Section XI: Rules for in-service inspection of nuclear power plant component division 1
5.5. Problems of industrial safety in the use of chemical and inflammable products The safety considerations are to be realized and practised while making use of the The safety considerations are to be realized and practised while making use of the
5.5.8. Safety factors applicable to the test
O comando div. Compensation equaliza o dado em função do tempo (eixo x) e serve para realizar a compensação/recuperação da perda de energia por divergência geométrica, onde se aplica um fator de escala de ganho sobre a curva média de decaimento de amplitudes baseada em todos os traços (GOMES, 2009).
6 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Este trabalho apresenta os dados adquiridos na região amazonica, especificamente ao longo do Rio Pará e foz do Rio Tocantins, por meio da utilização do método geofísico de alta resolução com o principal objetivo de investigação de subfundo.
A utilização dos perfis sísmicos de alta resolução adquiridos com o perfilador de subfundo X-Star permitiu a identificação de feições morfológicas provavelmente provocadas por tectonismo, assim como a identificação de falhas propriamente ditas.
A partir da análise dos dados sísmicos obtidos na área de estudo, foram identificados nove feições interpretados como ocorrências tectônicas. Devido as especificidades do equipamento e caracteristicas geológicas da região, áreas prováveis de falhas tectonicas não foram detectadas pelo equipamento utilizado, e em outras elas se confirmaram.
Como dito anteriormente, este trabalho por ser, também é de caráter exploratório, permitindo que uma região ampla fosse explorada, pois não há dados de sísmica rasa submersa nas localidades estudadas. Apesar de haver indicativos bibliográficos de dados terrestres e de feições tectônicas que possivelmente se prolongariam em áreas submersas, vimos em loco que nem sempre essas tendências se confirmaram.
Desta forma decidiu-se analisar a maior quantidade de área possível, para que os resultados obtidos servissem de indicativos para futuros trabalhos.
Navegar a uma velocidade de 6 nó que é equivalente a 9 km/h, com o perfilador a um metro de profundidade, trouxe melhores resultados na coleta dos dados.
Sendo a área de estudo ainda pouco estudada neste foco, testou-se as diferentes frequências disponíveis no perfilador, já se sabia de antemão que frequências com maior valor podem analisar pontos com maior detalhe, porém sem pouca penetração no substrato e vice-versa. Nem sempre uma mesma frequência funcionou satisfatoriamente em lugares diferentes.
É importante integrar dados de granulometria e sedimentologia para uma melhor escolha da frequência mais adequada em cada região.
Dentre os trabalhos que tentam mapear as feições tectônicas da área de estudo podemos destacar o de Villegas (1994) e o de Costa et al (1996).
A Figura 25 abaixo, é uma imagem baseada no artigo de Costa et al. 2002, nesta imagem estão integradas as feições geológicas de seu trabalho e os pontos, que vão de A a I, em vermelho que correspondem as posições geo-referênciadas das estruturas encontradas pelo levantamento de sísmica rasa e descritas nesta dissertação.
A Figura 23 está referenciada em coordenadas UTM (Universal transversa de Mercator). Os pontos A, B, H e I estão concordantes ou bem próximos as falhas mostradas por Costa et al., já os pontos C, D, E, F e G não confirmam suas projeções, na escala de alcance do equipamento que é de no máximo, neste trabalho, de 30m a partir do fundo.
Estruturas, descritas por Costa et al. Podem estar lá, porém nosso equipamento pode não ter resolução adequada, camadas de areia grossa, clinações e fundo, influenciam fortemente na penetração do sinal.
A
B
C
D
BE F G
H
I
Falhas normais Falha transcorrentefeições tectônicas que serão descritas mais a frente e sobreposta por falhas normais.
A Figura 24, a seguir, tem a mesma configuração da Figura 23, sendo modificada, somente pela estruturas tectônicas, que agora são a versão de Villegas (1994).
As estruturas apresentadas por Villegas (1994), estão dispostas em uma área menor que a de Costa et al (1996), porém com uma densidade maior e com uma variação de direcionamento também maior.
As feições B, C, D, E, F, G e H coincidem com o que foi apresentado por Villegas (1994), porém A e I não são contempladas pelas estruturas, mas podem ser visualizadas pelo mapeamento de sísmica rasa.
A
B
C
D
BE F G
H
I
Falhas normais Falha transcorrentetranscorrentes gerados por Villegas (1994).
7 DESCRIÇÃO DOS PERFIS SÍSMICOS
As escalas verticais e horizontais de altura e extensão são expressos em metros nas pseudo-secções.
A Figura 25, localiza-se na porção interna do estuário do rio Pará onde a profundidade geralmente é inferior a 15 m e as intensidades de correntes não menores. A Figura 25 mostra um desnível de 7m na no fundo, provavelmente influenciada por tectonismo. A configuração dessa superfície e sua dimenção são indicativos de que essa feição morfológica possivelmente trata-se de uma falha normal, assinalado pelo polígono. Em subsuperfície não é observada presença de refletores, no entanto observa-se a repetição de múltiplas.
METER
TIME (ms)
Na figura 26 é possível visualizar em subsuperfície a presença de refletores, no entanto não é possível a visualização da falha em si através do perfilador X-Star. Neste ponto supõe-se a existência de uma ruptura, com valor aproximado de 5 m de variação, assinalado pelo retângulo, falha esta que pode ser descrita como falha normal, com o teto a oeste e o piso a leste.
