5. FIRE BEHAVIOUR ON SHIPS
5.2. Determination of frequency-probability, severity and duration
5.2.2. Severity and duration
A indústria petroquímica caracteriza-se como o segmento mais dinâmico da indústria química nacional. A importância da petroquímica no mundo moderno tornou-se expressiva, influenciando os mais diversos ramos comerciais devido a grande utilização dos seus produtos em substituição às matérias-primas tradicionais, como papel, aço, vidro, couro, madeira, algodão, lã, seda, latão e vernizes naturais [MOREIRA et al., 2007].
A nafta e o gás natural são as principais matérias-primas da indústria petroquímica, sendo obtidos através do processamento do petróleo. O segmento petroquímico é composto por empresas de primeira, segunda e terceira geração. Nas empresas de primeira geração são produzidos petroquímicos básicos conhecidos como olefinas (eteno, propeno e butadieno), aromáticos (benzeno, tolueno e xilenos) e, secundariamente, solventes e combustíveis. As empresas da segunda geração, por sua vez, são as produtoras de intermediários e resinas termoplásticas, como polietileno, polipropileno e PVC. As empresas da terceira geração são aquelas que promovem a transformação plástica, ou seja, são os clientes da segunda geração que processam os produtos da indústria petroquímica produzindo materiais utilizados pelo consumidor final das indústrias de embalagens, construção civil, elétrica, eletrônica e automotiva [GOMES et al., 2005; MOREIRA et al., 2007].
Os produtos petroquímicos básicos, como eteno, butadieno, propeno, benzeno, tolueno e xilenos, possuem as mais diversas aplicações em setores distintos da indústria mundial, sendo seus derivados essenciais para as atividades do cotidiano humano. Dentre essas indústrias destaca-se o processo produtivo de plásticos utilizados na fabricação de diversos produtos, desde simples utensílios domésticos até materiais hospitalares e de segurança. Além disso, podem-se citar as aplicações dos produtos petroquímicos nas indústrias de tintas acrílicas e látex,
39 na produção de fios e fibras têxteis, espumas flexíveis utilizadas em colchões e travesseiros, pneus, entre muitas outras aplicações. Dentro desse segmento de negócio, a petroquímica também pode produzir gasolina e o bioaditivo automotivo ETBE, produzido com matéria-prima renovável. [BRASKEM, 2013a].
1.1. A Petroquímica Braskem S.A.
A maior petroquímica brasileira, a Braskem, possui operações de primeira e segunda gerações, o que permite um diferencial competitivo em termos de escala de produção e eficiência operacional. Os produtos petroquímicos básicos e as resinas termoplásticas produzidas pela Braskem têm como matéria-prima derivados do petróleo (nafta, condensado e gás de refinaria), gás natural e etanol de cana-de-açúcar, fonte renovável utilizada na fabricação de eteno verde [BRASKEM, 2013a].
Atualmente, a Braskem é a maior produtora de resinas termoplásticas das Américas, além de pioneira na produção mundial de biopolímeros com o polietileno verde, tornando-se uma empresa de destaque no segmento químico e petroquímico. A Braskem é uma das maiores empresas petroquímicas do mundo e está entre as cinco maiores indústrias brasileiras de capital privado. Com uma produção total de 16 milhões de toneladas de resinas, petroquímicos básicos e intermediários por ano, gera cerca de 7.600 empregos diretos. A empresa é controlada pelo grupo Odebrecht-Mariani e possui 36 fábricas, sendo 29 instaladas no Brasil (Alagoas, Bahia, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo), 5 nos Estados Unidos (Pennsylvania, West Virginia e Texas) e 2 na Alemanha (Wesselling e Schkopau). Além disso, conta com dois centros de Inovação & Tecnologia com 300 profissionais especializados situados em Triunfo-RS e Pittsburgh-PA. No segmento de resinas termoplásticas produz polietileno, polipropileno, PVC e PET [BRASKEM, 2013a].
