Se diante do índio a tendência mais forte é pensá-lo como primitivo e, portanto um outro, fora da história, diante do popular urbano a concepção mais freqüente é negar pura e simplesmente sua existência cultural (Barbero, 1997).
As questões em torno da relação colonizador-colonizado e da noção de identidade cultural desenvolvidas pelo crítico indiano pós-colonial Homi Bhabha, em seus textos sobre crítica literária, fornecem subsídio para se afirmar que não há uma essência imutável em nenhuma cultura. Os conceitos desenvolvidos por este autor estão ligados ao contexto da presente discussão (hibridismo, tradução cultural e ambivalência), especialmente porque tratam a respeito do papel da cultura nas relações de poder. Bhabha (1998), em seu estudo sobre mímica e ambivalência, foca especificamente a construção híbrida da identidade do sujeito colonial inglês - o que não quer dizer que seus estudos não possam ser deslocados para outras áreas onde a questão do colonialismo também vigora. A questão da mímica, por exemplo, é central na replicação do samba-rock.
Aqui, faz-se necessária uma co-relação entre esses conceitos vindos da crítica literária e os estudos contemporâneos das ciências cognitivas e neurociências, visto que o foco desta dissertação se apóia, em sua maior parte, na relação entre corpo e ambiente. O conceito de corpomídia desenvolvido por a Katz & Greiner
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deixa clara essa evidência:Quando se olha para o corpo humano, percebe-se que se trata de um exemplo privilegiado para deixar explícito o tipo de relacionamento existente entre natureza e cultura. Não há outro tão apto a demonstrar-se como um meio para que a evolução ocorra. O objetivo de apresentar o corpo como mídia passa pelo entendimento dele como sendo o resultado provisório de acordos contínuos entre mecanismos de produção, armazenamento, transformação e distribuição de informação. Trata-se de instrumento capaz de ajudar a combater o antropocentrismo que distorce algumas descrições do corpo, da natureza e da cultura (Katz & Greiner, 2001).
Greiner (2005) coloca que o corpo não é um mero processador das informações que chegam até ele, pois estas são sempre negociadas com as que nele já estão. No corpo, as informações não são abrigadas, pois a informação se torna o próprio corpo. A noção de abrigo carrega uma ligação com o conceito de corpo-embalagem, que o corpomídia nega.
As idéias de mímica e tradução cultural de Bhabha, (1990); Pinheiro,(2005); Baumam, (1999), e alguns estudos desenvolvidos recentemente nas ciências cognitivas a respeito de como as informações co- habitam o corpo e o ambiente, via Pinker (2004) e Dennet (1998), serão empregados como operadores teóricos para o entendimento aqui proposto, ou seja, para se investigar como o samba-rock se formou. Mas não serão exploradas nas suas singularidades conceituais, uma vez que tal não é a proposta da presente dissertação.
Souza (2004), ao apresentar o conceito de hibridismo desenvolvido por Bhabha, coloca que este autor entende a cultura enquanto uma construção híbrida, em que há sempre um processo de tradução cultural. Tradução, neste caso, não como um livro traduzido, no sentido estritamente lingüístico mas, pela incompletude e o deslocamento.
Perseguindo esse conceito, a tradução é também uma maneira de imitar, porém de uma forma deslocadora, brincalhona, imitar um original de tal forma que a prioridade do original não seja reforçada,
porém pelo próprio fato de que o original se presta a ser simulado, copiado, transferido, transformado etc: o” original nunca é acabado ou completo em si. O “originário” está sempre aberto à tradução (...) nunca tem um momento anterior totalizado de ser ou de significação – uma essência. O que isso de fato quer dizer é que as culturas são apenas constituídas em relação àquela alteridade interna, a sua atividade de formação de símbolos que as torna estruturas descentradas – é através desse deslocamento ou limiaridade que surge a possibilidade de articular práticas e prioridades culturais diferentes e até mesmo incomensuráve is (Bhabha 1990: 210-1, apud Souza 2004:125).
