• Aucun résultat trouvé

4. RESSOURCES INTERNATIONALES D’ÉVALUATION DES RISQUES

4.6 Ressources d’identification des dangers

3.1 PARTICIPANTES DO ESTUDO

A pesquisa foi realizada com 10 indivíduos adultos (7 do sexo feminino e 3 do sexo masculino), supervisores pedagógicos, funcionários de 10 escolas de educação básica da rede de ensino público do município de Campina Grande/Paraíba/Brasil.

Os critérios utilizados para a escolha dos supervisores pedagógicos participantes da pesquisa foram a acessibilidade demonstrada por tais indivíduos e um determinado conhecimento relacionado à abordagem reflexiva na educação e ao papel do supervisor pedagógico em tal contexto, verificado através de diálogos sobre a pesquisa a ser empreendida.

3.2 CARACTERIZAÇÃO DA EQUIPE TÉCNICA DA REDE MUNICIPAL DE ENSINO

Segundo informações colhidas de funcionários da Secretaria Municipal de Educação, a equipe técnica da rede municipal pública de ensino é composta por supervisores pedagógicos, orientadores pedagógicos, psicólogos e assistentes sociais. Cada escola, num total de 496 escolas, possui o seu próprio corpo técnico que trabalha de forma interdisciplinar.

A escolha pela rede municipal de ensino foi baseada no fato desta congregar, em sua equipe técnica, o profissional supervisor pedagógico-objeto de estudo da pesquisa.

3.3 INSTRUMENTOS DA PESQUISA

Os instrumentos utilizados para a coleta dos dados foram: formulário para caracterização sócio-educacional dos supervisores pedagógicos, escala de autoeficácia dos professores de Woolfolk e Hoy (1990) adaptada por Bzuneck (1996) e guião para entrevista dirigida.

3.3.1 Formulário para caracterização sócio-educacional dos supervisores pedagógicos

Primordialmente, a necessidade sentida foi a de vislumbrar, de um ponto de vista sócio-demográfico, a amostra a ser analisada.

Para tal, optou-se pela utilização de um formulário contendo perguntas que, quanto ao objetivo, podem ser caracterizadas como Perguntas de Fato que, segundo Marconi e Lakatos (1996, p. 80), “dizem respeito a questões concretas, tangíveis, fáceis de precisar, portanto, referem-se a dados objetivos: idade, sexo, profissão, etc”. Ainda de acordo com Marconi e Lakatos (1996, p. 86), “[...] o que caracteriza o formulário, é o contato face a face entre pesquisador e o informante, e ser o roteiro de perguntas preenchido pelo entrevistador no momento da entrevista”.

O recolhimento dos dados pessoais de identificação do entrevistado ocorre da seguinte forma:

[...] deve ser feito de modo sucinto e breve – já que não se trata de um estudo da psicologia experimental ou do campo médico-epidemiológico, mas o suficiente para localizarmos, de modo essencial, o sujeito em sua trajetória pessoal de vida e a posição que ocupa na estrutura social. (TURATO, 2003, p. 328).

O formulário para caracterização sócio-educacional dos supervisores pedagógicos entrevistados envolveu as seguintes variáveis: sexo, idade, escolaridade, atividade de trabalho atual e tempo de serviços (quantos anos trabalha no ensino).

3.3.2 Escala de autoeficácia dos professores

Goya, Bzuneck e Guimarães (2008) relatam que dentre os diversos instrumentos construídos até o presente, Bzuneck (1996) traduziu para a língua portuguesa, a escala de autoeficácia dos professores de Woolfolk e Hoy (1990) adaptada por Bzuneck (1996). Através da versão, Bzuneck e Guimarães (2003) utilizaram a análise fatorial exploratória às respostas de 422 professores das quatro primeiras séries do Ensino Fundamental do sistema público de uma região paranaense.

Os itens relacionados à crença de eficácia pessoal evidenciam as capacidades pessoais do professor e são expostos afirmativamente, como ilustra o

exemplo: “Tenho preparo suficiente para lidar com praticamente qualquer problema de aprendizagem”. Neste caso, elevados índices de eficácia pessoal são revelados pela crescente concordância com os itens apresentados (MORAIS; MEDEIROS, 2005 apud GOYA; BZUNECK; GUIMARÃES, 2008).

De forma contrária, na análise da crença de eficácia de ensino, os itens colocam em evidência aspectos contextuais que atingem os professores em geral e, além disso, os itens são expostos por meio de uma escrita redigida com conteúdo de negação. Um exemplo de item dessa escala é: “Se levarmos em conta todos os fatores, os professores não representam uma influência poderosa sobre os alunos”. Nessa dimensão, quanto mais elevado for o índice de discordância com a alternativa tanto mais significativa seria a crença de eficácia (MORAIS; MEDEIROS, 2005 apud GOYA; BZUNECK; GUIMARÃES, 2008).

Ainda com relação à escala de autoeficácia dos professores, foi realizada análise estatística pautada nas variantes lançadas, previamente, pelos autores da escala com o auxílio do programa estatístico Statistical Package for the Social Sciences (SPSS, 2003) e pretendeu investigar os sensos de eficácia pessoal e de ensino dos supervisores pedagógicos em suas experiências educacionais.

