4.2 D´etection d’intrusion par comparaison de graphes de flux d’information 60
4.2.2 Similarit´e de graphes de flux d’information
Resgatando-se, de plano, Schumpeter (1982, p. 47), este observa que o seu entendimento de desenvolvimento é de,
apenas as mudanças da vida econômica que não lhe forem impostas de fora, mas que surjam de dentro, por sua própria iniciativa. Se se concluir que não há tais mudanças emergindo na própria esfera econômica, e que o fenômeno que chamamos de desenvolvimento econômico é na prática baseado no fato de que os dados mudam e que a economia se adapta continuamente a eles, então diríamos que não há nenhum desenvolvimento econômico. Pretenderíamos dizer que o desenvolvimento econômico não é um fenômeno a ser explicado economicamente, mas que a economia, em si mesma sem desenvolvimento, é arrastada pelas mudanças do mundo à sua volta, e que as causas e portanto a explicação do desenvolvimento devem ser procurados fora do grupo de fatos que são descritos pela” Teoria Econômica .
Para este renomado autor, todo processo concreto de desenvolvimento repousa finalmente sobre o desenvolvimento precedente. Ou ainda, para ele, é um fenômeno distinto, inteiramente estranho ao que pode ser observado no fluxo circular ou na tendência para o equilíbrio. Portanto, é uma mudança espontânea e descontinua nos canais do fluxo, perturbação do equilíbrio, que altera e desloca para sempre o estado de equilíbrio previamente existente. Schumpeter (1982, p. 47).
Dentro do contexto da Teoria do Desenvolvimento Econômico formulada por Schumpeter, tem-se presente a categoria “mudança” e “novas combinações”, que refletem, sem dúvidas, o processo de inovação.
Então, para Schumpeter (1982, p. 48), “produzir significa combinar materiais e forças que estão ao nosso alcance. Produzir outras coisas, ou as mesmas coisas, com método diferente, significa combinar diferentemente esses materiais e forças” . Assim, para este autor, na medida em que as novas combinações aparecem descontinuadamente, então surge o fenômeno que caracteriza o desenvolvimento, desta forma, o desenvolvimento é definido pela realização de novas combinações.
Então, para Schumpeter (1982, p. 48-49),
esse conceito engloba os cinco casos seguintes: 1) Introdução de um novo bem ou de uma nova qualidade de um bem. 2) Introdução de um novo método de produção, ou seja, um método que ainda não tenha sido testado pela experiência no ramo próprio da indústria de transformação, sem a necessidade ser baseada numa descoberta cientifica. 3) Abertura de um novo mercado, ou seja, de um mercado em que o ramo particular da indústria de transformação do país em questão não tenha ainda entrado, quer esse mercado tenha existido antes ou não. 4) Conquista de uma nova
fonte de oferta de matérias-primas ou de bens semimanufaturados. 5) Estabelecimento de uma nova organização de qualquer indústria, como a criação de uma posição de monopólio (por exemplo, pela trustificação) ou a fragmentação de
uma posição de monopólio.
Para Tavares et al. (2005, p. 1),
Schumpeter defendeu que os fenômenos econômicos não podem ser explicados com base na Teoria Neoclassica, a qual considera a tecnologia como uma variável exógena ao processo de desenvolvimento econômico. Assim, a Teoria Econômica Schumpeteriana está fundamentada na incorporação de inovações ao sistema econômico, isto é, as mudanças são resultados das interações e/ou impactos, por exemplo, das inovações tecnológicas no sistema econômico
Para esses autores, Tavares et al. (2005, p. 2), as novas combinações, na concepção Schumpeteriana, significam a própria inovação1 – a dinâmica capitalista está centrada na inovação -, que pode ser chamada de insumo determinante de competitividade econômica, e, por outro lado, artefato efetivo que explica as flutuações econômicas .
Esse raciocínio, coaduna com a observação de Costa (2010, p. 97-98), que observa que Schumpeter em sua obra teórica do desenvolvimento econômico, havia encontrado a explicação das flutuações econômicas nas inovações tecnológicas. Com isso, lança a hipótese de que o desenvolvimento econômico ocorre de forma descontinua em termos de intensidade ao longo do tempo.
Segundo Vázquez Barquero (2001, p. 125-126),
Schumpeter considera como inovação a introdução de um novo bem e de um novo método de produção, a abertura de um novo mercado, a utilização de uma nova fonte de abastecimento e a criação de uma nova organização na indústria. Assim, foi Schumpeter, um dos primeiros economistas a reconhecer a importância das inovações de produto nos processos de desenvolvimento. Como, além disso, atribuiu às mesmas uma posição central nesse tipo de processo (principio da destruição criadora).
A inovação está no cerne da relação entre mudança econômica e desenvolvimento. Mais do que isso, a inovação é o elemento dinâmico que move o sistema capitalista, através da mudança cumulativa na tecnologia e na organização econômica (CRUZ, 2007, p. 52).