Uma vez que o samba-rock emergiu a partir de questões ligadas ao trânsito de informações entre corpo e ambiente, isso significa que ele nasce e se mantém como uma ação tradutória permanente, fazendo parte do fluxo inestancável de transformações que as informações promovem. Portanto, o corpo com suas estruturas neurais promove o trânsito entre o fora e o dentro do corpo de maneira tradutória
O primeiro passo para ligar a cultura às ciências da natureza é reconhecer que a cultura, apesar de toda a sua importância, não é um miasma que penetra nas pessoas através da pele. A cultura depende de um conjunto de circuitos neurais responsável pela proeza que denominamos aprendizado. Esses circuitos não fazem de nós imitadores indiscriminados; têm de funcionar de modos surpreendentemente sutis para possibilitar a transmissão da cultura. Por isso é que o enfoque sobre as faculdades inatas da mente não é alternativa a um enfoque sobre aprendizado, cultura e socialização, e sim uma alternativa de explicar como essas faculdades funcionam (Pinker, 2004: 92-93).
Pinker22, (2004) trata a cultura não como algo que está fora do corpo, num mundo de idéias transcendentais e independentes, mas como um espaço de relações informacionais entre o que está dentro e o que está fora. O corpo não é uma tábula rasa onde a cultura se inscreve, pois existe uma complexidade de acordos presentes no processo de transmissão cultural.
22 Steven Pinker é professor de psicologia em Harvard, foi professor assistente da Universidade de Stanford e
diretor do Centro de Neurociência Cognitiva do MIT. No Brasil, tem os seguintes livros traduzidos: O
Vejamos o caso da língua nativa de uma pessoa, que é uma habilidade cultural aprendida por excelência. Um papagaio e uma criança aprendem alguma coisa quando são expostos à fala, mas só a criança possui um algoritmo mental que extrai palavras e regras das ondas sonoras e as usa para emitir e entender um número ilimitado de novas sentenças. O dom inato da linguagem é, de fato, um mecanismo inato para aprender a língua. Da mesma forma, para aprender sobre cultura as crianças não podem ser meras câmara de vídeo que registram passivamente visões e sons. Elas têm de ser equipadas com mecanismos mentais capazes de extrair as crenças e valores que fundamentam o comportamento de outras pessoas, para que possam tornar-se, elas próprias, membros competentes da cultura (Pinker, 2004: 93).
Entender como o cérebro funciona ajuda a desconstruir uma idéia muito presente ainda no discurso, tanto acadêmico como do senso comum, ao entenderem o corpo como um recipiente passivo onde a cultura se inscreve, ou então, do corpo como um agente que produz a cultura na natureza. O cérebro desse corpo, segundo alguns cientistas (Antonio Damasio, Daniel Dennet, Richard Dawkins), age em relação co-dependente com o ambiente, através de um processo recíproco e co-evolutivo de construção. É na relação do corpo com o ambiente que se constrói evolutivamente a cultura. Olhando o corpo com estes entendimentos, nos tornamos aptos a não separar natureza de cultura.
Devo dizer desde já que considero essas “mais novas e melhores” teorias da tábula rasa altamente implausíveis – de fato, dificilmente coerentes. Nada vem do nada, e a complexidade do cérebro tem de provir de algum lugar. Não pode nascer apenas do ambiente, pois todo propósito de possuir um cérebro consiste em realizar certos objetivos e o ambiente não tem idéia de que objetivos são esses. Determinado ambiente pode acomodar organismos que constroem diques, migram orientados pelas estrelas, trinam e gorjeiam para impressionar as fêmeas, marcam árvores com seu cheiro, escrevem sonetos etc (Pinker, 2004: 113).
