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Setting up Task Flies

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A adaptação cotidiana aos eventos agradáveis e desagradáveis, que podem associar-se ou não as causas do stress é denominada reajustamento social, representada na tabela 13.

Atividades de lazer n %

Programa de exercícios físicos 14 11,1

Contatos sociais 41 32,5

Atividades introspectivas 49 38,9 Não apresenta atividades de lazer 22 17,5

Tabela 13 - Reajustamento Social e número de profissionais

Evento ou situação experenciada no último ano pontuação n

1) Morte do cônjuge 100 0

2) Divórcio 73 6

3) Separação 65 18

4) Prisão 63 2

5) Morte de parente próximo 63 33

6) Doença ou ferimento pessoal 53 17

7) Casamento 50 13 8) Perda do emprego 47 14 9) Aposentadoria 45 1 10) Doença na família 44 44 11) Gravidez 40 2 12) Problemas sexuais 39 24

13) Novo emprego ou mudanças profundas no trabalho 38 56 14) Alteração considerável na situação financeira 38 57

15) Morte de um amigo próximo 37 23

16) Troca de profissão 36 32

17) Discussões freqüentes com o cônjuge 35 42

18) Obtenção de financiamento 31 23

19) Cancelamento de hipoteca ou empréstimo 30 6 20) Promoção ou rebaixamento no trabalho 29 14

21) Saída de um filho de casa 29 8

22) Problemas com parentes do cônjuge 29 27

23) Importante empreendimento pessoal 28 13

24) O cônjuge começa a trabalhar ou abandona o emprego 26 12

25) Entrar ou sair da escola 26 50

26) Mudança nas condições de vida 25 42

27) Cogitar mudanças no estilo de vida 24 35

28) Problemas com superior no trabalho 23 21

29) Mudanças nas condições ou no horário de trabalho 20 41

30) Mudanças de casa 20 24

31) Mudança de escola 20 12

32) Começar a praticar um esporte ou atividade recreativa 19 22

33) Nova atividade social ou religiosa 18 21

34) Obtenção de pequeno financiamento 17 15

35) Alteração no padrão de sono 16 72

36) Mudança na freqüência de reuniões familiares 15 27

37) Novos hábitos alimentares 15 55

38) Férias 13 33

39) Comemoração do Natal no estilo tradicional 12 41

A partir da análise dos dados da escala de Reajustamento Social observou-se que os eventos com maior pontuação foram: mudanças de rotina (345), ou seja, os profissionais tiveram mudanças significativas em seu cotidiano, no último ano, logo precisaram utilizar sua capacidade de adaptação às situações novas e desconhecidas. Outra questão que exigiu o uso da capacidade de reajustamento social ou adaptação dos profissionais foi à categoria relacionamentos (197) com mínima diferença para o setor profissional (191). A categoria lutos diversos (156 pontos) ficou em quarto lugar em termos de exigência da capacidade de reajustamento social dos profissionais e o aspecto financeiro (114) indicou um fato interessante nesta amostra em particular ficou em último lugar.

Tabela 14 – Reajustamento social e situações Reajustamento social e situações Pontuação

Lutos diversos 156

Relacionamentos 197

Setor profissional 191

Aspecto financeiro 114

Mudança na rotina 345

As situações pontuadas na tabela 14 referem-se aos seguintes eventos ou situações: a categoria lutos diversos é composta por morte do cônjuge, divórcio, separação, morte de parente próximo, morte de um amigo, doença ou ferimento pessoal, doença na família, saída de um filho de casa, prisão, pequeno envolvimento com a lei. Eventos como casamento, gravidez, problemas sexuais, discussões freqüentes com o cônjuge, nova atividade social ou religiosa, mudança na freqüência de reuniões familiares, comemoração do Natal no estilo tradicional pertencem à categoria relacionamentos. O setor profissional é composto por situações como perda do emprego, aposentadoria, novo emprego ou mudanças profundas no trabalho, troca de profissão, promoção ou rebaixamento no trabalho, o cônjuge começa a trabalhar ou abandona o emprego, problemas com superior no trabalho, mudanças nas condições ou horário de trabalho. A categoria aspecto financeiro inclui situações como alteração considerável na situação financeira, obtenção de financiamento, cancelamento de hipoteca ou empréstimo e importante empreendimento pessoal. Mudança na rotina envolve entrar ou sair da escola, mudanças nas condições de vida, cogitar mudanças no estilo de vida, mudança de casa, mudança de escola, começar a praticar um esporte ou atividade recreativa, alteração no padrão de sono, novos hábitos alimentares, férias.

