Chapitre II : SACM (1872-1965), une usine tributaire de l’évolution d’un groupe…
II. La Fonderie dans les conflits franco-allemands (1912-1945)
2. Reprise progressive et hésitations stratégiques
Primeiramente, importa reconhecer quais as competências necessárias para desempenhar a função de docente. Segundo Peterson (2003), “perfil do professor é, por conseguinte, aquilo que o professor deve saber (homo sapiens), fazer (homo faber), e
ser (homo socialis) no fim da sua formação” (p. 31). De acordo com o Decreto-Lei n.º
240/2001, o docente deve possuir um conjunto de competências integradas em quatro dimensões, nomeadamente a dimensão profissional, social e ética; a dimensão de desenvolvimento do ensino e aprendizagem; a dimensão de participação na escola e de relação com a comunidade e, por fim, a dimensão de desenvolvimento profissional ao longo da vida.
No que diz respeito à dimensão profissional, social e ética, é esperado que o profissional de educação promova aprendizagens curriculares, sustentando a sua prática num saber específico fruto da produção e do uso de vários saberes integrados, em detrimento das ações concretas da prática social e eticamente situada. Quanto à dimensão de desenvolvimento do ensino e aprendizagem, é exigido ao docente que desenvolva uma prática pedagógica de qualidade, delineando critérios rigorosos quer a nível científico como metodológico, desenvolvendo, assim, aprendizagens curriculares. Relativamente à dimensão de participação na escola e de relação com a comunidade, é solicitado ao docente uma atividade profissional integrada nas diferentes dimensões da escola, enquanto instituição de ensino e como instituição inserida numa determinada comunidade. No que concerne à dimensão de desenvolvimento profissional ao longo da vida, o professor considera a sua formação como um meio constituinte da sua prática profissional, desenvolvendo-a em torno das necessidades e realizações que o consciencializa, resultante da investigação da sua prática, das suas reflexões e do trabalho cooperativo com outros profissionais (Decreto-Lei n.º 240/2001).
Por seu turno, Perrenoud (2000) apresenta dez novas competências que o profissional de educação deve possuir. De acordo com o autor referido, o docente deve ser capaz de organizar e dirigir situações de aprendizagem. Desta forma, o professor deve dominar os conhecimentos de uma determinada área do saber; planear sequências
11 didáticas devidamente interligadas e lógicas; trabalhar através dos erros e dos obstáculos da aprendizagem, motivando, deste modo, os alunos a ultrapassarem as suas dificuldades, permitindo a aquisição de aprendizagens mais sólidas e, ainda, envolver os alunos na escolha e no planeamento das atividades/projetos.
Já a segunda competência referida por Perrenoud (2000), a mesma está relacionada com a capacidade de administrar a progressão das aprendizagens. Para tal, é necessário que o professor possua uma visão horizontal dos objetivos de ensino; conceba e amestre situações-problema adequadas ao nível e às capacidades dos alunos; estabeleça uma ligação entre as teorias e as aprendizagens que pretende desenvolver e, ainda, observe e avalie os alunos em momentos de aprendizagem; refletir periodicamente sobre as competências e tomar decisões de progressão sobre as mesmas.
Quanto à terceira competência, o docente deve conceber e fazer evoluir os dispositivos de diferenciação, ou seja, deve importar-se com as dificuldades de todos os alunos, compreendendo a origem dessas dificuldades e trabalhar de modo a contrariá- las. Assim, o professor deve ter consciência da heterogeneidade da sua turma e administrá-la adequadamente; disponibilizar um apoio integrado, trabalhando adequadamente com os alunos que possuem dificuldades na aprendizagem e, ainda, desenvolver a cooperação entre eles.
A quarta competência referida por Perrenoud (2000), afirma que o professor deve envolver os alunos na sua aprendizagem, assim como no seu trabalho. Desta forma, o docente deve despertar o desejo pela aprendizagem e desenvolver a capacidade do aluno se autoavaliar; negociar com os alunos determinadas regras para o bom funcionamento da turma; oferecer atividades que enriqueçam a formação do aluno e, ainda, apoiar a definição de um modo pessoal do aluno.
No que diz respeito à quinta competência, a mesma consiste em promover o trabalho em equipa. Esta competência desenvolver-se-á no professor no momento em que o mesmo elabore um projeto em equipa; oriente um grupo de trabalho; forme e renove uma equipa pedagógica; enfrente e analise, conjuntamente com outros profissionais, situações complexas, práticas e problemáticas e, ainda, resolva crises ou conflitos interpessoais.
Relativamente à sexta competência, refere-se que o docente deve ter um papel ativo na administração da escola. Esta participação poderá ser feita através da elaboração ou negociação de um projeto do interesse da instituição escolar; da gestão dos recursos da escola; da coordenação da escola com os seus parceiros; da atribuição
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de um papel mais ativo aos alunos e, ainda, do desenvolvimento de competências para trabalhar em ciclos de aprendizagem.