As diversas culturas, ao se encontrarem, podem criar conexões que propiciam, ao longo do tempo, a possibilidade da mestiçagem entre seus elementos. Isso pode se dar no corpo através da mímica, que é uma estratégia
de sobrevivência. Não à toa, foi também a mímica um dos formantes do samba-rock.
As pessoas têm desejos e necessidades e quando culturas entram em contato, fatalmente as pessoas pertencentes a uma não deixarão de notar quando seus vizinhos estão satisfazendo suas necessidades melhor do que elas próprias. Quando notam, a história nos mostra, desesperadamente tomam de empréstimo o que quer que funcione melhor. Longe de serem monólitos autopreservativos, as culturas são porosas e fluídas (Pinker, 2004:100).
O empréstimo começa pela imitação. A imitação é a primeira ferramenta que o ser humano utiliza para aprender. “É por imitação, em um sentido amplo, que os memes podem replicar-se” (Dawkins, 1979: 216).
Bhabha (1998) também apresenta a mímica como estratégia, salientando que ela emerge como uma das estratégias mais ardilosas do poder e do saber coloniais.
Se me permitem adaptar a formulação de Samuel Weber sobre a visão marginalizante da castração, então a mímica colonial é o desejo de um Outro reformado, reconhecível, como sujeito de uma diferença que é quase a mesma, mas não exatamente. O que vale dizer que o discurso da mímica é construído em torno de uma ambivalência; para ser eficaz, a mímica deve produzir continuamente seu deslizamento, seu excesso, sua diferença (Bhabha, 1998: 130).
O samba-rock se construiu por essa mímica – uma estratégia que produz não uma cópia autêntica de um original, mas, pelo contrário, constrói, pela ambivalência, uma dança que é quase a mesma, mas não exatamente.
É apenas quando compreendemos que todas as afirmações e sistemas culturais são construídos nesse espaço contraditório e ambivalente da enunciação que começamos a compreender porque as reivindicações hierárquicas de originalidade ou “pureza” inerentes às culturas são insustentáveis, mesmo antes de recorrermos às instâncias históricas empíricas que demonstram se u hibridismo (Bhabha, 1998: 67).
O corpo e suas informações neurais não são imitadores indiscriminados. Há, nesse processo, um jogo complexo de inter-relações que, por sua vez, favorece a emergência do novo. Em termos evolutivos, a imitação foi selecionada por favorecer aos seres sociais de qualquer espécie o aprendizado de uma determinada técnica. O samba-rock é um exemplo disto.
Entender como isto se processa, tanto num nível macroscópico (um passo do samba-rock, por exemplo) quanto num nível microscópico (como o corpo e suas estruturas neurais se organizam), pode contribuir para o desafio de entender cultura e natureza de uma maneira co-evolutiva.
(..) A questão é que para apostar na estabilidade sistêmica de uma cultura, sobretudo em ambiente predatório, é preciso criar táticas de sobrevivência que garantam um mínimo de preservação e adaptabilidade evolutiva. Neste universo em que a história e a memória são construções sígnicas e a cultura é processo, vale apostar na estabilidade das relações e na continuidade dos processos cognitivos, ao invés de investir todos os esforços na durabilidade das coisas. A taxa de permanência das idéias encontra o seu lastro no continuum entre natureza e cultura. Prova, a todo o instante que é resultado de atividades de outra natureza, senão da própria carne. “Carne que pensa”, como lembra o cientista Steven Pinker (2000). O percurso sensório motor, dentro e fora do corpo, garante a fome epistemológica que tratará de nos manter vivos (Greiner, 2005: 104).
Portanto a cultura não adentra no corpo. O corpo é cultura.
Neste caminho bibliográfico o jeito de lidar com os fenômenos culturais (Dennet, Pinker, Damásio, entre outros) transita entre as ciências biológicas e humanas. São produções de conhecimento que emergem das fronteiras entre os campos das ciências humanas, exatas e biológicas, e compartilham zonas caracterizadas por uma alta taxa de permeabilidade. Natureza e cultura, duas instâncias que são vistas, na maioria das vezes, como se fossem apartadas, têm, com esses teóricos, um tratamento que salienta as relações entre ambas.
