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Sécurisation de premier niveau

Introduction au service DNS

5.8.  Sécurisation de premier niveau

Após ter participado por alguns anos no colegiado do PPGE, assumi junto com o colega Leôncio Soares, a coordenação do programa no período 2008 -2010, com o desafio de manter o compromisso histórico e a qualidade reconhecida da pós- graduação da Faculdade de Educação. À época, o Programa estava organizado em nove linhas de pesquisa, com cerca de 60 professores e 400 estudantes de mestrado e doutorado. Alguns bons hábitos coletivos já haviam sido implantados, como, por exemplo, a comissão de acompanhamento docente e discente, composta por ex coordenadores, que diluía a responsabilidade da difícil tarefa de recusar credenciamentos e acertar descredenciamentos de colegas.

O programa chegou a ter movimentos separatistas: grupos de pesquisas que ensaiaram a criação de outros programas. Mas acabaram se convencendo das vantagem de continuarmos juntos, mesmo que de modo confederado. Isto é, garantindo uma certa autonomia, inclusive financeira, para as diferentes linhas de pesquisa. Havíamos construído um sistema de distribuição de recursos e de bolsas

51 dentre as linhas, em função de seu a peso proporcional (número de professores, alunos e também desempenho).

Umas das dificuldades que mais me marcou foi a regularização dos prazos e critérios para atribuição das bolsas de mestrado e doutorado.

Quando assumimos a coordenação do colegiado do PPGE, já havia sido instituída a prática de atividades conjuntas com os programas de pós da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), da PUC-MG e do CEFET-Minas, com as aulas inaugurais de cada ano. Como desdobramento dessas ações, surgiu a ideia de se realizar, anualmente, encontros de pesquisas entre os programas envolvidos. Juntamente com outros coordenadores de PPGEs da cidade, organizamos o I Encontro dos Pesquisadores em Educação dos Programas de Pós- Graduação de Belo Horizonte, realizado na UFMG, em junho de 2009, com apoio da FAPEMIG.

Como coordenador do PPGE participei de reuniões na Pró-Reitoria de Pós- graduação, em que se discutia a política de pós-graduação da UFMG, e do Fórum Nacional de Programas de Pós-Graduação em Educação (FORPRED) em que essa política era debatida em âmbito nacional. Dentro deste fórum, assumi a coordenação do FORPRED Regional Sudeste, e, com ele, a organização da Anpedinha de 2009 (IX Encontro de Pesquisas em Educação da Região Sudeste), na Universidade Federal de São Carlos.

Pela experiência na coordenação do PPGE da UFMG e participação nos debates desses fóruns e eventos, fui convocado a compor comissões de avaliação de periódicos científicos, livros e avaliação de programas pela Capes (APCNs, Avaliação trienal e alguns recursos). Embora trabalhosa, julgo ser esta uma tarefa bastante importante, e, portanto, só declinei aos convites quando eu realmente não tinha condições de participar.

Já no Mestrado Profissional em Educação e Docência - o Promestre - que coordenei de setembro de 2013, quando foi aprovado na Capes, à fevereiro de 2015, quando a vice, Nilma Soares, assumiu a coordenação e eu passei a ocupar seu posto, enfrentamos outros tipos de problemas e desafios: não havia uma tradição instituída; a maior parte do corpo docente não possuía experiência na pós- graduação; havia pouca clareza sobre o produto final e do tipo de pesquisa aplicada a ser desenvolvida. A meu ver, falta ainda um entendimento comum sobre o que

52 deveria ser um mestrado profissional em educação. Todos concordam com as descrições gerais, mas, na prática, o desacordo começa com o perfil de professor orientador. Tanto a Pró-Reitoria de Pós-graduação da UFMG, quanto o próprio comitê de área da Educação na CAPES cobram dos mestrados profissionais uma semelhança com o mestrado acadêmico que me parece indesejável. Assim professores que, do meu ponto de vista, têm o perfil ideal para lecionar e orientar no mestrado profissional21, frequentemente têm uma experiência e produção que não se encaixam no Qualis da CAPES.

Há outras dificuldades, como a falta de recursos e a dificuldade no estabelecimento de convênios que supram essa falta. Mas nada disso tem impedido o entusiasmo de alunos e professores com o curso e sobretudo com o trabalho criativo e promissor que vem sendo feito em várias linhas de pesquisa. Visando dar visibilidade a essa produção e discutir as peculiaridade e desafios dos mestrados profissionais, estamos coordenando a organização do I Encontro de mestrados profissionais em educação e ensino de Minas Gerais a ser realizado em maio de 2016 nas dependências da Faculdade de Educação da UFMG.

No trabalho de coordenação desses dois programas, tive obviamente a colaboração de muitos colegas, e testemunhei a seriedade e competência de alguns funcionários técnicos-administrativos. O trabalho de Rose Madeira na secretaria geral do PPG tem sido fundamental e merece uma homenagem especial.

Mas de uma forma geral, me parece que é gestão universitária ainda é demasiado amadora. Afora isso, há problemas difíceis de contornar por causa da legislação e da falta de autonomia. Não é nada fácil enfrentar desafios de acrobacia financeira de forma republicana e criativa. É desesperador o esforço, e às vezes vão, de se buscar as melhores opções de custo/benefício e evitar gastos com compras ou contratos prejudiciais ao interesse público. Em meu caso, a gestão acadêmica se misturou com atividades de extensão, por causa de dois projetos que me envolvi de corpo e alma: O Espaço do conhecimento UFMG e Sentidos do Nascer.

21 Exemplifico com dois convidados que foram barrados pelos critérios atuais Professora Umbelina Caiafa, que além de responsável pedagógica do projeto Veredas, assessorou diversos cursos inovadores de formação de professores no país, e Alfredo Mateus, professor do Colégio Técnico e autor de diversos livros didáticos reconhecidíssimos.

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EXTENSÃO

Ao longo de minha carreira, tenho participado de inúmeras atividades de extensão. Ministrei palestras e cursos de extensão para públicos diversos, em colégios, associações, festivais, etc. Participei de projetos que visavam responder a demandas concretas e outros em que o desejo de compartilhar inovações era a maior motivação. Considero a extensão uma parte importante da atividade acadêmica, proporcionando não somente a ocasião para a troca de experiências com outros grupos, mas também a oportunidade de comunicar resultados de pesquisa para além das fronteiras da universidade. Embora acredite que a divulgação científica seja em si mesma uma atividade valiosa, e que deve ser incentivada, penso que as atividades de extensão vão além da divulgação de conteúdos pré-estabelecidos. Falar para públicos amplos exige um esforço de adaptação de linguagem, mas principalmente de argumentação. Ao fugir do uso excessivo de termos técnicos, muitas vezes somos confrontados com dificuldades argumentativas, que não havíamos previsto antes. Nesse sentido, a extensão é para mim uma parte essencial de uma trajetória acadêmica e não um aspecto lateral das atividades universitárias, como ainda é vista em alguns departamentos.

Há, na área de educação, uma enorme demanda social e é difícil não se envolver. Quando professor da UFOP, participei, de projetos em parceria com Secretaria municipal de educação (Curso Supletivo e Projeto de Reciclagem).

No âmbito do Scientia, desenvolvemos uma série de iniciativas de extensão, como publicações voltadas para professores da educação básica, a colaboração na criação de portal de divulgação científica, bem como em ações nas Semanas Nacional de Ciência e Tecnologia. Mas foi no Espaço do Conhecimento UFMG que passei a coordenar projetos maiores.

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