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6 Perspective d’extension par un modèle génératif

6.1 Méthodes géométriques pour la reconstruction 3D de surfaces déformables

6.1.1 Shape-from-Template (SFT)

SILVA, Ana Cláudia1; SILVEIRA, Simonton de Andrade2.

1. Nutricionista Residente em Saúde da Família da Unifal/MG. Universidade Federal de Alfenas – UNIFAL/MG. Avenida Paraná, 3284, Bairro São Judas Tadeu, Divinópolis – MG. [email protected]

2. Universidade Federal de Alfenas – UNIFAL/MG. Alfenas – MG. Resumo:

A Residência Multiprofissional em Saúde da Família (RMSF) caracteriza-se como uma modalidade de pós-graduação lato sensu com ênfase na educação em serviço. O presente trabalho objetiva relatar a experiência do Nutricionista no Programa RMSF da Unifal/MG relacionando com inserção desse profissional na Atenção Primária à Saúde (APS) e com as diretrizes expressas na Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN). O Nutricionista Residente inicialmente é inserido nas atividades atribuídas ao Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) como realização de atendimentos em grupos e individualizados, além de visitas domiciliares com equipe multiprofissional e realização de atividades de matriciamento. Como a formação exige o conhecimento de todo o Sistema Único de Saúde a prática do Nutricionista Residente é estendida para outros setores como: Regulação, Controle e Avaliação; Vigilância Sanitária; Vigilância Epidemiológica e aos demais níveis de atenção à saúde. Posteriormente, há concentração da prática em uma unidade de Estratégia de Saúde da Família (ESF). As atividades teóricas do Programa são contempladas com a participação em disciplinas, discussões de casos e desenvolvimento de trabalhos científicos. Periodicamente, há reuniões para avaliação do processo. A RMSF permite o desenvolvimento de habilidades profissionais e contribui para o entendimento de redes de atenção à saúde efetivando o conceito de integralidade. Ainda em processo de construção, a RMSF mostra-se um modelo adequado para complementar a formação do Nutricionista que pretende atuar na APS.

Palavras chave: atenção primária a saúde; formação profissional; saúde pública. Introdução:

A Residência Multiprofissional em Saúde da Família (RMSF) caracteriza-se como uma modalidade de pós-graduação lato sensu com ênfase na educação em serviço.1

O objetivo principal é formar profissionais de saúde especialistas, qualificados na área de concentração, dentro dos princípios éticos e humanistas, com visão crítica e reflexiva, capazes de atuar com competência nos diferentes campos estratégicos da rede do Sistema Único de Saúde – SUS, por meio do processo ensino-serviço-trabalho e interdisciplinaridade.2

Conforme o Conselho Federal de Nutricionistas (CFN), para a formulação e a implementação das ações de alimentação e nutrição na atenção primária à saúde devem ser considerados os elementos organizacionais dos níveis de intervenção, os sujeitos e o caráter das ações que serão realizadas.3

Entre as diretrizes expressas pela Política Nacional de Alimentação e Nutrição, destaca-se a Qualificação da Força de Trabalho que ressalta a importância de estruturar a organização da formação da força de trabalho sobre o processo de trabalho em saúde.4

Por se tratar de uma experiência relativamente nova, é necessário o desenvolvimento de trabalhos sobre a prática das Residências como forma de promover o desenvolvimento dessa modalidade de ensino e facilitar a troca de experiências.

Dessa forma, o presente trabalho tem o objetivo de relatar a experiência do Nutricionista no Programa RMSF da Unifal/MG relacionando com inserção desse profissional na Atenção Primária à Saúde (APS) e com as diretrizes expressas na Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN).

Metodologia:

Trata-se do relato da prática do Nutricionista Residente na RMSF. Esse profissional é inicialmente inserido nas atividades atribuídas ao Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) como realização de atendimentos em grupos e em visitas domiciliares com equipe multiprofissional, atendimentos individualizados e realização de atividades de matriciamento.

Como a formação exige o conhecimento de todo o Sistema Único de Saúde a prática do Nutricionista Residente é estendida para outros setores como: Regulação, Controle e Avaliação; Vigilância Sanitária; Vigilância Epidemiológica e aos demais níveis de atenção à saúde. Posteriormente, o Nutricionista Residente concentra sua prática em uma unidade de Estratégia de Saúde da Família (ESF).

As atividades teóricas do Programa são contempladas com a participação em disciplinas, discussões de casos clínicos e desenvolvimento de trabalhos científicos. Periodicamente, há reuniões para avaliação do processo.

Resultados e discussão:

A prática junto ao NASF demonstrou a importância da existência de uma equipe multiprofissional que atue de forma intersetorial.5 Houve aprimoramento dos conhecimentos técnicos adquiridos com a graduação. Porém, os principais aprendizados foram a atuação como profissional da saúde de forma abrangente e a necessidade de trabalhar questões psicossociais que envolvem a saúde.

Conforme a Diretriz de Organização da Atenção Nutricional da PNAN4, os serviços de saúde devem estar preparados para atender às demandas causadas por agravos relacionados a má alimentação, promovendo o diagnóstico, tratamento, prevenção e promoção da saúde, além de ações de vigilância para indivíduos, famílias e comunidades. Nas ações desenvolvidas durante as práticas da RMSF, há contemplação dessas ações por meio do desenvolvimento de Grupos para Educação em Saúde e programação das atividades relativas ao SISVAN.

