mecanIsmes aSSOCIes
A. SANS TRAITEMENT ANTI-TUMORAL
Os quatro os atributos referentes à qualidade do serviço da AE, encontra-se devidamente descritos nos subtópicos seguintes.
Disponibilidadee Tempo
Os serviços da AE devem estar disponíveis quando solicitados para que os utilizadores possam usufruir de uma melhor forma desses benefícios. O apoio da AE na organização auxilia na identificação de interfaces e outras inter-relações e de quais os produtos já existentes [Niemi e Pekkola 2013, p. 3884].
Consciência
Os serviços da AE devem promover de forma ativa os seus serviços aos stakeholders. É importante que ao inserir um novo elemento numa comunidade arquitetural nova, deverá de ser capaz de ganhar visibilidade suficiente sobre os serviços disponíveis e quais as condições e opções que são necessárias para ter acesso [Niemi e Pekkola 2013, p. 3884].
Atividade
Qualquer que seja o serviço ou atividade que a organização realize, deve ser visto como um fator um importante para a qualidade do serviço da AE. É importante que a equipa da AE demonstre que está interessada, que questione o que está a ser feito, levando a que haja um pensamento mais profundo sobre as questões arquiteturais [Niemi e Pekkola 2013, p. 3884].
Utilidade
Os serviços da AE devem ser práticos, motivadores e benéficos para os utilizadores. Desta forma, é possível que afete o desenvolvimento da AE. Todavia, estes serviços não deverão ser apenas benéficos para a governação da AE, deverão ser benéficos para todas as partes interessadas da organização. Outros fatores também se podem traduzir em benefícios, tais como a possibilidade de recorrer a um consultor externo, por outro lado, os consultores deverão concentrar-se na modelação e utilização de ferramentas e nas áreas não técnicas. Os especialistas internos são vistos como essenciais na produção de conteúdos empresariais. Deverão ocorrer reuniões regulares com o arquiteto de forma a facilitar o consumo dos serviços, assim como melhorar a formação que neste caso deve ser personalizada às necessidades dos utilizadores, contendo exercícios e exemplos concretos [Niemi e Pekkola 2013, p. 3884]. Na Tabela 20, encontram-se descritos de uma forma adaptada os atributos relativos à qualidade do produto e à qualidade do serviço das arquiteturas empresarias.
Tabela 20: Atributos da Qualidade do Produto e do Serviço das Arquiteturas Empresariais Adaptado Niemi e Pekkola [2013]
Atributo Subfactor
Produto
Clareza e Precisão Proporciona uma visão geral
Utilização de uma abordagem top-down
Distribuição de dados lógicos Número de elementos do modelo Quantidade de informação exata Granularidade Transmite informações básicas
Nível de detalhe dos modelos Nível de detalhe da informação textual Uniformidade e coesão Conformidade com a Framework
Conformidade com as arquiteturas existentes Evitar a duplicação
Distinção entre o as-is e o to-be das arquiteturas Disponibilidade Disponibilidade de produtos apropriados da AE Exatidão Correção dos dados originais
Descrição atempada Integralidade na descrição Utilidade Propósito claro
Utilização adequada do contexto Serviço
Disponibilidade e tempo Tempo de serviço adequado
Disponibilidade dos tipos de serviços necessários Consciência Conhecimento dos serviços disponíveis
Consciência das condições de trabalho Consciência dos benefícios dos serviços Atividade Vontade de ajudar
Mostrar interesse
Utilidade Utilização adequada do contexto Benefícios para destinatário do serviço
Após a identificação dos indicadores de qualidade relativo aos produtos e serviços, é possível concluir que estes também se relacionam com os indicadores de valor propostos no trabalho de Rodrigues [2013]. Os atributos relativos à qualidade do produto, como a clareza e precisão são relacionados com indicador de valor referente à complexidade, assim como os atributos granularidade e exatidão encontram-se relacionados com o indicador de valor que diz respeito à comunicação.
