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Aux 30 septembre

avaliação para esta mesma espécie, sete cortes foram necessário para se ter uma confiabilidade de seleção de 80% para caracteres agronômicos (MARTUSCELLO et al., 2013).

Na avaliação de acessos, híbridos e cultivares de Panicum maximum, 10 cortes foram suficientes para se ter um coeficiente de determinação 85% na seleção, no qual isto implica na redução de um ano de avaliação (LÉDO et al., 2008).

2.6 O uso da seleção visual no melhoramento de plantas

A combinação dos efeitos ambientais e genéticos de um indivíduo resulta no fenótipo. Estes são caracteres observados por melhoristas e também foi a unidade de seleção inicial dos melhoristas (comumente chamada de seleção massal), em que a seleção de tipos desejados se baseou no fenótipo como um método básico (HALLAUER, 2011). Também, esta seleção realizada visualmente foi evoluindo ao longo do tempo. Inicialmente, se buscavam fenótipos pela produção; posteriormente, buscou-se maior adaptação ao meio, tipos resistentes a pragas e outros caracteres relacionados à decoração ou a propósitos cerimoniais.

Segundo Hallauer (2011), o milho (Zea mays L.) pode ser considerado a espécie vegetal que ilustra bem a seleção fenotípica, a qual vem sendo utilizada desde o seu desenvolvimento, de 7.000 a 10.000 anos atrás. Ainda nos dias atuais, esta seleção visual vem sendo utilizada e vários autores tentam encontrar meios de aumentar a eficiência deste método (CARENA; HALLAUER; MIRANDA FILHO, 2010).

Um exemplo da seleção visual em milho, com o propósito de melhorar a eficiência, foi fazer a seleção massal estratificada. Assim, foi verificada uma

eficiência de seleção de 10% da seleção convencional (sem estratificação) e de 18% da estratificada, em relação à seleção baseada no peso, mas não havendo diferença significativa entre estas e consideradas muito baixas (ABREU et al., 2010).

Outro exemplo também realizando a seleção massal estratificada em duas populações de milho tropicais, sob dois ciclos de seleção, evidenciou não haver eficiência da seleção visual, devido ao fato de as populações não mostrarem efeito significativo na produtividade de grãos, ao longo dos dois ciclos avaliados (ABADASSI, 2014).

Em outras culturas, a exemplo da cevada (Hordeum vulgare L.), uma seleção foi realizada inicialmente em três populações F3, considerando os caracteres vigor, número de perfilhos e tamanho da semente, e outra amostragem aleatória. Depois disso, as populações foram conduzidas em "bulk", obtendo-se as gerações F5, F6 e F7 (ATKINS, 1964). Dentro das 75 linhagens avaliadas, as mais produtivas foram selecionadas da amostragem aleatória, enquanto as menos produtivas tenderam ser da seleção visual realizada, evidenciando que, neste caso, a seleção visual foi útil somente para eliminar as piores linhagens.

Um estudo semelhante ao anterior foi realizado com aveia (Avena sativa), porém, além de selecionar visualmente o grupo das melhores plantas e aleatoriamente, também foram avançadas em bulk as plantas consideradas piores de duas populações F2 até F5, tendo, em F5, as plantas foram avaliadas individualmente e também em linhas (FREY, 1962). Os resultados evidenciaram que, considerando a avaliação de plantas individualmente, não se observou diferença entre os grupos de seleção, mas, quando a avaliação foi realizada em linhas, as progênies selecionadas do grupo de melhores plantas foram as que mais produziram em relação à seleção aleatória e à seleção com as piores plantas na F2, mas que, mesmo assim, esta eficiência foi de baixa magnitude.

Na avaliação de três populações de arroz (Oryza sativa L.), na qual se selecionaram, visualmente, plantas na geração e aleatoriamente, a eficiência da seleção visual variou de 3,7% a 39,1%. Assim, a seleção visual não foi eficiente, tendo em vista que, das 55 plantas selecionadas pelo peso na avaliação da geração F4, no máximo quatro foram coincidentes com a seleção, nas três populações avaliadas. Além disso, a produtividade média (g/parcela) foi significativa apenas em uma das três populações e, nesta, a maior média foi para a seleção realizada aleatoriamente (CUTRIM; RAMALHO; CARVALHO, 1997).

Para a seleção massal de plantas forrageiras, em um exemplo de grama- batatais (Paspalum notatum), a seleção recorrente fenotípica restrita foi quatro vezes mais eficiente do que a seleção recorrente massal (seleção massal) para incrementar a produção de biomassa (BURTON, 1982).

Em switchgrass (Panicum virgatum L.), a seleção para altura de plantas, número de perfilhos, florescimento e a seleção visual foram comparadas com a produção de biomassa. Para isso, inicialmente, foi realizada a seleção visual para biomassa em dois ciclos de seleção, em plantas espaçadas ou plantas individuais, e, posteriormente, as 150 famílias selecionadas foram avaliadas em parcelas experimentais de 10 plantas (PRICE; CASLER, 2014b). Nesta avaliação das famílias foi realizada uma seleção visual para florescimento (tardio e precoce) e altura de plantas (maior e menor) e uma seleção visual para a produção de biomassa de 12 famílias, em que um parental em cada sentido dentro de cada família foi selecionado para florescimento e altura, bem como quatro parentais para a produção de biomassa. Estes foram cruzados entre si e as progênies de meios-irmãos, bem como a população original, foram avaliadas em parcela experimentais de 0,9 x 1,4 m, em cinco ambientes, por dois anos. Para florescimento, altura de plantas e produção de biomassa, selecionadoas visualmente, a produção de biomassa na avaliação em parcelas foi não

significativa. Os autores comentaram que a seleção de plantas individuais, diferentemente das avaliações em parcelas, não deve ser usada quando o objetivo da seleção é a produção de biomassa.

A seleção visual dentro de famílias foi mais eficiente quando a mesma foi realizada em população com baixo potencial produtivo para switchgrass (Panicum virgatum L.). Isto porque, quando a seleção é realizada em uma população já com alto potencial produtivo, as diferenças são menores para vigor e porte das plantas. No primeiro caso, as plantas com baixo vigor são mais facilmente selecionadas (CASLER, 2010).

Além da produção, em forrageiras tropicais, a seleção deve ser realizada no sentido de aumentar a proporção de folhas, isto porque os animais ruminantes apresentam seletividade por lâminas foliares durante o pastejo (TRINDADE et al., 2007), pois este componente apresenta melhor valor nutritivo (BARONI et al., 2010). Além disso, no dossel forrageiro, independente da altura de manejo, o componente lâmina foliar é encontrado em maior proporção pelos animais em extratos superiores, aumentando, assim, a sua facilidade de apreender folhas (MOLAN, 2004). Consequentemente, o consumo é seguido de um maior rendimento animal.

Na avaliação do centeio forrageiro (Secale cereale L.), a seleção foi realizada com base no tamanho e na arquitetura da planta, mas também na disponibilidade de folhas (BRUCKNER; RAYMER; BURTON, 1991) e, diferentemente do comentado anteriormente, a seleção baseada na seleção visual foi efetiva quando comparada com a seleção realizada pelo peso verde da biomassa. Contudo, estudos para seleção visual em espécies de Brachiaria ou outras forrageiras tropicais, como o Panicum maximum e Pennisetum, Cynodon, entre outras, ainda são escassos na literatura.

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