Na tabela 15 observam-se como os profissionais da saúde, se adaptavam às situações novas ou desconhecidas.

Tabela 15 – Reajustamento social e pontuação

Reajustamento social n %

Pontuação acima de 300 32 25,4 Pontuação entre 150 a 299 61 48,4 Pontuação abaixo de 150 33 26,2

Total 126 100,0

Pontuação média Mínima Máxima

232 0 597

Os resultados obtidos pela “escala de reajustamento social” indicaram que 25,4% dos sujeitos apresentavam fortes probabilidades de adoecer, conforme pontuação acima de 300. Indicou ainda que 48,4% tinham chances razoáveis de adoecer, e 26,2% pequenas chances de adoecer.

Esse é um dado interessante, pois o reajustamento social pode ou não desencadear stress, uma vez que, conforme Bock, Furtado e Teixeira (2008) o sofrimento psicológico pode levar a uma não adaptação social, determinando distúrbios psíquicos, porém não se pode necessariamente estabelecer uma relação de causa e efeito entre ambos. Também segundo Calderero, Miasso e Corradi-Webster (2008) o grau de stress não está apenas relacionado ao estressor, mas também à percepção que o indivíduo tem daquela situação e como reage a ela. A partir desses dados, na tabela a seguir (16), verifica-se o número de profissionais que apresentaram stress significativo ou negativo, de modo que é possível estabelecer uma associação entre aqueles com possibilidades de adoecer e aqueles que já apresentaram stress.

Tabela 16 – Stress da amostra estudada

Stress n %

Apresenta stress 73 57,9 Não apresenta stress 53 42,1

Quanto à presença significativa de stress (tabela 16) nos auxiliares de enfermagem da amostra, 73 (57,9%) profissionais apresentavam stress significativo e 53 (42,1%) não apresentavam stress significativo. A presença de stress em mais da metade do universo amostral pode estabelecer então uma relação com o aspecto negativo do reajustamento social.

Conforme visto nos dados anteriores, esses sujeitos apresentaram indicativos de insatisfação no trabalho, excessiva carga de atividades trabalho-estudo, entre outros dados que, como afirmaram Mauro, Santos, Oliveira e Lima (2000) as causas do stress são diversas tais como, situação de estudo; transporte; situação emocional; situação familiar; trabalho; hábitos alimentares; falta de esporte; dentre ou outros. Com relação à especificidade do trabalho, o que parece um dado de importância a ser considerada nos dados apresentados pela amostra estudada, Silva e Melo (2006) comentam que o trabalho pode ser percebido como fonte de satisfação, mas quando rompe os limites da resistência física e psicológica, pode resultar em conseqüências negativas para a saúde do trabalhador da enfermagem.

Tabela 17 – Fases do stress da amostra

Fases do stress n %

Fase de alerta 2 1,6

Fase de resistência 52 41,3 Fase de quase-exaustão 19 15,1

Total 73 57,9

Conforme tabela 17, quanto às fases do stress, 1,6% encontravam-se na 1ª fase, que é a fase de alerta do stress, 41,3% na 2ª fase do stress que é fase de resistência, e 15,1% estavam na fase de quase-exaustão; não houve indicativo de profissionais na fase de exaustão. Lembra- se aqui que na fase de alerta ou alarme, há presença de sintomas físicos (LIPP, 2000) como, mãos e pés frios, tensão muscular, insônia, taquicardia, hipertensão arterial súbita e passageira; quanto aos sintomas psicológicos, estão entusiasmo súbito e vontade de iniciar novos projetos.

É importante destacar que no processo do stress há uma combinação de sintomas físicos e psicológicos os quais as pessoas experimentam (LIPP, 2005), porém são raros os casos em que os sintomas apresentam o mesmo peso e medida. É comum a predominância de uma determinada natureza sobre a outra, ou seja, predominância de sintomas de natureza somática ou física, sobre sintomas de natureza psicológica ou sintomas psicológicos e vice- versa. A seguir são apresentados, na tabela 18, a predominância de sintomas de stress na amostra estudada.