1A inovação em si mesma resultante complexa da interação de comportamentos e dinâmicas diversificadas,
constitui uma variável essencial das estratégias empresariais, dela decorrendo, designadamente o reforço da competitividade das empresas, dos sectores – e, a um outro nível, do próprio progresso econômico e social das sociedades contemporâneas.
Ao retratar a conexão existente entre mudança econômica e desenvolvimento, inequivocamente, percebe-se a presença dessa na História do Pensamento Econômico, tanto de forma implícita ou explicita, como observa Cruz (2007, p. 53), resgatando os clássicos como referência básica e obrigatória para o moderno pensamento econômico sobre ciência e tecnologia.
Assim, Cruz (2007, p. 53), apud AdamSmith (1996), destacadamente em sua clássica obra A Riqueza das Nações, o qual reconhece que Progresso Técnico, vetor do aumento da produtividade e do desenvolvimento econômico, estava endogenamente assentado na divisão do trabalho. Destacando ainda, a relevância da invenção de um grande numero de máquinas visando dinamizar as tarefas fabris dos trabalhadores. Apontando outro clássico como John Stuart Mill (1996), este considerou a sucessão de invenções e sua difusão como uma das principais características do movimento progressivo das nações .
Segundo ainda Cruz (2007, p. 54)
Schumpeter foi sem dúvida, o grande precursor dos estudos sobre inovação e mudança econômica, não obstante a contribuição dos autores que o precederam. Assim, para os teóricos contemporâneos de Schumpeter, o seu maior legado foi a ênfase no progresso técnico como um processo evolucionário, onde a inovação atua fundamentalmente como fator de desequilíbrio do sistema econômico.
Na visão Schumpeteriana, caberia ao empresário inovador concretizar o empreendimento (inovação). Assim, esse empresário inovador teria a tarefa de obter entre os fatores de produção disponíveis, um arranjo diferente do usual, desta forma, uma combinação inovativa (destruição criativa). Por conseguinte, esse empreendedor assume riscos, enquanto outros recuam, e investe, mesmo que seus pares não tenham essa vontade. Logo, esse empresário inova, sendo essa postura de fundamental importância para o desenvolvimento econômico (CRUZ, 2007, p. 55).
A dinâmica da economia advém da introdução de inovações, pelos empresários – como observa Tavares et al. (2005, p. 2) -, ou seja,
novas combinações dos fatores disponíveis, através do processo de destruição criadora. Assim, como revela Schumpeter, o capitalismo, então, é, pela própria natureza, uma forma ou método de mudança econômica, e não apenas nunca está, mas nunca pode estar, estacionário. (SCHUMPETER, 1982, p. 48).
A visão neo-schumpeteriana, sobretudo, com base em seu corpo analítico, dá particular ênfase ao papel da inovação tecnológica como elemento-chave da dinâmica do desenvolvimento econômico (COSTA, 2010, p 116).
Segundo Cruz (2007, p. 57),
desde a década de 1970 a teoria evolucionaria – não se faz distinção entre os termos neoschumpeterianos e evolucionários - tem se debruçado sobre o estudo dos fenômenos associados à mudança econômica, seja em decorrência de deslocamento das condições de demanda por produtos ou da oferta de fatores, seja como resultante da inovação, e as influências desse processo sobre o crescimento e o desenvolvimento. Assim, na ótica da Teoria Evolucionária, o crescimento econômico é visto como um processo evolutivo e dinâmico impulsionado pelo avanço tecnológico, onde a inovação é o fator chave – .
Frente ao aspecto da formação de aglomerações produtivas, estas entendidas como organizações heterogêneas, as inovações aparecem em pontos localizados no tempo e espaço conformando uma geografia do desenvolvimento descontínua, desarmoniosa e desequilibrada, conferindo aos sistemas locais de inovação, oriundos de uma aglomeração produtiva com uma institucionalidade especifica, uma importância derradeira na endogeneização do desenvolvimento (COSTA, 2010, p. 177).
Por fim, conforme observa Tavares et al. (2005, p. 7),
a inovação resulta de uma complexa integração de comportamentos entre os agentes com dinâmicas diversificadas, constituindo assim, uma variável fundamental para a implementação das estratégias corporativas das empresas, assim como, na defesa de suas posições no mercado. Ou seja, a implementação de políticas de inovação, pode ser traduzida por aumento da competitividade setorial, progresso econômico e social, além do surgimento, da cultura da inovação. Nesta, além dos agentes de mercado, o governo é um dos agentes mais importantes porque pode criar mecanismos implícitos ao processo de desenvolvimento sustentável. Atualmente, tomando como referência a globalização e integrações econômicas regionais, a interação entre o governo e os agentes privados e/ou de mercados vem se firmando e constituindo assim, como sendo determinante.
2.7 O SUBDESENVOLVIMENTO DA AMAZONIA E ALGUMAS CONTRIBUIÇÕES