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Responsabilité civile

Dans le document sur l’état civil (LEC) (Page 32-35)

Der Grosse Rat des Kantons Freiburg

CHAPITRE 5 Responsabilité civile

Atitude. [Do lat. attitudine, do fr. Attitude.] S.f. [...] 2. Modo de proceder ou agir;

comportamento ou procedimento: Qual foi sua atitude face ao desafio? 4. Propósito ou maneira de se manifestar esse propósito: A atitude das nações aliadas na II Guerra Mundial foi de hostilidade ao nazismo. ; [...] 5. Reação ou maneira de ser em relação a determinada(s) pessoa(s), objeto(s), situações, etc.: Sua atitude negativa revela-lhe o desequilíbrio psíquico. (FERREIRA,1986, p.193-194, grifos do autor)

Nas reflexões desenvolvidas sobre os temas anteriores, indicações sobre o exercício participativo foram recorrentes, seja porque nas questões ambientais as ações coletivas configuram-se como um caminho de resposta ao “Kairós” do tema, seja porque a ação científica também está contextualizada na emergência desse caminho coletivo. Destacou-se, ainda, em alguns momentos dessas reflexões, que, embora as respostas estejam se configurado em situações de ações coletivas, estas não pressupõem o aniquilamento do

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indivíduo, mas, muito pelo contrário, evidenciam a importância da inclusão das contribuições da individualidade expressas a partir da atitude do indivíduo frente às situações coletivas com as quais se depara cotidianamente.

Neste tópico, nossa abordagem estará focada no tratamento integrado desses entendimentos. Faremos a reflexão sobre participação qualificando-a através do viés da atitude: não será o olhar sobre o quanto, mas sobre o como somos participativos; não será o fato de sermos participativos ou não que impressionará essa mirada conceitual, mas sim o nosso modo de ser participativo, a maneira como nos relacionamos com determinados objetos, situações ou pessoa(s).

Este pensar em participação, que pressupõe a ação de indivíduos se relacionando, trocando experiências, conhecimentos e expectativas, seja de forma individualizada (indivíduos interagindo com indivíduos ou grupos) ou coletiva (grupos interagindo com indivíduos ou grupos), cria suas possibilidades de atuação nos processos de construção da sociedade.

Eu diria, portanto, que você encontra muito da atitude de uma gestão participativa dentro de um modelo centralizado de gestão. Uma pessoa com uma atitude participativa trabalha perfeitamente bem dentro de um modelo de gestão centralizada, pois a sua consciência de dever e responsabilidades está acima de qualquer pirâmide hierárquica. Ele recebe suas ordens de algo acima do presidente: sua formação e consciência. (CANAL SAÚDE FIOCRUZ, 2004)

Para tratar a participação sob essa ótica de interação individual-coletiva, utilizam-se elementos de abordagem da Psicologia Social, área em que surge o conceito de atitude, que possibilita observar o plano do indivíduo participante e o plano social em que ele interage, marcando sua posição frente a uma dada situação participativa. Inicialmente, destaca-se que os estudos sobre atitude surgem e se desenvolvem a partir da segunda década do século XX. Buscava-se, então, oferecer uma perspectiva renovada à leitura social, transladando o foco de observação e análise das relações sociais, utilizadas pela Sociologia (sociedade-relações sociais) para as relações e interações do indivíduo com a sociedade (indivíduo-sociedade). (RODRIGUES,1999)

Marot e Ferreira (2003) esclarecem que as atitudes são tratadas pela Psicologia Social como um sistema relativamente estável de organização das experiências do indivíduo, que reflete, ou expõe, seus sentimentos internos, marcando sua posição favorável, desfavorável ou indiferente perante um objeto, uma situação ou uma pessoa. É a partir da atitude que o

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indivíduo define sua intenção de assumir uma certa escolha, que pode ser positiva, negativa ou neutra. Essa predisposição psicológica geral em relação a determinado objeto (ou situação) desdobra-se em três dimensões: (1) a cognitiva, que diz respeito a conhecimentos, crenças e convicções que um indivíduo adquire sobre um determinado objeto; (2) a afetiva, relacionada ao conjunto de sentimentos que esse objeto desperta no indivíduo; e (3) a comportamental, que está ligada à predisposição que o indivíduo tem para agir em relação a esse objeto.

Destaca-se, ainda, que a formação da atitude no indivíduo pode ser compreendida a partir de dois tipos de interações: comportamentais e cognitivas. Nas primeiras as atitudes podem ser apreendidas a partir de outros processos já estabelecidos, cabendo aqui as observações dos condicionamentos que predispõem à ação, condicionada ou incondicionada (que força a negação do condicionamento). Já no caso das interações cognitivas, a formação das atitudes está ligada a processos internos, não diretamente observáveis, ou seja, naquilo que faz parte do conhecimento do indivíduo, de sua experiência.

Rodrigues (1996) explica ainda que as atitudes têm função específica no desenvolvimento do indivíduo. Estas o auxiliam a avaliar, harmonizar e rever seus processos interiores de interação com o mundo externo. São funções descritas como:

a) de avaliação, em que as atitudes permitem aos indivíduos avaliar os estímulos referentes às suas conseqüências, passando a criar referência com atitudes e valores preestabelecidos. Dessa forma, é dada ao indivíduo a oportunidade de empreender ações coerentes com os valores e as atitudes anteriores, situando-o de forma realista e lógica em seu contexto;

b) de ajustamento social, em que as atitudes oferecem elementos para harmonizar as relações sociais do indivíduo. Com esta função, regulam-se as repercussões de determinada situação, agindo de forma a ajustá-la conforme dada intenção (evitando ou enfrentado);

c) de externalização, que ocorre quando os acontecimentos contrariam a expectativa do indivíduo, promovendo nele uma nova atitude, com o objetivo de diminuir a tensão gerada por aquela frustração. Aqui atuam mais os aspectos individuais do que os de ajustamento social.

Por esta razão, Rodrigues (1996) apresenta a atitude como parte constituinte do constructo individual dos sujeitos, influenciando e construindo suas percepções,

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motivações e aprendizagens. É importante reforçar, também, que as atitudes são expressas a partir das situações com que os sujeitos se deparam, reunindo seus conhecimentos, seus sentimentos (pró, contra ou neutro) e sua predisposição à ação como respostas próprias e individualizadas. Assim, as atitudes são instrumentos de construção de equilíbrio, de regulação do indivíduo com seu contexto, concretizando-se a partir de seu confronto com variadas situações. Na Figura 1, apresenta-se um esquema sintético para ilustrar esses elementos.

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