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A Federação Nacional Gremial dos Produtores de leite do Chile – Fedeleche –, foi fundada em 20 de março de 1998, ante a crescente agitação dos produtores para a criação de uma organização moderna e representativa com objetivos específicos nesse campo, dado que as organizações tradicionais não satisfaziam essas exigências, pelo menos no nível dos produtores de leite.

Os objetivos da organização são desenvolver, fomentar e proteger a produção de leite no Chile, por meio da promoção e desenvolvimento de ações destinadas a melhorar a eficiência e o rendimento dos produtores e obter sua participação organizada na definição das políticas que regulam suas atividades.

A Fedeleche é uma entidade nacional composta a partir de 8 organizações regionais que representam 80% do volume de leite do país. Essas organizações combinaram seus esforços para criar uma organização de caráter nacional e que representa o interesse de todos os “homens do leite” do país. Nos últimos anos, o salto qualitativo e produtivo ocorrido no Chile na produção de leite, se deu com o início da organização. Ela representa os produtores de leite no país, tanto perante a indústria quanto perante o governo.

A estrutura organizacional da federação é constituída por uma diretoria composta por: um presidente, um 1º vice-presidente e um 2º vice-presidente, tesoureiro, secretário e quatro

diretores. Esses são os responsáveis por toda a administração estratégica da organização conforme pode ser observado na figura 15.

Nesse objetivo, a diretoria conta com o suporte da gerência de apoio. Esta é um grupo formado para sustentar a administração da entidade. A organização conta também com dois departamentos: o departamento técnico responsável pelo monitoramento e análise do comportamento do setor leiteiro no mercado nacional e internacional e um departamento de comunicação que possui a função de executar as ações de difusão e promoção de qualquer grêmio da federação no âmbito interno e externo.

Figura 15– Estrutura organizacional da Fedeleche

Fonte: elaborado a partir de informações do site FEDELECHE (2006)

As linhas de atuação da Fedeleche no Chile podem ser encontradas no quadro abaixo.

Linha de ação Objetivos e ações

Promoção do consumo Através da Sociedade Promotora de Produtos Lácteos (Promolac) – projeto conjunto com a indústria láctea e o governo

Relação com a indústria Solucionar conflitos

Subsídios internacionais Monitoramento de subsídios em outros países, principalmente EUA e na Europa

Transparência de mercado Processo para resolução de distorções que existem

Normas de pagamento

Acompanhamento dos pagamentos realizados nas diferentes empresas processadoras, com o objetivo de fazer com que cada produtor saiba quanto está pagando e quanto estão pagando outras empresas pelo leite

Quadro 10– Linhas de ação da Fedeleche Fonte: FEDELECHE (2006).

Presidente

1º Vice-presidente 2º Vice-presidente

Tesoureiro Secretário 4 Diretores

Diretoria Departamento de Comunicação Departamento Técnico Gerencia De apoio Presidente 1º Vice-presidente 2º Vice-presidente

Tesoureiro Secretário 4 Diretores

Presidente

1º Vice-presidente 2º Vice-presidente

Tesoureiro Secretário 4 Diretores

Diretoria Departamento de Comunicação Departamento Técnico Gerencia De apoio

A organização utiliza como forma de financiamento uma contribuição voluntária dos produtores associados às 8 organizações locais chamadas de Aproleche, que se distribuem através do país e que juntas formam a Federación Nacional de Productores de Leche (Fedeleche).

O produtor que participa do sistema contribui com $0,20 por cada litro do leite vendido. Essa contribuição é coletada através das indústrias e repassado a cada Aproleche. Cada Aproleche faz um repasse mensal a Fedeleche, sendo que o valor deste repasse muda a cada ano durante a assembléia anual da Fedeleche, que define a quantidade de pagamento mensal de cada associação à federação conforme respectiva participação na produção total do país.

Desta maneira, a Fedeleche estabelece um orçamento anual com base nessas quotas, sendo a única fonte de renda existente. Vale ressaltar que no Chile, por lei, não é possível forçar os produtores a serem associados dessas organizações, diferentemente dos Estados Unidos, onde a cobrança compulsória é permitida.

Com base na determinação da Organização Mundial de Saúde de que o nível mínimo de consumo de leite recomendável é de 150 litros por habitante por ano, o Ministério da Saúde do Chile decretou que o nível mínimo deve ser de 234 litros no país. Dessa forma, desde sua criação, a Fedeleche estabeleceu como uma de suas ações prioritárias fazer com que a população aumente seu consumo de leite.

Em um país de baixo consumo de leite, a Fedeleche assumiu que o mercado doméstico representava uma boa opção para se aumentar o mercado de leite. Ao lado do mercado interno, exportar passou a ser a segunda saída para um país que pode produzir além da sua necessidade.

Para suprir essa carência, o Estado através do Ministério da Agricultura passou a financiar um terço da campanha “Yo Tomo”, criada para concretizar os objetivos da Federação de promoção do leite no país. As outras duas partes vêm uma dos aportes dos produtores, que

participam voluntariamente, e a outra das indústrias. No entanto, são os produtores que definem com quanto se deve contribuir a cada ano, e o valor deles são subtraídos pela indústria na folha de pagamentos.

No início da campanha, a contribuição dos produtores não passava de 30%. Hoje, cerca de 70% aceitam o desconto. Houve dificuldades para convencer sobre os benefícios da campanha, já que nunca se havia experimentado um projeto desse tipo. Com os resultados surgindo, a adesão foi crescendo a cada dia.

Figura 16 – Imagens de campanhas realizadas no Chile

Fonte: Fedeleche (2006)

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