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Síntese

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Podemos atribuir aos mecanismos de policiamento a func~ao de moldar o trafego de entrada de modo que as celulas excessivas n~ao sejam descartadas, mas armazenadas e sejam inseridas na rede assim que possvel (de acordo com os par^ametros especi cados do trafego). Este e o procedimento utilizado pelo balde furado com memoria.

A Recomendac~ao I.371 do ITU-T [ITU94] de ne amoldagem do trafego(Trac Shaping) como sendo o mecanismo que altera as caractersticas do trafego de uma cadeia de celulas de um VCC ou de um VPC de modo a se obter uma modi cac~ao desejada de suas caractersticas, mantendo a sequ^encia original das celulas na conex~ao.

Exemplos da moldagem do trafego incluema reduc~ao da taxa de pico, limitac~ao do comprimen- to da rajada, reduc~ao do CDV atraves do espacejamento das celulas e esquemas de atendimento nas las.

A moldagem de trafego pode ser usada em conjunto com as func~oes de policiamento, desde que o CDV resultante permaneca dentro da toler^ancia permitida pela QOS especi cada na fase de estabelecimento da conex~ao.

O provedor do servico/operador da rede tem basicamente as seguintes opc~oes:

 Moldar o trafego na entrada da rede e proceder a alocac~ao de recursos de modo a respeitar

tanto o CDV quanto o atraso de propagac~ao previsto para a rede.

 Dimensionar a rede de modo a acomodar o CDV da entrada e moldar o trafego na sada da

rede.

 Dimensionar a rede de modo a acomodar o CDV da entrada e atender a QOS correspondente

a CDV sem nenhuma func~ao de moldagem.

Por outro lado, os usuarios poderiam utilizar voluntariamente a moldagem de trafego, para moldar o seu trafego as caractersticas de trafego especi cadas durante a fase de estabelecimento de conex~ao, de modo a n~ao sofrer nenhuma penalizac~ao da rede por trafego excessivo.

12.8. Moldagem do Trafego 171

12.8.1 Propostas

Diversos mecanismos de moldagem do trafego foram propostos na literatura. Dentre estes encon- tramos:

Regulador baseado em Filas de Calendarios [VF92]:

O regulador proposto reconstroi par-

cialmente o padr~ao original do trafego de entrada. Se o intervalo esperado entre celulas n~ao for satisfeito, a celula e atrasada ate que o instante chegue. E mantida uma la de calendario para cada tique de um relogio que contem uma lista das celulas que eram esperadas naquele instante mas que chegaram antecipadamente.

Balde Furado com Memoria [SLCG93]:

O balde furado com memoria (sec~ao 12.3.1) pode

ser usado como moldador do trafego, dado que as celulas s~ao armazenadas na memoria caso n~ao haja nenhuma permiss~ao disponvel, e so s~ao liberadas a medida que permiss~oes forem sendo geradas.

Espacejador de Celulas [BGSC92, GBDR92, Boy90]:

Como o proprio nome indica, ele con-

siste em espacejar de acordo com a taxa de pico especi cada, as celulas que chegarem muito proximas uma das outras. Este mecanismo seria aplicado em cada entrada de subrede ao longo da conex~ao. Cada celula ao entrar na rede e armazenada no espacejador de acordo com um mecanismo de espacejamento e retransmitido posteriormente, de modo que o espaco mnimo entre duas celulas consecutivas para uma determinada conex~ao seja respeitado. Ja foram identi cados dois destes algoritmos de espacejamento [GBDR92]: o primeiroe baseado em instantes teoricos de retransmiss~ao (TRT | Theoretical Re-emission Times), enquanto que o segundo baseia-se em instantes reais de retransmiss~ao (ART | Actual Re-emission Times). Os algoritmos de espacejamento s~ao compostos de um bloco de controle (semelhante ao mecanismo de escalonamento virtual) que limita o jitter a uma certa toler^ancia L, e um bloco de espacejamento que garante um espaco mnimo entre duas celulas consecutivas de uma mesma conex~ao (vide gura 12.22). Ao chegar uma nova celula e veri cado se o instante previsto (teorico) de chegada e inferior ao instante real (ta). Em caso a rmativo, a celula e

armazenada e retransmitida no proximo slot disponvel (instante ART). Em caso negativo (a celula chegou antes do esperado), e veri cado se a antecipac~ao esta dentro da toler^ancia. Se n~ao estiver (TRT > ta+L), a celula e descartada. Caso contrario, ela e aceita para

retransmiss~ao no instante ART. Os dois algoritmos diferem na atualizac~ao da variavel que contem o instante da ultima retransmiss~ao (LRT |Last Re-emission Time). No algoritmo de espacejamento ART (equac~ao (a)), o instante da ultima retransmiss~ao e feito igual ao instante real de retransmiss~ao adicionado a parte fracionaria do instante teorico de retrans- miss~ao. Por outro lado, no algoritmo de espacejamento TRT (equac~ao (b)), o instante da ultima retransmiss~ao e feito igual ao instante teorico de retransmiss~ao. Ou seja, no primeiro caso, considera-se o instante em que a celula vai ser de fato transmitida, enquanto que no segundo considera-se que a celula teria sido transmitida no instante teorico.

172 Captulo 12. Policiamento

Controlador da Media e Redutor de Pico [FMGV92]:

A media e controlada por um me-

canismo de janela deslizante que permite a transmiss~ao de no maximom celulas num perodo T, enquanto que o redutor de pico consiste de um bu er de comprimento K servido a uma taxa Bs.

Regulador do Comprimento da Rajada [FMGV92]:

O regulador consiste de um bu er ser-

vido a taxa de pico (Bp), e um controlador do comprimento da rajada que para a transmiss~ao

apos uma rajada de comprimentoLM. A transmiss~ao e retomada apos um perodo de sil^encio

(Ts).

Moldador com Histerese [BT93]:

Este moldador consiste de uma la com um servidor que

possui duas taxas de servico. A taxa maxima de servicoCue utilizada assim que o conteudo

da la exceder um limiarUt, enquanto que a taxa mnima volta a ser utilizada quando apos

12.8. Moldagem do Trafego 173 SIM NÃO NÃO SIM TRT < ta(k) ? TRT = ta(k) TRT > ta(k) + L ?

Chegada da k-ésima celula no instante ta(k)

TRT = LRT + T A célula é descartada A célula é armazenada e retransmitida no instante ART LRT = ART + <TRT> TRT (a) (b)

Ap^endice A

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