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LA RESPONSABILITE DU TRANSPORTEUR 1. Principe de la responsabilité

CHAPITRE 2 - LA CONVENTION RELATIVE AU CONTRAT DE

IX. LA RESPONSABILITE DU TRANSPORTEUR 1. Principe de la responsabilité

Durante o período de estágio realizado no HVSA foram passados dentro do hospital 1011 consultas, diversos casos novos, pacientes antigos, retornos e acompanhamentos. Todos esses casos chegados eram discutidos sempre no início e final dos dias, com isso foi possível obter uma percepção de todos casos de forma abrangente e de desenvolvimento de raciocínio clínico. Todas as consultas não foram acompanhadas pessoalmente devido ao alto índice de rotina simultânea. Os dados relacionados foram computados através de dados de computador e formado relevâncias entre os mesmos diagnósticos e rotinas que passavam por dentro do HV.

Os animais que fosse necessitado internamento se cadastravam na recepção e subiam devidamente identificados e prontos com tudo organizado.

Ao observar a casuística de atendimentos e animais que entraram no hospital, tivemos um número avassalador dos cães em relação aos gatos, sendo que desses 1.101 animais, 952 eram cães, representando um total de 86,5%, contra somente 149 gatos, mostrando a grande predominância canina nos atendimentos do hospital, mesmo o hospital contando com médico especialista em felinos.

Em relação às raças, podemos observar no gráfico a maior predominância de raças de pequeno porte, sendo 12,8% da casuística somente de Shitzu, 8,8% de Yorkshire. Os SRD ficaram com 16,2%, sendo a maior taxa dentre os caninos. Os dados podem ser melhor evidenciados no gráfico em pizza ilustrado abaixo:

Gráfico 1: Prevalência de raças caninas atendidas no SAHV, no período entre 05/08 a 15/11.

Avaliando a primeira tabela de casuística, referente ao aparelho urogenital, podemos ver como a Nefropatia bilateral, mesmo que em graus leves, foi diagnosticada em 30,17% dos

animais que passaram por suspeita de DRC. A DRC pode ser definida como uma condição irreversível de perda de função e/ou estrutura renal, dentre as possíveis causas de DRC em animais domésticos, considera-se principalmente os agentes nefrotóxicos, as obstruções do fluxo urinário, causas inflamatórias como a pielonefrite ou glomerulonefrite. É importante ressaltar também a alta relação das DRC com a Leishmania e leptospirose, pois a formação de imunocomplexos é altamente patológica aos glomérulos e porções filtrantes do rim. (QUEIROZ, 2015). É esperado que, conforme os anos vão passando a degeneração do parênquima renal e patias vão se acumulando.

Como segunda afecção mais predominante, vemos os cálculos vesicais presentes em 12% dos animais. Vários fatores predispõem a deposição de sedimento vesical, como desidratação, dietas com pH específico, ou com altas taxas de Ca+. O fator que não pode ser esquecido aqui nessa patologia, é a predisposição a cálculos vesicais que o Alopurinol® causa nos animais, porém nessa região onde a leishmaniose é altamente disseminada, o efeito Leishmaniostático causado pelo medicamento faz com que ele esteja em quase todas prescrições de animais afetados, podendo ser essa uma das principais causa da afecção se mostrar tão presente.

Em relação às afecções do TGI, podemos citar como mais predominantes a gastrite e a Ge, que somadas chegam a 38,66% das afecções. Sua etiologia era diversa dentro do

hospital, sendo causada principalmente por alteração na dieta ou ingestão de petiscos, sobras e visitas que ofertam alimentas que o animal não estava acostumado. As causas infecciosas também tem sua parcela de afecção, como as giardíases e infecções intestinais. A presença e ingestão de corpo estranho também foi frequente na casuística, desde cabos, brinquedos, meias, grampos e outros objetos indigestíveis que causam irritação de todo trato.

As alterações hepáticas chegaram a quase 20%, sendo evidenciada suas alterações tanto no exame de ultrassom, tanto na avaliação bioquímica do paciente. As principais causas de hepatopatias são de administração de fármacos, mudanças de dieta, doenças infecciosas e intoxicações.

As afecções GI são de caráter alimentício grande parte das vezes, e podemos ver que a má conduta dos tutores geralmente predispõe as mesmas, portanto é sempre bom ressaltar ao tutor os cuidados prévios e prevenir seu animal de tais problemas.

