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La scalabilit´ e et les applications vis´ ees en vid´ eo

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Codage vid´ eo et scalabilit´ e

1.1 La scalabilit´ e et les applications vis´ ees en vid´ eo

A categoria Oportunidades e desafios do Global Sourcing, Figura 29, atende ao objetivo específico – “Elaborar um modelo de atuação global, que sirva de guia na adesão das empresas ao global Sourcing” a as diferenças entre as três empresas foram substanciais.

No item desafios, a Marcopolo teve que driblar a cultura interna e tem a perspectiva de a Índia ser um novo case mundial. Na Polomex os desafios concentram-se no idioma, diferentes culturas dos países, buscar no global a mesma qualidade que o México e os impostos aduaneiros que dificultam as importações. Na Superpolo os desafios concentram-se na garantia de abastecimento e conhecimento aprofundado dos tratados de livre comércio com os países.

No item oportunidades, a Marcopolo vislumbra explorar mais acentuadamente as oportunidades mundiais, aproveitamento dos ferramentais desenvolvidos, forçar o fornecedor local ser mais competitivo, barganhar pelos volumes e usar a tecnologia em prol da competitividade. Na Polomex, as oportunidades estão embasadas nos preços e produtos globais, oportunidade de ter acesso a novos países e operar com consolidadores de cargas. Na Superpolo, as oportunidades estão embasadas nos preços e produtos globais e consolidação das demandas para agregar poder junto aos fornecedores globais.

Figura 29 – Quadro comparativo dos resultados

Categoria/Subcategoria Marcopolo Polomex Superpolo

7- Oportunidades e desafios do Global Sourcing

D: Cultura interna, novo case a Índia O: Oportunidades mundiais, aproveitar ferramental, forçar fornecedor nacional ser competitivo, barganha pelo volume, usar a tecnologia.

O: Preços e produtos globais, acesso a novos países, consolidador de cargas

D: Idioma e cultura dos países, buscar a qualidade do México, impostos aduaneiros. O: Preços e produtos globais, consolidação das demandas D: assegurar o abastecimento, conhecimento dos países de livre comércio. Fonte: Resultados do estudo (2015)

4.3.4 Posicionamento estratégico dos materiais comprados

A categoria Posicionamento estratégico dos materiais comprados, Figura 30, atende ao objetivo específico – “Propor uma técnica de gestão de materiais diferenciada em razão da análise da matriz de portfólio de Kraljic”.

Figura 30 – Quadro comparativo dos resultados

Categoria/Subcategoria Marcopolo Polomex Superpolo

8- Posicionamento estratégico dos materiais comprados Classificação dos produtos em processo de aperfeiçoamento Classificação curva ABC de compra Processo de implementação da matriz de Kraljic Fase inicial de classificação dos produtos similar à teoria da matriz de Kraljic Complexidade e

Criticidade do produto (de aparência, segurança, funcional e de qualidade)

Produtos novos e complexos iniciam com suprimento local. Críticos – local Alta tecnologia – global Críticos - local Itens de alto acabamento – global Itens críticos de segurança e de alta especificação – global Itens gargalo - local

Variabilidade, Padronização, Design próprio

Itens específicos, mais diferenciados – local Padronizados ou norma internacional e volume - global Variabilidade e Design próprio - local

Padronizados, Standards - global Design próprio – global do Brasil Diversificado, específicos – local

Itens específicos -local Alto valor agregado – global

Commodity - global

Fonte: Resultados do estudo (2015)

A matriz modelo proposta para direcionar as decisões de fornecimento local ou global, baseada nos resultados com maior incidência na pesquisa, considerando a disponibilidade interna de materiais, está representada por empresa nas figuras 31, 32 e 33. A proposta consiste em classificar a decisão de fornecimento local ou global, em quatro quadrantes, avaliados sob a ótica das dimensões Criticidade/Complexidade e Nivel de Padronização/Variabilidade e Design próprio, complementada pelo Valor agregado dos produtos comprados.

O método de trabalho foi composto pelas dimensões, derivadas das classificações dos materiais comprados, ressaltados pelos entrevistados e enquadrar os materiais de acordo com as dimensões resultantes. A criticidade/complexidade dos itens, muitas das vezes, é definida de forma errônea pelas empresas, pois são classificados pelo seu valor de compra e não pela sua criticidade para a produção. Importante salientar que, para as empresas pesquisadas, os itens críticos são commodities, principalmente o aço. Os demais aspectos que também geram criticidade são: aparência, segurança, funcionalidade e qualidade do suprimento.

Figura 31 – Matriz modelo proposta para a empresa Marcopolo

Fonte: a autora (2015)

Os resultados derivados da análise dos dados da Empresa Marcopolo, demonstrados na figura 31, enquadram as decisões de compras de acordo com as dimensões propostas. A idéia principal foi categorizar os diferentes tipos de compras da empresa e recomendar estratégicamente a decisão da fonte de suprimento.

