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5. TCP Connection, Port Number, and Logical Channel Numbers (LCNs).4

6.5 PVC Setup

Desde o teatro grego, arte que nasceu no século VI a.C., na Grécia, o protagonista designa aquele que ocupa o lugar principal no desenrolar da trama, em oposição ao antagonista que, em geral, ocupa lugar coadjuvante na economia dramática. Proto significa o primeiro, o principal; agon significa luta, disputa, combate; agonista, aquele que luta. Para Perrotti e Pieruccini (2007), o termo protagonista não só indica um lugar, uma hierarquia, indica sobretudo, um combate, a luta contra forças de diferentes ordens naturais ou históricas, tendo em vista a afirmação de valores que regem a vida comum, já que o protagonista apresenta-se em relação a valores gerais e não apenas individuais. Assim, o protagonista define- se em relação ao coletivo, às bases éticas e morais que regem a vida da polis e que, por alguma razão, acham-se ameaçadas.

Segundo Perrotti e Pieruccini (2007, p. 75), os mesmos afirmam que foi ligado à luta, à resistência, à afirmação da participação na vida coletiva que o termo protagonismo foi retomado em várias áreas da ação social, servindo tanto para redefinir o caráter das diferentes ações, como o estatuto de sujeitos que aí atuam e as relações mantidas entre eles. Para os autores, o termo vem sendo utilizado no corpo dos movimentos de resistência e reivindicação populares, assim como em situações envolvendo especialmente crianças e jovens em diferentes processos sociais e educacionais. E garantem que "[...] desse modo, apropriar-se de informação e cultura é ato próprio de protagonistas, categoria que no âmbito da educação e da cultura distingue-se das de usuários e de consumidores culturais". Os protagonistas, em suas relações com o conhecimento e a cultura, criam e se recriam, num movimento onde são, ao mesmo tempo, sujeito e objeto dos processos em que se acham inseridos.

Compartilha da mesma opinião, Moura (2017, p. 96) ao afirmar que "[...] o protagonismo revela a centralidade e a pertinência da participação social de sujeitos identificados com a ação coletiva necessária à transformação social e à construção da história". Atualmente, o se percebe, é que o conceito envolve aspectos políticos socioculturais e tecnológicos, se diversifica e se expande a diferentes situações. O propósito do protagonista nos estudos de informação tem por fundamento a valorização da interação social, do capital intelectual e cultural e da produção social dos saberes.

Posto dessa forma, percebe-se claramente que o objetivo da mediação é o protagonismo social. Para Gomes (2014) a mediação da informação ganha cada vez mais destaque nas discussões epistemológicas da Ciência da Informação inclusive para os atores envolvidos com a formação dos profissionais que trabalham diretamente com a informação. Sem a informação concretizada, a mediação não ocorre e assim o protagonista não se realiza em sua plenitude. Gomes (2017, p. 27- 28) afirma que:

O protagonista social representa o caminho humanizador do mundo e, portanto, promissor da construção ética de relações sociais capazes de assegurar o espaço crítico, de dialogia, criatividade e alteridade. Esse espaço crítico potencializa a construção de zonas de consensos, já que nele os sujeitos expõem suas compreensões e argumentos, debatem acerca dos pontos de divergência e convergência de ideias, criando as condições para o estabelecimento e revisão de políticas, normativas, metas sociais e também verdades científicas.

O objetivo implícito da mediação da informação é o desenvolvimento do protagonismo social. Percebe-se que, ao se compreender a mediação como uma ação voltada ao protagonismo, observa-se que o sucesso da ação mediadora é também dependente do nível de conscientização do agente dessa ação quanto ao seu próprio papel protagonista. O profissional da mediação da informação age, constrói e interfere no meio, tornando-se também um protagonista social, e nessa condição se constitui em sujeito da estética, da ética e da produção humanizadora do mundo.

Em um outro momento, Gomes (2016) afirma que "[...] no âmbito dos espaços informacionais, a mediação visa facilitar tanto a transmissão da herança cultural quanto a intensificação do processo de comunicação que constrói e reconstrói saberes e conhecimentos". A partir de então, observa-se claramente uma preocupação ao refletir sobre as dimensões dialógica, estética, formativa, ética e

política da mediação da informação, onde:

- a comunicação dialógica é sustentadora da mediação da informação que revela sua dimensão formativa e ressalta aspectos imateriais da informação enquanto fenômeno social

- o autoconhecimento; a consciência e a superação de seus limites e de suas potencialidades, o exercício da crítica, os desafios e a efetividade das ações mediadoras, promovem o encontro com a estética.

- se a ação mediadora é ligada ao movimento e à vida, se os sujeitos precisar sentir-se acolhidos, se há indícios que necessitam de cuidados, então a dimensão

ética está ligada ao cuidar.

- a potência transformadora que pode decorrer da ação mediadora aponta a dimensão política da mediação da informação, o que exige uma tomada de posição quanto ao papel social do seu fazer especializado.

- o mediador coloca-se envolvido no processo de mediação, se responsabilizando e aperfeiçoando seu próprio perfil protagonista, que vem ressaltar a dimensão formativa da mediação.

Assim sendo, a informação e a comunicação são relevantes para o desenvolvimento do protagonismo social por contribuírem com a potencialização da capacidade de interpelar, interferir, criar e recriar o conhecimento instituído e o mundo (Gomes, 2014).

Percebe-se uma preocupação acerca do protagonismo vindo por parte de Almeida Junior (2017, p. 53) onde o autor sugere que precisamos ter um olhar mais questionador a respeito do protagonismo, em seus limites, entraves e obstáculos. "[...] o protagonismo existe a partir da relação das pessoas com o externo e consigo mesmas; a partir do diálogo delas com a sociedade, com os outros, com o mundo. O protagonismo se faz com o entendimento pessoal e coletivo do mundo; com o conhecimento e reconhecimento que o sujeito tem de si mesmo; com o reconhecimento e entendimento que os outros têm dele, sujeito. O protagonismo se faz com a presença do sujeito no mundo, com sua compreensão desse mundo, com suas experiências e vivências nesse mundo". E como bem diz Perrotti e Pieruccini (2007, p. 77), apropriar-se de informação e cultura é ato próprio de protagonistas, categoria que no âmbito da educação e da cultura distingue-se das de usuários e de consumidores culturais.

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