28,57%; 29% Informação Secundária; 26,53%; 27% 0,00% 20,00% 40,00% 60,00% 80,00% 100,00%
Tabela 2 - Tipo de informação conforme classificação de Manning.
ITENS INFORMAÇÃO
Dados processados e estruturados de forma
compreensível para ser utilizado em atividades diversas. SECUNDÁRIA Dados processados e estruturados que são integrados,
analisados e validados por processos interpretativos. TERCIÁRIA Conhecimento contextualmente relevante e que confere
vantagem competitiva para quem a utiliza. TERCIÁRIA
Textos, gráficos, imagens, sons, segmentos de vídeo analógicos ou digitais, etc., que reproduzem algo captado de sua fonte original.
PRIMÁRIA
Fatos e acontecimentos apreendidos a partir do uso dos
sentidos no ambiente natural. PRIMÁRIA
Fonte: Elaborado pelo autor.
Constatou-se que, a partir das respostas dos comandantes, para 44,90% deles a informação são estruturas terciárias, pertencentes a numa categoria de representação que possibilita melhor interpretação e entendimento, a partir de representações concisas e consistentes.
Já para 28,57% dos respondentes, a informação é algo mais próximo à sua fonte original, está numa posição mais primária; e para 26,53%, a informação é algo que pode ser representado por estruturas secundárias, como se pode observar através do Gráfico 2, abaixo:
Gráfico 2 – Tipo de informação.
Frequentemente
: 80%
Pouco
frequente: 20%
Frequentemente Pouco frequente Não utilizo
Os respondentes creditam importância à informação, tanto que em 80% dos casos afirmaram que a utilizam frequentemente em suas atividades (Gráfico 3).
Gráfico 3 – Frequência de uso da informação.
5.1.2 Fonte de informação para os comandantes de policiamento na RMS
Manning (2003) observa que são as fontes15 é que dão forma e significação à informação, pois às tipificam. Para ele os policiais “trabalham” com “quatro tipos principais de fontes de informação: o público em geral; os sistemas de organização e de alarme; outras fontes policiais; e as elites externas”.
Outra classificação possível para a atividade policial é a proposta pelo Early Warning System Project da Polícia de Chicago que integra as diversas fontes consultadas pela polícia em três tipos16:
15 Considera-se fonte de informação qualquer tipo de meio utilizado para obter dados e informações. Campello e
Campos (1993, p.17) classificam as fontes de informação em primárias, secundárias e terciárias. As “fontes primárias são aquelas que contêm informações originais, ou pelo menos, novas interpretações de fatos e ideias já conhecidas [...]. Fontes secundárias apresentam a informação filtrada e organizada de acordo com um arranjo definido, dependendo da finalidade da obra [...]. Fontes terciárias são aquelas que têm a função de guiar o usuário da informação para as fontes primárias e secundárias [...]”.
16 Escolhemos esta, inclusive, para nossa pesquisa qualitativa, por apresentar-se de forma mais compreensível.
Fontes policiais; 44,90%; 45% Grupos comunitários; 28,57%; 29% Fontes não- policiais; 26,53%; 27% 0,00% 20,00% 40,00% 60,00% 80,00% 100,00%
a) Fontes policiais: inteligência, centros de chamadas e despachos, Disque-denúncia, centros de estatística e análise criminal, dados de outros órgãos de justiça criminal, entre outros;
b) Fontes não-policiais: organizações públicas e privadas diversas; c) Grupos comunitários: formais ou informais.
Todas as fontes de informação “trabalhadas” pela polícia, desde as baseadas no público, até as geradas pela própria polícia, têm a sua importância nas funções policiais. Porém, reconhece-se que “a maior parte das informações vêm do público em geral”. (REISS, 1971; GOLDSTEIN, 1990, p. 8-10 apud MANNING, 2003, p. 385) E esta condição é bastante significativa para a polícia, pois, conforme aponta Manning (2003, p. 378), provoca mudanças profundas em sua organização, “na medida em que a polícia é dependente de informação e precisa confiar no público como sua fonte principal de fornecimento [...] as formas como a polícia obtém, processa, codifica, decodifica e usa a informação são críticas para a compreensão de seu mandato e função”.