É verificável que o atributo uniformidade e coesão é relacionável com o indicador referente à conformidade, assim como o atributo disponibilidade é relacionado com o indicador de valor respeitante ao conhecimento e entendimento, por último, o atributo utilidade é relacionável com o indicador de valor referente à orientação para o cliente. No que concerne à qualidade de serviços da AE, o atributo disponibilidade e tempo é relacionável com o indicador de valor referente à tomada de decisão, o atributo consciência é comparável ao indicador de valor que diz respeito à flexibilidade, o atributo relativo à atividade é facilmente relacionável com o indicador de valor da inovação. Por fim, o atributo utilidade pode ser relacionado com os indicadores de valor de orientação para o cliente, agilidade e comunicação. Estes atributos serão refletidos num dos modelos de avaliação do Instrumento para a Avaliação de Arquiteturas Empresariais baseadas em TOGAF 9.1, nomeadamente no Modelo de Avaliação dos Indicadores de Valor da AE.
Relativamente ao Modelo de Avaliação das Regras de Representação da AE, os atributos referidos também se relacionam com as questões/afirmações apresentadas nos modelos desenvolvidos, nomeadamente no Modelo de Avaliação das Regras de Representação da AE, em que os diagramas, matrizes e listas resultantes de cada artefacto do ciclo ADM deverão ser apresentados em coerência como o que é estipulado pela Framework, tendo como
características a granularidade, clareza e precisão, uniformidade e coesão, disponibilidade, exatidão e utilidade. A qualidade é vista como o grau em que produtos e serviços da AE atendem às necessidades dos stakeholders [Niemi e Pekkola 2013, p. 3879].
A avaliação da AE ajuda a compreender até que ponto os objetivos estabelecidos na organização estão a ser alcançados, no entanto, é difícil encontrar um método que permita efetuar uma avaliação completa e que garanta o acompanhamento de todas as fases de desenvolvimento da AE. O método proposto por Lakhrouit e Baina [2014] tem como base os princípios mencionados na Tabela 20. Estes princípios permitem verificar os pontos fracos e fortes da organização, levando assim à captura de lacunas [Lakhrouit e Baina 2014, p.1]. A
avaliação da qualidade da AE é baseada no conjunto de indicadores identificados na Tabela 20 [Lakhrouit e Baina 2014, p. 311].
Os princípios de avaliação da qualidade da arquitetura empresarial encontram-se relacionados com o Instrumento para a Avaliação de Arquiteturas Empresariais baseadas em TOGAF 9.1 em que são efetuadas questões/afirmações que retratam os princípios indicados na Tabela 21, como por exemplo no Modelo de Avaliação dos Princípios para a Conceção da AE são abordados os princípios referentes à agilidade, ao alinhamento com o negócio, a utilização de um método de arquitetura comum e reutilização. No que diz respeito ao Modelo de Avaliação das Regras de Representação da AE são efetuadas questões/afirmações relativas ao princípios relativo à utilização da arquitetura e ao desenvolvimento da arquitetura.
Tabela 21: Princípios de Avaliação da Qualidade da Arquitetura Empresarial Adaptado de Lakhrouit e Baina [2014]
Relativamente ao Modelo de Avaliação dos Indicadores de Valor da AE, todos os princípios se encontram relacionados com os constructos apresentados no modelo.
Princípios Descrição
Agilidade Aborda a capacidade de gestão da mudança de uma organização. Esta é uma característica essencial para a sobrevivência das organizações que operam em ambientes dinâmicos, onde a mudança é constante.
Interoperabilidade Demonstra a capacidade de comunicação, troca de dados eficaz e precisa entre os SI, aplicações e serviços.
Manutenção Demonstra a aplicação das arquiteturas e estratégias organizacionais às novas condições e decisões, tendo por base as rápidas variações nas condições do ambiente de negócios e as necessidades.
Reutilização A capacidade dos componentes da organização para serem utilizados em mais do que um sistema, tal como o modelo e os serviços de referência comercial. Os módulos que visam reduzir o tempo de implementação e custos, aumentar a probabilidade de teste, antes da utilização, eliminação de erros e localização de alterações no código, assim que seja necessária uma mudança na implementação. Confiança Quando a arquitetura realiza o que é suposto, ou seja, aquilo que o utilizador espera, sendo este processo realizado sem quebrar nenhum processo (precisão, a tolerância de erro, coerência e simplicidade em design).
Testabilidade Testar se a nova estrutura e software cumpre os requisitos.
