No capítulo “El jefe de ronda”, da quinta parte, o narrador faz um rápido histórico da presença da raça negra na região do Rio da Prata45. Assim ele diz:
Había, sin embargo, una clase de vivientes que entraba a casa de Rosas y buscaba la presencia de Manuela con un objeto exprofeso, sincero y real: las negras.
Uno de los fenómenos sociales más dignos de estudiarse en la época del terror es el que ofreció la raza africana, conservada apenas en su sangre originaria, y modificada notablemente por el idioma, el clima y los hábitos americanos. Raza africana por el color. Plebe de Buenos Aires por todo lo demás.
Desde los primeros días de nuestra revolución, la magnífica ley de libertad de vientres vino en amparo de aquella parte desgraciada de la humanidad, que había sido arrastrada también al virreinato de Buenos Aires por la codicia y crueldad del hombre europeo.
Fue Buenos Aires la primera que en el continente de Colón cubrió con la mano de la libertad la frente del africano, pues donde estaba el agua del bautismo no quería ver la degradación de la especie humana. Y la libertad que así la regeneró y rompió de sus brazos la cadena de siervo, no tuvo en la época del terror ni más acérrimo, ni más ingenuo enemigo que esa raza africana. (AM, p. 721).
As negras, rompendo com as regras de conduta social, abandonam as casas de seus antigos senhores para melhor servirem à causa da federação. “La mayor parte de las casas había quedado sin sirvientes.” (AM, p. 767).46
Todas se dirigem à casa do governador para colocar-se por própria vontade em uma nova forma de servidão baseada nos serviços de espionagem que elas faziam ao participarem da vida íntima de seus patrões. É curioso que elas estão tão cegas que lutam contra a própria liberdade, uma vez que apóiam um governo que cerceia os direitos políticos daqueles que lhe fazem oposição, utiliza-se de métodos repressivos para manter a ordem social, persegue os meios de comunicação, etc.
Identificadas como “una clase de vivientes” e não como seres vivos, o processo de animalização ou coisificação vai ter início. O gatilho que força o autor a reduzi-las ao grau mais baixo de representatividade é a lealdade real e sincera que as negras têm por Rosas. Elas
45 Para saber mais sobre este tema cf. SOLOMIANSKI, Alejandro. Identidades secretas: la negritud argentina.
Buenos Aires: Beatriz Viterbo Editora, 2003.
realmente acreditam que colaboram por uma causa maior. No entanto, que direitos ou vantagens elas conquistaram para si e para os de sua raça?47
É curioso como o discurso de Mármol é contraditório, uma vez que expressa a sua solidariedade com os negros ao referir-se a eles como vítimas involuntárias do tráfico como “aquella parte desgraciada de la humanidad, que había sido arrastrada también al virreinato de Buenos Aires por la codicia y crueldad del hombre europeo.”48 e logo em seguida ele os trata como se fossem a espécie mais inferior da sociedade argentina, a “plebe de Buenos Aires”.49
Historicamente, observa-se que o regime rosista, ainda que não tenha tomado medidas efetivas para mudar estruturalmente a condição do negro, não se caracterizava por ser preconceituoso. Pelo contrário, a participação da elite federal em festas populares onde os brancos interagiam com os negros com uma certa intimidade era uma realidade da época, a ficção comprova que estes contato entre os dois grupos, já que “se rozaban federalmente y hasta bailaban con los negros” (AM, p. 721) Também é descrito o carinho com que o governo “protegia y consideraba” (AM, p. 721) a estes grupos.
Entretanto, é certo que tanto as ações quanto o discurso de Rosas eram pautados na demagogia necessária para atrair a fidelidade daqueles “que ocupaban por su condición y por su misma naturaleza el último escalón de la gradería social.” (AM., p. 721).
