A antecipação - coincidência (AC) tem sido estudada com o esforço de melhor definir o desenvolvimento de competências e os efeitos da percepção específica e das exigências das tarefas motoras no desempenho. A sua importância para as teorias do comportamento motor tem sido desde há muito reconhecida. Em particular, a classe de competências denominadas de “tarefas de antecipação-coincidência” tem sido alvo de atenção por encarnarem particularidades comummente encontradas em habilidades do dia-a-dia e do desporto.
Belisle (1963) definiu a AC como sendo a execução de uma resposta de movimento coincidente com a chegada de um estímulo a um determinado ponto de intercepção, também designada de timing antecipatório por Magill (1989) e Stadulis (1985), timing de antecipação por Schmidt (1968) e Dorfman (1977), ou de organização temporal de antecipação (Schmidt & Wrisberg, 2001) e ainda de antecipação-coincidência (Rodrigues, Freitas, Vasconcelos, & Barreiros, 2007) sendo este último termo o que será utilizado por nós no decorrer deste estudo.
A necessidade de uma resposta motora desencadeada por um conjunto de estímulos sensoriais, que permite realizar um conjunto de movimentos em diversos domínios, constitui uma situação frequentemente vivenciada pelo ser humano. As capacidades que requerem precisão espacial e temporal são responsáveis pela performance nas tarefas de AC (Fleury & Bard, 1985). Em qualquer tipo de habilidade, o sucesso depende da antecipação temporal e da sincronização dos actos motores com o meio ambiente externo (Teixeira, Santos & Andreysuk, 1992).
Para se proceder à análise da AC, ao longo do tempo, foram sendo utilizados os mais diversos aparelhos. Mas, foi a partir do momento em que o
Bassin Anticipation Timer ficou disponível pela LaFayette Instrument Company,
em 1976, que se deu início a uma maior concentração de investigações sobre esta capacidade e que os investigadores passaram a utilizar com maior frequência este instrumento. O desenvolvimento deste aparelho permitiu
realizar um maior número de comparações entre os resultados de várias pesquisas na investigação da resposta de AC. No entanto Stadulis (1985) alerta para as variações nos procedimentos utilizados, como por exemplo o tipo de resposta motora, os diferentes planos de visão e as dimensões do aparelho, utilizados por alguns autores que não correspondem aos procedimentos empregues na maioria dos estudos.
Pinheiro & Corrêa (2005) referem a AC como sendo um dos aspectos mais abordados no campo da Aprendizagem Motora nas últimas décadas, destacando os mais diversos focos de interesse dos pesquisadores: idade (Benguigui & Ripoll, 1998; Ferraz, 1993; Ramella, 1984; Stadulis, 1985; Coelho, Vasconcelos, Rodrigues, Barreiros, & Botelho 2007); o sexo (Brady, 1996; Petrakis, 1985; Stadulis, 1985; Williams & Jasiewicz, 2001); a velocidade do estímulo (Stadulis, 1985; Teixeira et al., 1992; Williams, 2000); a complexidade da resposta motora (Ferraz, 1993; Williams & Jasiewicz 2001; Frada, Martins, Pereira, Rocha, Rodrigues, Botelho et al., 2007; Rodrigues, Barreiros, Vasconcelos & João de Deus, 2008); a prática (Stadulis, 1985; Freudenheim & Tani, 1993; Teixeira, 1993; Rodrigues, Barreiros, Vasconcelos, & Carneiro, 2009) e, mais recentemente, a assimetria manual (Cockerill, Van-Zyl, & Nevill, 1988; Coker, 2004; Rodrigues, Vasconcelos, Barreiros, & Barbosa, 2009; Rodrigues, Vasconcelos, Barreiros, Barbosa, & Trifílio, 2009) e a PM (Abernethy, Thomas, & Thomas, 1993; Rodrigues, Vasconcelos, Barreiros, & Barbosa, 2009; Rodrigues, Vasconcelos, Barreiros, Barbosa, et al., 2009).
Apresentaremos de seguida os resultados de alguns estudos realizados, utilizando a capacidade de AC, empregando os parâmetros pertinentes a este estudo.
2.2.1. Sexo
A literatura existente revela uma evidência considerável indicando que os homens executam tarefas de AC com erros variáveis e absolutos menores do que as mulheres.