A decisão de fornecimento GLOBAL para o quadrante baixa Criticidade e Complexidade, Produtos Padronizados/Standards e baixo valor agregado derivaram da constatação de que a empresa adquire produtos mais padronizados, com normas internacionais e de alto volume no mercado global. Estes itens mais estandardizados são utilizados em todas as carrocerias, em maior ou menor quantidade.

Os fornecimentos globais têm prioridade nos produtos que têm escala, volume e

performance comum entre produtos nacionais e globais, usos de mais longo prazo, mais

estandardizados, produtos de uma geração mais “madura” no mercado, que não tem tanta instabilidade ou que não possa ter tanta interferência de variabilidade no processo.

A decisão de fornecimento LOCAL para o quadrante alta Criticidade e Complexidade, Produtos Padronizados/Standards e baixo valor agregado derivou da constatação de que a empresa é conservadora na decisão de fornecimento dos itens críticos, se sustentando primeiramente na solidez dos fornecedores nacionais.

Produtos novos e complexos iniciam com fornecimento local e, ao estabilizarem no desenvolvimento e aplicação, são cogitados fornecimentos nos mercados globais.

Os itens de commodity, como resinas, aço, alumínio, são considerados críticos para este tipo de mercado produtivo e tem gestão diferenciada. A decisão de compra é local, mas a empresa tem um controle com uma referência de preço a nível mundial. Esta decisão é estendida aos demais itens críticos de aparência, segurança, funcional e de qualidade.

A decisão de fornecimento LOCAL para o quadrante baixa Criticidade e Complexidade, Variabilidade/Design próprio e alto valor agregado derivou da constatação de que a empresa aplica a diretriz de que itens específicos, mais diferenciados sejam providos por fornecedores locais, principalmente que atuem in loco nas plantas.

Os fornecedores locais estão voltados para baixos volumes e peças mais específicas da fabricação de ônibus, que fogem do uso padrão. Devido ao fornecimento de pequenas escalas, a empresa busca potencializar esses fornecedores, porque a variabilidade de mix é grande e as quantidades fornecidas podem variar muito ao longo do período, com lotes pequenos e de atendimento diário ou semanal.

No sentido de desenvolvimento de produtos de design próprio, normalmente o contato é com fornecedores nacionais, pela questão de oscilação e testes constantes, e ajustes ao longo do processo. A Marcopolo tem muitos itens de diversidade, devido ao produto final ter inúmeros tipos de opcionais, e estes itens são de baixo volume e muito específicos para a carroceria. Quando envolve esta diversidade, questão de ferramental, design próprio, normalmente os fornecimentos são locais.

A decisão de fornecimento LOCAL/GLOBAL para o quadrante alta Criticidade e Complexidade, Variabilidade/Design próprio e alto valor agregado derivou da constatação de que a empresa se apoia nas duas fontes de fornecimento para materiais que se enquadram neste contexto.

A indisponibilidade local para produção é um dos principais impulsionadores do fornecimento global, para itens de alta tecnologia, que tenham que atender certificações, e componentes exigidos pelos clientes ou países destino das carrocerias. Os itens críticos de forma geral, itens específicos, mais diferenciados e Design próprio são fornecimentos locais.

Os produtos mais complexos, pela cultura Marcopolo, têm a tendência de serem desenvolvidos no Brasil e, se tiver alguma dificuldade, o fornecedor está próximo para uma solução mais imediata. A ideia principal é estabilizar localmente e em seguida procurar por uma segunda fonte global. Produtos novos e complexos iniciam com fornecimento local e os fornecedores internacionais são cotados para analisar as opções de mercado.

Figura 32 – Matriz modelo proposta para a empresa Polomex

Fonte: a autora (2015)

Os resultados derivados da análise dos dados da Empresa Polomex, demonstrados na figura 32, enquadram as decisões de compras de acordo com as dimensões propostas. A idéia principal foi categorizar os diferentes tipos de compras da empresa e recomendar estratégicamente a decisão da fonte de suprimento.

A decisão de fornecimento GLOBAL para o quadrante baixa Criticidade e Complexidade, Produtos Padronizados/Standards e baixo valor agregado derivou da decisão da empresa de que itens mais padronizados, mais comerciais, é mais competitivo o fornecimento global.

A empresa constatou que itens mais comuns, utilizado em todas as carrocerias, têm melhores oportunidades no global e, em particular, a importação do Brasil, juntamente com o kit de peças. A consolidação das demandas com as coligadas tende a obter cada vez mais ganhos em termos de custos, no contexto global.

A decisão de fornecimento LOCAL para o quadrante alta Criticidade e Complexidade, Produtos Padronizados/Standards e baixo valor agregado derivou da decisão da empresa que itens críticos são fornecidos localmente. Em especial, os críticos de segurança e de aparência, que são as fibras e plásticos, são supridos por fornecedores locais.

