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SEC Configuration

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1 Introduction

3.3 SEC Configuration

As empresas de uma forma geral, podem ser comparadas ao seres humanos quanto à suas fases de existência, sendo necessário vários cuidados e tratamentos distintos em cada uma dessas fases para que se tenha uma existência saudável, produtiva e duradoura, como apresentado na figura 1.

FIGURA 1 - AS FASES DE UMA EMBATEC

Fonte: MACHADO - 2001

Embrionária

Crescimento

Madura

De acordo com alguns autores, dentre eles ( Steele, 1989 e Betz, 1987) o desenvolvimento tecnológico é divido em 4 (quatro) fases de existência de uma EMBATEC, fazendo referência (analogia) ao ciclo de vida da tecnologia. Essas fases são:

Embrionária:

Nessa fase várias soluções são estudadas e a maior dificuldade está em decidir pela mais adequada ou ser flexível o suficiente para adaptar-se à uma escolha equivocada. Essas dificuldades são agravadas pelo desconhecimento total da reação do mercado ao produto e/ou serviço lançado, pois não se tem a noção se os desejos e expectativas do mercado estarão atendidas e, isso gera uma grande insegurança em toda a estrutura do empreendimento. Com isso os autores afirmam que:

Crescimento:

Quando se está nessa fase a produção deve estar em “totalmente otimizada” para que os produtos ou serviços apresentem-se como algo palpável que a empresa possa se apegar para justificar seu desempenho nos negócios. Surgem nesse momento os produtos que são aceitos e avaliados pelos clientes e também pelos próprios concorrentes

Madura: Esse é um momento de reflexão e prospecção sobre o futura da

empresa, pois nessa fase ela já encontra-se consolidada no mercado e as necessidades de gerenciamento da produção são vitais para a continuidade da mesma.Essa fase muitas vezes torna-se crítica em virtude de uma certa acomodação ou despreparo da gerencia para atender as necessidades que agora são maiores e que os concorrentes estão sempre dispostos a tomar o espaço deixado pelos ineficientes.

Envelhecimento:

Agora é hora de avaliar todas as fases anteriores, estudar as necessidades atuais (cada vez mais dinâmica) e reorganizar todos os esforços para produzir e/ou aperfeiçoar os produtos ou serviços dentro da nova realidade que se estabelece à partir daquele momento, no qual é preciso manter o espírito empreendedor cada vez mais forte dentro de toda a empresa.

Nas fases acima apresentadas, não é possível apontar qual a mais difícil ou mais importante para que uma empresa se solidifique no mundo dos negócios, no

entanto, uma constatação é feita pelos estudiosos do assunto: É necessário um preparo inicial para enfrentar todas as fases de um empreendimento.

Uma das alternativas disponíveis para esse preparo são as consultas e auxílios que podem ser obtidos nas Entidades criadas especialmente para esse fim, as quais adquirem e repassam conhecimento sobre as necessidades de diversos empreendimentos e com isso podem evitar que os novatos e inexperientes possam aprender sem ter quer errar.

Em seus estudos sobre assistência as pequenas empresas na Austrália Willians (1986) apud Rolffe Peacock (2000, p.57) afirma que:

“Quanto maior o número de consultas a pessoas com conhecimento e outras fontes de informação, maiores as chances de sucesso. Isto era uma das grandes preocupações no levantamento de Beddall (1991), que queixou-se que apesar das numerosas fontes disponíveis (agencias governamentais, escolas técnicas, associações comerciais e profissionais, câmaras de comércio...), as pessoas que pretendem abrir um pequeno negócio demonstram uma relutância em utilizá-los”.

O mesmo Peacock (2000, p.17) recomenda ainda que:

“O Departamento de industria, Tecnologia e Comércio deveria propiciar uma alta campanha de conscientização para que os potenciais iniciantes em pequenos negócios pudessem levar para a casa o valor do treinamento gerencial antes de iniciar o empreendimento”.