Tabela 18 – Predominância de sintomas da amostra Predominância de sintomas n % Físicos 22 17,5 Psicológicos 47 37,3 Mistos 4 3,2 Total 73 57,9

Não apresentam sintomas 53 42,1

Total 126 100,0

Quanto à predominância de sintomas (tabela 18) nos auxiliares de enfermagem, 22 (17,5%) indicavam a predominância de sintomas físicos do stress, 47 (37,3%) indicavam predominância de sintomas psicológicos e a minoria, 4 (3,2%) apresentavam sintomas mistos, ou seja, sintomas físicos e psicológicos em proporções iguais. Esses resultados confirmam o que os autores Silva e Melo (2006) ressaltaram que além de medidas para promoção da saúde, o foco de atenção dos estudos científicos alerta para a relevância da saúde mental dos trabalhadores da enfermagem. Também é possível observar, nessa mesma tabela, que há um número maior de sujeitos com predominância de sintomas psicológicos; embora haja uma combinação de fatores, há uma predominância dos psicológicos. De qualquer forma, há indicativos de comprometimento psicológico desses profissionais. E sobre essa combinação dos fatores, é importante lembrarmos as contribuições de Cruz (2008) quando expõe que os modelos de vulnerabilidade e stress pressupõem que a doença mental e muitas doenças com expressão somática são conseqüências de uma combinação complexa compostos por fatores hereditários, biológicos, bioquímicos, psicológicos, sociais e culturais e que em cada ser humano combinam-se de forma individualizada resultando na doença.

A seguir, buscou-se estabelecer algumas relações entre variáveis, e utilizou-se o teste X² (Q. quadrado). Foram verificadas entre atividades de lazer e stress, atividades de lazer e fases do stress, setor da enfermagem e stress, setor da enfermagem e fases do stress, relação entre carga horária e stress, relação entre carga horária e fases do stress, relação entre turno de trabalho e stress, relação entre turno de trabalho e fases do stress, relação entre quantidade de emprego e stress, relação entre quantidade de emprego e fases do stress e relação entre reajustamento social e stress.

Tabela 19 – Atividades de lazer e stress

Atividades de lazer Com stress Sem stress Total

n % n % %

Programa de exercícios físicos 8 6,3 6 4,8 14 11,1

Contatos sociais 21 16,7 20 15,9 41 32,5

Atividades introspectivas 30 23,8 19 15,1 49 38,9

Não indica lazer 14 11,1 8 6,3 22 17,5

Total 73 57,9 53 42,1 126 100,0

Na relação entre atividades de lazer e stress, (utilizado o teste estatístico X² - Q.quadrado) encontrou-se que 57,9% da amostra faziam alguma atividade de lazer e apresentava stress e 42% não apresentava indicativos de stress e também realizava alguma atividade. O que fora então demonstrado é que não houve relação significativa entre aqueles que realizavam atividades de lazer com aqueles que não realizavam.

A seguir apresenta-se a relação entre atividades de lazer e fases do stress.

Tabela 20 – Atividades de lazer e Fases do stress

Atividades de lazer Fases do stress

Alerta Resistência Quase-Exaustão Total

n % n % n % n %

Programa de exercícios físicos 0 0 4 5,5 4 5,5 8 11,0 Contatos sociais 1 1,4 15 20,5 5 6,8 21 28,8 Atividades introspectivas 1 1,4 24 32,9 5 6,8 30 41,1 Não indica atividades de lazer 0 0 9 12,3 5 6,8 14 19,2

Total 2 2,7 52 71,2 19 26 73 100,0

Quanto à relação entre atividades de lazer e fases do stress, verificou-se que entre os que praticavam algum programa de exercícios físicos regularmente, 5,5% estava na segunda fase do stress (fase de resistência) e 5,5% na terceira fase do stress (fase de quase-exaustão). Na categoria contatos sociais apenas 1,4% se encontravam na fase de alerta, 20,5% na fase de resistência e 6,8% na fase de quase-exaustão. Quanto às atividades introspectivas, 1,4% estava na fase de alerta, 32,9% estava na fase de resistência 6,8% estava na fase de quase- exaustão. Dos profissionais que não indicaram atividades de lazer, 12,3% estava na fase de resistência e 6,8% estava na fase de exaustão. De modo que não houve relação significativa entre tipos de atividades de lazer e fases do stress, entre os 73 sujeitos com stress.

