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SCOT : DEBAT D’ORIENTATION SUR LE PADD DU SCHEMA DE COHERENCE

Dans le document SALLE 3 JEAN FAVRE - LANGRES 18h00 (Page 19-22)

As quatro pessoas entrevistadas20, durante a pesquisa, têm, em comum, como agentes públicos, o fato de trabalharem na assistência social, com experiência na gestão da política de assistência social. Inicialmente, elas foram apresentadas, do ponto de vista de suas respectivas formações, suas atividades profissionais relevantes e da relação das atividades que exercem com a gestão da política de assistência social e o território.

Três, dos quatro entrevistados, tem, no mínimo, 10 anos de trabalho na política de assistência social em Juiz de Fora. A única exceção foi a Secretária de Desenvolvimento Social, que, neste período, esteve por dois momentos distintos na pasta.

A primeira pessoa entrevistada foi a Carla Salomão Ferreira. Ela é formada em Serviço Social pela UFJF e tem duas especializações, uma sobre Gestão de Recursos Humanos e outra sobre Política de Assistência Social e Gestão do SUAS. Carla Salomão sempre trabalhou na Prefeitura de Juiz de Fora, na política de assistência social. Com relação ao território, a entrevistada relatou que, durante muito tempo, antes mesmo da implantação do SUAS, ela já trabalhava no processo de descentralização de um serviço de PSB para crianças e adolescentes.

Embora a abordagem não tivesse foco no território, ao se implantar serviços em determinados bairros, já havia algumas observações implícitas, com relação às diferenças entre comunidades, as diferenças de recursos, de comportamentos, que sinalizavam territórios de intervenção, mas não estavam ordenados como hoje. Carla ainda sinaliza que não se tinha uma discussão conceitual sobre território. Segundo ela, “[...] era uma coisa muito prática, muito empírica, mas nada teórico, que hoje, no caminhar, a gente tem” (SALOMÃO. Entrevista realizada em 14 de Maio de 2019). Carla hoje responde ao cargo de Subsecretaria de Proteção

20 Importante informar, que para a realização das entrevistas, as pessoas autorizaram a utilização de suas

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Social, Promoção e Defesa de Direitos (SSPSD), na Secretaria de Desenvolvimento Social da PJF.

O segundo entrevistados foi o Eduardo Santos Oliveira. Eduardo se formou em Geografia pela UFJF e trabalha na política de assistência social desde 2005. Inicialmente, atuou junto ao Cadastro único do Governo Federal- CADÚNICO, na PJF, em contratos terceirizados e como prestador de serviço. Em 2011, Eduardo passou em um concurso público para assistente administrativo e hoje ocupa o cargo de supervisor de Territórios Socioassitenciais, que, na estrutura administrativa da PJF, se encontra alocada na Subsecretaria de Vigilância e Monitoramento da Assistência Social (SSVM).

Em sua trajetória na PJF, Eduardo sempre esteve trabalhando na política de Assistência social, seja através do CADÚNICO, seja através do Programa Bolsa Família. Foi essa experiência que lhe permitiu, entre outras atribuições, estar, hoje, como o responsável pelo ordenamento territorial dos CRAS. Segundo Eduardo, a abordagem territorial, na política de assistência social, é importante:

[...] porque no território, você consegue adscrever uma população vulnerável, que é o público alvo da assistência social, bem como também fazer uma melhor adequação da oferta de serviço e demandas socioassistenciais. Então, o território, ele é assim, vamos dizer, a base pra você pensar todas essas coisas... Onde está minha demanda e qual é a rede hoje de serviço que eu tenho para atender essa demanda, e essa demanda, ela é a mesma ao longo do tempo? A base territorial, ela vai te fornecer a transformação desse território. Ou seja, a base territorial, como elemento de gestão, ela permite você perceber essas transformações no espaço geográfico. (SANTOS. Entrevista realizada em 30 de Maio de 2019).