METER
TIME (ms)
A figura 27 mostra o leito a uma profundidade média de aproximada de 35 m onde a subsuperfície não mostra refletores, apenas múltiplas. Nas áreas em destaque observa-se inclinações maiores que 45° da superfície do leito. As irregularidades deste trecho, assinalados pelos retângulos, possivelmente, correspondem áreas rochosas deslocadas verticalmente por tectonismo.
Figura 27:Trecho da linha L11, representando a feição C (Figura 24), evidenciando uma sequencia de feições geológicas.
METER TIME (ms) Mú lt ip las Fonte: do autor
Nas figuras 28, 29, 30 e 31 observa-se que as pseudo-secções sísmicas apresenta “quebras” bruscas da interface água-fundo de aproximadamente 5 metros, o que permite supor a existência de evento tectônico divergente, sendo que pelas limitações do equipamento não se pode visualizar a irradiação da falha em profundidade, porém a análise da descontinuidade de sua superfície, indicada pelos polígonos, permite tal suposição.
As imagens 28, 29 e 30 podem representar uma sequencia de falhas bem similares pois e apresentam configuração de tem a parte mais alta a oeste, já a imagem 31 representa outra linha, e a mesma mostra a parte mais elevada mais a leste, indicando a posição de um possível graben.
uma falha normal. METER TIME (ms) Mú lt ip la Mú lt ip la Fonte: do autor
METER TIME (ms) Mú lt ip la Fonte: do autor
METER TIME (ms) Mú lt ip la Fonte: do autor
METER TIME (ms) Mú lt ip la Fonte: do autor
A figura 32 apresenta um trecho com frequência alta em feições tectônicas. Em na posição de 350m tem-se uma estrutura mergulhante advinda de um movimento distensivo, seguida de uma região de estabilidade, que vai da posição 400 a 650m.
Mesmo tendo estabilidade em sua superfície, apresenta uma estrutura inclinada em subsuperfície (indicada pela seta vermelha), indicativo de falha normal. No trecho que vai de 690 a 900 é um trecho que apresentou subsidência e posterior preenchimento por sedimentos. Provavelmente temos Horst no trecho que vai de 400 a 650m.
METER TIME (ms) M ú lt ip la S u b isi d ên cia e pre ec h im ent o E s ta bilid a d e E strut u ra me rg u lhan te a d v ind a d e um mo v imen to dist en siv o Fonte: do autor
A figura 33 mostra um trecho do perfil sísmico onde não há estabilidade estrutural, que é “quebrada” por variações verticais de tanto em superfície quanto por seus estratos na subsuperfície do leito. São aproximadamente 600 metros de estruturas deformadas, provavelmente, por ação de forças tectônicas que causam deformações de até 20 metros.
METER TIME (ms) Mú lt ip las
Figura 33: Trecho da linha L22, representando a feição A (Figura 24), sequencia de estruturas deformadas por tectonismo.
8 CONCLUSÃO
Com aproximadamente 400 Km de linhas coletadas tivemos muitas áreas identificadas para futuros trabalhos que desejem escolher uma área promissora para mais detalhamento. Contudo não nos resumimos a indicadores de trabalhos futuros.
Pelo fato de a granulometria influenciar a aquisição de dados, há a necessidade de se planejar também a granulometria dos pontos de coleta, para um melhor resultado, no que diz respeito a penetração do sinal do perfilador.
Constatou-se o avanço no quesito detalhe em relação aos trabalhos de Villegas (1994) e Costa et al (1996), pois, numa estrutura indicada com símbolos geológicos por estes autores, foram encontradas várias feições geológicas com a sísmica de alta resolução, e não só indicadas, pode-se visualizar a feição e georeferência-las com mais exatidão.
Novos planejamentos podem ser mais bem orientados. Novos estudos delimitar melhor as bacias locais, utilizando equipamentos com maior penetração e utilizando dados coletados.
Os trabalhos anteriores na região mostram feições geológicas onde o alcance máximo em relação a superfície é de 1000m. O trabalho desta dissertação é uma lacuna a menos nesse estudo, pois mostra reflexos dessas estruturas que chegam a superfície.
Desta forma pode-se inferir quais estão mais ativas e com isso fazer correlações mais exatas da movimentação tectônica da região, delimitar melhor os limites das bacias, correlacionar as feições com a drenagem local, pois hoje a drenagem é utilizada com muita frequência como fator preponderante para sugerir feições geológicas submersas.
Não só a drenagem, mas também outros métodos geofísicos podem ser correlacionados como, por exemplo, gravimetria, magnetometria, métodos elétricos, etc. Todos esses recursos exploratórios podem se utilizar desses dados para futuros trabalhos.
Os dados podem ser reprocessados por outros softwares e com isso mostrar novas feições não visualizadas agora.
A pesquisa realizada foi proveitosa, pois nos mostrou a dinâmica da região, tanto na logística quanto nos pontos chave pra futuras campanhas científicas.
Os resultados obtidos causam um avanço nas pesquisas tanto vertical (profundidade) quanto horizontal (em planta), no que se refere aumento de detalhe e precisão de localização de eventos geológicos na Amazônia.
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