Les implications des prescriptions hors AMM
II. RESPONSABILITES DES ACTEURS PROFESSIONNELS DE SANTE EN CAS DE PRESCRIPTION HORS AMM
No mundo globalizado em que vivemos, onde muitos buscam cada vez mais lucros, não se importando com valores éticos, temos a obrigação de nos resguardar e cuidar da informação que nos é confiada.
Confidencialidade ou Segurança da informação, cada vez mais temos a obrigação de tomar cuidado com as informações que possuímos e que recebemos no ambiente de trabalho. Com o passar do tempo à informação se tornou um bem cada vez mais precioso e quem a detêm possui uma vantagem competitiva muito grande.
O uso da informação é muitas vezes restringido através do código de ética, obrigando o colaborador a assinar um termo de confidencialidade onde o mesmo se compromete mesmo após se afastar da companhia zelar pela informação e não divulgá-la sob pena de receber sanções muitas vezes judiciais pela divulgação.
Com o uso da Internet e os meios de comunicação cada vez mais eficiente as empresas se tornaram muito vulneráveis ao vazamento de informações confidenciais o que fez surgir uma preocupação ética quanto à divulgação e a responsabilidade que cada colaborador possui.
A fim de evitar transmissão de informações confidenciais as empresas investem cada vez mais em ferramentas que possam rastrear os acessos e as transmissões de dados, muitas vezes monitorando os passos de seus colaboradores com o propósito de se resguardar quanto às informações disponíveis que podem afetar os negócios da companhia.
Toda conversa seja por e-mail ou mesmo telefonema deve requerer muito cuidado por parte do colaborador, pois mesmo sem intenção a informação pode ser recebida por pessoas mal intencionadas que a queiram usar contra a companhia ou com o propósito de tirar proveito de informação privilegiada.
Para evitar que a informação mesmo transmitida entre colaboradores seja divulgada livremente através da Internet, existe a necessidade das informações muitas vezes serem criptografadas a fim de garantir a privacidade e integridade dos dados.
Caso um colaborador perceba que informações sigilosas acabaram sendo divulgadas, o mesmo deverá comunicar ao seu gestor a fim de minimizar o incidente e muitas vezes tentar resolver o problema, evitando assim prejuízos maiores para a companhia.
Para tanto se deve ter muito cuidado com senhas, login de acesso a rede e também a sistemas corporativos, pois os mesmos são pessoais e intransferíveis e a política de segurança impede que sejam divulgados.
O Colaborador deve agir de forma ética evitando a distribuição ou até mesmo comentar sua senha com outros colaboradores mesmo que sejam seus superiores, com o propósito de se resguardar contra possíveis punições.
A senha é intransferível e caso seja divulgada é passível de punição pela sua transmissão para pessoas não autorizadas e até mesmo pelo uso que a outra pessoa fará sobre sua identificação e senha.
Caso seja solicitada por superiores o mesmo deverá se resguardar e solicitar a documentação da solicitação seja feita por e-mail, como forma de se preservar quanto a problemas que possam vir provenientes de sua divulgação, sendo assim o colaborador tem como provar que foi solicitado e não teve como não enviar sendo sempre que possível evitar a transmissão da mesma.
Figura 2 – PROMON (http://www.promon.com.br/portugues/noticias/download/Seguranca_4Web.pdf)
A implantação de processos e ferramentas nem sempre é suficiente para garantir a segurança das informações. Sempre que a informação necessita ser manuseada por uma pessoa, ela está potencialmente em risco. À medida que as corporações permitem acesso mais abrangente e mais profundo às informações, os riscos de segurança aumentam exponencialmente com o número de usuários habilitados ao acesso. [PROMON, 2009]12
De nada adianta termos as melhores ferramentas, os melhores processos e todo o aparato tecnológico se não investirmos para mitigar o maior risco de segurança que são as pessoas que detêm a informação. Para tanto é necessário que seja feito investimentos na capacitação dos profissionais, trabalhos de conscientização sobre a responsabilidade de cada um na empresa e principalmente focar na consciência ética dos colaboradores.
Quando se consegue que os colaboradores sejam realmente conscientizados e comprometidos com a empresa, temos um grande valor agregado e uma maior proteção com as informações.
O mais importante é se evitar os riscos internos, ou seja, que os colaboradores se tornem responsáveis pelas informações que possuem e tenham a consciência de que muitas vezes a informação que para eles pode não ter tanto valor, em determinadas situações pode
12 http://www.promon.com.br/portugues/noticias/download/Seguranca_4Web.pdf, Segurança da Informação, Acessado em 18-05-2009.
levar a empresa a grandes prejuízos. Portanto todo tipo de conversas onde for mencionar sobre dados da empresa se deve ter muito cuidado para não revelar dados que possam levar a prejuízos.
Em muitos contratos existem cláusulas onde mesmo após o desligamento da companhia, o colaborador deve manter sigilo quanto às informações que possui, podendo ser responsabilizado caso venha a divulgar qualquer informação. Essas cláusulas muitas vezes são focadas mais para os executivos, gerente e diretores que possuem maior acesso a informações privilegiadas.
Quando pela empresa existe algum tipo de participação tanto em promoções ou patrocínio para os clientes, muitas vezes por questões éticas os colaboradores e mesmos familiares não podem participar, pois podem possuir informações estratégicas e com isso ganhar algum tipo de vantagem.
A preocupação com a ética é tão marcante que pelo simples fato de poder ter informações privilegiadas, que algumas vezes não possuem, os colaboradores e familiares tem sua participação negada em promoções ou mesmo na compra de ações no mercado.
4.3 Vantagens
Com um código bem escrito e definido na companhia, evitam-se várias divergências e problemas internos, pois o colaborador já possui o conhecimento do mesmo e evita dessa forma a penalização, que dependendo da gravidade dos atos cometidos pode gerar até o seu desligamento da empresa e até mesmo penalizações fora da empresa.
Com colaboradores seguindo regras do código de ética, o próprio cliente e fornecedores conseguem perceber a mudança de atitude da empresa diante do mercado, se tornando uma diferença competitiva perante as demais empresas e com isso agregando valores à marca e aos próprios colaboradores.
Através de atitudes delimitadas por um bom código de ética, o ambiente interno se torna mais propício ao crescimento e com isso incentiva a colaboração interna e a retenção de colaboradores por mais tempo na companhia buscando o crescimento profissional e a sua manutenção na mesma.