Com relação às atividades de lazer e stress, é interessante a observação de que não foram encontradas relações significativas na amostra estudada. Essas relações, ou pelo menos as relações entre práticas ou atividades físicas na promoção da saúde dos indivíduos têm sido

estudadas e, a esse respeito, Matsudo (2006) investiga e verifica os efeitos positivos de diferentes atividades físicas, tanto no lar como aquelas programadas, no processo de envelhecimento. Além disso, já haviam preconizado Matsudo et. al. (2000) que as atividades de forma contínua e no cotidiano dos indivíduos têm efeitos bastante positivos. Também nessa linha de raciocínio, recente estudo português (SIMÕES, 2011) avalia experimentalmente os efeitos de atividades físicas, associadas às outras variáveis, como a música e seus efeitos benéficos nas funções cognitivas, na motivação e nos estados de humor.

Assim sendo, o fato de não se ter encontrado relação significativa entre essas variáveis no presente estudo nos leva a crer que a amostra pequena inviabilizou tal possibilidade de demonstração. De modo que, estudos com amostras maiores e estratificadas poderiam vir a ser úteis no estudo mais preciso com tais trabalhadores.

Tabela 21 – Setor da enfermagem e stress

Setor da enfermagem Stress Total

Sim Não n % n % n % Emergência 6 4,8 2 1,6 8 6,3 Clínica Médica 5 4,0 9 7,1 14 11,1 Centro Cirúrgico 10 7,9 4 3,2 14 11,1 UTI 12 9,5 2 1,6 14 11,1 Outros 40 31,7 36 28,6 76 60,3 Total 73 57,9 53 42,1 126 100,0

Quanto ao setor da enfermagem, dos 73 (57,9%) auxiliares de enfermagem que apresentavam stress, 4,8% trabalhavam em emergência, 4% em clínica médica, 7,9% em clínica cirúrgica ou centro cirúrgico, 9,5% em UTI – Unidade de Terapia Intensiva e 31,7% em outros setores (home care - atendimento domiciliar; casa de repouso; posto de saúde (UBS - Unidade Básica de Saúde); Laboratórios (coletas e diagnóstico por imagem)). Entre aqueles que não apresentaram stress ou stress negativo, 1,6% atuava em emergência, 7,1% em clínica médica, 3,2% em clínica cirúrgica, 1,6% em UTI e 28,6% em outros setores.

O teste X2 indicou que houve relação significativa entre o setor de enfermagem e a presença de stress nos auxiliares de enfermagem, ou seja, o setor influenciava na presença de stress. Vale ressaltar que não há um setor específico para relação significativa resultante na presença de stress, mas sim, variáveis intercorrentes no cotidiano da enfermagem ou estressores que estimulam respostas para o stress, como mostram os estudos a seguir.

Com relação ao setor de trabalho e a presença ou ausência de stress em trabalhadores da área de saúde, esse tem se tornado uma relação polêmica e bastante especulada, tanto popularmente quanto na dedicação de estudiosos nas diferentes investigações. Na compreensão de Batista e Bianchi (2006) aquelas pessoas que atuam profissionalmente em setores de emergência em saúde vivenciam uma ansiedade por indefinição de suas atividades laborais; isso, pois, estão em alerta constante, já que necessitam estar disponíveis à população num setor de trabalho que atende 24 horas por dia. Esses autores qualificam hipoteticamente os profissionais do setor da emergência como os “mais” estressados, assim como aqueles que trabalham em Unidade de terapia Intensiva - UTI. Ainda com relação ao tipo de trabalho em enfermagem e a presença de stress, é interessante lembrar o estudo de Harbs, Rodrigues e Quadros (2008), que mostrou a presença de stress entre profissionais de enfermagem, indicando que as variáveis intervenientes não estavam relacionadas ao setor propriamente dito, mas principalmente à sobrecarga de trabalho, alta cobrança, pouco tempo para atendimento de qualidade, condições técnicas e materiais inadequados.

A seguir são apresentados os dados sobre o setor de atuação em enfermagem e as fases do stress em que se encontravam os sujeitos.

Tabela 22 – Setor da enfermagem e fases do stress Setor da enfermagem Fases do Stress

Alerta Resistência Quase-Exaustão Total

n % n % n % n % Emergência 0 0 5 6,8 1 1,4 6 8,2 Clínica Médica 0 0 3 4,1 2 2,7 5 6,8 Centro Cirúrgico 0 0 7 9,6 3 4,1 10 13,7 UTI 1 1,4 9 12,3 2 2,7 12 16,4 Outros 1 1,4 28 38,4 11 15,1 40 54,8 Total 2 2,7 52 71,2 19 26,0 73 100,0

