Os 20 professores participantes dessa pesquisa responderam no instrumento de coleta de informações, questões que permitiram identificar o perfil desses profissionais, em relação a: idade; sexo; local de trabalho; contrato de trabalho; formação profissional; carga horária de trabalho semanal e tempo de serviço. Visando preservar suas identidades, para caracterizar o perfil de cada um dos sujeitos respondentes, a referência a eles será feita utilizando uma letra, acompanhada de um número, sendo que as letras serão iguais conforme as escolas que esses profissionais trabalham, e os números serão referentes a cada sujeito. Nesse caso teremos as escolas nominadas por A, B, C, D, E, F, G, H e I, e os sujeitos identificados pelos números 1,
2, 3,..., 20. Uma mesma escola pode caracterizar diferentes professores, no caso de mais de um professor lecionar naquela escola.
Os sujeitos também foram caracterizados em relação ao seu perfil que compreende idade, sexo, rede de ensino (estadual ou particular) e contrato de trabalho (quadro próprio do magistério, QPM8, ou Processo Seletivo Simplificado, PSS9). Além dessas informações é possível caracterizar esses professores de acordo com sua formação (curso de graduação, licenciado ou bacharel, curso de pós-graduação, PDE, mestrado ou especialização). Também com informações relativas ao número de aulas semanais e tempo de magistério. No Quadro 3 essas informações são apresentadas de forma sintética.
Quadro 3 – Perfil dos participantes da pesquisa
(continua) PROFESSORES QPM
Sujeitos Idade Sexo Rede de ensino Contrato de trabalho Curso de graduação Formação Aulas por semana Tempo de magistério A1 - F Estadual QPM matemática licenciatura;
PDE; mestrado 20 a 40 h
mais de 15 anos A2 43 M Estadual QPM matemática licenciatura e
especialização 20 a 40 h até 15 anos B3 44 M Estadual QPM matemática licenciatura e
especialização até 20 h até 15 anos B4 43 M Estadual e particular QPM matemática, ciências e direito licenciatura e especialização 20 a 40 h mais de 15 anos C5 51 M Estadual QPM matemática licenciatura e
especialização até 20 h
mais de 15 anos C6 55 M Estadual QPM matemática licenciatura e
especialização até 20 h
mais de 15 anos C7 43 M Estadual QPM matemática licenciatura e
especialização 20 a 40 h
mais de 15 anos D8 44 M Estadual QPM matemática licenciatura 20 a 40 h mais de 15
anos E9 41 F Estadual e
particular QPM matemática
licenciatura e
especialização 48h até 15 anos F10 42 F Estadual QPM matemática
licenciatura; especialização;
PDE
20 a 40 h até 15 anos
F11 42 F Estadual QPM matemática licenciatura e
especialização 20 a 40 h
mais de 15 anos F12 34 F Estadual QPM matemática licenciatura e
especialização 20 a 40 h até 10 anos F13 34 M Estadual QPM matemática licenciatura e
especialização 20 a 40 h até 10 anos G14 26 F Estadual QPM matemática licenciatura 20 a 40 h não
respondeu H15 48 F Estadual QPM matemática licenciatura e
especialização 20 a 40 h
mais de 15 anos
8 QPM são os professores concursados em caráter permanente e com habilitação específica para atuar na
disciplina que lecionam.
9 PSS são os professores temporários, contratados por tempo determinado para atender as necessidades
Quadro 3 – Perfil dos participantes da pesquisa
(conclusão) PROFESSORES PSS
Sujeitos Idade Sexo Escola que trabalha
Contrato
de trabalho Curso Formação
Aulas por semana
Tempo de magistério C16 31 M Estadual e
particular PSS matemática licenciatura 65h até 5 anos D17 37 F Estadual PSS matemática licenciatura e
especialização 20 a 40 h até 5 anos F18 30 F Estadual PSS matemática licenciatura e
especialização até 20 h até 5 anos G19 41 F Estadual PSS matemática licenciatura e
especialização 20 a 40 h até 5 anos I20 45 M Estadual PSS matemática licenciatura e
especialização 20 a 40 h até 5 anos Fonte – Instrumento de coleta de informações aplicado para os professores (Apêndice)
Alguns aspectos sobre o perfil dos respondentes serão retomados na interpretação inferencial dos dados, para auxiliar na compreensão das características dos conhecimentos docentes apresentadas por eles.
2.2 CATEGORIZAÇÃO, ORGANIZAÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS
Como metodologia de análise foram utilizados os subsídios teóricos da proposta de Laurence Bardin, apresentada em sua obra “Análise de Conteúdo” (BARDIN, 2009). O recurso à análise de conteúdo, de acordo com a autora, se faz útil pela necessidade de se buscar compreender o que está além dos significados imediatos nas comunicações. Como objetivos do método de análise de conteúdo, ela aponta a superação da incerteza, que está relacionada ao desejo de rigor, e o enriquecimento da leitura, que se refere à necessidade de ir além das aparências.
Bardin (2009) afirma que a análise de conteúdo das mensagens, que deveria ser aplicada a todas as formas de comunicação, possui duas funções que podem ou não dissociar- se na prática:
- uma função heurística: a análise de conteúdo enriquece a tentativa exploratória, aumenta a propensão para a descoberta. É a análise de conteúdo “para ver o que dá”. - uma função de “administração de prova”. Hipóteses sob a forma de questões ou de afirmações provisórias, servindo de diretrizes, apelarão para o método de análise sistemática para serem verificadas no sentido de uma confirmação ou de uma afirmação. É a análise de conteúdo “para servir de prova” (BARDIN, 2009, p.31).
Essas duas funções de análise de conteúdo, de acordo com a autora, podem coexistir de maneira complementar. Tudo vai depender da experiência de quem está analisando as mensagens e da natureza das informações (BARDIN, 2009).
Bardin (2009) descreve a divisão da análise de conteúdo em:
a) Pré-análise, que é a organização do material, na qual pode ser utilizado questionário, entrevista, observações ou análise documental. No caso dessa pesquisa, essa pré- análise compreendeu a organização do instrumento de coleta de informações qualitativas junto aos professores sobre natureza de erros apresentados por alunos em questões propostas numa prova aplicada numa sala de aula do Ensino médio, sobre formas de encaminhamentos metodológicos para superação dos erros e sobre conhecimentos específicos de Trigonometria. A pré-análise nessa pesquisa será contemplada no item 2.2.1.
b) descrição analítica, por meio da qual os dados da pesquisa são orientados pelo referencial teórico para os procedimentos de codificação dos assuntos trabalhados. Essa etapa, da presente pesquisa, compreendeu a definição de categorias para a análise dos dados empíricos, obtidos pelo instrumento, a categorização desses dados com o auxílio do software Atlas.ti 6.2 e a análise subsidiada pelo quadro teórico. Essa descrição analítica será contemplada no item 2.2.2.
c) Interpretação inferencial, por meio da qual os dados, depois de coletados e organizados, as reflexões e intuições são intensificadas, numa relação que permite a interpretação da mensagem.