Na ficção, o governo rosista parece não ter a menor intenção de modificar radicalmente a condição dos negros na sociedade argentina, pelo fato de que, apesar de proclamar o federalismo como sendo um regime que possuía o seu diferencial em relação aos
47 Solomianski diz: “Ante un cambio de gobierno, parafraseando a Marx-Engels, no tendrían nada que ganar.” (2003: 176)
48 Grifo meu.
49 Sem querer concluir o tema ou defender ao autor de Amalia minimizando a grau de preconceito expresso em seu texto, é interessante observar como neste trecho, Mármol deixa transparecer que a questão racial está ligada principalmente as questões política e econômica.
Outra importante observação é a de que novamente o discurso racista de Mármol está respaldado por teorias racialistas. Agora, observamos como o clima e os hábitos podem interferir na questão racial, já que devido a esses elementos a raça africana na Argentina só é reconhecida como tal pela cor.
opositores na igualdade entre as classes, Rosas não abdica, em sua casa, das regras de conduta que sempre nortearam as relações entre servos e senhores. No trecho que será destacado, não há indícios de que a velha cozinheira apresente a euforia com que as outras criadas demonstram em relação ao partido. Agora, o respeito e a submissão pelo senhor é inegável. Ela permanecerá de pé para servi-lo, enquanto durar a refeição. “Y una mulata vieja, que no era otra que la antigua y única cocinera de Rosas, estaba de pie para servir a la mesa.” (AM, p. 130).
Em casa de Dona María Josefa Ezcurra, observamos as mesmas regras. O federalismo propõe a destruição dos padrões sociais, quando isso se refere a seus inimigos políticos. Quem deve ocupar juntamente com os negros o mais baixo grau da hierarquia social são os unitários. Com os federais, apesar de serem iguais discursivamente, na prática os negros devem demonstrar o mesmo respeito oferecido a seus antigos donos.
A cunhada de Rosas possui como criada uma mulata velha que exerce várias funções em sua casa e que segue as ordens de sua senhora de maneira fiel e obediente. Em tom depreciativo, Mármol rebaixa dona Josefa ao mesmo nível da escrava, ao questionar o grau de higiene da senhora federal: “Una mulata vieja, y de cuya limpieza no podría decirse lo mismo que de la ama.” (Ibidem, 2000, p. 409).
Entretanto, isto só ocorre ao nível do discurso, visto que há um grande distanciamento entre a senhora federal e as outras pessoas que a cercam. Se Rosas busca centrar as relações com os que estão a seu redor na superioridade de seu intelecto, dona Josefa se utilizará dos instintos, da vaidade, do ódio, da inveja, do temor para subjugar aos que dela se aproximam.
No capítulo “Indiscreciones” da terceira parte, o narrador leva o seu leitor a conhecer a casa de Rosas. Logo na entrada da residência, damo-nos conta de que quem é responsável
pela segurança do governador são: populares, “gauchos” e índios, que, como animais50, em especial, cães, passam os dias jogados ao chão para guardar a casa de seu senhor.
En el zaguán de esa casa, completamente oscuro, había, tendidos en el suelo y envueltos en su poncho, dos gauchos y ocho indios de la pampa, armados de tercerola y sable, como otros tantos perros de presa que estuviesen velando la mal cerrada puerta de la calle. (AM, p. 118)
Na verdade, à medida que nos dirigimos mais para o interior da casa, percebemos que ela está tomada por tipos humanos deslocados de seu ambiente original. São os “selvagens” que, saindo das regiões mais inóspitas do país, invadem o espaço civilizado da cidade para acompanhar o seu chefe.
Nesta caracterização dos indivíduos populares, Mármol vai tentando mostrar aos seus leitores que Rosas procura cercar-se de pessoas desprovidas da capacidade de raciocinar, seja porque têm uma postura tão servil e humilde que se transformam em animais ou porque fatores genéticos associados à inferioridade da raça fizeram com que nascessem com algum tipo de degeneração.
