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Simulation des systèmes de guidage magnétique

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APPLICATIONS ET VALIDATIONS

IV. 6. Simulation des systèmes de guidage magnétique

SIM NÃO DÚVIDA TOTAL

PRIMEIRO 30 0 0 30 SEGUNDO 27 3 0 30 TERCEIRO 28 0 2 30 QUARTO 24 3 3 30 QUINTO 26 3 1 30 TOTAL 135 9 6 150

Quadro 3 Total dos percentuais obtidos nos cinco períodos segundo as alternativas propostas ao entrevistado.

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Figura 6 - Total do percentual obtido nos cinco períodos segundo as alternativas proposta aos entrevistados

Valores percentuais das repostas das entrevistas

Sim não dúvida total

1º período 100% 0% 0% 100%

2º período 90% 10% 0% 100%

3º período 93% 0% 7% 100%

4º período 80% 10% 10% 100%

5º período 87% 10% 3% 100%

Os valores do teste qui-quadrado para as respostas não e dúvida não foram significativos em nenhum dos blocos.

Análise de distribuição das respostas por blocos de períodos e total através do Qui- quadrado

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Blocos Respostas χ2 valor-p

1º período SIM.NÃO 31,1481 < 0.0001 SIM.DÚVIDA 31,1481 < 0.0001 2º período SIM.NÃO 29,9022 < 0.0001 SIM.DÚVIDA 25,23 < 0.0001 3º período SIM.NÃO 27,1335 < 0.0001 SIM.DÚVIDA 33,3417 < 0.0001 4º período SIM.NÃO 24,607 < 0.0001 SIM.DÚVIDA 33,9515 < 0.0001 5º período SIM.NÃO 28,0679 < 0.0001 SIM.DÚVIDA 24,9639 < 0.0001

Houve significância estatística na opção sim.não e sim.duvida

Após aplicação do teste qui-quadrado verificou-se que os cruzamentos de respostas sim/não e sim/dúvida foram estatisticamente significativos, todos com valor de p menor que 0,001, atingindo assim o nível de significância do estudo. O teste confirmou os períodos da escala temporal nos blocos de conteúdo no sentido quantitativo confirmando assim os eventos históricos que construíram a evolução dos projetos sócio esportivos da cidade do Rio de Janeiro.

O teste qui-quadrado (χ²) é um teste estatístico criado para avaliar se conjuntos de dados categóricos relacionados em tabelas de contingência, diferem do acaso.

A fim de sustentar nossa argumentação recorremos ao teste de Qui-quadrado sugerido por Plackett, R. L., pois quando não é possível fazer uma análise de variância é aconselhável o uso do teste X². Em muitos casos a aplicação deste oferece solução apropriada e conveniente.

Quando se trata de comparações entre as frequências observadas e as esperadas e o banco de dados está na forma de unidade experimental ou dados coletados, pode-se usar o procedimento "Frequências Simples".

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O estudo de frequências de eventos analisa as variáveis de forma dicotômica. Para aplicação do teste de X² pode-se usar o procedimento "Frequências Cruzadas", quando os dados estão na forma de unidade experimental ou dados coletados.

Sendo assim no que tange os cinco períodos de evolução, houve significância estatística no cruzamento sim/não e sim/dúvida, dando ao trabalho o nível de validade esperado. Entretanto, o mesmo não ocorreu no cruzamento não/dúvida.

A partir desta premissa faz-se necessária esta categorização vindo a contribuir com outros estudos e até mesmo o desdobramento desta em pauta. Longe de esgotar o assunto apontando outros olhares sobre o tema caracterizamos nessa discussão a heterogeneidade de proporção dos períodos estudados, dentro do seu espaço temporal e sua evolução.

O Qui-quadrado caracterizou os níveis de significância nos cinco blocos de conteúdo, dando base estatística no sentido quantitativo nos períodos de evolução dos projetos sócio esportivo da Cidade do Rio de Janeiro.