Na relação setor de enfermagem e fases do stress, 5 (6,8%) auxiliares de enfermagem da emergência se encontravam na fase de resistência e 1 (6,8%) na fase de quase-exaustão; no setor da clínica médica 3 (4,1%) apresentavam indicativo para fase de resistência e 2 (2,7%) para fase de quase-exaustão; na clínica cirúrgica ou centro cirúrgico e obstétrico 7 (9,6%) apontavam para a fase de resistência e 3 (4,1%) para a fase de quase-exaustão; no setor da UTI 1 auxiliar de enfermagem indicava que estava na fase de alerta, 9 (12,3%) estavam na fase de resistência e 2 (2,7%) na fase de quase-exaustão; em outros setores (tabela 22) 1 (1,4%) profissional indicava a fase de alerta, 28 (38,4%) apresentavam-se na fase de resistência e 11 (15,1%) estavam na fase de quase-exaustão.

Na tabela 22, conforme o teste do X2, não houve relação significativa, ou influência, entre setor de enfermagem e fases do stress nos profissionais da amostra.

A seguir são apresentados dados sobre a relação entre carga horária e stress.

Tabela 23 – Relação entre carga horária e stress

Carga horária Stress

Sim Não Total

n % n % n %

Até 12 horas 46 36,5 31 24,6 77 61,1

12 por 36 horas 18 14,3 12 9,5 30 23,8 12 por 36 horas cumuladas 9 7,1 10 7,9 19 15,1

Total 73 57,9 53 42,1 126 100,0

Na relação carga horária e stress, 46 (36,5%) auxiliares de enfermagem que trabalhavam até 12 horas por turno apresentavam stress e 31 (24,6%) não apresentavam stress; na carga horária 12 por 36 horas 18 (14,3%) auxiliares de enfermagem apresentaram indicativo de stress e 12 (9,5%) não indicavam stress; na carga horária 12 por 36 em turnos cumulados, 9 (7,1%) dos profissionais apontavam para presença de stress e 10 (7,9%) não apresentavam stress significativo.

De acordo com o teste do X2, não houve relação significativa entre carga horária e presença de stress, ou seja, a carga horária em que os profissionais trabalhavam não influenciava na presença de stress.

Verificou-se também a relação entre carga horária e fases do stress, como mostra a tabela 24.

Tabela 24 – Relação entre carga horária e fases do stress

Carga horária Fases do stress

Alerta Resistência Quase-exaustão Total

n % n % n % n %

Até 12 horas 2 2,7 34 46,6 10 13,7 46 63,0

12 por 36 horas 0 0 13 17,8 5 6,8 18 24,7

12 por 36 horas cumuladas 0 0 5 6,8 4 5,5 9 12,3

Na relação entre carga horária e fases do stress, 2 (2,7%) auxiliares de enfermagem que trabalhavam até 12 horas por turno apontavam para fase de alerta, 34 (46,6%) indicavam stress para a fase de resistência e 10 (13,7%) para a fase de quase-exaustão. Dos auxiliares de enfermagem que trabalhavam na carga horária 12 por 36 horas 13 (17,8%) apresentavam indicativo para a fase de resistência e 5 (6,8%) para fase de quase-exaustão. Dos auxiliares de enfermagem que trabalhavam 12 por 36 horas cumuladas 5 (6,8%) apresentavam indicação para a fase de resistência e 4 (5,5%) para a fase de quase exaustão.

De acordo com o teste do X2, não houve relação entre carga horária e fases do stress, ou seja, a carga horária não foi relevante para influenciar as fases de stress.

Além da carga horária, observou se houve relação entre turno de trabalho e stress, como indica a tabela 25.

Tabela 25 – Relação entre turno de trabalho e stress Turno de trabalho Stress

Sim Não Total

n % n % n %

Diurno 45 35,7 29 23,0 74 58,7

Vespertino 13 10,3 6 4,8 19 15,1

Noturno 15 11,9 18 14,3 33 26,2

Total 73 57,9 53 42,1 126 100,0

Entre turno de trabalho e stress a relação estava em 45 (35,7%) auxiliares de enfermagem que trabalhavam no turno diurno e apresentavam stress e 29 (23,0%) não apresentavam stress; no turno vespertino 13 (10,3%) apresentavam stress, enquanto 6 (4,8%) não apresentavam stress; no turno noturno 15 (11,9%) apresentavam índice de stress e 18 (14,3%) não apresentam stress significativo. Essa análise pelo X² turno de trabalho e stress, também não se mostrou significativo, para a presença de stress nos profissionais.