3.3.3 Entrevista dirigida

De acordo com Marconi e Lakatos (1996) a entrevista padronizada ou estruturada é aquela na qual o entrevistador obedece a um roteiro de perguntas previamente formulado e é realizada de preferência com indivíduos selecionados a partir de um plano de ação.

No que diz respeito às entrevistas dirigidas, se defende que:

O ato de dirigir significa que podemos dar a direção, apontar para onde a entrevista caminhará [...] significa também que a direção pode ser dada alternadamente: pelo entrevistador em alguns momentos, mas com uma flexibilidade que permita também ao entrevistado assumir o comando. (TURATO, 2003, p. 312).

Na pesquisa realizada, a entrevista possui um caráter padronizado ou estruturado seguido de um roteiro de perguntas pré-estabelecido (Anexo G).

Vale ressaltar que, embora se tenha assumido uma postura dirigida frente à entrevista, foi mantida uma atitude flexível diante das inferências dos entrevistados.

A entrevista dirigida foi submetida à análise de conteúdo, segundo a técnica de Bardin (1977).

Henry e Moscovici (1968 apud BARDIN, 1977, p. 33) defendem que “tudo o que é dito ou escrito é susceptível de ser submetido a uma análise de conteúdo”.

Para Bardin (1995, p. 103 apud TURATO, 2003, p. 442), “de certa forma, podemos entender que tratar um material é codificá-lo, transformando-o de um estado bruto para se atingir uma possível representação do conteúdo”.

Nesta perspectiva, evidenciam-se as dimensões da codificação e da categorização no contexto da análise de conteúdo. No que diz respeito à codificação se observa que:

Corresponde a uma transformação – efetuada (sic) segundo regras precisas – dos dados brutos do texto, transformação esta que, por recorte, agregação e enumeração, permite atingir uma representação do conteúdo, ou da sua expressão. (BARDIN, 2006, p. 103).

Após a codificação, tem-se a categorização, a qual reside na:

Classificação de elementos constitutivos de um conjunto, por diferenciação, e, seguidamente, por reagrupamento segundo o gênero (analogia) com os critérios previamente definidos. As categorias são rubricas ou classes, as quais reúnem um grupo de elementos... sob um título genérico, agrupamento esse efetuado em razão dos caracteres comuns destes elementos. (BARDIN, 2006, p. 117).

Sobre a análise de conteúdo, descreveu-se que é:

um conjunto de técnicas de análise das comunicações visando obter, por procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens, indicadores (quantitativos ou não) que permitam a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção/recepção (variáveis inferidas) destas mensagens. (BARDIN, 1977, p. 42).

Ainda sobre a análise de conteúdo, segundo Olabuenaga e Ispizúa (1989) é uma técnica para ler e interpretar o conteúdo de um vasto domínio de documentos, que, avaliados corretamente, permitam uma abertura ao conhecimento de aspectos e fenômenos da vida social de outro modo impossível.

Portanto, segundo Bardin (1977) recorrer ao uso de instrumentos de avaliação laboriosa de documentos seria ir ao encontro daqueles que anseiam dizer não ao engano da facilidade, tentando abolir os perigos da compreensão espontânea.

3.4 PROCEDIMENTOS E TRATAMENTO DOS DADOS

Inicialmente, ocorreram os primeiros contatos com algumas das respectivas direções das 10 escolas municipais públicas de ensino básico, em nome da apresentação e esclarecimento das propostas de tal pesquisa e entregues os termos

de consentimento endereçados aos diretores (Anexo C). Em outras circunstâncias, os primeiros contatos foram mantidos, inicialmente, com os supervisores pedagógicos, nos quais foram, também, apresentadas e esclarecidas as propostas de tal pesquisa e, posteriormente, contactadas as diretorias e entregues os termos de consentimento (Anexo C). Alguns instrumentos foram aplicados nas dependências das escolas e outros, fora do contexto escolar. Os instrumentos só foram aplicados após a leitura, pelos supervisores pedagógicos, do termo de consentimento livre e esclarecido (Anexo A), seguido da assinatura do sujeito entrevistado e da pesquisadora e da entrega de uma cópia do referido termo. A posteriori, seguiu-se a aplicação dos instrumentos na seguinte sequência: formulário para caracterização sócio-educacional dos supervisores pedagógicos, escala de autoeficácia dos professores de Woolfolk e Hoy (1990) adaptada por Bzuneck (1996) e guião para entrevista dirigida. Os dados obtidos através da aplicação do formulário para caracterização sócio-educacional dos supervisores pedagógicos foram analisados qualitativamente de forma descritiva, a escala de autoeficácia dos professores de Woolfolk e Hoy (1990) adaptada por Bzuneck (1996) foi avaliada através do método estatístico SPSS (2003) de processamento e análise dos dados e a entrevista dirigida foi analisada qualitativamente com recurso na análise de conteúdo, segundo a análise temática de Bardin (1977).

Vale, ainda, ressaltar que, através de um Termo de Autorização Institucional (Anexo D), a pesquisa foi aprovada pela Secretaria de Educação do Município, em nome de sua aplicação com os supervisores pedagógicos.

Além disso, foi entregue uma cópia do projeto de pesquisa à coordenação de educação do município, juntamente com um ofício encaminhado pelo setor competente da UTAD.