Em relação às afecções tegumentares, temos a presença das otites sendo a mais frequente, somando as infecções por ​Malassezia spp e as otites externas causadas por outros microorganismos, como ​Staphylococcus Aureus e outros, alcançam os 36,04%. As otites tem fatores predisponentes como umidade e sujeira da região, então manter a profilaxia externa dos dutos auditivos e realizar devida secagem pós banho, assim como monitorar constantemente a região e em qualquer sinal de alterações, o médico veterinário deverá ser consultado.

Durante o estágio somente um caso de otite externa evoluiu para otite interna, onde o animal começou a apresentar sinais neurológicos e alterações deambulantes, porém com o tratamento se estabilizou e regressou a sintomatologia normal.

As dermatites geram grande irritação, vermelhidão e prurido generalizado aos animais, podendo ter causas atópicas, alérgicas, infecciosas e de acúmulo de umidade, como os cães com muita dobra de pele tem predisposição.

As alergias cutâneas podem apresentar várias etiologias. Dentro do estágio a mais visualizada foi a alergia alimentar, onde os animais apresentaram reações alérgicas a componentes da ração ou dieta oferecida aos mesmos. Em cães também é comum visualizarmos cães com alergia a alguns produtos de limpeza, pólen, cigarro, entre outros componentes presentes no dia-a-dia que podem vir a interferir na qualidade de vida dos pets.

As atopias são doenças de pele, onde não conseguimos isolar nenhum agente responsável pela afecção, animal não apresenta alergias e não é fechado o diagnóstico. O tratamento passado é o de suporte com estabilização da lesão e o caso reavaliado periodicamente.

As feridas de laceração, uma por briga e outro cão acometido por 4 tiros, na região caudal, abdominal e patas traseiras.

Os casos ortopédicos no SAHV, eram de baixa relevância relacionado aos outros sistemas, e por ser uma das únicas especialidades que o hospital realmente não tinha pessoas especializadas realizando a mesma

As artroses e DAD, somadas suas porcentagens alcançam a faixa de 29,34%, esse índice dentro de todos os achados ortopédicos é relevante, e pode ser relacionado de forma semelhante as degenerações renais causadas pelos imunocomplexos. A Leishmania quando combatida, deixa resíduos corporais que, ou são excretados via renal, lesando o parênquima do mesmo, ou se depositam dentro do próprio organismo, principalmente em articulações, predispondo a degeneração ao longo dos anos e piorando o prognóstico dos animais.

A displasia coxofemoral, principalmente diagnosticada em cães de grande porte, sendo diagnosticada principalmente em goldens e labradores.

A espondilose era mais presente em animais mais idosos e com dores crônicas na coluna, enquanto as DDIV foram diagnosticadas pela sintomatologia clínica, e pelo aumento da radiopacidade nos exames radiológicos, sem nenhum caso de grau elevado e desenvolvimento agudo de lesão. Em meu período de estágio, infelizmente não ocorreu nenhuma cirurgia de descompressão medular, os animais que eram diagnosticados com faziam tratamentos paliativos e se encontravam em estado estável. 2 animais chegaram ao hospital veterinário com sintomatologia progressiva e decidiram mudar o local de realização da cirurgia, usando o fator custo como interesse para realização do procedimento dentro.

Se tratando das doenças das doenças endócrinas, a principal casuística dentro do hospital foi a síndrome de Cushing, sendo diagnosticada principalmente em poodles. Os testes avaliativos eram realizados com administração de ACTH intravenoso e uma coleta sanguínea era realizada antes da adm. e uma após 1 hora para avaliação dos resultados.

Já o diabetes é diagnosticado através do alto índice glicêmico que os animais demonstravam, principalmente animais com sobrepeso, condição que foi altamente relacionada dentro do hospital, e vem emergindo cada vez mais em todos os animais domésticos e deve se criar um olhar crítico sobre essa problemática, devido a toda carga sintomatológica que ela trás consigo.

Além disso, pode-se observar de modo geral que a obesidade está geralmente associada a outras doenças endócrinas, como o Hiperadrenocorticismo e o hipotireoidismo, tal qual descrito por Vasconcellos, 2015.

