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Sarcoïdose :

Dans le document Syndrome de Gougerot-Sjögren THÈSE (Page 135-143)

DISCUSSION

V. V . Expression clinique :

8. Sarcoïdose :

A necessidade de reduzir custos, tem feito os fabricantes de embalagens in- vestir muitos recursos na utilização de novos materiais e tecnologias para sua fabricação, o resultado pode ser verificado nas gôndolas dos supermer- cados, em embalagens cada vez mais resistentes, práticas e com grande a- pelo visual. Com base em Seragini (1998), o conceito da melhor embalagem é o de mais adequada ao produto, que ofereça melhor proteção, apresenta- ção e uso, ao menor custo possível.

Seragini divide o processo de concepção de uma embalagem em cinco etapas. Em primeiro lugar deve-se levar em conta “Eficiência e Consumo”, a principal razão da existência de uma embalagem é a de proteger e armaze- nar os produtos para o consumo. A etapa seguinte refere-se à “Aspecto e Vi- são”. Envolve a escolha de cores, linhas, textos e letras; prevendo também a manipulação do produto pelo consumidor, a estabilidade necessária à expo- sição nas prateleiras e a sua adaptação às linhas automáticas de acondicio- namento. As várias unidades devem ajustar-se de maneira a ocupar o menor espaço possível. A terceira etapa é composta por “Atração e Interesse”, mo- mento decisivo na venda. De acordo com Seragini (1998, p. 35), “o consumi- dor não faz muita distinção entre a embalagem, que é o elemento mais im- portante na comunicação do produto, e o produto; logo a embalagem é o produto”. Através de pesquisas se sabe que o tempo médio de decisão de compra oscila entre quatro e doze segundos e que a velocidade do olho hu- mano chega aos 100km/h ao percorrer os produtos nas gôndolas. A quarta

des momentos para se criar a identidade particular da embalagem, podendo assumir três formas: (i) a física do produto; (ii) regular, conforme a variação do produto dentro da embalagem; e a (iii) forma livre, como o líquido do refri- gerante dentro da lata. Na última etapa, “Resolução e Economia”, Seragini destaca o fator econômico, uma vez que a embalagem é um componente o- brigatório no custo do produto.

A identidade visual das embalagens tornou-se um elemento decisivo na guerra pela atenção do consumidor, utilizando todos os artifícios perceptivos possíveis e criando estilos tão rapidamente quanto os descarta. Nesse senti- do, ao buscar sua evolução, percebe-se uma divisão na história evolutiva das embalagens, quando passa-se a falar no desenvolvimento de uma linguagem visual exclusiva. A partir da segunda metade do século XIX, uma série de i- novações permitiu o surgimento de novas formas de expressão gráfica, sobre diversos suportes. Nesse período, se institui uma nova estética, que visava atrair o olhar das pessoas, futuros clientes.

Elementos de prestígio, como brasões e medalhas, foram incorporados aos produtos; faixas, bordas e filigranas decorativas encontraram seu apogeu nesse período. A uti- lização de letras decorativas levou a tipologia a alcançar um alto nível artístico. Ar- ranjos elaborados de letras desenhadas com sofisticação se afirmaram definitiva- mente como mais um dos pilares da linguagem visual característica das embalagens, sendo encontrados em profusão, até hoje, em produtos com maior valor agregado (Mestriner, 2000, p. 41)

A embalagem, à medida que incorporava funções, construiu um repertó- rio iconográfico próprio, um vocabulário visual característico. Dessa maneira, além da forma, que continha e identificava produtos, a designação do tipo de produto também passou a fazer parte da comunicação da embalagem. Estas duas funções, conforme Mestriner (2000, p. 40), “com suas implicações, fo- ram sendo aplicadas à medida que o comércio e o trânsito de mercadorias cresciam”. Na virada do século XX, as embalagens eram as estrelas das vi- trines de farmácias e armazéns, anúncios, revistas e cartazes de uma indús- tria que havia descoberto seu poder de atração e conquista. Ao final da Pri- meira Guerra Mundial muitas marcas já estavam consolidadas, com um visu- al característico. Fábio Mestriner (2000, p. 42), afirma: “O vocabulário visual

das embalagens já se constituía em linguagem e artistas versados nesse idi- oma desenhavam embalagens cada vez mais elaboradas, utilizando os ele- mentos construtivos com muita fluência e segurança”.