Destacamos duas seqüências do livro, nas quais se observa primeiramente a descrição de Cuitiño, um dos integrantes da “Mashorca”, como um sociopata: “(...) donde se veían dibujadas todas las líneas con que la mano de Dios distingue las propensiones criminales sobre las facciones humanas.” (AM, p. 136) Na segunda, selecionamos a descrição de Padre Viguá, um homem que trabalha para Rosas como se fosse um “bobo da corte”, e que guardaria, conforme Mármol, os traços de imbecilidade:
Rosas quedó cara a cara con un mulato de baja estatura, gordo, ancho de espaldas, de cabeza enorme, frente plana y estrecha, carrillos carnudos, nariz corta, y en cuyo conjunto de facciones informes estaba pintada la degeneración de la inteligencia humana, y el sello de la imbecilidad. (AM, p. 126)
50 Novamente, Mármol descaracteriza os seguidores de Rosas, transformando-os em animais. No trecho seguinte, os gauchos e os índios serãocomparados a cães.
Também encontramos a homens de letras na casa. Porém, Mármol faz questão de ressaltar o papel de submissão que lhes é reservado no regime rosista. Eles não têm autonomia, pois todas as tarefas são dirigidas e orientadas pelo governador, que, como um pai, o pai do novo regime, vai ensinando o que e como escrever. Assim, só lhes cabe obedecer passivamente, sem questionar as tarefas que lhes são atribuídas.
Está bien –dijo Rosas volviendo el acta al escribiente-. ¿Bajo qué rótulo va usted a poner esto?
Comunicaciones de las provincias dominadas por los unitarios , como Vuecelencia lo ha dispuesto.
Yo no he dispuesto eso; vuelva usted a repetirlo.
Comunicaciones de las provincias dominadas por los traidores unitarios -dijo el joven empalideciendo hasta los ojos.
Yo no he dicho eso; vuelva usted a repetirlo. Pero, señor.
¡Qué señor! A ver, diga usted fuerte para que no se le olvide más: Comunicaciones de las provincias dominadas por los salvajes unitarios .
Comunicaciones de las provincias dominadas por los salvajes unitarios - repitió el joven con un acento nervioso y metálico que hizo abrir los ojos al viejecito de la casaca colorada, que en aquel momento se había dormido profundamente. Así quiero que se llamen en adelante; así lo he mandado ya, salvajes, ¿oye usted? (AM, 2000, p. 122)
Da mesma forma que os jovens intelectuais, até os mais renomados integrantes do partido federal são descritos como se fossem desprovidos da capacidade de raciocinar. Victorica, o chefe de polícia, em diálogo com Rosas, parece não possuir muita inteligência, já que é o governador quem tem de ensinar-lhe a trabalhar:
Y es eso por que me quejo de tener que enseñarle todo. ¿Por quién supo Merlo la proyectada fuga del salvaje unitario Oliden?
Por una criada.
¿En dónde servía esa negra, mulata, o lo que sea?
En la familia de Oliden, según la declaración. (AM, p. 148).
A partir da caracterização desses indivíduos, observamos como Rosas é inteligente se o comparamos com as pessoas que o cercam. Muito mais chefe que governador de Buenos Aires, ele é o mestre, aquele que ensina e direciona as ações de todos. Se os populares e até os líderes do partido são descritos na narrativa como incapazes. Mármol denuncia aos leitores o
crime de Rosas: aproximar-se de um povo “ignorante” e mentalmente incapaz, para dele tirar proveito.
Não é só a inteligência que faz com que Rosas seja o líder político no qual se transformou. O texto nos indica que a identificação entre o governador e os seus seguidores é indiscutível, uma vez que tanto como os populares selvagens, Rosas em menor grau também o é. Apesar de fazer uso da inteligência, em muitos momentos o texto deixa transparecer que ele era guiado por seus instintos, daí a adoção de atos tidos como selvagens, pelos unitários, em seu governo a: “sintiendo con ello verdadero placer, esa organización en quien predominan admirablemente todos los instintos animales.”(AM, 2000, p. 129).
