• Aucun résultat trouvé

Service Provider Standpoint

Dans le document Conventions Used in This Document (Page 21-30)

5. Requirements for Supporting IP Multicast within L3 PPVPNs

5.2. Service Provider Standpoint

A história de João e Maria foi contada para as crianças. Ela narra a aventura de dois irmãos, João e Maria, filhos de um pobre lenhador que, em acordo com a esposa, decide largá-los na floresta porque a família não tinha condições de mantê- los. No caminho pela floresta, João e Maria espalham migalhas de pão, mas, as migalhas são comidas pelos pássaros e eles acabam perdidos na floresta.

As crianças gostaram muito da história, porque após a contação elas aplaudiram muito, havia uma expressão de contentamento no rosto delas, e antes mesmo de iniciarmos um diálogo, alguns pediram para contar a história de novo. E eu contei, depois conversamos sobre a história e no diálogo, perguntei se já conheciam a história, alguns disseram que sim. A partir desse diálogo foi possível

elencar alguns atos de leitura demonstrados por algumas crianças.

Quando M1 diz “pró se na vida real o pai fizer isso com o filho, ele também é ruim”. V complementa: “A... você não vê na televisão, não? têm mãe e pai que matamo próprio filho, e deixam o filho na rua sozinho”. E1 completa: “É mesmo, V.. (pausa) outro dia eu fui... (pausa) pra Feira de Santana com a minha mãe e vi um menino todo sujo na rua pedindo dinheiro”.

Diante desse diálogo entre as crianças, após a contação da história de João e Maria é possível destacar que elas foram capazes de extrair uma informação de caráter geral: o abandono de menores. Isso se torna visível no momento em que V relaciona o fato com o infanticídio que ela reporta ter ouvido na TV e quando E1 relaciona com uma criança carente que viu na rua. Além disso, as crianças relacionaram conhecimentos que têm em relação ao que compreenderam do texto, e essa leitura é bastante clara quando M1 estabelece uma relação entre a história e a vida real, fala de família e sentimento. V coloca a sua opinião, faz paralelo da fala do colega com o cotidiano, citando notícias vindas de meios de comunicação. E E1 conclui relatando uma ação que ele viu na vida real que também está relacionada ao texto: o abandono da criança. Fazem relatos de fatos do dia a dia de forma sequenciada, expondo com clareza o que compreenderam.

Com base na categoria ato de leitura de Solé (2008), a contação de história aproxima a criança do adulto através da relação humana estabelecida entre a criança ouvinte e o adulto narrador, além de oportunizar acriança a vivenciar os elementos misteriosos da vida através de pensamento e da imaginação, contribui para que elas expressem as suas leituras.

O resultado final da produção de leitura desenvolvida com essa história culminou com uma produção textual em grupo, na qual duas crianças: V e M1 se sobressaíram mais na produção oral, a qual eu me fiz de escriba, segue o texto abaixo, e uma produção ilustrativa da história, que também será descrita em seguida.

“A menina e os bichinhos

Era uma vez, uma menina bonita que andava no deserto, ela andava, andava e nunca chegava na casa dela. Ela encontrou um peixe brilhante, pegou o peixe, comprou um aquário, colocou ele dentro e levou para casa. Ela encontrou um leão faminto que correu atrás dela, ai ela foi para a casa correndo, então ela encontrou uma girafa com sede, ela levou para casa e deu água. Então o pai e a mãe dela chegaram e disseram pra ela que só podia ficar com um bichinho. Então ela escolheu o peixe dourado. O pai levou a girafa para o

zoológico”. Autores: alunos do infantil B grupo cinco, (2015).

Segundo Solé (2008), a convivência social e familiar ajuda a criança naspráticas de leitura e escrita quando são práticas diárias na vida da criança, ajuda no processo de ampliação das noções e percepções leitoras que elas já têm e que são ampliados no manuseio dos livros, jornais, revistas e diferentes símbolos linguísticos.

Portanto, conforme a autora, nas produções leitoras das crianças essa relação é percebida na produção do texto, quando elas compreendem que o texto deles deve ser registrado. Na segunda produção, quando registra através de desenhos o que pensam, ainda possui uma leitura rica um vocabulário ampliado quando cita palavra como brilhante e dourado que não são palavras usadas cotidianamente, mas, é resultado de um letramento resultante de conhecimentos prévios.

Na atividade de ilustração de história, as crianças criaram o seu livro de história, elas dobraram o papel oficio ao meio, alguns conseguiram dobrar direitinho, outros não, desenharam alguns personagens da história outros não, a maioria desenhou um menino e uma menina, representando João e Maria.

Mais uma vez, as crianças demonstraram que são capazes de captar e significar informações de caráter geral no texto, no momento em que desenham os principais personagens. Mas percebemos que algumas crianças fogem a isso e desenham situações que extrapolam o texto, como foi o caso de M1, que desenhou a bruxa e a casa dela, que não era a de doce. Segundo ele, era o porão onde ela morava. Outros como, V, E3, E2, incluíram na história outros elementos: casas, o lobo mau, pai, mãe gato, e bola. Assim, percebemos que os atos de leitura não são alcançados ao mesmo tempo por todas as crianças e que cada um tem seu tempo de dar conta dos atos de leitura. A análise desse fato, embora seja relevante, não será mote de debate nesta pesquisa, posto que nosso foco já tenha sido definido.

Nessa segunda produção, percebe-se que as crianças trazem uma leitura de elementos de outras histórias (chapeuzinho vermelho) quando trazem o lobo mau para o seu texto, fazem uma leitura de alguns personagens que exercem funções semelhantes dentro do texto exposto e de outros que eles conhecem, fazendo uma relação entre personagens e suas ações.

crianças não se espera por hipóteses, porque não se trata de um jogo entre autor e leitor, porque não se espera nenhum tipo de previsão em relação à compreensão leitoras das crianças na Educação Infantil.

Mas, uma leitura simples alicerçada no que eles veem, ouve e pensam, mesmo quando algumas demonstram uma insegurança para falar e muitas vezes repetem oque o coleguinha falou ou se mantém calados, ainda assim, existe um repertório letra do oculto que não está explicito, mas, está ali, manifestado no silêncio que muitas vezes pode ser em resposta ao texto discutido, que naquele momento pode não ser atrativo ou importante para ele.

Segundo Freire (1982) “a leitura do mundo precede sempre à leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele”. Conforme o autor, o que se espera com as atitudes leitoras das crianças não está no texto propriamente dito, mas, de uma leitura própria resultante de conhecimentos prévios como serão reafirmados nas próximas produções de leitura do texto seguinte.

Dans le document Conventions Used in This Document (Page 21-30)

Documents relatifs