Após a Segunda Guerra Mundial a sociedade havia mudado, o consumo de massa, o desenvolvimento dos meios de comunicação e da publicidade, a criação dos supermercados e o estilo de vida pautado no consumo, estabele- ceram o padrão visual da embalagem moderna, tal como o conhecemos hoje. A venda por auto-serviço extinguiu o vendedor, assim a embalagem deveria apresentar, explicar, estimular e convencer o consumidor a levar o produto.

A industrialização ocorrida após a Segunda Guerra Mundial trouxe a massificação da produção e investimento em grandes campanhas publicitá- rias de apoio. Nos Estados Unidos, o Estilo surge como talvez a primeira ten- tativa de utilização do desenho-industrial como ferramenta de vendas, fruto da necessidade promocional de se criar o novo a partir do acréscimo de a- dornos e da mudança de pequenos detalhes de um produto que se mantinha basicamente o mesmo (Santos, 1989).

Nesta época surge outro elemento da linguagem visual das embalagens, a utilização de fotografias, estimulando o “apelo pelo apetite”, ou seja, foto- grafias com cenas elaboradas visando despertar nos consumidores o desejo de consumir o produto. Isto tudo em função do desenvolvimento da fotografia publicitária e das técnicas de impressão ofsete e rotogravura. Nos anos 60, com o auge da revolução cultural e sexual, a arte popular, vanguarda das ar- tes visuais na época, percebeu o poder e a influência da embalagem na vida dos consumidores.

Conforme Mestriner (2000, p. 43), “transformada em arte e ícone da cul- tura de massa, a embalagem também despertou as empresas e passou a ser tratada como aquilo que ela realmente é: uma poderosa ferramenta mercado- lógica”. Segundo o especialista, o desenho-de-embalagem é uma atividade complexa, que envolve comunicação visual, mercadologia, comportamento do consumidor, conhecimento da indústria e da cadeia de distribuição dos produtos. A embalagem moderna incorpora linguagens de outras áreas, a- companhando moda e tendências socio-culturais, respondendo a premissas mercadológicas do produto e passando a funcionar como um meio de comu-

Com uma comunicação estabelecida, pautada em valores perceptivos, esta linguagem visual passou a ser utilizada como instrumento estratégico, por empresas que perceberam o potencial da embalagem e a sua importân- cia no mercado e na comunicação de produtos. Como item obrigatório nos produtos de consumo, uma embalagem bem projetada representa sucesso de vendas, por isso, explorar ao máximo sua força é o “melhor negócio que uma empresa pode fazer”. Como diz Mestriner (2000, p. 44), “ela é o veículo que permite ao produto chegar ao consumidor. Após o consumo, ela é jogada fora, pois cumpriu sua missão”. De acordo com o especialista, a vantagem da embalagem é que a mercadologia é uma “batalha de percepção e não de produtos”, assim, ela tem o poder de fazer com que o produto seja percebido de uma maneira específica, contribuindo com novos valores e significados. Ao falarmos de produtos de consumo, a embalagem, nesse caso, precisa cumprir as funções de armazenagem, proteção, transporte e exposição. As duas primeiras são técnicas, e, portanto, têm seus processos de envase e embalamento previamente de- finidos pelo cliente. Sendo assim, a influência do designer, nessas etapas, é limitada. Vamos nos concentrar então naquilo que é missão do design, ou seja, a exposição do produto, a comunicação dos atributos de seu conteúdo e, principalmente, utiliza- ção da embalagem como instrumento de venda (Mestriner, 2000, p. 44).

Assim, uma embalagem possui, do ponto de vista mercadológico algu- mas missões, que, segundo Mestriner (2000), são: (i) ela deve chamar aten- ção para sua existência, se o produto não for percebido todo o esforço será em vão; (ii) informar, rapidamente, o que é o produto, o que ele faz e para quem se dirige; (iii) ressaltar os atributos complementares do produto; e (iv) agregar valor ao produto. “Se todas as informações encontrarem eco no con- sumidor e atenderem suas necessidades e desejos, um último obstáculo se apresenta ante o fechamento da venda: o produto precisa “parecer valer” o que está sendo cobrado por ele ou mais” (Mestriner, 2000, p. 45).

Como pode ser notado, a partir de determinado momento, o desenho- de-embalagem passou a ser tratado como um instrumento a serviço da mer- cadologia, entretanto, é preciso alertar que não é apenas isso. A missão do Desenho é muito mais ampla, abrange o equacionamento de fatores em vá-

rias áreas de conhecimento, e como tal, possui outros aspectos que devem ser observados e levados em consideração.

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