Na verdade, como demonstra Jitrik (1966), assim como Echeverría analisa o governo de Rosas e conclui pela falta de habilidade do governador para adequar-se às necessidades da nação argentina, Mármol não deixará de criticá-lo, chamando a atenção para a sua falta de visão no que se refere a seu papel histórico como político: “Rosas fue un tirano ignorante y vulgar. A ningún fin político iban sus pasos. Ninguna alta idea formaba el centro de sus acciones. Y trás su vida política no debía quedar sino un recuerdo repugnante de ella.” (AM, p. 753).
Para os românticos, principalmente Echeverría, Rosas tinha a possibilidade de criar um plano de integração dentro e fora do país, que garantiria a expansão de que não só a sua classe necessitava, mas toda a Argentina. Contudo, o que ele fez foi limitar-se a defender os interesses de um restrito grupo de latifundiários de Buenos Aires, relegando a segundo plano ações que possibilitariam o desenvolvimento do país como um todo. Jitrik (1966) chama a atenção, por exemplo, para a Campanha do Deserto empreendida por Rosas. Apesar da eficácia, limitou-se a enriquecer a província de Buenos Aires, enquanto outras regiões do país permaneceram desassistidas.
Esta señora, sin embargo, no obraba por cálculo, no; obraba por pasión sincera, por verdadero fanatismo por la Federación y por su hermano; y ciega, ardiente, tenaz en su ódio a los unitarios, era la personificación más perfecta de esa época de
subversiones indibiduales y sociales, que había creado la dictadura de aquél. (AM, p. 86)
A personagem não age por motivos ideológicos, por uma causa nobre. O que a leva a trabalhar pela federação é a paixão pelo partido e por seu “Irmão”51. A adjetivação do substantivo paixão, mostra-nos que, de certa forma doña María não está em seu estado de consciência, pois é possuída por uma cegueira que a impede de ver a realidade.
Ela, assim como o povo que para os integrantes da joven geração não é capaz de exercer integralmente as suas funções políticas, é mais uma vítima de Rosas, o verdadeiro vilão, que se aproveita da ignorância ou incapacidade alheia, como já dissemos, para beneficiar-se.
Apesar de só havermos destacado a ocorrência da representatividade de três grupos. Gostaríamos de ressaltar não somente a visão que constrói a elite unitária dos populares, dos inimigos federais, dos bárbaros. Na obra, Mármol deixa transparecer a reciprocidade de tal sentimento, tanto por parte dos federais, que constantemente teciam comentários racistas e preconceituosos contra os unitários, quanto por parte das camadas menos favorecidas.
No caso de dona María Josefa, fica a dúvida em classificá-la como vítima ou cúmplice de Rosas. Vítima de uma paixão cega, ela se torna tão incapaz quanto os outros seguidores do federalismo, isto porque as paixões cerceariam no homem a capacidade de utilizar o raciocínio e a impediriam de ver que Rosas representava um prejuizo para a nação.
Por outro lado, como ela é movida por sentimentos tão viscerais, isto a aproxima dos populares e a faz compreendê-los. Rosas então a utiliza, tanto como as negras, como arma para identificar e exterminar seus inimigos.
Entre o pai e a tia, Manuela Rosas, a filha do “ditador”, será poupada por Mármol. A figura histórica, completamente comprometida com a causa rosista, será substituída na ficção pela de uma personagem infeliz, submetida às vontades de um pai ambicioso e autoritário.
Para o autor de Amalia, apesar da origem, Manuela é mais uma vítima, “la pobre víctima de la loca ambición del que la dio la vida” (AM, p. 600), nas mãos do governador.
Pero los hombres como Rosas, esas excepciones de la especie que no reconocen iguales en la tierra, jamás quieren amigos, ni lo son de nadie: para ellos, la humanidad se divide en enemigos y siervos, sean éstos de la nación que sean, e invistan una alta posición cerca de ellos, o se les acerquen con la posición humilde de un simple ciudadano. (AM, p. 154)
Assim, apesar das críticas a seu pai, Mármol é condescendente para com a personagem de Manuela. Ela não é como Amalia, símbolo de pureza angelical que a afasta de qualquer ação ou pensamento maculado, mas também não é como as outras personagens federais zoomorfizada.
