Chapitre III : Le serment et la mobilité des troupes
1. Les serments
De acordo com Primo (2008), adota-se o termo rede social, ou software social, para garantir maior gama de recursos de mediação de interações, que vão além do interesse em desempenhar certa tarefa, como os groupwares, ou alcançar determinado objetivo, como as comunidades de prática. A rede social se constitui de um número de tecnologias empregadas para a maior comunicação entre pessoas e grupos por meio da Internet, criando laços sociais entre os participantes e compartilhando informações. Com este mesmo enfoque, Meira et al. (2011, p. 54) caracterizam as redes sociais como “ambientes virtuais onde os participantes interagem com outras pessoas e criam redes baseadas em algum tipo de relacionamento”.
Conforme da Costa e Pimentel (2011, p. 10):
O ser humano digital é reconhecido por um perfil na rede social [...], cada vez menos é reconhecido por sua aparência física. Não importa o lugar físico em que o corpo reside, o ser humano digital habita comunidades virtuais e outros espaços dependendo de suas relações em rede.
Em consonância com esta afirmação, Pimentel, Gerosa e Fuks (2011) afirmam que o século XXI está sendo marcado pelas mídias sociais, caracterizadas pela produção de conteúdo pelos próprios usuários e pela conversação entre multidões, que estão sendo viabilizadas pelos sistemas colaborativos, como por exemplo, as redes sociais.
Utilizadas através de sites ou aplicativos, as redes sociais visam à comunicação e à organização da informação em função das relações existentes entre os conteúdos. Segundo Owen (2009), estas redes apresentam basicamente três características:
1. Sustentam a interação entre indivíduos ou grupos, permitindo a troca de mensagens em tempo real ou assincronamente.
2. Permitem que um grupo avalie a colaboração de outros, talvez implicitamente conduzindo a criação de uma reputação digital.
3. Sustentam a criação de redes sociais, auxiliando a criação de relacionamentos novos entre os componentes do grupo e entre os conteúdos sendo apresentados.
Almeida e Baranauskas (2008) afirmam que, em redes sociais, a articulação da atribuição de papéis e a coordenação da execução de atividades são, geralmente, simples ou definidas pelo protocolo social, enquanto as políticas de privacidade e segurança são bastante complexas, pois há um grande volume de pessoas com propósitos distintos. Neste sentido, as redes sociais diferem dos demais tipos de sistemas colaborativos, nos quais os usuários envolvidos normalmente possuem objetivos comuns.
São classificados como software social as wikis (Figura 11), os blogs, os sites de relacionamento, fotologs, chats e as listas de discussão (Machado, 2005).
Figura 11 - Site Wikipedia
De acordo com Martins et al. (2009), a combinação destes softwares sociais no ciberespaço forma redes de relações sociais e estas são compostas pelas comunidades virtuais. Segundo Rheingold (1993), uma comunidade virtual é “um grupo de pessoas que pode ou não se encontrar frente-a-frente, e que troca idéias mediadas por computadores e redes de comunicação”. Já para Recuero (2005) o termo é definido como “um grupo de pessoas que estabelecem entre si relações sociais, que permaneçam um tempo suficiente para que elas possam constituir um corpo organizado, através da comunicação mediada por computador”.
De acordo com Recuero (2008), é preciso levar em conta que nos softwares sociais os elementos estão sempre “fazendo algo”, e que eles são dinâmicos, estão
evoluindo e mudando com o tempo. Sendo assim, o entendimento dos softwares sociais requer uma compreensão da dinâmica da construção e manutenção das redes de comunicação que se formam a partir deste meio.
Atualmente, as redes sociais estão sendo utilizadas como uma das principais ferramentas de comunicação e socialização de informações, pois facilitam a interação entre pessoas com conhecimentos, idades e propósitos diversos, além de propiciar o compartilhamento de informações. Segundo Young (2009), as redes sociais tornaram-se populares em um curto espaço de tempo e passaram a ser uma das formas mais importantes de socialização no século XXI. Esta afirmação é confirmada pelo estudo realizado pelo eMarketer (2011), que afirma que até 2012 as redes sociais na web terão cerca de 800 milhões de usuários. Possivelmente, esta disseminação do uso de redes sociais fundamente-se na relação social estabelecida entre os envolvidos, perpassando o foco do conteúdo e realçando o potencial humano em vez da tecnologia que possibilita a transmissão.
Entretanto, apesar do crescimento das redes sociais e de sua evidente importância e influência na sociedade, observa-se que existem algumas barreiras a serem superadas. Uma delas diz respeito à restrição de interação entre usuários de redes sociais, ou seja, a socialização apenas pode ocorrer entre os seus usuários pertencentes (cadastrados) a uma mesma rede social. Esta característica é indicada pelo W3C (2011) como uma importante contribuição para o futuro deste tipo de tecnologia. Acredita-se que viabilizar esta possibilidade de interação entre usuários de diferentes comunidades pode aumentar ainda mais o poder das redes sociais, uma vez que o perfil on-line do usuário poderia ser compartilhado entre as mesmas.
Devido à disseminação do uso, quantidade e importância das informações disponibilizadas nas redes sociais, alguns temas têm sido frequentemente abordados em pesquisas, tais como segurança dos dados disponibilizados (Abdessalem e Dhia, 2011) e (Al-Oufi, Kim, El Saddik, 2011), e mineração de dados (Budak, Agrawal, El Abbadi, 2011).
Abdessalem e Dhia (2011) sugerem a definição de níveis de confiança a partir de uma estrutura gráfica que representa a relação entre um usuário e seus “amigos” na rede social. A partir da análise das relações existentes na estrutura gráfica, as informações são disponibilizadas ou não a um determinado usuário.
A mineração de dados tem sido amplamente discutida (Leskovec, Backstrom, Kleinberg, 2009), (Sankaranarayanan et al., 2009) e (Budak, Agrawal, El Abbadi,
2011), principalmente para a análise de tendências como, por exemplo, tópicos mais discutidos e perfil padrão de usuários. Um dos trabalhos mais atuais, apresentado por Budak, Agrawal e El Abbadi (2011) propõe um método para detecção de tendências que utilizam informações sobre os relacionamentos para identificar temas que são discutidos por grupos de usuários e por usuários distribuídos na rede, visando identificar como as pessoas compartilham dados.
Analisando especificamente o foco desta tese, a aplicação no ensino, torna- se importante citar o trabalho de Martins et al. (2009), que ao realizar uma pesquisa com estudantes universitários, constatou que o principal motivo para a participação destes em comunidades virtuais tem motivação na busca por informação. Tendo em vista esta afirmação, acredita-se que proporcionar mecanismos que viabilizem a troca de informações relacionada a um determinado domínio e entre usuários de sistemas colaborativos pode contribuir para o processo de ensino e de aprendizagem. Um maior detalhamento acerca desta proposta é apresentado na próxima seção, onde também são apresentados seus objetivos, principais temas e desdobramentos do estudo.