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JST-RISTEX, Japan Science and Technology-Research Institute of Science and Technology for Society, Japonof Science and Technology for Society, Japon

Créer une nouvelle approche transdisciplinaire pour comprendre les apprentissages

Encadré 7.8. JST-RISTEX, Japan Science and Technology-Research Institute of Science and Technology for Society, Japonof Science and Technology for Society, Japon

Finalmente, para encerrar este capítulo, iremos referir três estudos que focam a sua análise sobre a importância da inserção de sistemas de gestão, organização e monitorização das equipas de modo a melhorar a produtividade e o desempenho.

O estudo realizado por Grütter, Field e Faull (Grütter, Field, and Faull 2002), baseia-se numa ampla revisão de literatura e na realização de três casos de estudo de empresas industriais em África. Os autores concluem com um conjunto de medidas importantes para a obtenção de uma melhoria continuada e sustentável de desempenho das equipas, tais como: o empenho da equipa de trabalho implica um aumento de credibilidade das atividades; a construção de atividades credíveis e essenciais para a execução do projeto; a construção de atividades associadas às equipas que são destinadas a estabelecer a credibilidade do projeto; tendo equipas com um histórico de atividades falhadas, estas irão envolver-se mais profundamente em iniciativas de restauro da credibilidade do projeto; aquando a constituição de uma equipa de trabalho é importante envolver a mesma em atividades de credibilização das diversas etapas; orientação adequada e participação dos elementos das equipas em todas as tarefas desenvolvidas; a existência de uma equipa construída de raiz para um objetivo leva a que as questões interpessoais e os desacordos entre elementos não sejam tão frequentes; o nível de orientação ao longo do tempo irá apresentar maior variabilidade nas equipas de melhoria contínua; e

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finalmente a institucionalização da equipa está positivamente associada com ganhos de desempenho e sustentação

Uma estratégia de melhoria contínua do desempenho da equipa, incentivando a otimização das atividades menos producentes ao longo do tempo de projeto, é comprovada por este estudo como eficaz na obtenção de uma produção mais elevada.

Estes autores concluem que estas medidas apresentadas anteriormente, tomadas em conjunto, sugerem que a gestão das ações de equipas e conceitos chave permite a obtenção de melhores desempenhos em equipas de melhoria contínua de desempenho.

Por outro lado, o estudo de Mealiea e Baltazar (Mealiea and Baltazar 2005) apresenta como conclusão as caraterísticas que uma equipa deve ter para a obtenção de maior performance. Estas características são as seguintes:

Clarificação dos Objetivos: refere-se à condição em que os membros da equipa concordam com os objetivos da mesma. Esses objetivos compartilhados surgem para desencadear esforço na equipa, proporcionando uma direção clara. Note-se que esses objetivos poderiam ter sido unilateralmente definidos pelo líder da equipa, pelo líder e os membros do grupo ou, simplesmente, pelo conjunto dos membros da equipa.

Tomada de Decisão Consensual: ocorre quando as equipas permitem que todos os membros expressem suas opiniões e preferências abertamente, e discutem qualquer divergência que possa existir. Dentro do processo de tomada de decisão consensual, todos os membros estão autorizados a ter a sua opinião, aquando a construção de um consenso sobre qual alternativa é correta. Alguns membros podem ainda acreditar que existe uma alternativa melhor, mas pode aceitar a posição tomada pelos outros membros do grupo.

Liderança Compartilhada: ocorre quando esses papéis de liderança, tais como, colaborador, desafiador, facilitador e controlador, são realizados pelos membros da equipa, em vez de ser líder da equipa em exclusividade. Tal liderança compartilhada pode variar de situação para situação e nem sempre pode ser realizado pelo mesmo indivíduo.

Ouvir: reflete a vontade dos membros do grupo para ouvir os outros num esforço para alcançar a compreensão interpessoal e facilitar a sensibilidade interpessoal. Os membros da

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equipa deverão procurar ativamente oportunidades de escuta para assegurar que são mantidos canais de comunicação.

Comunicação aberta: ocorre quando os membros do grupo aproveitam as oportunidades de comunicação para compartilhar abertamente os seus sentimentos, oferecer feedback oportuno e relevante, e compartilhar informações com outros membros do grupo.