Stadulis (1985) realizou um estudo cujo objectivo consistia em determinar se a precisão da AC variava sistematicamente ao longo das idades, entre os géneros, e se a prática e a velocidade de movimento do estímulo afectava a performance. Participaram 38 crianças distribuídas em três grupos de idades: 7, 9 e 11 anos e o instrumento utilizado foi o Bassin Anticipation
Timer. Os resultados relativamente ao género indicaram que os meninos
responderam com menores erro absoluto e erro constante do que as meninas. Os efeitos da interacção entre o género e a idade parecem clarificar o efeito dos meninos serem mais precisos do que as meninas.
Williams & Jasiewicz (2001) avaliaram as diferenças sexuais na aprendizagem e performance de uma tarefa de tempo coincidente, utilizando o
Bassin Anticipation Timer. Os resultados obtidos referem que os homens foram
significativamente mais consistentes e precisos, comprovando estudos anteriores. Os autores interpretam estas diferenças atribuindo a um estilo mais conservador de resposta por parte das mulheres do que os homens. Referem ainda algumas interpretações para estas diferenças, entre as quais: diferentes proporções de participação em desportos com demandas antecipatórias (Petrakis, 1985); efeitos de variáveis sócio-culturais (Singer, 1980); diferenças nos factores motores (Wrisberg, Paul, & Ragsdale, 1979); diferenças em habilidades espaço-temporais (Schiff & Oldak, 1990); e o uso de um modo mais conservador de resposta pelas mulheres (Brady, 1996).
Em consonância com estes resultados também num estudo realizado por Rodrigues, Freitas, Vasconcelos & Barreiros (2007) o sexo masculino superou o feminino em termos de desempenho.
No entanto, existem estudos que não corroboram estes resultados, não tendo encontrado diferenças significativas entre os sexos (Petrakis, 1985; Teixeira, Santos & Andreysuk, 1992; Williams, Jasiewicz & Simmons, 2001;
Harrold & Kozar, 2002; Millslagle, 2003; Frada, Martins, Pereira, Rocha, Rodrigues, Botelho et al. (2007).
Esta discrepância de resultados pode ser devida tanto ao tipo de tarefa bem como à resposta motora requerida. Wrisberg & Mead (1983) sugerem que a diferença na capacidade de antecipação em rapazes e raparigas perde significado quando a resposta motora não requer a activação de sinergias musculares importantes.
2.2.2. Velocidade do Estímulo
Muitos pesquisadores têm focado a sua atenção em aspectos motores da AC simplificando, portanto, os aspectos perceptivos da tarefa. No entanto, estes aspectos perceptivos são igualmente importantes para a precisão, direcção e variação da resposta, os quais têm sido demonstrados que variam consoante as propriedades do estímulo, revelando a variação da velocidade do objecto um maior interesse por parte dos investigadores (Haywood, 1980).
Alguns estudos que focaram o efeito da velocidade do estímulo mostraram que a velocidade mais baixa de deslocamento induz a um pior desempenho (Magill, 1989; Teixeira, Santos, Andreysuk, 1992; Williams, Jasiewicz & Simmons, 2001).
Haywood (1980), por exemplo, observou a relação entre o contexto do estímulo e a performance, numa habilidade motora antecipatória após a prática ser alargada, em 2 grupos de 20 estudantes femininas atletas. O grupo de controlo foi submetido à velocidade de 2, 3 e 4 mph e o grupo de transferência a 2, 4 e 6 mph, sendo sujeitos a 4 dias de ensaios. Ambos os grupos melhoraram o desempenho, apesar do padrão desta melhoria não ser semelhante. Os dois grupos demonstraram uma tendência significante para responderem de forma antecipada, como com menor precisão e com maior variabilidade para a velocidade mais lenta. Os grupos tiveram um desempenho semelhante excepto o grupo de transferência que respondeu mais tardiamente para a velocidade lenta, o que sugere que os sujeitos foram influenciados pelo contexto do estímulo.
A velocidade foi igualmente analisada por Stadulis (1985), num estudo cujo objectivo consistia em determinar se a precisão na AC variava sistematicamente ao longo das idades, entre os géneros, e se a prática e a velocidade de movimento do estímulo afectava a performance. Nesse estudo participaram 38 crianças distribuídas em três grupos de idades: 7, 9 e 11 anos e o instrumento utilizado foi o Bassin Anticipation Timer. Os resultados relativamente à velocidade do estímulo (2, 3, 5 e 6 mph), indicaram uma maior precisão nas duas velocidades superiores.
Alguns autores (Wrisberg & Mead, 1983) propõem uma explicação para o facto de se terem encontrado resultados nos quais se verificou uma melhor precisão nas velocidades mais altas, referindo que a resposta numa tarefa de AC a uma velocidade alta é, na verdade, uma tarefa de velocidade de reacção, uma vez que o resultado da velocidade maior aproxima-se ou relaciona-se com a velocidade de reacção do sujeito. Uma outra alternativa é que as crianças, especialmente as mais novas, possuem uma dificuldade em atrasar uma resposta planeada (Stadulis, 1985).
