos da realização humana. São Paulo: Ave Maria,

1997. p. 37.

202

“Enfim, no discernimento moral importa levar em conta o refinamento progressivo da consciência moral, em particular na leitura dos dois Testamentos... A propósito da Escritura, a comunidade é um lugar essencial de discernimento”. PONTIFÍCIA COMISSÃO BÍBLICA. Bíblia e Moral. Raízes Bíblicas do agir Cristão. São Paulo: Paulinas, 2009. p 235.

a realização de vida dessa pessoa é primeiramente um ato de fidelidade e responsabilidade, a plena realização da vontade de Deus. Em outras palavras, torna-se um homem virtuoso e fiel ao seu projeto de vida que será capaz de ultrapassar o horizonte subjetivo da mera satisfação pessoal momentânea e entregar-se às exigências de sua realidade integral como resposta fiel ao seu projeto evangélico.

O homem fiel reconhece o peso da realidade e é capaz de perceber a validade das realidades significativas para além do encanto da novidade com que se apresentem. Ao contrário, por estranho que pareça, o homem volúvel não muda nunca, pois conserva as imperfeições e preferências de seu “eu” natural. Por ceder facilmente às impressões, não consegue segurar para sua vida mesmo aquilo que leva a sério. A fidelidade ao projeto religioso é, enfim, uma resposta autônoma e positiva do “eu” individual à significatividade de sua circunstância 203.

Com toda razão, o indivíduo fiel à vivência evangélica, ou seja, o cristão, não enche o mundo com seu eu, mas cede a vez ao que existe, para deixá-lo mostrar-se na sua peculiaridade 204. Percebe a dignidade e a nobreza do que existe, percebe a realidade valiosa de cada coisa, isto é, o valor integral da vida enquanto real e enquanto criação de Deus. Por isso, toma a realidade a sério pelo que é e não como simples meio para si ou para cumprir seus objetivos. Enfim, o cristão fiel ao seu projeto caracteriza-se por um senso de responsabilidade apurado para com a vida, também com “uma atenção vigilante às consequências daquilo que se faz, ou seja, ao conteúdo de justiça que deve nortear a ação individual do sujeito, rumo à realização do seu projeto de vida” 205.

                                                                                                                203

SANTOS, Antônio dos. Ética: caminhos da realização humana. São Paulo: Ave Maria, 1997. p. 50.

204 “A Ética Cristã é, pois, a forma analítica e crítica com a qual os cristãos pensam e agem

num movimento dialético constante, onde a tábua de valores que regem sua vida é constantemente reavaliada cada vez que um dado ou um argumento novo é apresentado ao seu conjunto, seja pela vida comunitário-religiosa ou social, seja pelas ciências com as quais é obrigado a dialogar”. OTTAVIANI, Edélcio Serafim. Revista de cultura teológica. ano VIII, n. 31. p. 73, 2000.

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