• Aucun résultat trouvé

CHAPITRE 3. VOLET MILIEU PHYSIQUE

3.6 Risques naturels

Assumidamente um tema sensível, a sexualidade não levantou polémicas com os EE na escola onde foi efectuado o estudo. Motivos de vária ordem podem ter concorrido para este facto e há que considerar também a dimensão da amostra. No entanto, como já foi discutido ao longo do trabalho, esta não é a reacção de todos os pais. Factores como o modo de apresentação do programa aos pais e essencialmente o total esclarecimento sobre os conteúdos que vão ser trabalhados e de que forma o vão ser, podem ser factores de apaziguamento, onde ele não exista.

A importância dada ao treino da assertividade, da reflexão sobre si próprio, da capacidade de tomar decisões e da importância dos afectos colhe um apoio transversal, contrariamente a uma linha que reduz a sexualidade a um mero trabalho tecnicista, sanitarista e de contracepção. De realçar que muitos pais considerados no estudo, embora concordem com a intervenção da escola nesta temática e reconhecendo a maioria deles a importância da colaboração das famílias, não se mostrou disponível para colaborar. No âmbito da sexualidade, de entre os assuntos que consideram mais relevantes, a serem tratados com os filhos, destaca-se: informações sobre doenças sexualmente transmissíveis, contracepção, transformações do corpo na adolescência, os afectos e valores.

No que se refere aos alunos verificaram-se algumas alterações da turma em estudo relativamente às turmas restantes, nos inquéritos finais reportam como mais importante o papel dos professores como agentes de informação/formação no âmbito da sexualidade, o que parece indicar que sentiram que a escola pode ser e foi um local formativo nesta área importante das suas vidas. Constata-se também, por exemplo, que sobe para terceiro lugar “a comunicação” indicador da utilidade da sexualidade.

Considera-se importante ter conseguido colocar alunos desta classe etária a pensar, a reflectir e a falar com naturalidade sobre temáticas como a sexualidade. Tal como é aconselhado pelo GTES, mais importante do que a vinda de técnicos do exterior para falar sobre sexualidade é o papel dos agentes da comunidade escolar, professores e pares.

Durante a execução deste trabalho, porque todos estavam a aprender como fazer, não se utilizou muito o ensino entre pares. Se bem que este esteve implícito em várias ocasiões, considera-se ser um caminho possível a seguir. Formação Cívica parece ser manifestamente insuficiente, para provocar debate e actividades importantes de esclarecimento, mas também de treino de competências. Considera-se ser possível e útil utilizar AP para outro tipo de metodologias que não apenas as utilizadas habitualmente.

A promoção e educação para a saúde, está prevista e regulamentada e é imperioso que se faça com a colaboração de todos os agentes educativos. Em cada escola e em cada contexto, o caminho faz-se caminhando.

6. BIBLIOGRAFIA

Alcobia, H.; Mendes, A.; Serôdio, H. (2003). Educar para a Sexualidade. Porto: Porto Editora, pp. 95

Alvarez, M. (2005). REPRESENTAÇÕES COGNITIVAS E COMPORTAMENTOS SEXUAIS DE RISCO.O Guião e as Teorias Implícitas da Personalidade nos Comportamentos de Protecção Sexual. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian e Fundação para a Ciência e a Tecnologia, pp.582

Andrade, M. (1995). Educação para a Saúde – Guia para professores e educadores. Lisboa: Texto Editora, pp.111

Anónimo (2006). Resultados da Conferência de Colónia sobre educação sexual dos Jovens numa Europa Multicultural. Revista “Educação Sexual em rede”. APF nº. 4, (página 4)

Bennett, P.; Murphy, S. (1999). Psicologia e promoção da saúde. Lisboa: Climepsi Editores – ISBN 972-8449-48-8, pp.208

Borges, A.; Nichiate, L.; Schor, N. (2006) Conversando sobre sexo: A rede sócio-familiar como base de promoção da saúde sexual e reprodutiva de adolescentes. Revista Latino-Americana de Enfermagem - Volume 14 nº 3. ISSN 0104-1169

Capucha, L. (2008). Planeamento e Avaliação de Projectos - Guião prático. Lisboa: Direcção Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular, pp. 60 Castro, M.; Abramovay, M.; Silva, L. (2004) Juventudes e sexualidade, ISBN: 85-7652-001-x , Unesco, escritório no Brasil 2004.

CCPES (2000). O que é a Saúde na Escola – Guião Orientador para Escolas Promotoras de Saúde. Editorial do Ministério da Educação, 2000.