A empresa utiliza a curva ABC da estrutura da carroceria, por importância de valor, para a decisão da fonte de suprimento local ou global. Materiais, principalmente, aço,

alumínio, partes de plástico, partes de poltrona, a empresa definiu, pela estratégia no sentido de valor e risco, como sendo suprimento local, preferencialmente fornecedores sediados em Monterrey.

A decisão de fornecimento LOCAL/GLOBAL para o quadrante baixa Criticidade e Complexidade, Variabilidade/Design próprio e alto valor agregado derivou da constatação de que a empresa se apoia nas duas fontes de fornecimento para materiais que se enquadram neste contexto.

Para a Polomex, itens menos comerciais e mais individuais, projetos específicos da empresa, menor o risco em comprar local. Em suma, o que é mais diversificado, mais específico da Polomex tende a ser local. Os itens de Design próprio são fornecidos pelo Brasil pelo custo de desenvolvimento do ferramental e pelo contrato entre as partes que rege: especificação técnica, design, desenho, segurança, são determinados pela matriz.

A decisão de fornecimento LOCAL para o quadrante alta Criticidade e Complexidade, Variabilidade/Design próprio e alto valor agregado derivou da decisão da empresa que todos os itens críticos são fornecidos localmente. Aliada a esta decisão, os itens diversificados e específicos complementam a gama de produtos fornecidos localmente.

A Polomex utiliza a curva ABC da estrutura da carroceria, por importância de valor, e está na linha de buscar de fontes globais apenas para fornecimentos alternativos ou para obter ganhos reais de preços. A proximidade com os Estados Unidos faz contraponto com esta decisão de fornecimento local, pois importar deste país tem vantagens perante a grande dimensão geográfica do México.

Figura 33 – Matriz modelo proposta para a empresa Superpolo

Fonte: a autora (2015)

Os resultados derivados da análise dos dados da Superpolo, demonstrados na figura 33, enquadram as decisões de compras de acordo com as dimensões propostas. A idéia principal foi categorizar os diferentes tipos de compras da empresa e recomendar estratégicamente a decisão da fonte de suprimento.

A decisão de fornecimento LOCAL para o quadrante baixa Criticidade e Complexidade, Produtos Padronizados/Standards e baixo valor agregado derivaram da classificação sensível e empírica da empresa de que produtos de baixo valor agregado, itens de baixa segurança, itens gargalo e itens de baixo acabamento são fornecidos localmente.

Para os produtos de alavancagem e gargalos, a empresa tem a premissa de ter duas fontes de suprimento, principal um fornecedor local e alternativo global, para garantir a continuidade do negócio.

A decisão de fornecimento GLOBAL para o quadrante alta Criticidade e Complexidade, Produtos Padronizados/Standards e baixo valor agregado derivou da constatação de que itens críticos, principalmente os de alta segurança, e commodities têm a tendência de serem globais.

O aço é um dos itens de abastecimento mais críticos para a área de compras. O principal fornecedor deste item está no Brasil. A disponibilidade interna, também é um

critério de extrema importância neste contexto, pois dependendo das condições que existem na Colômbia, os suprimentos serão direcionados ao global.

A decisão de fornecimento LOCAL/GLOBAL para o quadrante baixa Criticidade e Complexidade, Variabilidade/Design próprio e alto valor agregado derivou da constatação de que a empresa se apoia nas duas fontes de fornecimento para materiais que se enquadram neste contexto.

Os itens de adaptação à especificidade do país, variabilidade e itens específicos de projeto, são supridos frequentemente pelos fornecedores locais. A diversidade é uma das classificações definidas para a opção de fornecedores locais, pois no local lead times são mais curtos e a reação mais rápida.

Os materiais de Design próprio da Marcopolo Brasil devem ser importados para que a amortização do ferramental seja rateada entre as coligadas. O contrato entre as coligadas e a matriz rege que especificação técnica, design, desenho, segurança, são determinados pela matriz.

A decisão de fornecimento GLOBAL para o quadrante alta Criticidade e Complexidade, Variabilidade/Design próprio e alto valor agregado derivou da decisão da empresa que itens de alto valor agregado, de alto acabamento e de alta especificação técnica seriam fornecidos globalmente.

Para os desenhos da Marcopolo, nos temas elétricos e eletrônicos, a Superpolo não tem autonomia de buscar outros fornecedores globais, por que foram desenvolvidos com características muito específicas de software. Há muitos itens que têm desenhos próprios, materiais muito desenvolvidos, produtos de investigação da Marcopolo, que na decisão de desenvolver, requerem tempo, habilidade e experiência que não pode ser transferida e, portanto, devem ser adquiridos globalmente.

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