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Dans le document QUESTION 75: L'ESSENCE DE L'ÂME (Page 41-44)

Depois de recolhidos os dados, procedeu-se à sua análise, no sentido de se cumprirem os objetivos deste estudo. A análise documental, assim como a análise de conteúdo foram as técnicas que melhor se ajustaram aos instrumentos de recolha de dados utilizados.

De acordo com Bardin (1997), a análise documental é um conjunto de procedimentos que tem por objetivo representar o conteúdo de um documento de forma diferente da original, para facilitar o acesso à informação, bem como o seu tratamento (análise de conteúdo). Para esta autora, todos os documentos deverão ser analisados de forma séria e crítica, para garantir a credibilidade dos dados.

A análise documental permite, simultaneamente, a recolha e a análise de informação proveniente dos mais diversos documentos. Assim, analisaram-se os seguintes documentos, referentes ao ano letivo 2015/2016:

III – OPÇÕES METODOLÓGICAS

- os planos de atividades de acompanhamento pedagógico (PAAP) para alunos com dificuldades de aprendizagem;

- os planos de melhoria dos docentes, fornecidos pela Direção e Coordenação do Colégio nos momentos de feedback das aulas observadas.

A análise de conteúdo “oferece a possibilidade de tratar de forma metódica informações e testemunhos que apresentam um certo grau de profundidade e complexidade” (Quivy & Campenhoudt, 2005, p. 227), constituindo uma técnica que permite o confronto entre o quadro de referência do investigador e o material recolhido (Guerra, 2006). Trata-se de uma técnica de caráter descritivo e interpretativo, segundo a qual se produz um novo discurso a partir da atribuição de significação ao discurso dos entrevistados. A análise de conteúdo prevê a enumeração e organização do material recolhido:

o método das entrevistas está sempre associado a um método de análise de conteúdo. Durante as entrevistas trata-se, de facto, de fazer aparecer o máximo possível de elementos de informação e de reflexão, que servirão de materiais para uma análise sistemática de conteúdo. (Quivy & Campenhoudt, 2005, p. 205)

Em relação aos dados obtidos pela realização de entrevistas e por observação de aulas, procedeu-se a uma análise de conteúdo, que, de acordo com Bogdan & Biklen, prevê “a sua organização, divisão em unidades manipuláveis, síntese, procura de padrões [e a] descoberta dos aspectos importantes” (1994, p. 205).

A existência de determinadas questões e preocupações por parte do investigador originam o estabelecimento de categorias, onde se encaixam partes das respostas dadas pelos entrevistados.

Nesse sentido, foram definidas sete categorias de análise de conteúdo das entrevistas: no quadro de referentes abaixo apresentado (Quadro 2) estão elencadas essas sete categorias, assim como a sua explicitação.

Categoria Explicitação Diferenciação

Pedagógica

Ideias e perceções dos professores de Matemática em relação ao conceito de Diferenciação Pedagógica.

Estratégias pedagógicas

Estratégias pedagógicas que os professores consideram que potenciam a aprendizagem dos alunos na disciplina de Matemática.

Entende-se por estratégia pedagógica toda a ação levada a cabo pelos professores, de forma intencional, para que cada aluno atinja os objetivos previstos para as aulas e efetue aprendizagens significativas, isto é, que se torne capaz de realizar algo, em consequência das observações e/ou experiências realizadas nas aulas, assim como de estudo.

Recursos pedagógicos

Recursos pedagógicos que os professores de Matemática utilizam nas suas aulas.

Entende-se por recurso pedagógico um meio para alcançar um fim: a aprendizagem. O recurso é, pois, um estímulo com uma finalidade

III – OPÇÕES METODOLÓGICAS

pedagógica, sendo a sua principal função auxiliar o aluno a pensar, possibilitando o desenvolvimento da sua imaginação e da sua capacidade em estabelecer relações. Os recursos pedagógicos podem ser visuais, auditivos, audiovisuais, manipuláveis, etc.

Atividades/ tarefas

Tarefas que os alunos realizam com mais frequência nas aulas de Matemática.

Entende-se por tarefa (ou atividade) toda a proposta apresentada pelos professores aos alunos e onde estes têm de aplicar os seus conhecimentos para tirar determinadas conclusões e/ou construir novos conhecimentos.

Instrumentos de avaliação

Instrumentos de avaliação aplicados pelos professores de Matemática. Entende-se por instrumento de avaliação a forma estabelecida pelo professor para aceder ao grau de conhecimento atingido pelo aluno sobre as matérias abordadas nas aulas. É, portanto, um meio pelo qual o aluno demonstra as aprendizagens efetuadas.

Limitações Limitações sentidas pelos professores de Matemática na aplicação de estratégias de Diferenciação Pedagógica.

Entende-se aqui por limitação qualquer tipo de problema, obstáculo ou constrangimento que impeça o professor de agir de uma determinada forma, ou seja, que limite o seu campo de ação.

Supervisão Perceções dos professores de Matemática quanto ao contributo que a supervisão pedagógica desenvolvida na instituição tem na melhoria das suas práticas e no seu crescimento profissional.

Quadro 2 – Quadro de referentes com as categorias de análise

A grelha de observação constante no Anexo III foi utilizada para o registo de informação relacionada com a observação de aulas e a consequente análise foi estruturada nas seguintes dimensões:

 estrutura e organização da sala de aula;  gestão do plano de aula;

 ambiente da aula;

 interação na sala de aula;  atividade do professor;  atividade dos alunos;

 tarefas/atividades realizadas;  recursos pedagógicos.

IV – APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DE RESULTADOS

Ao longo deste capítulo serão explanados e analisados os resultados obtidos por análise documental e pela análise de conteúdo das entrevistas realizadas e das aulas observadas.

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