Cortesão, I.; Silva, M.;Torres, M. (2005). Educação para uma Sexualidade Humanizada – Guia para Professores e Pais. Lisboa: Edições Afrontamento. ISBN-972-36-0753-0, pp.191

Despacho n.º 19.737/2005. DR - II SÉRIE, Nº 176 de 13 de Setembro.

Despacho nº 25.995/2005. Concretização dos Programas/Projectos sobre Educação para a Saúde. DR - II SÉRIE, Nº 240 de 16 de Dezembro.

Despacho n.º 12.045/2006. DR - II SÉRIE, Nº 110 de 7 de Junho.

Despacho nº 2.506/2007 - Adopção de medidas que visam a promoção da saúde da população escolar - nomeação em cada agrupamento/escola do coordenador de educação para a saúde. DR - II SÉRIE, Nº 36 de 20 de Fevereiro.

Despacho nº 19.308/2008. DR - II SÉRIE, Nº 139 de 21 de Julho.

Dias, A.; Ramalheira, C.; Marques, L.; Seabra, M.; Antunes, M. Educação da Sexualidade no dia-a-dia da prática educativa. Braga. Edições Casa do Professor. 2002. ISBN 972-98584-4-6, pp. 316

Evax-Tampax (2007). No espelho… As mudanças do corpo: Projecto educativo para o 8º ano. A adolescência e tu. Arbora & ausonia, Pp 55.

Fonseca, H. (2002).Compreender os adolescentes: Um desafio para pais e educadores. Lisboa: Editorial Presença.

Frade, A. (2006). VIH/SIDA e a Mulher. Crise Global, Acção Global. Fact Sheet Women and AIDS da Associação Austríaca de Planeamento Familiar. Associação para o Planeamento da Família.

Frade, A.; Marques, A.; Alverca, C.; Vilar, D.(2006). Educação Sexual na Escola: Guia para Professores, Formadores e Educadores. Lisboa: Texto Editora, pp.155

Frith, A. (2006). O que me está a acontecer?. Porto: Porto Editora – ISBN 978-972-0-70063-6, pp.47

GTES (2007a). Relatório de Progresso. Em http://www.dgidc.min- edu.pt/EducacaoSexual/Relatorio%20progresso.pdf;

GTES (2007b). Relatório Final. Lisboa. Em http://www.min- edu.pt/np3content/?newsId=298&fileName=gtes_rel_final.pdf

Guimarães, S.; Many, E. (2006). Como abordar a metodologia de trabalho de projecto. Porto: Areal Editores – ISBN 972-627-912-7, pp.207

Gurría, A. Algunos indicadores de calidad en la educación para la salud en la escuela. In Escuela abierta: revista de Investigación Educativa, ISSN 1138- 6908, Nº 5, 2002, pags. 345-356

Hamido, G.; Luís, H.;Roldão, M.; Marques, R. (2006). Transversalidade em Educação e em Saúde. Porto: Porto Editora – ISBN-978-972-0-34739-8, pp.256

Harris, R. (2004). Vamos Falar de Sexo. Lisboa: Edições Terramar – ISBN 972-710-113-5, pp.89

Kirby, D. (2001). Understanding What Works and What Doesn’t In Reducing Adolescent Sexual Risk-Taking. Family Planning Perspectives.

Lopez, F. & Fuertes, A. (1999). Para Compreender a Sexualidade. Associação para o Planeamento da Família; pp.208

López, F.; Oroz, A. (1999). Para compreender la vida sexual del adolescente. Navarra. Editorial Verbo Divino, pp.183

Louro, G. (2000). Currículo, Género e Sexualidade. Porto: Porto Editora ISBN 972-0-34805-4, pp.111

Madueño, C. (2004). Sexo para adolescentes. Lisboa: Didáctica Editora, S.A, pp.192

Matos [et al] (2000a). A Saúde dos Adolescentes Portugueses: estudo nacional da rede europeia HBSC/OMS 1998. Lisboa: Edições FMH.

Matos [et al] (2000b). A Saúde dos Adolescentes Portugueses. Lisboa: FMH/PEPT-Saúde;

Matos, M. (2005). Comunicação, gestão de conflitos e saúde na escola. Faculdade de Motricidade Humana: Lisboa. ISBN-972-735-118-2, pp.388

Matos, M. (Coord) (2008). Sexualidade, Segurança e Sida – Estado da Arte e Propostas em Meio Escolar. Cruz Quebrada: Aventura Social e Saúde.