Em contrapartida os resultados obtidos num estudo, não publicado, de Rodrigues, Vasconcelos, Barreiros, Barbosa, & Carita (2009) onde foram investigados o efeito da velocidade do estímulo e da assimetria manual numa tarefa complexa de AC, mostraram uma velocidade superior de movimento na condição rápida mas uma melhor precisão na mais lenta.
Por outro lado, há estudos que têm evidenciado a tendência de uma configuração em U entre a velocidade do estímulo e a precisão da resposta, isto é, quer em velocidades mais baixas, quer em velocidades mais elevadas, as performances são piores (Santos & Tani, 1992; Teixeira, Santos & Andreysuk, 1992; Freudenheim et al., 2005).
Outros estudos (Brady, 1996; Coker, 2004) revelam que os sujeitos tendem a antecipar as suas respostas nas velocidades mais baixas enquanto para velocidades mais rápidas a resposta é dada de forma tardia.
Teixeira, Santos & Andreysuk (1992) sugerem que existe uma velocidade de estímulo óptima para uma determinada tarefa de sincronização e que o facto de se obter desempenhos com melhores ou piores resultados depende do contexto de execução – “hipótese da velocidade”, no qual a magnitude das demais velocidades de estímulo que fazem parte de uma série de tentativas tem especial relevância. Neste caso, supõe-se que a velocidade de estímulo óptima seria compatível com o tempo necessário para o processamento da informação onde existe um tempo adequado para a descodificação da informação sensorial e transmissão da informação eferente, contribuindo para uma maior precisão temporal da resposta. Os mesmos autores referem ainda a existência de uma segunda hipótese que defende que
é o contexto de execução que determina em que velocidades se verificarão melhores ou piores resultados – “hipótese do contexto”. Aqui, o executante ao realizar uma sequência de tentativas com velocidades variadas, pratica uma expectativa de velocidade do estímulo baseada na média das velocidades executadas, sendo que, quando acontece uma mudança de contexto, fazendo com que, por exemplo, uma das velocidades intermédias numa determinada sequência passe a ser uma das velocidades extremas noutra sequência, possa ocorrer uma correspondente queda de desempenho.
2.2.3. Preferência Manual
A questão da PM em tarefas que envolvem a capacidade de AC tem sido pouco estudada, normalmente investiga-se o comportamento apenas em indivíduos destrímanos, revelando ultimamente a comparação de desempenho entre os dois grupos de preferência manual um maior destaque.
Destrímanos e sinistrómanos diferem entre si quando comparados, sendo os últimos menos lateralizados quanto à preferência (Doyen, Duquenne, Nuques, & Carlier, 2001; Gurd, Schulz, Cherkas, & Ebers, 2006) e menos assimétricos quanto à performance em determinadas tarefas (Brown, Roy, Rohr, & Bryden, 2006; Gurd et al., 2006; Shen & Franz, 2005). Para além disso, os sinistrómanos parecem usufruir de alguma vantagem em relação aos destrímanos em tarefas visuo-motoras (Dane & Erzurumluoglu, 2003; Rodrigues, Vasconcelos, Barreiros, & Barbosa, 2009).
Segundo Porac & Coren (1981) os sinistrómanos parecem demonstrar uma performance mais elevada com a MNP do que os destrímanos com a MNP. A este respeito os autores referem as pressões que o envolvimento social exerce nos sujeitos sinistrómanos no sentido da destralidade, fazendo com que estes experimentem desde cedo execuções de tarefas com a MNP.
No estudo de Rodrigues, Vasconcelos, Barreiros, Barbosa, & Trifílio (2009) participaram adolescentes femininos e masculinos, dos dois grupos de
PM, que desempenharam uma tarefa simples de AC. Os seus resultados apontaram uma performance semelhante de destrímanos e sinistrómanos, os dois grupos de PM demonstraram ser menos variáveis quando utilizaram a mão esquerda, os rapazes foram mais precisos e menos variáveis que as raparigas.
Num estudo levado a cabo por Rodrigues, Freitas, Vasconcelos & Barreiros (2007) o factor PM foi também investigado e não apresentou efeitos significativos. Os autores analisaram a relação existente entre a performance numa tarefa de AC, variando a orientação do estímulo, a PM e o sexo, sendo a tarefa realizada com a MP. Em conformidade com estes resultados, também no trabalho realizado por Rodrigues, Barreiros, Vasconcelos & Barbosa (2008), mas na execução de uma tarefa complexa de AC, o desempenho dos dois grupos de PM foi equitativo.