2.1.5 - Os Fatores críticos de sucesso para as EMBATEC

Em virtude das vantagens e potenciais existentes nas EMBATEC, existe uma grande concentração de esforços dos setores públicos e privados na tentativa de fortalecer esse importante segmento. No entanto, os resultados apesar de serem melhores do que aqueles apresentados pelas empresas tradicionais, não são totalmente satisfatórios justamente pelo falta de maximização dos resultados, o que acaba não ocorrendo, muitas vezes pela falta de avaliação de desempenho e pela própria identificação dos fatores que contribuíram ou não para o resultados alcançados.

Em estudo realizado por MACHADO, Et al (2001, p.6) é relatado que na literatura existente, uma das dificuldades para o crescimento das pequenas

empresas de base tecnológica está “na falta de experiência das agências de fomento e dos financiadores privados em avaliar e propor correções no processo de gestão destas empresas”.

A mesma pesquisa revela ainda que embora alguns estudos internacionais tenham lançado alguma luz sobre a questão, os resultados são ainda bastante inconclusivos quanto aos fatores críticos de sucesso das empresas de base tecnológica.

Atualmente os estudos realizados no Brasil, têm sido focados no desempenho das incubadoras e pólos de empresas de base tecnológica e não nas empresas propriamente ditas, o que leva por conseguinte à uma identificação dos pontos fortes e fracos das incubadoras e das regiões onde estas são instaladas, mas não aponta as necessidades de gestão das empresas incubadas. Nesse sentido relatamos as conclusões de FURTADO (1998, p.96) sobre a criação de incubadoras:

“..., podemos apontar algumas conclusões a que chegamos como, por exemplo:

o desejo de mudar a vocação econômica da cidade com a criação de empresas e pólo industrial;

vontade de transformar pesquisa aplicada, muitas vezes engavetada, em produto, apoiando a criação de empresas;

existência de estimulo universidade/sociedade através de novos negócios, a partir de tecnologia desenvolvida na universidade e, por último,

efeito demonstração: trazer para o Brasil ações que aconteciam no exterior – Estados Unidos e Europa.”

Já com relação às empresas, e buscando identificar as dificuldades encontradas pelas EMBATEC, Paulo C.Alvin (1998, p.32) cita que segundo pesquisa da COPPE/UFRJ, um das dificuldades encontradas por essas é a “falta de experiência gerencial”.

TABELA 6 - RELAÇÃO DAS DIFICULDADES DAS EMBATEC INCUBADAS

• Fraca demanda das empresas em serviços tecnológicos; • Dificuldade de encontrar parceiros no processo de produção; • Dificuldade de conseguir fornecedores confiáveis;

• Dificuldade de financiamento da produção (capital de giro); • Acesso limitado a financiamento público para iniciar produção; • Inexperiência em termos de comercialização;

• Identificação limitada de potenciais usuários e compradores; • Invisibilidade da empresa no mercado;

• Mercado de difícil identificação; • Falta de experiência gerencial

Fonte: Paulo C.Alvim

A grande maioria (para não dizer todos) dos itens acima mencionados, refletem fatores controláveis e possíveis de serem gerenciados (controlados) internamente pelas empresas, desde que existam vontade e capacidade para não apenas identificá-los, mas para sugerir possíveis medidas que derivam ou refletem essas dificuldades gerando maiores tendências de crescimento da empresa.

Outro importante alerta deve ser dado às EMBATECs que operam (estão instaladas) em incubadoras, onde muitas vezes o ambiente mais preparado e favorável à conter os diversos fatores de sucesso, pode levar os empresários à um relaxamento de suas atribuições e atividades necessário ao bom desempenho. O que se observou nas visitas realizadas ao CELTA, pode ser definido pelo depoimento do sr. Tony Chierighini4 de Florianópolis, onde o mesmo confirma essa

preocupação. “Tem empresários pensando que o simples fato de estar na incubadora, resolverá todos os seus problemas de gestão da empresa”.

Nesse sentido VEDOVELLO (2001, p.187) afirma “ é importante enfatizar que a simples implementação de infra-estruturas tecnológicas não se constitui, por si só, em um fator de sucesso, seja em termos empresariais, setoriais, regionais ou nacional”.

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