Prosseguiu-se a arguição, indagando aos comandantes sobre as suas fontes. Para tanto, utilizou-se a classificação proposta por Early Warning System Project da Polícia de Chicago. Buscava-se saber quais respondentes mais a utilizam. Estes podiam responder livremente. Desta forma, constatou-se que 44,90% das respostas apontam que são as fontes policiais; em segundo lugar, aparecem as fontes comunitárias, com 28,57%; e, por fim, as fontes não policiais, com 26,53%, como se vê no Gráfico 4.
GRÁFICO 4 - Fontes de informação.
Três fontes; 40% Uma fonte; 32% Duas fontes; 28% 0,00% 20,00% 40,00% 60,00% 80,00% 100,00%
A preferência por fontes policiais pode estar relacionada à sua melhor adequação às expectativas dos usuários, principalmente pela linguagem adotada e pela coerência com os objetivos organizacionais.
Ainda para análise deste item, das 25 respostas reunidas, observou-se que 8 deles destacaram três tipos de fontes; 7 apontaram apenas uma fonte; enquanto 10 indicaram duas fontes policiais, para consultas em suas atividades rotineiras.
Desta forma, e a partir destas respostas, foi possível verificar que 40% deles utilizam pelo menos três fontes de informação; em 32% dos casos, duas fontes; para 28% dos comandantes, apenas uma fonte é consultada, ilustrado no Gráfico 5, a seguir:
Gráfico 5 - Número de fontes consultadas.
Fonte: Elaborado pelo autor.
Mesmo conhecendo quais e em que quantidade as fontes de informação são acessadas pelos comandantes de policiamento, perguntou-se qual delas é a referência mais importante para avaliar o seu trabalho. O objetivo foi obter uma resposta mais contundente sobre as fontes de significação para os comandantes de policiamento.
Para 53,85% dos respondentes são as fontes policiais; já 30,77% afirmaram serem os grupos comunitários; e, 15,38% aportaram que as fontes não-policiais são a referência mais importantes, como se vê no Gráfico 6.
ti do uári inci lm te el li adotad l ênci
Mesmo conhecendo quais e em que quantidade as fontes de informação são
Fontes policiais; 53,85% Grupos comunitários; 30,77% Fontes não- policiais; 15,38% 0,00% 20,00% 40,00% 60,00% 80,00% 100,00% Não; 50,00% Às vezes ; 37,50% Sim; 12,50% 0,00% 20,00% 40,00% 60,00% 80,00% 100,00%
Gráfico 6 - Fonte policial de maior referência.
Baseado na resposta anterior, perguntou-se aos comandantes se essa referência é suficiente para o desenvolvimento do seu trabalho. Pode-se observar que para 50% dos respondentes, a referência não é suficiente; para 37,50% dos respondentes às vezes ela é suficiente; porém, para 12,50% ela não é suficiente, como se vê no Gráfico 7.
Gráfico 7 - Referências para o trabalho policial.
Fonte: Elaborado pelo autor. Fonte: laborado pelo autor.
Ainda no sentido de melhor elucidar esta questão, solicitou-se que os comandantes justificassem a sua reposta, delineando-se o seguinte quadro de análise (Quadro 3). Para os que responderam “não”, destacaram-se as seguintes representações temáticas ou descritivas:
Quadro 3 - Análise de conteúdo (associação de palavras) das respostas dos comandantes sobre a fonte de informação como referência para o seu trabalho – “não”.
Fonte: Elaborado pelo autor
Para os que responderam “às vezes”, destacaram-se as seguintes representações temáticas ou descritivas (Quadro 4):
Quadro 4 - Análise de conteúdo (associação de palavras) das respostas dos comandantes sobre a fonte de informação como referência para o seu trabalho – “às vezes”.