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La sépulture chez les Grecs :

Chapitre1 : Analyse paratextuelle

D- La sépulture chez les Grecs :

A metodologia adotada no presente trabalho compreendeu quatro etapas: na primeira, foi feito levantamento de dados e análise das informações. Na segunda, o reconhecimento de campo e preparação dos instrumentos coletados em campo. A terceira apresenta as entrevistas e aplicação de questionário. A quarta etapa compõe-se de tratamento dos dados obtidos em campo. Com o objetivo de analisar a problemática socioambiental e as condições de saúde dos trabalhadores no garimpo de esmeralda, foi realizado inicialmente um levantamento bibliográfico e feita discussão teórico-conceitual acerca do tema da pesquisa.

3.1 – FASE 1: Levantamento dos dados e análise das informações

A primeira fase constitui-se do levantamento teórico–conceitual acerca da bibliografia ligada ao tema da mineração, fundamentada na geografia socioambiental proposta por Mendonça, e à área de saúde, com reflexos na atividade extrativista, a fim de estabelecer um padrão de análise entre os efeitos no ambiente natural e implicações para a saúde do trabalhador, em relação à área pesquisada. O levantamento bibliográfico foi realizado nas bibliotecas: Universidade de Brasília (UnB), Ministério da Saúde (MS), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), Departamento Nacional de Pesquisa Mineral (DNPM), Ministério do Meio Ambiente (MMA), Ministério das Minas e Energia (MME), Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) e Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). Outra fonte das consultas foi a internet – documentos da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e da Organização Mundial de Saúde (OMS), entre outras. Os materiais levantados constaram de trabalhos técnico-científicos.

Após as informações coletadas, realizou-se uma leitura dos dados e, posteriormente, uma análise crítica, a qual serviu de base para preparação do instrumento de pesquisa em campo.

3.2 – FASE 2: Levantamento de campo e processamento dos dados coletados no campo

Esta etapa constitui-se no primeiro levantamento em campo, realizado em julho de 2007 e bibliográfico referente às características físicas da área (clima, geologia, solo, geomorfologia, vegetação, hidrografia), assim como dos aspectos socioeconômicos e de saúde no município, a partir do processamento de informações dos censos realizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento do Estado de Goiás (SEPLAN), Superintendência de Estatística Pesquisa e Informação (SEPIN) e do Sistema de Informações Geográficas (SIEG), Agência Goiana de Desenvolvimento Industrial e Mineral (AGIM, 2002); Prefeitura, Cooperativa de Garimpeiros do município de Campos Verdes (CGMCV, 2007) e informações in loco.

Os dados obtidos foram de escala municipal e regional, de forma a fundamentar os resultados dos instrumentos de pesquisa verificados em campo. Para a complementação das informações levantadas por meio dos instrumentos citados, utilizou-se registro fotográfico.

Para o mapeamento da área, utilizou-se do software Arcview 3.2 para elaboração do mapa de localização da área em estudo. Assim como, para a identificação dos trechos de garimpagem foi utilizada a delimitação dos trechos com base nos dado do DNPM, os quais foram customizados pelo programa Arcview 3.2, bem como a análise e produção cartográfica, processamento de imagem LANDSAT e IBGE/2008 – imagem compatível com a Carta: SD- 22- Z-A-III-4 NO - Goiás - imagem customizada pelo mesmo programa, para identificar os principais mananciais das bacias hidrográficas, localizadas próximas da área de garimpagem.

3.3 – FASE 3: Avaliação das condições de trabalho no garimpo

A avaliação das condições de trabalho no garimpo consistiu na segunda fase da pesquisa de campo e foi realizada no mês de julho de 2008. Nesta etapa de trabalho, foram realizados registros fotográficos, observações e aplicação de entrevistas individuais, obedecendo aos princípios éticos da Resolução 196/96, do Conselho Nacional de Saúde (vide Anexo C). As entrevistas foram realizadas com a permissão dos entrevistados, para obtenção de informações referente à extração de esmeralda e as condições de trabalho dos garimpeiros.

De acordo com os dados da Prefeitura municipal, havia, no momento da pesquisa, oito minas em operação no município; destas, três foram visitadas, sendo duas localizadas no

Trecho Novo e outro Trecho do Netinho. As minas visitadas operavam por sistema de sociedade/arrendamento, regularizadas pela Lei Nº. 7805 do Departamento Nacional de Pesquisa Mineral (DNPM), órgão responsável pela permissão de lavra garimpeira.

Para a análise e avaliação qualitativa dos riscos, foram feitas entrevistas com 28 garimpeiros (ativos e inativos), cinco sócios/proprietários e um profissional de saúde. As entrevistas individuais foram elaboradas a partir do ‘tópico guia’, no intuito de cobrir os temas centrais e os problemas de pesquisa (BAUER, 2007, p. 82).