Tabela 26 – Relação entre turno de trabalho e fases de stress Turno de Trabalho Fases do Stress

Alerta Resistência Quase-exaustão Total

n % n % n % n %

Diurno 0 0 33 45,2 12 16,4 45 61,6

Vespertino 2 2,7 9 12,3 2 2,7 13 17,8

Noturno 0 0 10 13,7 5 6,8 15 20,5

Total 2 2,7 52 71,2 19 26,0 73 100,0

Com o teste do X2 , verificou-se a relação entre turno de trabalho e fases de stress, como mostra a tabela 26. Houve relação significativa entre o turno de trabalho e as fases de stress dos auxiliares de enfermagem, ou seja, o turno de trabalho influenciava nas fases de stress em que os profissionais se encontravam.

Esse é um dado interessante, pois quando se analisam esses dados com aqueles apresentados na tabela 5 sobre a percepção que esses profissionais têm sobre seu turno de trabalho, nota-se que uma grande maioria considera seu turno como sendo compatível com a saúde, ou seja, embora os resultados obtidos na escala mostrem que há uma relação (negativa) os sujeitos não têm essa percepção.

Quanto à relação turno de trabalho e fases do stress, 33 (45,2%) auxiliares de enfermagem que trabalhavam no turno diurno estavam na fase de resistência e 12 (16,4%) na fase de quase-exaustão. No turno vespertino 2 (2,7%) estavam na fase de alerta, 9 (12,3%) estavam na fase de resistência e 2 (2,7%) na fase de quase-exaustão. Dos 15 (20,5%) auxiliares de enfermagem que trabalhavam no turno noturno, 10 (13,7%) estavam na fase de resistência e 5 (6,8%) na fase de quase-exaustão.

Esses resultados parecem coincidir com estudo sobre avaliação do nível de stress emocional na equipe de enfermagem de hospitais da cidade de Lins, estado de São Paulo, realizado por Mangolin, Nunes, Zola, Ferreira e Andrade (2003), pois em sua análise, além dos elevados índices, os autores sugerem que a alternância que há entre os turnos prejudica a saúde e a vida socioeconômica familiar e profissional desses profissionais.

Outro dado analisado foi à relação entre quantidade de empregos e stress, como pode se observar na tabela a seguir.

Tabela 27 – Relação entre quantidade de emprego e stress Quantidade de emprego Stress

Sim Não Total

n % n % n %

Um 60 47,6 40 31,7 100 79,4 Dois 13 10,3 13 10,3 26 20,6 Total 73 57,9 53 42,1 126 100,0

Quanto à relação entre quantidade de emprego e stress, 60 (47,6%) auxiliares de enfermagem que trabalhavam em um emprego apresentavam stress, enquanto 40 (31,7%) não apresentavam stress; dos 26 (20,6%) auxiliares de enfermagem que trabalhavam em dois empregos, 13 (10,3%) apresentavam stress e 13 (10,3%) não apresentavam stress.

O teste de Fisher comparou dois dados distintos como, quantidade de emprego e presença de stress, na qual, o resultado não foi significativo, ou seja, a quantidade de emprego não determinava a presença significativa de stress nos profissionais.

A quantidade de empregos e fases de stress, também fora observada, como indica a tabela a seguir.

Tabela 28 – Relação entre quantidade de emprego e fases do stress

Quantidade de emprego Fases do Stress Total

Alerta Resistência Quase-exaustão

n % n % n % n %

Um 1 1,4 44 60,3 15 20,5 60 82,2

Dois 1 1,4 8 11,0 4 5,5 13 17,8

Total 2 2,7 52 71,2 19 26,0 73 100,0

Quanto à relação entre quantidade de emprego e fases do stress dos 60 (82,2%) auxiliares de enfermagem que trabalhavam em um emprego apresentaram stress, sendo que 1 (1,4%) indicava que a fase de alerta, 44 (60,3%) apontavam para a fase de resistência e 15 (20,5%) para a fase de quase-exaustão. Quanto aos auxiliares de enfermagem que trabalhavam em dois empregos, 1 apresentava indicativo para fase de alerta, 8 (11,0%) para a fase de resistência e 4 (5,5%) para a fase de quase-exaustão.

Conforme resultados do teste do X2, a quantidade de empregos não influenciou nas fases de stress.

A seguir a tabela 29, apresenta através do T-Test se há relação do tempo de experiência com o grupo de profissionais que apresenta stress e o grupo que não apresenta stress.

Tabela 29 – T-Test/comparação de dois grupos

Stress n Média

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