Matos, M. [et al] (2003a). A Saúde dos Adolescentes Portugueses (Quatro anos depois). Lisboa: Edições FMH.

Matos, M. [et al] (2003b). Conhecimento e Atitudes sobre o VIH/SIDA em Adolescentes Portugueses. In Psicologia, Saúde e Doenças, 2003,4(1), 3-20 Matos, M. [et al] (2006a). A Saúde dos Adolescentes Portugueses – Hoje e em 8 anos – Relatório Preliminar do Estudo HBSC 2006. Em www.fmh.utl.pt/aventurasocial.com.

Matos, M. [et al] (2006b). Comportamento Sexual e Conhecimentos, Crenças e Atitudes face ao VIH/SIDA – Relatório Preliminar. Dezembro de 2006. Em www.fmh.utl.pt/aventurasocial e www.aventurasocial.com.

Matos, M. [et al] (2006c). Gestão Escolar, Saúde e NE-HBSC em http://www.aventurasocial.com

Matos, M. [et al] (2006d). Indicadores de Saúde dos Adolescentes Portugueses – Relatório Glaxo Smith-Kline/HBSC 2006. Em www.fmh.utl.pt/aventurasocial e www.aventurasocial.com;

Matos, M. [et al] (2006e). Qualidade de Vida em Crianças e Adolescentes Portugueses – Projecto Europeu Kidscreen – Relatório Português. Em www.fmh.utl.pt/aventurasocial e www.aventurasocial.com.

Matos, M. [et al] (2008). O Comportamento Sexual dos Adolescentes Portugueses – Estudo HBSC/OMS. In Matos, M. (Coord) (2008). Sexualidade,

Segurança e Sida – Estado da Arte e Propostas em Meio Escolar. Cruz Quebrada: Aventura Social e Saúde, pp. 43-116.

Matos, M.; Carvalhosa, S. (2001). A Saúde dos Adolescentes: Ambiente Escolar e Bem-Estar. Psic., Saúde & Doenças, Nov. 2001, vol.2, nº2, pp.43-53 Matos, M.; Ramiro, L. Percepções de professores portugueses sobre a educação sexual. In Revista de Saúde Pública V.42 Nº. 4. São Paulo. ISSN 0034-8910

Matos, M.; Simões C.; Canha, L. (1999). Saúde e Estilos de Vida em Jovens Portugueses em Idade Escolar. In Sardinha, S., Matos, M. e Loureiro, I (1999) Promoção da saúde: Modelos e Práticas de Intervenção nos Âmbitos da Actividade Física, Nutrição e Tabagismo, Lisboa: Edições FMH, pp. 217-240 Matos, M.; Simões, C.; Carvalhosa, S. (2000). Saúde e Estilos de Vida nos Jovens Portugueses. Lisboa: Edições FMH.

Meredith, S.(2006). O que me está a acontecer? Porto: Porto Editora – ISBN 978-972-0-70064-3, pp.47

Ministério da Educação e Ministério da Saúde. Educação Sexual em Meio Escolar – Linhas Orientadoras. Lisboa. ISBN 972-783-035-8. 2000, pp.126 Nilson, A. Avaliação da qualidade da educação em Sexualidade e Relações Interpessoais, Suécia, 1999 e 2005. Revista “Educação Sexual em rede”. APF nº. 4 Outubro 2008 - ISSN 1646-1541

Nodin, N. (2002). Sexualidade de A a Z. Lisboa: Bertrand Editora. ISBN 972- 25-1252-8, pp 452

Nodin, N.(2001). Os Jovens Portugueses e a Sexualidade em finais do séc.XX.Lisboa: Associação para o Planeamento da Família-ISBN-972-8291-07- 8, pp.255

Nutbeam (2005). rhpeo.net/reviens/2005/21/índex.htm. Consultado em Janeiro de 2009

OMS (1986). Carta de Ottawa para a promoção da saúde, Versão Portuguesa “Uma Conferência Internacional para a Promoção da Saúde com vista a uma nova Saúde Pública”, 17-21 Novembro, Otawa, Canada, Lisboa:DGSaúde. OMS (1999), Health 21. Health for all in the 21st century. World Health Organization. Regional Office for Europe. Copenhagen.