Os Grupos de Educação em Saúde trabalham temas referentes a educação alimentar e nutricional considerando fatores biológicos e socioculturais dos indivíduos além de incentivar ações intersetoriais. Nesses grupos são trabalhadas de forma participativa questões como: aquisição e produção de alimentos, espaços para a prática de exercícios físicos, oferta de alimentos saudáveis na alimentação fora do lar e autonomia para fazer e sustentar escolhas saudáveis. Também são desenvolvidas atividades de matriciamento com as equipes de ESF envolvidas, visando a qualificação profissional e o trabalho interdisciplinar.6

A programação das atividades relativas ao Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) fortalece a diretriz Vigilância Alimentar e Nutricional da PNAN.4 Foram desenvolvidas atividades para implantação do sistema, já que o principal cenário de prática do Nutricionista Residente tratava-se de uma nova unidade de ESF que ainda não possuía cadastro de indivíduos no sistema. Adicionalmente, estão sendo discutidas ações de parcerias com Universidade local para fortalecimento do SISVAN e inclusão da discussão e reflexão da Vigilância Alimentar e Nutricional em Projetos de Extensão.

O trabalho em equipe, desenvolvido principalmente com os trabalhadores da ESF, comprovou que as relações interpessoais entre os envolvidos podem interferir nas

comunicações7 e determinar a qualidade da assistência prestada. No cotidiano mostrou-se necessário o constante aprimoramento dos trabalhos em grupo.

Em relação à PNAN4, há a especificação das ações prioritárias e demandas para atenção nutricional citando o cuidado aos indivíduos portadores de necessidades alimentares especiais; considerações que são contempladas pelo desenvolvimento de um projeto voltado para avaliação de pacientes em uso de nutrição enteral domiciliar. Há também o destaque sobre a necessidade de adaptação dos pontos de atenção à saúde conforme necessidades dos usuários, incluindo a atenção domiciliar, prática marcante do Nutricionista Residente.

Nos setores de Regulação, Controle e Avaliação; Vigilância Sanitária e Vigilância Epidemiológica a prática demonstrou a necessidade de compreender a estrutura e funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS) facilitando a integração e o fluxo adequado dos serviços. Além da importância de utilizar dados para o planejamento das ações em saúde.

As práticas do Nutricionista Residente junto a Vigilância Sanitária permitem a reflexão sobre os conceitos expressos na diretriz Controle e Regulação dos Alimentos.4 Foram desenvolvidas ações relacionadas ao controle sanitário da produção, comercialização e distribuição de alimentos. Nos Grupos de Educação em Saúde, realizados na ESF, também são abordados temas como Boas Práticas de Fabricação de Alimentos, rotulagem de alimentos e cuidados na alimentação fora do lar.

Ao atuar nos demais níveis de atenção à saúde, como em plantões hospitalares; e em outros serviços do SUS o Residente desenvolve o conhecimento de redes de atenção à saúde contribuindo para efetivar o conceito de integralidade e intersetorialidade.

Em relação à diretriz Participação e Controle Social, no município os espaços para participação popular são o Conselho Municipal de Saúde e as atividades desenvolvidas nas Unidades de ESF. Durante os Grupos de Educação em Saúde são abordados temas relativos ao controle social e formas legítimas de participação a fim de efetivar não só essa diretriz da PNAN, mas um dos princípios do SUS.

Conclusões:

Ainda em processo de construção, a RMSF contribui para o desenvolvimento da responsabilidade do profissional atuar como agente de mudança e mostra-se um modelo adequado para desenvolver habilidades profissionais e complementar a formação do Nutricionista que pretende atuar na APS em conformidade com as diretrizes expressas na PNAN.

Referências:

1. Brasil. Ministério da Saúde. Residência Multiprofissional em Saúde: experiências, avanços e desafios. Brasília: Ministério da Saúde; 2006.

2. Goyatá SLT. Projeto Político Pedagógico do Programa Nacional de Bolsas para Residência Multiprofissional em Saúde da Família – Unifal/MG. Alfenas: UNIFAL/MG; 2010.

3. CFN - Conselho Federal de Nutricionistas. O Papel do Nutricionista na Atenção Primária à Saúde. Brasília: CFN; 2008.

4. Brasil. Ministério da Saúde. Política Nacional de Alimentação e Nutrição. Brasília: Ministério da Saúde; 2011.

5. Brasil. Ministério da Saúde. Cadernos de Atenção Básica: Diretrizes do NASF – Núcleo de Apoio à Saúde da Família. Brasília: Ministério da Saúde; 2009. 6. Campos GWS, Domitti AC. Apoio matricial e equipe de referência: uma

metodologia para gestão do trabalho interdisciplinar em saúde. Cadernos de Saúde Pública 2007; 23 (2): 399-407.

7. Araújo MBS, Rocha PM. Trabalho em equipe: um desafio para a consolidação da estratégia de saúde da família. Ciência & Saúde Coletiva 2007; 12 (2): 455-464.

ACEITABILIDADE DA ALIMENTAÇÃO ESCOLAR POR ALUNOS