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1.1.1. Processo Produtivo e Geração de Efluente Petroquímico
A Unidade de Insumos Básicos (UNIB BA) da Braskem em Camaçari, na Bahia, utiliza como principal matéria-prima a nafta, que é uma fração leve do petróleo composta de 5 a 12 átomos de carbono, incluindo parafinas, isoparafinas (alcanos) e naftênicos (cicloalcanos). Conforme ilustrado na Figura 1, a nafta pode ser fornecida pela Petrobras através de dutos ou importada de diversos países como Argélia, Argentina, Espanha, Estados Unidos, Marrocos, entre outros.
Figura 1 - Processo produtivo da Unidade de Insumos Básicos da Braskem,
Camaçari [adaptada BRASKEM, 2011].
A depender do teor de isoparafinas e de naftênicos em sua composição, a nafta é direcionada para produção de determinados produtos petroquímicos. Caso possua uma composição rica em isoparafinas, a nafta será direcionada para as Unidades de Olefinas sendo transformada através do processo de craqueamento (pirólise) e fracionamento. O objetivo desses processos é a fragmentação das
41 moléculas sob condições controladas de temperatura, pressão, vazão de carga, razão carga/vapor de diluição, geometria dos fornos de pirólise, entre outros fatores, maximizando a produção do principal produto da indústria petroquímica, o eteno. Outros produtos como propeno, isopreno, butadieno e buteno também são produzidos neste processo. Caso o percentual de naftênicos seja predominante, a nafta será processada nas Unidades de Aromáticos, as quais possuem processos (reforma catalítica, extrações com solventes e destilação) que produzem benzeno, tolueno, xilenos, dentre outros produtos petroquímicos. No processo de reforma catalítica diversas reações ocorrem com o objetivo de converter naftênicos e parafinas em compostos aromáticos [REBOUCAS et al., 2010a; REBOUCAS et al., 2010b].
Os efluentes gerados do processo de produção de produtos petroquímicos são divididos em dois sistemas [BRASKEM, 2011; BRASKEM, 2012]:
1- Sistema Não Contaminado (SN) ou Sistema Inorgânico (SI)
Escoam águas pluviais não contaminadas e água drenada de processo como: purgas das torres de água de resfriamento e dos sistemas de geração de vapor, drenagem da água de chuva acumulada nos diques de tanques.
2- Sistema Orgânico (SO)
Este sistema é composto por duas redes paralelas.
2.1. Drenagem Contaminada (CD): Projetada para o transporte de água pluvial de áreas contaminadas e drenagens aquosas de algumas fontes do processo contaminadas com produtos orgânicos.
2.2. Drenagem Oleosa (OD): transporta às contribuições do processo e efluentes que tiveram contato direto com correntes de processo.
42 da fronteira da UNIB, conforme designado pela legislação para garantir a qualidade do efluente. Observa-se que o sistema de efluente orgânico (SO) e o esgoto sanitário são destinados diretamente para a Central de Efluentes Líquidos do Polo de Camaçari (CETREL). O sistema de águas não contaminadas (SN), por sua vez, é direcionado para a bacia do complexo básico (BCB) e, em seguida, tem suas águas recicladas pelo Projeto Reuso de Água, alimentando as torres de água de resfriamento da UNIB 1 BA. Caso necessário, o SN pode ser encaminhado para o rio Capivara Pequeno e para o mar. Estas etapas são geridas pela CETREL com a co-responsabilidade das empresas geradoras.
Figura 2 - Esquema ilustrativo do sistema de efluentes líquidos da Unidade de
Insumos Básicos da Braskem no Polo Petroquímico de Camaçari [adaptada BRASKEM, 2011]. Sistemas de Efluentes Líquidos Sistema de Efluente Orgânico (SO) Drenagem Oleosa (OD) Drenagem Contaminada (CD) E.T.E. CETREL (Tratamento) Bacia do Complexo Básico
UNIB Ponto mandatório
de monitoramento ambiental Esgoto sanitário Sistema de Não Contaminadas (SN) Rio Capivara Pequeno Mar
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