Parecer nº 6/2005 – Educação sexual nas escolas. DR - II SÉRIE, Nº 226 de 24 de Novembro. Conselho Nacional de Educação – Ministério da Educação Pereira, M.; Freitas, F. (2002). Educação Sexual: Contextos de Sexualidade e Adolescência. Porto: Edições Asa; ISBN-972-41-2583-1, pp.77

Pereira, S.; Morais, M.; Matos, M. (2008). Sexualidade, Comportamentos Sexuais e VIH/SIDA. In Matos, M. (Coord) (2008). Sexualidade, Segurança e Sida – Estado da Arte e Propostas em Meio Escolar. Cruz Quebrada: Aventura Social e Saúde.

PNS. Despacho n.º 1916/2004 (2.ª série). Publicado no DR n.º 33 de 28 de Janeiro - II.ª série.

PNSE. Despacho n.º 12.045/2006, publicado no DR n.º 110 de 7 de Junho, 2.ª série. Em http://www.dgs.pt/upload/membro.id/ficheiros/i008093.pdf.

Programa de Promoção e Educação para a Saúde e Comissão Nacional de luta contra a SIDA, (1997). O VIH/SIDA NA COMUNIDADE ESCOLAR: EDUCAR PARA PREVENIR, Manual para professores. Lisboa: Multiponto/Quatro Ponto Quatro - ISBN 972-8367-00-7,

Reis, M.; Vilar, D. A implementação da educação sexual na escola: Atitudes dos professores. In Análise Psicológica 4 (XXII). 2004

Ribeiro, T. (2006). Educação da Sexualidade na Escola: um Treino de Competências . Braga: Casa do Professor - ISBN 978-972-8850-14-2

Rodrigues, M.; Pereira, A, ; Barroso, T. (2005). EDUCAÇÃO PARA A SAÚDE – Formação Pedagógica de Educadores de Saúde. Coimbra: Edição Formasau – ISBN-972-8485-52-2, pp.155

Romano; Forleo, P. (1996). Rapaz e Rapariga. Apelação: Edições SÂO PAULO – ISBN – 972-30-0679-0, pp.337

Sánchez, F. Educação Sexual em Espanha. Revista “Educação Sexual em Rede”. APF nº 1 Setembro-2005 - ISBN 1646-1541

Santos, A.; Ogando, C.; Camacho, H. (2001). ADOLESCENDO – Educação da Sexualidade na Escola – Da Teoria à Prática. Lisboa: Plátano Editora S.A. ISBN 972-650-557-7, pp.107

Sardinha, S.; Matos, M.; Loureiro, I. (1999). Promoção da saúde: Modelos e Práticas de Intervenção nos Âmbitos da Actividade Física, Nutrição e Tabagismo. Lisboa: Edições FMH

Sprinthall, N.; Collins, W. (2003). PSICOLOGIA DO ADOLESCENTE – uma abordagem desenvolvimentista. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian – ISBN – 972-31-0634-5, pp.748

Strecht, P. (2005). VONTADE DE SER Textos sobre adolescência. Lisboa: Assírio e Alvim – ISBN-972-37-0993-7, pp.201

Vaz, J. (1996). Educação Sexual na Escola. Lisboa, Universidade Aberta, 1996., pp.129

Vilaça, T. Dos modelos de educação para a saúde tradicionais aos modelos de capacitação: abordagens metodológicas da educação sexual em Portugal do 7º ao 12º ano de escolaridade (Comunicação). Universidade do Minho - www.enciga.org/congreso/2007/comunicacions.htm. Consultado em Janeiro de 2009

Vilar, D. (2003). Falar Disso: A Educação Sexual nas Famílias dos Adolescentes. Porto: Edições Afrontamento. 2003, pp.382

Vilar, D. A educação sexual faz sentido no actual contexto de mudança?. Revista “Educação Sexual em Rede”. APF nº 1 Setembro-2005 - ISBN 1646- 1541

Vilar, D.; Ferreira, P., Educação Sexual dos jovens Portugueses: conhecimentos e fontes (Estudo). ISCTE. 17-10-2008

WHO (2004). Fourth Ministerial Conference on Environment and Health. Budapest, Hungary, 23-25 June 2004. Declaration. EUR/04/5046267/6. Em http://www.euro.who.int/budapest2004.

WHO (2004a). Fourth Ministerial Conference on Environment and Health. Budapest, Hungary, 23-25 June 2004. Children Environmental and Health Action Plan for Europe. EUR/04/5046267/7.

WHO (2005). European Ministerial Conference on Mental Health. Facing the Challenges, Building Solutions. Mental Health Declaration for Europe. Helsinqui, 12-15 January 2005. EUR/04/5047810/6. Em http://www.who.dk/mentalhealth2005.