Apesar de federal e filha de Rosas, o discurso de Manuela carrega uma crítica feroz, que poderia haver sido feita por qualquer unitário, na verdade Mármol utiliza sua voz para imputar-lhe uma ideologia que historicamente não seria defendida por ela, mas pelo próprio escritor.
Ela se descreve como uma mulher desgraçada por ter de conviver com homens e mulheres de hábitos e costumes duvidosos. Em conversa com Daniel, ela diz: “(...) ¿usted cree que yo estoy contenta con estas mujeres y estos hombres que me rodean?” (AM, p. 596). E mais adiante acrescenta: “ No, es esta gente, cuya sociedad tengo que aceptar porque tatita lo quiere. Creo que es usted la única persona de calidad que me visita.” (AM, p. 596).
Como uma pessoa distinta, Manuela irá rechaçar a presença dos negros, que só serão aceitos por ela em respeito a seu pai. A intransigência da personagem frente aos escravos, atitude característica dos que se intitulam unitários, pode ser percebida na seguinte passagem: “Y mientras Manuela suplicaba a su nuevo interlocutor que saliese a pedir a las negras que no gritasen tanto en el patio (...).” (AM, p. 727).
Em contrapartida, se historicamente, Manuela foi um importante elo de contato entre Rosas e a população, na ficção esta identificação se dilui a ponto de a personagem ser
hostilizada pelos negros que freqüentam a casa de seu pai: “Y ésta puso en un plato una costilla de asado, que pasó al mulato, quien al tomarla miró a Manuela con una expresión de enojo salvaje, que no pasó inapercibida de Rosas. (AM, p. 130)
Ao conceder a Manuela, personagem ficcional, um novo direcionamento ideológico, Mármol tenta desmistificar para os leitores a imagem histórica de sua pessoa. A lealdade ao rosismo, exteriorizada por Manuela, na verdade é falsa, não se baseia na compreensão de que o governo do pai seja positivo para a nação, mas no dever de obediência filial.
Do mesmo modo que é falsa a relação de federalismo com os próprios membros que o compõem, será falsa a relação do regime com os negros. Em casa de dona María Josefa, é comum que se dirijam várias pessoas de “tantas jerarquias, de tan varios colores, de tan distintas razas,” (AM, p. 410), a fim de conseguirem com a irmã política de Rosas uma audiência. No entanto, o texto nos esclarece que:
Y era de notarse que precisamente la audiencia no se daba a aquellos que la solicitaban, sino a los que nada decían ni pedían, por cuanto estos últimos habían sido mandados llamar por la señora, en tanto que los otros venían en solicitud de alguna cosa. (AM, p. 410)
O trecho acima transcrito indica-nos que, antes dos interesses do povo, estão os do federalismo, visto que dona María prioriza os encontros com aqueles que são chamados por ela, ou seja, podem trazer-lhe algum tipo de informação sobre os inimigos do regime e não com aqueles que necessitam de auxílio. Ela mesma afirmará quem são os bons federais: “Porque ha de saber, paisano, que los verdaderos servidores de la causa son los que descubren las intrigas y los manejos de los salvajes unitarios de aqui adentro, que son los peores; ¿no es verdad?” (AM, p. 411).
Para ela, o federalismo defende a igualdade entre os homens, independente de sua posição social, para que a sociedade tenha paz, para que os homens possam trabalhar e viver em paz com suas famílias. Baseados nesses princípios todos devem trabalhar para que “defiendan la Federación, porque todos son sus hijos.” (AM, p. 411).
No capítulo “Doña Maria Josefa Ezcurra” da terceira parte, a personagem espera por duas visitas: um antigo empregado de Amalia e uma negra que trabalha em uma venda ao lado de sua casa. Eles têm como função informar à senhora se a casa de Amalia é esconderijo