Sobre o sistema respiratório dos cães, a afecção mais evidenciada seria a infecção viral precursora da Tosse dos Canis, sendo os principais agentes causadores desta doença a Parainfluenza, Adenovírus canino tipo-1, Adenovírus canino tipo-2, ​Bordetella

bronchiseptica​ e o ​Mycoplasma spp​ (GREENE, 1998)

As broncopneumonias chegaram a quase 18% das afecções, sendo estas mais brandas do que as pneumonias em si. As pneumonias alcançaram 11,5% das afecções, sendo a casuística inteiramente das bacterianas, não houve casos de infecções fúngicas ou aspirativas. As bronquites mais brandas atingiram aproximadamente 6,5%, sendo a maioria estabilizada com antibioticoterapia profilática e anti-inflamatórios. Um caso do HV interessante de ser relacionado foi onde o animal foi diagnosticado com bronquite em outra clínica, que teve

conduta de AIE’s e liberou o animal. Após 1 semana o animal iniciou com fortes secreções e dificuldades respiratórias. Após avaliação radiográfica no SAHV o animal foi diagnosticado com pneumonia grave, isso serve de lição para tratamentos com medicações imunossupressoras sem identificar o real estado do paciente e avaliar possíveis infecções, tanto clínicas, tanto hematológicas.

O edema pulmonar, quando diagnosticado, os animais têm indicação direta para internamento, tratamentos medicamentosos com diuréticos e oxigenioterapia. Os mesmos ficam em observação devido ao estado grave que pode se estabelecer, levando a cianose e hipóxia.

O colapso de traqueia foi evidenciado em 14% dos casos respiratórios, sendo principalmente diagnosticado em cães braquicefálicos. A estenose é diagnosticada com os mesmos sintomas, porém de formas mais avançadas e prognósticos mais graves, onde a traquéia fica quase totalmente deslocada e comprimida.

Todos os exames cardiológicos eram realizados pelo Dr. Marthin Raboch, responsável pelo setor de cardiologia do Santo Agostinho, e o responsável pelo meu estágio e supervisor.

Destaque para os dois casos de cardiomiopatia dilatada, os dois em cães da raça Boxer, evidenciando a alta predisposição que essa raça tem para tal afecção.

A degeneração mixomatosa, geralmente começa a progredir conforme os animais vão adentrando a senilidade, por isso exames periódicos são solicitados a partir dos 5-6 anos

de idade. A endocardiose valvar leva a presença de sopros e disfunções cardíacas, acometendo

56% dos casos diagnosticados pelo setor de cardiologia. A Cardiomegalia foi encontrada em 22,61% dos animais. Está mesmo pode ser predisposta pelas degenerações e insuficiências valvares. Conforme o animal perde as funções

cardíacas e capacidades de coaptação valvar vão se perdendo, o coração necessita fazer mais

esforços e contrações mais fortes e frequentes. A consequência disso é uma hipertrofia do

coração, podendo ser excêntrica ou concêntrica, aumentando o tamanho de sua musculatura e

distendendo seu tamanho dentro da cavidade torácica, gerando a Cardiomegalia presente nos

animais. Todas essas alterações cardíacas importantes podem predispor a ICC que virá a

trazer consequências mais deletérias ao paciente, a ICC esquerda gera acúmulo de líquido

pulmonar, gerando edema e podendo levar a danos importantes e agudos, já á ICC direita gera

acúmulo de líquido sistêmico, ascite e edema de membros como principais sintomas. A profilaxia dentária e saúde bucal são técnicas negligenciadas dentro da clínica

veterinária, e grande parte dos proprietários não dá devida importância aos dentes e boca do

pet. A saúde corpórea começa pela boca, quanto mais limpa a mesma, menor a ingestão

de microrganismos que se desenvolvem no tártaro e na MO residual dos dentes, toda essa

carga bacteriana constante reduz a imunidade passiva do animal, frente a essas pequenas

quantidades, além da formação de imunocomplexos e alterações sistêmicas como lesões

renais e articulares. Dos cães com o sistema odontológico afetado, 52% tiveram que realizar uma extração, devido a podridão, infecções ou perca da raiz fixante.

A gengivite e periodontite são infecções da mucosa bucal próximo aos dentes, que se iniciam de forma branda e vão evoluindo conforme o tempo passa e recebem mais substrato para se alimentar e desenvolver.

Nas recomendações do hospital sempre estava incluído a profilaxia dentária, realizada como procedimento cirúrgico, com anestesia geral e estéril, tudo visando uma melhor qualidade e saúde do animal. Caso os tutores optassem por não realizar a técnica, eram indicadas as pastas dentárias com ação enzimática, onde não é necessário ficar realizando as escovações e sim só a administração do produto em todos os dentes do animal.