É importante ressaltar que a entrevista com os trabalhadores ativos e inativos partiu das seguintes questões: 1) descrição do processo de extração de esmeralda; 2) a função exercida pelo trabalhador; 3) tempo de trabalho no garimpo de esmeraldas; 4) horas trabalhadas; 5) sintomas apresentados durante o trabalho; 6) uso de equipamentos de segurança no ambiente de trabalho, e o tipo de instrumentos utilizados para a extração. Aos sócios, proprietário e encarregados às questões constantes no Anexo B: 1) tempo que opera no local, questões ambientais; 2) tipo de sociedade/arredamento; 3) números de trabalhadores na mina; 4) medidas de segurança e prevenção de acidentes. As entrevistas foram gravadas com o consentimento dos entrevistados e analisadas posteriormente.

Tendo em vista a grande mobilidade da população garimpeira no município, a entrevista individual foi a melhor forma de verificar se os prováveis riscos de acidentes e exposição à poeira, que originam doenças como a silicose, são decorrentes do processo de extração de esmeralda ou de outras atividades econômicas que, por vezes, o trabalhador do garimpo de esmeraldas tenha exercido.

E, assim, as observações foram feitas em três minas, que operam por sistema misto de extração de esmeraldas. Já para a análise das empresas de pequeno porte que operam no local (ITAOBI, VEROBI, EMSA), baseou-se nas informações coletadas na Prefeitura. Outros procedimentos quanto às questões ambientais culminaram em informações dos trabalhadores do garimpo e moradores, registros fotográficos dos locais de garimpagem e no ambiente subterrâneo.

3.4 – FASE 4: Tratamento e análise dos dados levantados em campo

Utilizou-se para o tratamento de dados levantados em campo a identificação dos problemas ambientais e condições de trabalho dos garimpeiros, com o objetivo de estabelecer

integração de dados com base na metodologia socioambiental proposta por Mendonça e a Geografia da Saúde.

Mediante o exposto e em respeito aos princípios éticos da Resolução 196/96 do CNS, para a identificação dos entrevistados foram utilizados códigos seguidos de números sequenciais: S1,S2e S3 para sócios/proprietários; E1para Encarregado da mina; G1,G2,....G28

para Garimpeiro e Médico do hospital municipal, para citação dos dados coletados junto ao posto de saúde municipal e os depoimentos dos trabalhadores ativos e inativos. Os dados foram tabulados nos programas Word e Excel (elaboração dos gráficos).

Posteriormente, foi realizado um estudo integrado, para correlacionar os resultados dos efeitos ambientais e riscos ocupacionais com os achados de história ocupacional junto ao profissional de saúde – tendo em vista que o motivo para a realização da pesquisa foi a ausência de dados junto aos órgãos oficiais, pertinentes à exposição de risco durante e após o processo de extração de esmeraldas.

i. Avaliação dos riscos:

A avaliação dos riscos foi elaborada de acordo com a proposta de Guerreiro et. al. (1996), pois o autor afirma que, se não for possível a análise quantitativa dos riscos e perigos, por ausência de parâmetros de referência, a avaliação poderá ser aplicada de forma qualitativa, ponderando a probabilidade de ocorrência de danos.

Devido à ausência de modelos de referências a respeito dos riscos dos trabalhadores no garimpo, nesta fase da pesquisa a definição de risco foi aplicada de forma qualitativa, ou seja, com base nos depoimentos e observações no ambiente de trabalho.

Tal procedimento buscou agrupar os riscos por importância e classificá-los. Os riscos foram classificados em: RMI-Riscos Muito Importantes; RI-Riscos Importantes; RPI- Riscos Pouco Importantes, havendo a possibilidade de correlacioná-los em maior ou menor grau.

Em seguida, buscou-se identificar os elementos de resposta da sociedade garimpeira, quanto às normas de segurança no trabalho, e os sintomas apresentados questionando o uso de Equipamentos de Proteção Individual no ambiente de trabalho.

Levantamento Bibliográfico

Fase 1

Discussão Teórica - Conceitual

Fase 2

Levantamento de campo e mapeamento da área

Processamento dos dados coletados em campo

Fase 3

Aplicação de Entrevistas individuais

Avaliação das condições de trabalho no garimpo

Fase 4

Tratamento dos dados levantados em campo – avaliação dos riscos

Problemáticas socioambientais e implicações à saúde do trabalhador: O caso do garimpo de esmeraldas em Campos Verdes - GO

Análise dos resultados e redação final