Com tais entendimentos, pode-se falar de questões culturais fora da hierarquização entre natureza e cultura. Ao relacionarmos teóricos de diferentes campos do saber, como Bhabha na literatura e cultura, Pinker e Dennet nas ciências cognitivas, Souza na sociologia da cultura, um eixo comum se orienta e, é central para a compreensão do fenômeno samba-rock em São Paulo: o hibridismo na relação corpo e cultura, ou seja, como elementos de culturas diferentes, a estadunidense do rock & roll e a brasileira do samba, num determinado momento são mimetizados por corpos que sambam e, numa mescla criativa, organizam um modo de dançar que não é uma coisa nem outra, mas uma terceira móvel e aberta.
O conceito de meme nos ajuda a entender como o samba-rock resistiu ao silêncio da mídia.
O novo caldo é o caldo da cultura. Precisamos de um nome para o novo replicador, um substantivo que transmita a idéia de uma unidade de transmissão cultural, ou uma unidade de imitação. “Mimeme” provém de uma raiz grega adequada, mas quero um monossílabo que soe um pouco como “gene”. Espero que meus amigos helenistas me perdoem se eu abreviar mimeme para meme. Se servir como consolo, pode-se, alternativamente, pensar que a palavra está relacionada a “memória”, ou à palavra francesa même ( Dawkins, 1976: 214).
Na mídia, o universo cultural dos bairros populares é, muitas vezes, deixado de lado, e o samba-rock nem sequer é citado. O que do bairro se fala está reduzido, em sua grande maioria, aos noticiários policiais que exploram a pobreza e a violência e perpetuam um estigma desvalorativo em relação às pessoas que moram nessas regiões.
Os estudos sobre a cultura podem se realizar com o entendimento de que existe, além da evolução biológica explicada por Darwin (1859), uma outra evolução, a cultural, que Dawkins (1979) chama de evolução memética, se baseia na teoria da evolução para desenvolver seus argumentos.
Quando Darwin nos ensinou, em 1859, com seu livro divisor de águas Sobre a Origem das Espécies, que a luta pela existência é o princípio unificador da vida, humana ou não humana, e que a vida não passa de um estado precário, que tem a seleção natural como seu motor, os entendimentos sobre a cultura tornaram-se carente de uma revisão (Katz, 1998: 14).
O meme, segundo Dawkins (1979), é uma unidade de transmissão cultural, um novo tipo de replicador que surgiu nesse planeta e se propagou pelos corpos humanos de modo análogo ao gene. Quando Dawkins apresenta seus argumentos sobre o meme, ele o faz por analogia ao gene. Assim como o gene promove a replicação das células nos organismos, o meme, na cultura age de maneira análoga.
Quase tudo que é incomum no homem pode ser resumido em uma palavra: cultura . Não usei a palavra em um sentido esnobe, mas como os cientistas a usam. A transmissão cultural é análoga à transmissão genética no sentido de que embora seja basicamente conservadora, pode originar um tipo de evolução (Dawkins, 1979: 211).
Um meme pode desaparecer sem deixar vestígios, pode se transformar a tal ponto de ser impossível delimitar suas misturas, pode se perpetuar durante centenas de anos, mas sempre dentro do processo evolutivo. A capacidade de se replicar é um ponto fundamental na sobrevivência de um meme. Portanto, quanto mais ele for conhecido, mais chances de sobrevivência terá.