A assimetria manual foi igualmente investigada por Rodrigues, Vasconcelos, Barreiros & Barbosa (2009) numa tarefa complexa de AC e os efeitos da lateralidade e do sexo foram analisados. A amostra era constituída por estudantes universitários femininos e masculinos que foram divididos em subgrupos com base no grau de PM. Os resultados mostraram que, no que concerne à precisão: os destrímanos foram mais precisos, o desempenho com a MP foi superior e os rapazes superaram as raparigas; no que diz respeito ao tempo de resposta: a MP foi mais rápida do que a MNP e os rapazes foram mais rápidos a dar início ao movimento.
Em outro estudo, Rodrigues, Vasconcelos, Barreiros, Barbosa & Carita (2009) investigaram o efeito da velocidade do estímulo e da assimetria manual numa tarefa complexa de AC. Os seus resultados mostraram que, apesar da lateralidade não ter influenciado no tempo requerido para programar e executar o movimento, os sinistrómanos foram mais precisos que os destrímanos e não foram afectados pela condição do estímulo (velocidade). Foi também encontrada uma vantagem da mão esquerda no tempo de iniciação para ambos os grupos de lateralidade e vantagem da MP para o tempo de movimento e também a precisão foi superior com a MP. Os autores sugerem a dominância hemisférica direita na programação em oposição a uma
dominância do hemisfério esquerdo no controlo dos movimentos como a fundamentação destes resultados.
Assim, propomo-nos investigar o efeito da velocidade numa tarefa simples de AC em indivíduos destrímanos e sinistrómanos.
3.O
BJECTIVOS3.1. Objectivo Geral
O presente estudo tem como objectivo geral verificar o efeito da velocidade do estímulo (6, 9 e 12 mph), na capacidade de AC, em função da PM.
3.2. Objectivos Específicos
- Verificar o efeito da velocidade do estímulo, na capacidade de AC, em função da mão de execução (MP e MNP).
- Verificar o efeito da velocidade do estímulo, na capacidade de AC, em função do sexo.
4.M
ATERIAL EM
ÉTODOS4.1. Caracterização da Amostra
A amostra deste estudo englobou 24 sujeitos destrímanos (n=12) e sinistrómanos (n=12) de ambos os sexos. O critério de inclusão referente à PM foi determinado pela mão utilizada na escrita, dada a dificuldade em encontrar indivíduos sinistrómanos na altura da recolha de dados (realizada nos meses de Junho e Julho onde a afluência de alunos a frequentarem as instalações académicas é reduzida).
A amostra foi seleccionada a partir do universo de estudantes da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto.
4.2. Instrumento e Tarefa
O instrumento utilizado para avaliar o tempo de AC na nossa pesquisa foi o Bassin Anticipation Timer da Lafayette instruments modelo nº 50575 (ver figura 1). O aparelho é constituído por um painel de controlo, uma calha com 32 díodos posicionados linearmente e um botão de resposta. O painel possui um mostrador digital (relógio de erro direccional, indicador de atrasado/adiantado em milissegundos) empregue para: i) controlar temporalmente o rastro luminoso (seleccionável de 1,79 m/s até 6,70 m/s) e para ii) controlar a propagação do estímulo (seleccionável entre 0,5s e os 3,0s com intervalos de 0,5s). Uma vez accionado, o aparelho apresenta um sinal de alerta (díodo amarelo) e após o intervalo preparatório é iniciada a propagação do estímulo luminoso, acendendo os 32 díodos vermelhos sucessivamente, um após o outro. De referir ainda que o acendimento sequencial do sinal luminoso faz com que o individuo o perceba como sendo um estímulo em deslocamento. O objectivo da tarefa consistiu em pressionar um botão de resposta
simultaneamente com o acendimento do último díodo. O mostrador digital forneceu a medida de erro (ms), diferenciando as respostas adiantadas ou atrasadas.
Com o consentimento dos indivíduos em participar no estudo estes foram conduzidos individualmente à sala de recolha de dados e receberam do investigador esclarecimentos claros e precisos acerca dos objectivos e procedimentos da tarefa. Esta consistiu em sincronizar a resposta (pressão com o polegar no interruptor) com a chegada do estímulo, que se propagava a três velocidades distintas e de forma aleatória (6, 9 e 12 mph: 268, 402 e 536 cm/s respectivamente). Cada indivíduo realizou duas tentativas de familiarização com a tarefa, a duas velocidades distintas e diferentes das utilizadas no teste (5 e 10 mph: 223 e 447 cm/s respectivamente), com a mão que iria iniciar a tarefa. Os sujeitos foram contrabalançados em relação à mão de execução (MP e MNP), realizando um total de 9 ensaios para cada uma delas.