4.6 - Discussão

O esporte é exercido no Brasil por uma grande parcela da população. Atualmente ele tem um papel relevante para as coletividade, por oferecer subsídios para execução de ações sociais que proporcionam desenvolvimento de princípios e valores para a sociedade.

“O universo do esporte compreende espetáculo, profissão, ciência, arte, política, lazer (ativo e passivo), prática, técnica, educação e investigação” (FEIO, 1978 apud MOLINA NETO, 1996).

No âmbito da União, o Ministério do Esporte é responsável por desenvolver o esporte de alto rendimento. Tem a função de criar projetos e ações de inclusão social por meio do esporte, garantindo à população brasileira o acesso gratuito à prática esportiva, qualidade de vida e desenvolvimento humano.

BRACHT (2009) coloca que nas relações entre Esporte e Estado, ainda predominam estruturas corporativistas. A interação do Estado com o Esporte não é popular. Na verdade, as corporações, e muitas vezes órgãos contratados para formular e gerir as políticas de Esporte e Lazer são os mediadores entre a Sociedade e o Estado.

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Estudos recentes como os de FURRER, (2002), MALFAS, M., THEODORAKI, E. & HOULIHAN, B., (2004), MOL, (2010) entre outros têm sugerido que a competitividade de uma cidade/região é baseada, não só na produção, mas na “reprodução social”. Neste contexto, "reprodução social" se refere as estratégias para a conservação do espaço urbano, reduzindo o tempo de condução, oferecendo transportes públicos de qualidade, proporcionando habitação, melhorando o acesso aos serviços públicos com criação e preservação de empregos na cidade/região.

A cidade do Rio de Janeiro irá sediar no ano de 2016 os jogos olímpicos e, para tanto, elaborou um "planejamento estratégico do município"; um documento que leva o adendo de ‘pós 2016’, pois identifica os principais desafios e vantagens competitivas da cidade.

Conforme GARCÍA (2004) o principal argumento utilizado pelas cidades postulantes a um evento como os Jogos Olímpicos são os benefícios para as comunidades locais, bem como uma ferramenta chave de projeção de cidade e de atração de turistas, o que leva a melhoras estruturais como rede de transporte, moradia, instalações esportivas e novos postos de trabalho.

Conforme observado por SWYNGEDOUW et. al. (2003) nos processos de implementação de megaeventos (e/ou grandes projetos), novas formas e/ou instituições de governo têm emergido no cenário político administrativo. Ou seja, tem sido percebida a emergência de estruturas de gerência e decisão fugazes e/ou transitórias que têm tomado o lugar dos tradicionais setores da administração pública, afetando processos decisórios mais coletivos e democráticos. As ordens de justificação acionadas para a criação de tais estruturas baseiam-se na necessidade de se conferir agilidade dos modos e/ou

formas de decisão ligadas aos processos de implantação de grandes equipamentos. Em junho de 2011 foi criada (pela Lei 5.272 e regulamentada pelo Decreto 34.045) a Empresa Olímpica Municipal (EOM), com duração estabelecida até dezembro de 2016. A empresa é responsável por coordenar a execução das atividades e projetos municipais relacionados à realização dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016; além de fazer a mediação e integração entre a Prefeitura, os governos estadual e federal, e “os diferentes agentes nacionais e internacionais envolvidos no processo de preparação da cidade” para a realização destes dois eventos esportivos. Já a Secretaria

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Municipal de Esporte e Lazer (SMEL) recebe a incumbência de gerenciar, democratizar e disseminar a atividade esportiva na cidade. Os projetos sócio esportivos na cidade do Rio de Janeiro são ferramentas de intervenção na vida dos beneficiados, de forma há transformar, em um indivíduo melhor para a sociedade.

Os projetos sócio esportivos vem ganhando destaque nos últimos anos e constitui uma nova forma de educação legítima no Brasil.