Autoavaliação: permite que as equipas e os seus membros possam avaliar o desempenho, mudança de ambientes e objetivos existentes. Essa avaliação permite que as equipas determinem quando as mudanças devem ser feitas para garantir o sucesso do grupo.

Desacordo Civilizado: implica que os grupos desenvolveram internamente mecanismos apropriados e sensibilidades interpessoais necessárias para gerenciar toda a gama de conflitos que ocorrem dentro dos grupos.

Diversidade de Estilos: ocorre quando os membros do grupo não são apenas tolerantes com as diferenças de estilo e de comportamento, mas também procuram ativamente essas diferenças que poderão ser necessárias para executar e desenvolver.

Trabalho em rede: reflete a capacidade e vontade de se articular com os outros externamente à equipa e membros da mesma. Tais contatos podem ser utilizados para obter informações, apoio e assistência quando necessário para facilitar a realização do objetivo.

Participação: A participação dos membros do grupo numa ampla gama de atividades e decisões do grupo facilita a interação entre os membros da equipa. A participação também facilita o desenvolvimento de estratégias e aumenta a autoeficácia dos membros.

Relações informais: Podem ocorrer dentro de um ambiente de uma equipa que poderá ser caracterizado por um ambiente confortável e relaxado. Sob essas condições, as interações interpessoais são procuradas e mantidas porque os membros se sentem confortáveis uns com os outros.

Atribuição e clarificação de funções: ocorre quando os membros do grupo têm uma compreensão clara das suas funções e atribuições e os restantes membros da equipa também concordam.

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Vontade de partilha: permite que os membros da equipa possam beneficiar do conhecimento, da experiência, apoio emocional, energia, ferramentas e equipamento possuído por outros membros do grupo.

Independência: aumenta a probabilidade de os membros do grupo terem as habilidades necessárias para executar as tarefas necessárias. Isto pode ser conseguido através de formação, coaching, ou autodesenvolvimento.

Apoio estrutural: cria um ambiente de trabalho projetado para facilitar desempenho da equipa, por exemplo, os canais de comunicação abertos, sistema de recompensa em equipa.

Líder e o seu estilo de gestão: relaciona-se com a capacidade do gestor para apoiar, incentivar, treinar, e capacitar o seu pessoal, de modo a facilitar ao empregado autoconfiança, autogestão, e as interações interpessoais.

Ambiente de Aprendizagem: refere-se ao ambiente entre membros da organização da equipa que permite aprender com a experiência de todos.

O modelo apresentado no artigo relativo a este estudo foi elaborado com o intuito de fornecer as bases para a construção de uma equipa de alto desempenho, sendo que o líder da equipa terá sempre um papel preponderante na mesma.

O terceiro estudo efetuado por Naranjo-Gil (Naranjo-Gil 2009) revela que a aplicação de um sistema de informação e de gestão de equipas revela uma grande importância para a obtenção de resultados favoráveis ao desempenho da equipa. Baseado em questionários efetuados a 884 membros de equipas de gestão altamente qualificadas pertencentes aos quadros de 218 hospitais de Espanha, sector que obviamente necessita de equipas qualificadas e profissionais, o autor chega à conclusão que a introdução de um novo sistema integrado que permita a inclusão de informação chave de todos os processos relacionados com as tarefas das equipas permite um aumento da produtividade e consequente otimização de todos os recursos existentes, bem como a diminuição do custo na execução das tarefas, por redução de tempo.

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Como vimos nestes últimos capítulos, são vários os fatores que são identificados como influenciadores no desempenho das equipas, e que servirão de base para a parte empírica desta dissertação. Fatores como a liderança, considerado como dos mais importantes pela bibliografia, não esquecendo o clima que rodeia uma equipa, bem como a experiência e nível de qualificação dos seus membros, passando pela inteligência emocional dos membros de uma equipa e sistemas de gestão que poderão potenciar o desempenho de uma equipa, são dos pontos mais importantes encontrados na revisão bibliográfica efetuada.

Não sendo o foco desta dissertação, uma vez que é também um tema muito extenso, a motivação como fator de aumento de desempenho também é alvo de menção, uma vez que é um fator muito importante no aumento de desempenho por parte de uma equipa.

Todos estes fatores servem para aplicação na parte prática da dissertação, como se poderá constatar nos capítulos seguintes.

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