Da mesma forma como os genes se propagam no ‘fundo’pulando de corpo em corpo através dos espermatozóides ou dos óvulos, da mesma maneira os memes propagam-se no fundo de memes pulando de cérebro para cérebro por meio de um processo que pode ser chamado, no sentido amplo, de imitação (Dawkins 1976: 214). Dennett (1998) chama a atenção para um detalhe importante a respeito da analogia entre meme e gene proposta por Dawkins, enfatiza que o mesmo entende a evolução dos memes não apenas por analogia à evolução genética mas sublinhando que a evolução memética obedece exatamente às leis da
seleção natural. Dennett se refere a Dawkins, a respeito desse assunto, com o seguinte argumento:
A teoria da evo lução pela seleção natural é neutra, ele sugere, considerando as diferenças entre memes e genes; estes são apenas tipos diferentes de replicadores evoluindo em meios diferentes e em ritmos diferentes. E assim como os genes de animais não poderiam ter começado a existir neste planeta antes que a evolução das plantas pavimentasse o caminho (criando a atmosfera rica em oxigênio e nutrientes facilmente disponíveis que poderiam ser convertidos), a evolução dos memes não poderia ter se iniciado antes que a evoluç ão dos animais abrisse o caminho criando uma espécie- homo sapiens- com cérebros que pudessem proporcionar abrigo e hábitos de comunicação que pudessem fornecer os meios de transmissão dos memes (Dennett, 1998:359-360.).
A replicação de genes acontece pelo DNA, uma molécula replicadora. Os memes se proliferam pelo que Dennet (1998) chama de veículo memético, que inclui: quadros, livros, ferramentas, danças, prédios etc. A existência de um meme se materializa nos mais diversos objetos. Um meme, para sobreviver, precisa de um lugar para se configurar e se multiplicar, pois quanto mais cópias se replicarem, mais chances de sobreviver o meme terá. Assim como na evolução pela seleção natural, a evolução memética acontece por competição.
O estoque de mentes é limitado, e cada mente tem uma capacidade limitada de memes; portanto, há uma forte competição entre os memes para entrar no maior número de mentes possível Essa competição é a principal força seletiva na infosfera, e, assim como na biosfera, o desafio tem sido enfrentado com grande engenhosidade (...) Como um vírus irracional de um meme depende de seu projeto – não de seu projeto “interno”, não importa qual seja ele, mas do projeto que ele mostra ao mundo, o seu fenótipo, a maneira como ele afeta as coisas em seu ambiente. As coisas em seu ambiente são as mentes e outros meme (Dennet, 1998:363-364). Tendo em vista tudo isso, vale se deter no fenômeno samba-rock buscando as estratégias nele desenvolvidas para enfrentar a ausência do veículo de distribuição de memes por excelência: os meios de comunicação.
Fora dos jornais, revistas e tevês, o samba-rock não desapareceu porque encontrou outras formas de replicação de si mesmo.
Se os veículos meméticos carregam em seu design uma idéia ou um conjunto de idéias a respeito de algo, a dança e o modo como ela se organiza no corpo podem ser investigados como sendo também um conjunto de idéias e entendimentos de mundo. O samba-rock, portanto, pode ser tratado como um conjunto de memes corporificados. O local onde ele se materializa não é um livro, uma pintura, ou em qualquer outro artefato, mas sim no corpo que dança.
Vale destacar aqui que o conceito de corpo não é o de um suporte para a dança, mas o de um trânsito permanente das informações que nele se dão a ver (corpomídia). A dança é um fazer corpóreo, ela se faz corpo. Tal compreensão não é da dança como aquilo que um corpo expressa, pois o corpo não é aqui entendido como sendo um recipiente que espera por conteúdos que o preencham para que possa expressá-los. Portanto, o meme não é uma idéia que adentra num corpo. Ela se torna corpo porque promove acordos.
As chances de um sistema garantir sua continuidade no tempo estão, portanto, diretamente relacionados com a plasticidade do seu design, ou seja, a capacidade do sistema de alterar a configuração da sua estrutura para garantir a continuidade dos seus processos de permanência (operações interativas) respondendo a condições de conectividade representadas pelo desing dos outros sistemas, e de seu ambiente (Brito, 2003:49).