Os atendimentos oculares dentro do SAHV eram realizados pelo Dr. Fernando, sócio dono do hospital e um dos primeiros oftalmologistas veterinários especializados do Brasil, além de ser o primeiro a realizar o transplante de lente em cães.

Especializado em catarata, podemos citar essa como a doença oftalmológica mais acometida é procurada dentro do hospital, pela presença desse profissional capacitado, chegando a quase 30% das ocorrências. A catarata acontece com o passar da idade, onde o envelhecimento do cristalino e perda de sua capacidade líquida começam a esbranquiçar o mesmo, afecções com alto índice de imunocomplexos também afetam, assim como diabetes mellitus, predisposições genéticas e traumas.

Após temos a blefarite com 18,81%, acometimento comum em animais com infecções oculares e Leishmaniose.

As úlceras de córnea chegam em quase 9%, sendo essas consideradas superficiais e não atingindo as camadas mais profundas, como a membrana de Descemet. Quando esta é acometida, quase gerando a perfuração completa da córnea, vimos a evidenciação da Descemetocele com quase 11%.

Já o glaucoma acomete 11,88% dos animais, podendo ser predisposta por traumas, medicamentos, alterações de pressão e cardíacas.

Dentro dos casos neurológicos acompanhados dentro do Hospital, temos disparado a maior presença de pacientes epiléticos refratários com 31,57%, aonde não conseguimos identificar as causas principais dessas crises, e com os tratamentos convencionais (Fenobarbital e relaxantes musculares, assim como depressores de GABA) os pacientes não tem resposta adequada e ainda apresentam grande número de crises semanais.

Déficit cognitivo/síndrome cognitiva alcançando até 15,47%, podemos relacioná-la com a senilidade e degeneração dos impulsos nervosos, alterações de bainha de mielina e pequenas alterações nervosas, tanto a nível central quanto periférico.

Já as síndromes vestibulares tem relação com o equilíbrio do paciente, alterações de marcha e deambulação, altamente relacionadas com o ouvido interno, levando geralmente a alterações de postura de cabeça nos animais e desequilíbrio.

2 casos de MEG foram evidenciados em Yorkshire, raça que apresenta predisposição para a afecção. É uma patologia inflamatória aguda e progressiva que rapidamente pode levar o animal a morte, e o diagnóstico é feito após coleta histopatológica dos tecidos cerebrais.

Já a hidrocefalia, onde tivemos 6 casos, levam a fortes dores de cabeça no animal, dificuldade de ambulação, perda de sentidos importantes e alterações de consciência evidentes, principalmente presentes em pinschers

A polineuropatia periférica ocorreu em somente uma paciente, onde o animal não apresentava alterações de coluna e medula espinhal, mas tinha perda total de todos sentidos e controle dos membros.

4,76% dos pacientes neurológicos tiveram levantadas a suspeita de tumor cerebral, e confirmados através dos exames de tomografia computadorizada da VisioVet, os animais foram encaminhados para eutanásia com autorização da família e após, coleta de exames e avaliações foram realizadas para estudos posteriores.

Se tratando de desenvolvimento neoplásicos e tumores corporais, a principal afecção foi o Hemangiossarcoma, com 15,71%, esse tumor é altamente maligno e apresenta alta taxa replicativa. Dos 11 casos, 10 foram localizados no baço e um no coração. O baço é o órgão

responsável pela seleção de hemácias viáveis a continuar na corrente sanguínea e importante função no balanço de concentrado de hemácias presentes no sangue. Por esse motivo é comum esse tipo de tumor se encontrar neste órgão, apresentando alta taxa de metástase devido ao seu contato íntimo com quase todos os âmbitos corporais e as chances de ruptura do parênquima do órgão e hemorragia interna deixam o prognóstico desse acometimento ainda pior.

Os CCE foram presentes em 11,42% das afecções, se mostrando evidente principalmente em animais de pelagem branca, e se desenvolvendo em pontas de orelha e beiras de mucosas, onde a resistência aos raios solares fica enfraquecida.

Os carcinomas chegaram a 12,85%, sendo esse um dos principais câncer de mama junto com os Adenomas, que foram classificados como neoplasias mamárias.

Os lipomas acometeram 10% dos animais com neoplasias. Essas formações neoplásicas são benignas e geralmente passam despercebido pelos proprietários. Com a estabilidade e organização no manejo é possível manter ela estabilizada no animal, mas dependendo da intenção dos tutores em relação a conduta é possível realizar a retirada cirúrgica.

