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PEGylation with Tryptophan-mPEG

2. MATERIALS AND METHODS 1. Materials

2.2.8. SEC-MALS measurements

Baquaqua nasceu em Djougu (península formada pela grande curva do rio Níger) na África Central – local situado entre 10º e 20º de latitude norte perto do meridiano de Greenwich – supostamente em 1830, pois, a forma como ele contabilizava sua idade não se baseava no calendário cristão/ocidental. Seu pai era nativo de Berzu (descendência árabe e maometana) de cor não muito escura enquanto que sua mãe era nativa de Kashna “inteiramente negra” sendo sua família de linhagem árabe e seguidora dos rituais mulçumanos como o jejum anual e as três rezas diárias.

Essa localidade fica no centro de uma região muito fértil e aprazível composta por morros, montanhas e vales bem regados em alguns casos, por águas (rios e fontes) com grande presença de “alumen” (um dos compostos químicos presentes na pedra-hume) e poucas árvores, porém, grandes. Além disso, possui também planícies extensas cobertas por um tipo de capim espesso e muito alto usado para cobrir casas, além de uma significativa presença de leões e elefantes, cujo marfim era utilizado na produção de Kafa (instrumentos musicais).

A cidade de Djougu era grande e cercada por uma muralha grossa lisa feita com barro vermelho. No lado exterior da muralha havia um grande fosso que ficava cheio na época da chuva, assim como, uma cerca natural de espinhos, densa e impenetrável. O palácio do rei localizava-se dentro da muralha e era cercado por um parque atrás de um denso bosque enquanto que o mercado ficava nos dois lados da avenida que ligava a cidade ao palácio. Esta, ainda possuía seis portões vigiados por seis guardas escolhidos por coragem e bravura.

A agricultura era rudimentar e plantava-se milho, batata doce, arroz de excelente qualidade (uma lavoura produz por dois ou três anos), feijão, inhame, amendoim e outras raízes nativas da África. Além da cebola que era considerada item fundamental na culinária local e não faltava em praticamente nenhum prato da região.

No tocante às manufaturas, pode-se dizer que elas eram limitadas a poucos utensílios agrícolas e à tecelagem rudimentar a partir do trabalho com a seda, visto que, havia bichos de seda em abundância e algodoeiros de boa qualidade.

Sobre algumas questões de ordem social, os pastores e os boieiros eram responsáveis pelos rebanhos e pelas manadas que, consequentemente, forneciam leite, manteiga e queijo à

cidade. Como maometanos, eram cumpridores dos ritos sagrados e falavam árabe e flanne (fulá) – de descendência árabe. Já os rebanhos eram compostos por cavalos, vacas, ovelhas, cabras, burros, mulas e avestruzes. Contudo, além de hipopótamos e crocodilos também havia uma grande variedade de aves a exemplo de gansos, perus, pavões e galinhas d’angola na região.

No local onde Baquaqua vivia não se tinha a concepção de um governo centralizado e forte como aspirava a Europa Moderna ou oitocentista não havendo, inclusive, “formas escritas nem impressas de governo” (BAQUAQUA, 1997, p. 31) estando o povo submetido a leis, regulamentos e regras que antes de tudo se baseavam nas vontades do soberano local. Nesse sentido, alguns costumes eram bastante particulares como a questão do assassinato que não era considerado um dos piores crimes a serem cometidos podendo render ao infrator a deserção ou mesmo a sua venda como escravo, diferentemente, do crime de roubo que como em algumas partes da África, punia o ladrão com pena de morte por apedrejamento, assim como, o adultério cuja pena maior recaia sobre o homem. Os soldados representavam uma espécie de classe privilegiada com permissão para pilhar uma aldeia ou cidade sem possibilidade de queixa contra eles por parte de qualquer cidadão. Enquanto isso, desde que insatisfeitos com seus donos, os escravos poderiam abandoná-lo, ir até o rei e serem transformados em soldados.

Do ponto de vista econômico da região, além do fato de ser um importante entreposto comercial com a presença quase que constante de grandes caravanas de comércio, chama a atenção o fato de que um credor poderia subtrair bens de um devedor não pagador ainda que ambos residissem em locais distantes, desde que fosse informado ao estrangeiro (poderia ser a um vizinho do devedor) a subtração dos referidos bens. Caso isso não fosse possível, o credor poderia amarrar o devedor e detê-lo até o pagamento da dívida.

Sobre o ritual do matrimônio, tudo começava com o convencimento do pai da noiva a partir dos presentes ofertados pelo pretendente. Vale ressaltar que a poligamia era amplamente praticada e amparada por lei, inclusive, a riqueza de um homem era facilmente identificada pelo número de esposas que ele possuía, porém, se o homem fosse pobre e tivesse várias esposas elas teriam de sustentá-lo. No caso, da família de Baquaqua, como sua mãe era uma mulher rica e de certo prestígio social, seu pai que era um comerciante viajante empobrecido, casou-se apenas uma vez.

Do ponto de vista religioso, mesmo maometano, o povo de Baquaqua acreditava em entidades sobrenaturais e era muito supersticioso, pois, se imaginassem que alguém estava enfeitiçado consultavam o astrólogo que consultava as estrelas e estas, lhes apresentariam a suposta bruxa a ser executada, geralmente uma mulher pobre. Os curandeiros eram supostamente incapazes de serem feridos.

O pensamento dessa população a respeito do homem branco, era de que eles viviam no mar e que quando o sol se punha, esquentava a água do mar para fazer (cozinhar) sua comida. Eles também imaginavam que os brancos tudo viam através do telescópio ainda que não estivessem presentes.

As guerras eram frequentes e os territórios eram divididos em pequenos reinos, nelas sempre havia o envolvimento dos reis que quando morriam não possuíam um sucessor direto, apenas muitos pretendentes e aquele que conseguisse reunir o maior número de forças venceria a disputa.