Com seu estudo LINHALES (2009), afirma que há uma ausência ou a hipossuficiência de literaturas na área, no que tange a discutir o processo evolutivo dos projetos da Cidade do Rio de Janeiro, sendo assim, um fato percebido pelo autor, que estudos, em projetos sociais esportivos estão sendo desenvolvidos.

A candidatura do Rio de Janeiro que confirma a tendência já antecipada pela literatura (HARVEY, 2006) de que eventos esportivos e exibições de diversas naturezas têm materializado as estratégias das administrações locais de corte empresarial visando atrair turistas e homens de negócios.

Os Jogos Olímpicos se transformaram em um dos maiores e mais significativos eventos desportivos, um megaevento internacional, com impacto de longo alcance sobre as cidades sedes, antes, durante e após os jogos. Reflete-se na civilização humana, trazendo em curto prazo a participação e a atenção internacional, podendo ter consequências de longo prazo para a cidade anfitriã (SEOUL et. al., 2009).

TUBINO (2007), afirma que o esporte tem suas dimensões, sejam eles: Esporte Participação, Esporte Rendimento e Esporte Educacional, que consolida suas dimensões na execução dos projetos, que para VARGAS (2001), apresenta através do pontos de vistas, que os projetos esportivos são de suma importância na construção do indivíduo que está em vulnerabilidade social, DÓRIA e TUBINO (2006), reportaram a necessidade de uma política, com finalidade de favorecer o desenvolvimento esportivo no Brasil.

"Vivemos num mundo demarcado e orientado por regras, nele, as práticas esportivas nos oferecem a possibilidade de celebrarmos a igualdade, a internalização de um ideal democrático em que as regras valem para todos e a mobilidade é possível pelo próprio mérito parece ser uma referência positiva para os jovens pobres". (DA MATTA,1982).

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Sendo assim, o caráter socializador e mantenedor dos valores igualitários do esporte, fornece as bases para a socialização dos jovens frequentadores da Vila Olímpica.

Caracterizado como um Projeto Sócio Esportivo, as Vilas Olímpicas implementadas na cidade do Rio de Janeiro, objetivam regulamentar e padronizar o atendimento dos Projetos Sócio Esportivos geridos pela SMEL, com intuito de tirar proveito de toda a capacidade e formas de atuação do esporte, inclusive incentivando a detecção e encaminhamento.

Como nos fala Miguel ARROYO (2002):

..."a compreensão das dimensões formadoras que acontecem em outros espaços sociais nos ajuda a melhor entender a centralidade e os limites da educação escolar, da formação no trabalho, a socialização na família, na rua, nos grupos de juventude" (ARROYO, 2002).

As Olimpíadas representam, na atualidade, um catalisador de transformações urbanas das cidades sede, podendo atuar como um instrumento fundamental do desenvolvimento urbano e político das cidades. O aumento do número de cidades candidatas, a sediar os Jogos Olímpicos, indica que líderes de diversas nações consideram a garantia deste evento uma oportunidade para melhorar os aspectos econômicos e sociais de uma cidade ou região. (MALFAS, M., THEODORAKI, E. AND HOULIHAN, B., 2004). Como resultado, nas últimas duas décadas tem aumentado a preocupação sobre o impacto das Olimpíadas na vida econômica, social, ambiental e política da região de acolhimento da cidade e do país.

RIBEIRO e LAGO (2001) apresentaram em seus estudos que os Projetos sócio esportivo da cidade do Rio de Janeiro, possuem um papel muito importante para os jovens, fato que fez destacar, que locais em vulnerabilidade necessitam de substancial atenção por parte do Poder Público.

Os relatos deste estudo corroboram para compreensão da função assumida pela projeto sócio esportivo nos cenários das comunidades das Vila Olímpicas e demais comunidades do entorno, efetivando-se como estratégia de combate aos problemas sociais, diminuindo as chances de envolvimento dos participantes com situações consideradas degradantes.

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CONCLUSÃO

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