4 cânceres de SNC foram encontrados, e como citados na descrição da Tabela 10, os 4 casos foram realizados eutanásia devido ao estado decadente e progressiva piora que os pacientes apresentavam. Em 3 casos tivemos os cânceres de células da substância cinzenta, Astrocitoma e Glioma, e em 1 caso tivemos a presença de um Meningioma, formado a partir da replicação indeterminada de células das meninges do animal.

O caso de Quimiodectoma foi identificado no pericárdio, sendo um câncer proveniente das células quimiorreceptoras das principais veias do coração, esses receptores tem função de identificação de pH sanguíneo, assim como concentrações de O² e CO². O tumor afetou a região próxima ao átrio direito, gerando acúmulo de líquido no pericárdio e um quadro de instabilidade progressiva no animal

A Giardíase apresentou seus 18 casos dentro das infecções, passando os 56,25%. Os Snaps rápidos eram utilizados para diagnóstico e os tratamentos corretos instituídos após.

A Erlichiose, sendo conhecida como a doença do carrapato, pode estar ou não associado a babesiose e anaplasmose, porém no HV foi diagnosticado somente as bactérias

Ehrlichia spp​, sendo diagnosticadas também pelos testes rápidos de Snap’s

Apenas 3 casos de Cinomose foram constatados dentro do hospital, com 2 óbitos por animais se mostraram altamente debilitados e enfraquecidos. Enquanto um conseguiu ser tratado de forma inicial

A Parvovirose já foi o acometimento mais atendido na clínica, em meado dos anos 80. Porém hoje em dia os atendimentos são extremamente limitados apresentando só 3,12% da casuística dos infectados, isso se deve ao adequado esquema vacinal que os filhotes e clientes são submetidos, além de minuciosas instruções.

Dentre as afecções infecciosas dos cães, deixei a Leishmaniose fora das estatísticas, por achar que ela merece um tópico único dentro desse trabalho, devido a sua magnitude no estado, importância mundial e em saúde única, mas já podemos ver a evidenciação de seus altos índices, e devemos pensar que os animais que chegavam ao HVSA, que é um hospital referência em Leishmaniose canina, eram de alto escalão e com cuidados frequentes, assim podemos imaginar a situação da população mais carente.

A leishmaniose é uma doença infecciosa, umas das seis principais zoonoses mundiais, causada pelo protozoário Leishmania infantum, um parasito intracelular obrigatório das

células mononucleares do sistema imune de hospedeiros vertebrados. Dentro dos hospedeiros, temos predominância da forma amastigota do parasito, e nos flebotomíneos vetores,

predomina a forma promastigota.

A principal forma de transmissão da doença se dá através da picada das fêmeas de flebotomíneos infectados, que são conhecidos como “Mosquito-palha”. No Brasil, a espécie mais importante na transmissão é a Lutzomyia longipalpis, temos como outros vetores

também o L. cruzi e o L. migonei. Além dos vetores que é a principal forma de contaminação e disseminação da doença, temos também a transmissão venérea, transplacentária e

iatrogênica. (Silva et al., 2009)

Considerando o caráter zoonótico da doença e a sua complexibilidade epidemiológica, dentro do nosso país a LV é considerada um importante problema no quesito “Saúde única”, não apenas em áreas rurais, mas também em grandes centros urbanos e estão presentes em todas as regiões do país. A importância da doença vai além da veterinária quando vemos que existem aproximadamente 3.500 casos anuais de LV em humanos e aproximadamente 70% dos casos se situam na região nordeste. Outra causa que nos deixa alerta sobre a doença é a taxa de letalidade que fica entre 6-7% e vem crescendo, índices que nos mostram a

importância de medidas que busquem a preservação da saúde de pessoas, animais e do meio ambiente.

Quando abordamos a Leishmaniose canina como a doença em si, pode ser causada por espécies de Leishmania, sendo as mais comumente encontradas e difusas a L. infantum e L. braziliensis. A doença pode entrar em curso crônico, levando o animal a alto índice de debilitação e óbito, mesmo quando tratada. Entretanto, nem todos os animais infectados desenvolvem sintomatologia e alterações clínico-patológicas, a maioria dos animais que entra em contato com o parasito apresentam infecção subclínica, podendo se manter infectados sem sintomatologia até certo ponto onde a doença se debelar ou o animal

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