Os participantes posicionavam-se de pé na continuação da calha a aproximadamente 1m desta, de forma a que a propagação do estimulo parece- se vir na sua direcção. O indivíduo segurava o botão de resposta com uma das mãos, dependendo da mão de execução (MP ou MNP). Após cada ensaio os sujeitos tiveram conhecimento dos seus resultados, acerca da direcção (antes e depois) e magnitude do erro (em termos quantitativos e qualitativos).
Figura 1 – Bassin Anticipation Timer
4.3. Medidas de Erro
Nos estudos sobre o tempo de AC têm sido utilizadas medidas de erro de resposta que medem a diferença entre o desempenho pretendido (coincidir a resposta motora com o acendimento do último díodo) e o desempenho atingido. Essas medidas
(EC) e erro variável (EV). O EA é uma medida da precisão do desempenho que representa o desvio da resposta face ao objectivo da tarefa, ou seja, determina a magnitude do erro da resposta. O EC é uma medid
direcção do erro (enviesamento da resposta), indicando o tipo do desvio da resposta (atraso ou antecipação). O EV consiste numa medida da variabilidade ou consistência da resposta que traduz os resultados em torno da resposta média, isto é, expressa a forma como o sujeito repete o resultado ao longo de uma sequência de ensaios (Godinho, Mendes, Melo & Barreiros, 2000).
Bassin Anticipation Timer (foto retirada do site Lafayette Instruments
4.3. Medidas de Erro
sobre o tempo de AC têm sido utilizadas medidas de erro de resposta que medem a diferença entre o desempenho pretendido (coincidir a resposta motora com o acendimento do último díodo) e o desempenho atingido. Essas medidas correspondem ao erro absoluto (EA), erro constante (EC) e erro variável (EV). O EA é uma medida da precisão do desempenho que representa o desvio da resposta face ao objectivo da tarefa, ou seja, determina a magnitude do erro da resposta. O EC é uma medida da quantidade e direcção do erro (enviesamento da resposta), indicando o tipo do desvio da resposta (atraso ou antecipação). O EV consiste numa medida da variabilidade ou consistência da resposta que traduz os resultados em torno da resposta é, expressa a forma como o sujeito repete o resultado ao longo de uma sequência de ensaios (Godinho, Mendes, Melo & Barreiros, 2000).
Lafayette Instruments).
sobre o tempo de AC têm sido utilizadas medidas de erro de resposta que medem a diferença entre o desempenho pretendido (coincidir a resposta motora com o acendimento do último díodo) e o desempenho correspondem ao erro absoluto (EA), erro constante (EC) e erro variável (EV). O EA é uma medida da precisão do desempenho que representa o desvio da resposta face ao objectivo da tarefa, ou seja, determina a da quantidade e direcção do erro (enviesamento da resposta), indicando o tipo do desvio da resposta (atraso ou antecipação). O EV consiste numa medida da variabilidade ou consistência da resposta que traduz os resultados em torno da resposta é, expressa a forma como o sujeito repete o resultado ao longo de uma sequência de ensaios (Godinho, Mendes, Melo & Barreiros, 2000).
4.4. Procedimentos Estatísticos
Para o tratamento estatístico dos dados foi utilizado o programa SPSS (Statistical Package for the Social Siences), versão 17.0 para Windows.
Foi realizada uma análise exploratória dos dados recolhidos, determinando as medidas de tendência geral (médias e desvios padrões), normalidade e outliers.
A análise foi dividida em duas partes, efectuando-se em primeiro lugar a observação do comportamento da amostra total e depois uma análise por grupos de PM.
Na análise da amostra total, as variáveis dependentes foram analisadas através de uma ANOVA multifactorial 2x2x2x3 (preferência manual, sexo, mão de execução, velocidade do estímulo), com medidas repetidas nos dois últimos factores. Na análise por grupos de PM, as variáveis dependentes foram analisadas através de uma ANOVA multifactorial 2x2x3 (sexo, mão de execução, velocidade do estímulo), com medidas repetidas no último factor. O teste post hoc utilizado foi o de Bonferroni.
O nível de significância para a rejeição da hipótese nula foi fixado em p≤0,05.