A terceira entrevistada foi Tammy Claret, graduada em Ciências Sociais pela UFJF, e tem duas especializações, uma em Gestão de Recursos Humanos e outra em Gestão do Sistema Único de Saúde. Tammy tem mestrado pela Universidade Federal de Minas Gerais, na Faculdade de Medicina, na área de Promoção de Saúde e Prevenção à Violência. Durante a sua vida profissional, trabalhou um tempo na Secretaria de Educação, na PJF, tendo atuado também na política de saúde, tanto no município, quanto no Estado, inclusive, durante um tempo foi diretora da Escola de Saúde Pública, em Belo Horizonte. Na direção desta escola, teve, como um dos pilares de seu trabalho, o ordenamento da base territorial no SUS, no âmbito do Estado.

Em 2011, a convite do Prefeito Custódio Mattos, assumiu a SDS. Tammy avalia que seu convite para trabalhar na assistência social tem relação direta com sua experiência como gestora. Ao aceitar o convite, a entrevistada buscou estudar a PNAS e se deparou com a Vigilância Socioassisitencial. Diante disso, apresentou uma proposta de implantação ao chefe

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do executivo de remodelar a SDS, a fim de constituir o lugar do monitoramento e da avaliação, pautado em sua experiência no SUS. Tammy diz que, neste momento, sabia que era preciso:

[...] conhecer também o território... o que é um território socioassistencial, o que é área, microárea, bairro e por ai afora... então, a gente também teve esse desafio...Então, meu primeiro contato com assistência, ele vem de um convite, pela minha experiência na saúde e pela minha experiência como gestora. (CLARET. Entrevista realizada em 31 de Maio de 2019).

É importante informar que Tammy esteve, por dois momentos distintos, na SDS.O primeiro, de 2011 a 2013, quando implantou a vigilância. Depois, retornou em 2018, momento em que assumiu a SSPSD. Em seguida, no mesmo ano, assumiu, novamente, a pasta da Secretaria de Desenvolvimento Social- SDS.

A quarta e última entrevistada foi Érica Cristina Costa Fernandes, assistente social, com duas Especializações: uma em Planejamento e Gestão de Políticas Sociais e outra em Gestão do SUAS. Érica trabalhou como coordenadora de CRAS Leste Linhares durante quase 9 anos, período em que vivenciou o processo de implantação da vigilância socioassistencial no município. Em 2018, assumiu a Supervisão de Acompanhamento de CRAS (SCRAS), tendo ficado responsável por acompanhar e avaliar qualitativamente e quantitativamente os resultados das ações executadas pelos 11 equipamentos de CRAS, dentre outras atribuições. Érica trabalhou um tempo no serviço de creche e, durante esse período, também experimentou um processo de descentralização, que, segundo ela:

Então, eu já tinha um pouco a percepção de território de cada unidade que eu trabalhava, né... o que era viável pra Santa Cruz, de repente não era viável pro Manoel Honório, o que cabia no Linhares, às vezes, não cabia no São Benedito, então, eu já tinha um olhar mais apurado pra essas diferenças territoriais. (FERNANDES. Entrevista realizada em 04 de junho de 2019).

A título de organização, vamos demonstrar algumas inflexões, além de outras reflexões advindas do conteúdo sistematizado durante o processo das entrevistas, em três blocos distintos: o primeiro bloco diz respeito à implantação do SUAS no município e à incorporação do conceito de território, usado para o ordenamento territorial nos CRAS. O segundo bloco aborda a compreensão dos territórios socioassistenciais, a relação estabelecida com os técnicos, usuários e com a própria geografia, além dos conceitos utilizados e a forma como vêm sendo apropriados pela política de assistência social. E, por último, passamos pelos avanços e desafios

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que a abordagem territorial, como um instrumento de gestão, trouxe para a assistência, no âmbito do município.

3.2.2 Territorialização, território identidade e territorialidades na gestão dos CRAS em

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