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La segmentation attire des critiques de la part des desi-

5.4 Partie V : de nouveaux outils numériques pour les designers in-

1.2.3 La segmentation attire des critiques de la part des desi-

Os resultados apresentados confirmam a hipótese proposta no início desta tese de que as estações robóticas no universo pesquisado podem oferecer riscos a saúde dos operadores. As estações robóticas apresentaram falhas ergonômicas críticas capazes de prejudicar, imediatamente e ao longo do tempo, seus usuários e, assim, deveriam ser imediatamente ajustadas para a eliminação ou mitigação dos riscos identificados e de outras questões não discutidas por esta tese.

O Método de Intervenção Ergonomizadora - SHTM apresentou-se capaz de organizar e orientar a análise das estações robóticas. É mister destacar que o método é aplicável a diferentes configurações, a saber: indústrias, hospitais, consultórios, escritórios, atividades autônomas entre outras. Destaca-se pela flexibilidade das suas etapas e, assim adequando aos diferentes ambientes e atividades. A aplicação da Intervenção Ergonomizadora - SHTM para análise ergonômica de uma atividade robótica é uma das contribuições apresentadas nesta tese.

As ferramentas Strain Index e Rula, adotadas por esta tese, demonstraram eficiência nos estudos posturais encontrados. A particularidade de cada uma delas permitiu a análise crítica de tal maneira que os principais problemas fossem confirmados e, assim receberem as recomendações ergonômicas necessárias à redução dos impactos sobre os atores envolvidos.

O Método de Intervenção Ergonomizadora – SHTM, bem como as ferramentas

Strain Index e Rula estão disponíveis, são confiáveis e podem ser acessadas pelos

gestores organizacionais para colaborar com a análise de células robóticas. A utilização do método e das ferramentas prevê, por parte dos pesquisadores envolvidos, noções de biomecânica, ergonomia, engenharia e segurança do trabalho. Além dos aspectos técnicos fundamentais, é muito significativo que o ser humano seja considerado o enfoque da pesquisa, pois, se não houver esta conscientização, as chances de sucesso serão sempre reduzidas.

Outra contribuição apresentada por esta tese é a constatação de que não existem normas específicas sobre a instalação, uso e regulação dos robôs comercializados e remanufaturados. A ausência de uma norma colabora para que as instalações de robôs

não possuam padrões quanto ao funcionamento e, especialmente, quanto à segurança necessária aos equipamentos autômatos.

Entre outros aspectos, esta tese, também contribui com informações quantitativas e qualitativas sobre os usuários de robôs quanto a: formação, expertise e deficiências. Estas informações são importantes quando se planeja instalar um robô, uma vez que os recursos humanos apresentam-se em desenvolvimento.

Por fim, fica a sugestão para que uma comissão industrial interna seja organizada nas indústrias que pretendem instalar um robô para: planejar ergonomicamente uma célula robótica, participar da compra dos equipamentos de segurança, instalar, adequar a célula e treinar os operadores. Considerar em todas as ações citadas a utilização de normas robóticas específicas empregadas por outros países, enquanto o Brasil não dispuser de um documento próprio.

Como proposta futura sugere-se um estudo sobre a viabilidade de implantação de uma associação de indústrias robóticas brasileiras. O que parece fazer sentido após a detecção de tantos fatos incongruentes em torno desta tão importante máquina para o setor industrial nacional. Certamente, a associação constituída seria capaz de colaborar para a organização de uma proposta normativa junto ao Ministério do Trabalho e Emprego – MET e ainda, estimular novas pesquisas e eventos de interesses comuns e assim fortalecer o conhecimento e o uso dos equipamentos robóticos no Brasil. Helander (1990) sugere que existem lacunas a serem preenchidas quanto às estatísticas acidentárias e estudos evoluídos a respeito do robô, temas, também importantes para os próximos trabalhos.

A Ergonomia tem estudado diversas atividades do cotidiano e por isso tem experiência na avaliação de outros ambientes de trabalho, contudo tratando-se de estações robotizadas ainda existem dúvidas a serem respondidas por esta ciência. Caple (2008) propõe que: “o futuro da Ergonomia dependerá de como seu conhecimento poderá abraçar os novos conhecimentos e transformar suas pesquisas em algo prático”. A robótica necessita, conforme percebido, de pesquisas na área da ergonomia, assim parece que o futuro da Ergonomia entrelaça-se com a robótica.

REFERÊNCIAS

ADAMS, J. A. Critical Considerations for Human-Robot Interface Development. AAAI Fall Symposium: human robot interaction technical report FS-02-03. November, Rochester, 2002. Disponível em: <http://www.cs.uml.edu/~holly /91.550 /papers/ adams2002.pdf>. Acesso em 10 de maio de 2007.

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ALMEIDA, I. M. Caminhos da Análise de Acidentes do Trabalho. Brasília, MET, SIT, 2003. Disponível em: <http://www.mte.gov.br>. Acesso em: 10 de maio de 2003.

AMALBERTI, R. Da gestão dos erros à gestão dos riscos. In FALZON, P. (org). Ergonomia. São Paulo, Edgard Blücher, 2007.

AMERICAN NATIONAL STANDARD. ANSI/RIA R15.06: for industrial Robots and Robot Systems Safety Requirements. USA: Ann Arbor, 1999.

ASAMA, H.; FRAICHARD, T. Inevitable Collision States: a step towards safer robots? Intelligent Robots and Systems. Proceedings of the IEEE/RSJ. Nevada, 2003. Disponível em: <http://ieeexplore.ieee.org/xpl/freeabs_all.jsp?tp=&arnumber=12491 76 &isnumber=27960>. Acesso em: 10 de maio de 2007.

BRITISH AUTOMATION & ROBOTICS ASSOCIATION – BARA. Disponível em: <http://www.bara.org.uk/info_robots.htm>. Acesso em: 30 de out. de 2008.