2.5 Paradigmes de communication et intergiciels
2.5.6 Service de distribution de donn´ees – DDS
A compreensão das preferências dos profissionais de software em trabalhar com outros profissionais de software se destinou à identificação de padrões, por isso, a análise dos dados aconteceu através de um processo de extração e tabulação dos dados.
A análise de como as preferências se relaciona com as características de personalidade dos integrantes da equipe foi realizada através do processo de codificação definido por Merriam (2009).
3.4.3.1 Extração, tabulação e identificação de padrões
A identificação dos padrões de preferências aconteceu através de um processo de extração e tabulação de dados. Os padrões foram identificados com base no cruzamento de três tipos de análise: (A) a análise da percepção das características de si e dos outros; (B) análise das escolhas de cada um na equipe; (C) análise das escolhas de cada um a partir das experiências passadas, ou seja, a partir do entendimento de quais características o profissional considera boas e ruins com base nas suas experiências em empresas, equipes e com outros profissionais de software com os quais já trabalhou. A escolha das análises citadas se deu pela busca de padrões, padrões esses observados através das características de personalidade individual e das caracterísiticas personalidade dos colegas de trabalho com os quais ele gosta de trabalhar.
Vejamos, abaixo, a descrição detalhada de como cada uma das análises foram realizadas: A) A análise das características dos integrantes da equipe aconteceu de acordo com os passos a seguir:
1. A partir da transcrição da entrevista de cada integrante da equipe, incluindo o líder:
i. Foram extraídos os descritores de características de personalidade que compõem a percepção de si e a percepção do integrante sobre todos os outros integrantes da equipe;
ii. Os dados extraídos foram tabulados no Microsoft Excel, com uma planilha para cada integrante. Em cada planilha, havia colunas com o nome de cada um dos integrantes. A coluna com o nome do integrante, os quais estão sendo extraídos os dados em questão, representa a percepção dele sobre si, suas características positivas e negativas. As colunas com os nomes dos outros integrantes representavam as características extraídas a partir da percepção dos outros sobre ele, ou seja, as características positivas e negativas que cada um dos outros integrantes considera que ele tenha.
2. O passo 1 foi repetido para todos os integrantes da equipe, utilizando as mesmas planilhas para atualizar as colunas correspondentes à percepção de si e do outro sobre si;
3. Depois de finalizado o passo 2, com todas as planilhas consolidadas contendo os descritores de características que cada um atribuiu a si e aos demais, de maneira que, ao olhar para a planilha de cada um dos integrantes, haverá as suas respostas sobre si e as dos outros sobre ele. De posse dessas informações, as características extraídas e tabuladas foram agrupadas de acordo com as cinco dimensões do teste de personalidade;
4. De posse dos resultados do teste de personalidade (IPIP-NEO, versão
online) que cada um dos integrantes respondeu, foram verificadas as
congruências e as divergências das características de cada integrante, segundo a percepção dele mesmo sobre si e a percepção dos outros sobre ele;
i. A análise aconteceu tanto no nível da dimensão de personalidade quanto no de cada uma das facetas da dimensão. ii. A análise da percepção de si e dos outros não pode ser
verificada em níveis, podendo ser avaliadas somente a presença e a ausência das características no indivíduo, ou até mesmo a
presença de algumas características e a ausência de outras que fazem parte da mesma dimensão de características.
iii. As duas fontes de informação foram comparadas, os níveis indicados no resultado do teste de personalidade e a indicação de presença e ausência de cada domínio de características de personalidade. As divergências foram registradas.
B) A análise das escolhas dos integrantes na equipe aconteceu de acordo com os passos a seguir:
1. Para cada integrante da equipe, foram registradas em tabelas as escolhas que ele fez na equipe, a partir das respostas às perguntas:
Com quais integrantes da equipe trabalharia novamente? Por quê?
Com quais integrantes da equipe mais gosta e com quem menos gosta de trabalhar? Por quê?
Quem é considerado amigo e quem é considerado colega? Por quê?
Com quais integrantes da equipe você interage mais e com quem interage menos? Por quê?
2. O passo 1 foi repetido para todos os integrantes da equipe, utilizando as mesmas tabelas para atualizar as colunas correspondentes das escolhas dos outros integrantes da equipe, de forma que no final;
3. Depois de finalizado o passo 2, todas as tabelas estavam consolidadas com as escolhas de todos os integrantes da equipe. Esse conjunto de tabelas chamamos de mapa de escolhas.
C) Nas experiências passadas de cada um, com o entendimento de quais características o profissional considera boas e ruins, com base nas experiências dele em empresas, equipes e com outros profissionais de software com os quais já trabalhou.
Finalizados os três tipos de análises, para cada integrante e em cada dimensão, foram executados dois tipos de comparação: (1) das características de personalidade individual com as características de personalidade de cada um dos integrantes escolhidos por ele e consolidados no mapa de escolhas; e (2) das características de personalidade individual com as características de personalidade extraídas e tabuladas a partir das experiências passadas e do que ele considera como integrante ideal.
Com o entendimento do perfil de características de personalidade do profissional, com suas escolhas na equipe e com o que ele valorizou em experiências passadas, foi possível identificar os padrões de preferências. A identificação desses padrões se deu a partir da tabulação e da verificação de repetição entre os dados.
3.4.3.2 Codificação dos dados
As variáveis influenciadas pelas características de personalidade foram analisadas a partir do processo de codificação de dados definido por Merriam (2009), que consiste num processo indutivo no qual o pesquisador constrói temas a partir dos dados, e identifica a relação entre esses temas.
O resultado final da análise desta pesquisa são dois produtos: os padrões de preferências dos profissionais de software em trabalhar com outros e um diagrama que mostra, de maneira visual, as variáveis influenciadas pela personalidade e os relacionamentos estabelecidos entre elas, os quais foram interpretados empiricamente a partir dos dados coletados.
Este capítulo apresentou o processo de análise desenvolvido especificamente para responder a questão de pesquisa desta Tese, como exposto fez uso de várias etapas de análise e comparação de resultados. A seguir é apresentado o Capítulo 4 com os resultados desta pesquisa.