Escalabilidade Capacidade de um sistema, uma rede ou processo, para lidar com uma quantidade crescente de trabalho e a sua capacidade de adaptabilidade à mesma.
Segurança Refere-se à estabilidade: quão estável é o sistema – se perde dados ou se se torna inacessível; validade: até que ponto é o sistema capaz de assegurar que a informação que contém é correta; sigilo: até que ponto o sistema é capaz de proteger de agentes não autorizados as informações.
Alinhamento com o negócio Demonstra que os processos de arquitetura e os resultados estão em sintonia com o que a empresa pretende.
Utilização de um método de arquitetura
A medida em que um método de arquitetura (comum) é usado. Desenvolvimento de
arquitetura
Forma de abordagem do desenvolvimento da arquitetura, incluindo as variantes isoladas, os projetos autónomos que se conjugam com vista a um processo interativo.
Utilização de arquitetura Forma de utilização da arquitetura: como canal de informação, como forma de gerir projetos individuais ou até mesmo como uma ferramenta para a gestão de toda a organização.
Na Figura 4 encontra-se representado o método de avaliação proposto por Lakhrouit e Baina [2014].
O desenvolvimento do Instrumento para a Avaliação de Arquiteturas Empresariais baseadas em TOGAF 9.1 será constituído pelo Modelo de Avaliação dos Indicadores de Valor da AE, o Modelo de Avaliação dos Princípios para a Conceção da AE e o Modelo de Avaliação das Regras de Representação da AE. A linha de pensamento para o desenvolvimento de cada um destes modelos tem por base o método apresentado por Lakhrouit e Baina [2014], todavia existem atividades que diferem do mesmo.
O processo de desenvolvimento do Modelo de Avaliação dos Indicadores de Valor da AE tem início com a identificação dos indicadores de valor, especificados na secção 2.3.1 Valor e Benefícios das Arquiteturas Empresariais do presente trabalho de dissertação. Os atributos relativos aos indicadores de valor devem ser especificados para que o respondente conheça a que indicador se refere a questão ou afirmação. Para cada indicador de valor é efetuada uma ou mais questões ou afirmações, em que para cada uma delas é atribuído um ou vários respondentes e a resposta surge sob a forma de escala, para que posteriormente sejam calculados os resultados. Através destes resultados é atribuída a avaliação final dos indicadores de valor. O processo desenvolvido encontra-se representado na Figura 7.
Figura 7: Processo de Desenvolvimento do Modelo de Avaliação dos Indicadores de Valor da Arquitetura Empresarial
Da mesma forma, o processo de desenvolvimento do Modelo de Avaliação dos Princípios para a Conceção da AE tem início com a identificação dos princípios para a conceção da AE, especificados na secção 2.3.2.2 Princípios de para a Conceção da Arquitetura Empresarial do presente trabalho de dissertação. Os atributos relativos aos princípios para a conceção da AE devem ser especificados para que o respondente conheça a que principio se refere a questão ou afirmação. Para cada principio para a conceção da AE é efetuada uma ou mais questões ou afirmações, em que para cada uma delas é atribuído um ou vários respondentes e a resposta surge sob a forma de escala, para que posteriormente sejam calculados os resultados. Através destes resultados é atribuída a avaliação final dos princípios de conceção da AE. O processo desenvolvido encontra-se representado na Figura 8.
Figura 8: Processo de Desenvolvimento do Modelo de Avaliação dos Princípios para a Conceção da Arquitetura Empresarial
Por último, o processo de desenvolvimento do Modelo de Avaliação das Regras de Representação da AE tem início com a identificação das regras de representação da AE, especificados na secção 2.3.3 Regras para a representação da AE do presente trabalho de dissertação. Os atributos relativos às regras de representação da AE devem ser especificados para que o respondente conheça a que principio se refere a questão ou afirmação. Para cada uma das regras de representação da AE é efetuada uma ou mais questões ou afirmações, em que para cada uma delas é atribuído um ou vários respondentes e a resposta surge sob a forma de escala, para que posteriormente sejam calculados os resultados. Através destes resultados é atribuída a avaliação final das regras de representação da AE. O processo desenvolvido encontra-se representado na Figura 9.
Figura 9: Processo de Desenvolvimento do Modelo de Avaliação das Regras de Conceção da Arquitetura Empresarial