Quanto à sétima competência, esta consiste no dever que o professor tem para com os pais, ou seja, o mesmo deve informar e envolver os pais sobre as decisões e projetos que a escola possa desenvolver. Neste sentido, Perrenoud (2000) considera que esta competência pode ser desenvolvida através da convocação de reuniões; realização de entrevistas e, ainda, através do envolvimento dos pais na construção dos saberes.
No que concerne à oitava competência, o autor defende que o docente deve ter a capacidade de utilizar adequadamente as novas tecnologias, para a promoção de novas aprendizagens nos seus alunos.
Já a nona competência, o mesmo autor intitulou-a de enfrentar os deveres e os dilemas éticos da profissão. Na sua perspetiva, esta competência desenvolver-se-á através da prevenção da violência na escola; da luta contra preconceitos e discriminações; da participação na elaboração de regras sociais comuns à escola, às sensações e à apreciação da conduta; da análise da relação pedagógica, da autoridade e da comunidade em aula e, ainda, do desenvolvimento do senso da responsabilidade, da solidariedade e do sentimento de justiça.
Por fim, a última competência diz respeito à autonomia do professor, relativamente à sua formação contínua.
Considerando a perspetiva de Peterson (2003), este enfatiza as qualidades que o profissional de educação deve evidenciar e que se encontram distribuídas em quatro grupos, nomeadamente a capacidade de conhecimento e atitude, a capacidade profissional, a capacidade de gestão de ensino e, por último, a capacidade e a atitude social. Quanto ao primeiro grupo, capacidade de conhecimento e atitude, este está associado aos conhecimentos científicos que o professor deve possuir para desempenhar a sua atividade profissional. Além disso, este mesmo grupo abarca o conhecimento sobre questões problemáticas a diversos níveis, para que o docente seja capaz de solucioná-las devidamente.
Relativamente à capacidade profissional, o professor deve ser capaz de proporcionar o sucesso escolar de todos os alunos, adaptando as suas atividades e estratégias à realidade da escola em que se encontra; optar por um comportamento pensativo, aberto e otimista; desenvolver hábitos cooperativos entre os seus colegas; realizar um trabalho investigativo, no sentido de atingir determinados objetivos e combater eventuais necessidades; integrar a comunidade para a melhoria da escola,
13 enquanto elemento de um determinada comunidade e, ainda, identificar e melhorar as condições dos alunos em situações de risco.
No que concerne à capacidade de gestão de ensino, o docente deve relacionar o ensino com base na inter-relação escola-meio e teoria-prática, promovendo uma prática pedagógica bem sustentada; estabelecer uma ligação entre os conteúdos programáticos, objetivos, estratégias e avaliações com os recursos financeiros disponíveis na escola; gerir de forma sustentada os recursos materiais da escola; contornar os obstáculos imprevistos no processo de ensino aprendizagem e, ainda, reconhecer fatores perturbadores do bom funcionamento da aula. Relativamente ao grupo designado capacidade de atitude social, compete ao docente adequar os programas às necessidades e caraterísticas pessoais dos alunos; adquirir conhecimentos acerca dos direitos humanos e das crianças e, ainda, defender valores democráticos, promovendo atitudes cívicas nos alunos.
Com base nas ideias anteriormente apresentadas pelos autores Perrenoud (2000) e Peterson (2003), é possível verificar que ambos se complementam e que as suas ideias são fundamentais para o professor atual. Na minha opinião, é fulcral que o docente do século XXI tenha em consideração estas competências evidenciadas pelos autores, uma vez que a sua principal função vai mais além da transmissão de conhecimentos. Nos dias de hoje, as crianças têm ao seu dispor uma diversidade de recursos, a partir dos quais podem ter acesso aos conhecimentos que antigamente eram transmitidos na escola. Neste sentido, já se verifica que as escolas têm a preocupação de desenvolver um currículo que corresponda à realidade dos alunos, tornando as aprendizagens mais contextualizadas e significativas, tornando-se numa escola mais eficaz no combate às necessidades dos seus alunos, permitindo que todos tenham sucesso escolar.
Quanto ao uso das novas tecnologias, considero que as mesmas constituem um recurso benéfico a ter nas salas, dado que as mesmas são uma realidade constante no dia a dia das crianças. Embora se verifique que os docentes utilizam, cada vez mais, as novas tecnologias, estas servem um modelo pedagógico tradicional, em que os alunos têm um papel passivo no seu processo de ensino-aprendizagem. No entanto, acredito que o uso das tecnologias em sala de aula pode e deve atribuir aos alunos um papel mais ativo na construção de novas aprendizagens e no aprofundar os conhecimentos adquiridos. Por fim, quanto à autonomia na formação contínua, considero esta competência muito relevante para a profissão docente, dado que através das reflexões feitas pelo mesmo são identificadas as suas fragilidades, o que irá fazer com que
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procure formação capaz de combatê-las. Atualmente a grande maioria destas competências já é evidente no desempenho profissional dos professores.
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