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14 de maio de 2014 (anexo 11)

Tema: Educação Rodoviária Atividades:

- Exploração do recurso digital «AlphaEU» (Procurar símbolos e palavras relacionadas com o tema)

Conteúdos e Objetivos:

Área da Expressão e Comunicação: Domínio da Linguagem Oral e Abordagem à Escrita

- Compreensão Oral: Enriquecimento de vocabulário; Sensibilização aos sons e a uma língua estrangeira: inglês; Familiarização com o código escrito; Discriminação fonética.

 Alargar o vocabulário.

 Sensibilizar para a utilização de diferentes sons.

 Associar a palavra escrita a uma imagem ou objeto.

 Ouvir palavras em inglês.

 Trabalhar a acuidade auditiva.

Material: o Computador; o Projetor de vídeo; o Tela de projeção; o Colunas. Descrição da Sessão:

O tema a ser explorado nessa manhã da sessão de implementação foi a «Educação Rodoviária».

Nessa manhã, as atividades iniciaram-se no hall da entrada com alguns jogos relacionados com o tema. Realizaram-se jogos de mímica e um jogo de regras. Este jogo de regras tinha como objetivo perceber se as crianças já conheciam os sinais de trânsito ensinados anteriormente. Estes jogos eram orientados pela presença de um polícia que as crianças já tinham tido oportunidade de conhecer.

Em seguida, as crianças dirigiram-se para a sala e aí trabalharam pela última vez com o recurso digital «AlphaEU». A técnica utilizada para exploração deste recurso foi

precisarem de serem desafiadas para a realização de diferentes tipos de atividades, associadas a diferentes estratégias, de modo a manterem o seu nível de concentração e de envolvimento. Tanto este recurso como os softwares necessitam de ser utilizados com diferentes estratégias onde estejam subjacentes ações diretas e interventiva das crianças, para que as mesmas possam disfrutar e aprender algo com eles.

A ideia foi procurar alguns elementos relativos ao tema, tais como, sinais, estradas e comportamentos de peões. Esta atividade foi realizada em dois alfabetos (cidade e um outro à escolha). Ao encontrar esses elementos fomos procurar se, no alfabeto, esses elementos tinham uma palavra associada. Mais uma vez, a atividade foi realizada pesquisando os alfabetos na língua portuguesa e na língua inglesa.

Para finalizar a manhã, as crianças, puderam realizar algumas tarefas à sua vontade e concretizaram as suas rotinas matinais.

Esta manhã contou-se com a presença da Professora Supervisora da unidade curricular de Prática Supervisionada em Educação Pré-Escolar. A sua presença foi benéfica na exploração do recurso «AlphaEU» por ser uma especialista na área. Introduziu novas formas de exploração (trabalhar os sons das letras, permitir à criança o manejamento do software) e deu algumas pistas importantes sobre o trabalho “pós-AlphaEU”. Nomeadamente, permitiu que as crianças explorassem os fonemas associados às letras encontradas e indicou que deveriam ser as próprias crianças a manejarem o software, criando esta oportunidade.

Uma das maiores diferenças na exploração do «AlphaEU» foi a possibilidade das crianças o manipularem elas próprias. Anteriormente, no que diz respeito às duas sessões anteriores, quem manipulava o recurso era um adulto responsável que seguia as instruções que eram dadas pelas crianças.

O facto de uma criança poder manipular, pela sua própria iniciativa, um

software ou recurso digital é uma atividade que requer mais tempo para a sua

execução, porque as turmas são grandes e as crianças precisam de tempo. No entanto, entende-se que deva ser esta a forma de exploração porque as crianças se

envolvem e interagem, apesar de haver um maior dispêndio de tempo. O Par Pedagógico e a Educadora Cooperante comentam:

“Foi uma pena que não tivesse sido possível dar as mesmas oportunidades a todos… Mas se isso fosse possível, teríamos uma atividade muito duradoura e também desmotivaria as crianças.” (Par Pedagógico)

“É muito complicado pegar numa atividade de grupo e permitir que todas as crianças possam realizar o mesmo papel. Algumas vezes é preciso ceder, mas também é importante que mais tarde lhe seja dada essa oportunidade.” (Educadora Cooperante)

Pelo facto desta atividade consumir muito tempo, apenas três crianças puderam manipular e explorar este recurso. Uma das crianças mostrava um grande nível de habilidade em manipular o computador, o rato, sem necessitar de indicações. As outras duas crianças tiveram alguma dificuldade em manipular o rato do computador portátil. Mas, mesmo assim, foram bastante autónomas e conseguiram terminar a atividade com sucesso. Algumas das reações registadas durante esta atividade:

“Eu nunca mexi num rato destes!” (E) “O que faço agora? Carrego aqui?” (C)

Analisando a prestação destas três crianças relativamente à manipulação do rato do computador portátil e à sua insegurança, a Educadora Cooperante afirma:

“Isto pode significar que, estas crianças em particular, não costumam utilizar esta tecnologia em sua casa, ou noutro contexto. Todos eles têm um computador em casa, mas o que me deu a entender foi que eles (as crianças em causa) não estão habituados a manipular o rato do computador portátil. ” (Educadora Cooperante)

A conclusão que se pode retirar da realização desta atividade é que a manipulação do rato «tradicional» é feita com uma maior facilidade, comparativamente com o rato do computador portátil. Estas manipulam mais facilmente o rato tradicional do que o rato de um computador portátil, na medida em que este pode ajudar a orientar-se no ecrã e porque está mais adaptado às mãos das crianças permitindo uma maior facilidade nos movimentos.

De modo a procurar os elementos relativos ao tema, solicitou-se às crianças que escolhessem uma letra (cada um escolheu a letra inicial do seu nome). Por fim, o único alfabeto que se explorou foi o da cidade nas línguas inglesa e portuguesa. O motivo que levou a que neste dia apenas se explorasse um alfabeto temático foi o facto de esta busca ter sido muito mais proveitosa. Isto aconteceu, pois a procura por palavras foi feita de forma temática, ou seja, o tema escolhido para este dia foi “Educação Rodoviária” e as crianças tiveram a oportunidade de procurar elementos relativos a este tema. Assim, as palavras encontradas, relativamente ao

Na opinião da Educadora Cooperante:

“A diversidade levou à motivação das crianças e tornou esta atividade mais positiva e interessante para as crianças.” (Educadora Cooperante)

Após três utilizações deste recurso digital as reações foram diversificadas. Na primeira utilização as crianças encontravam-se muito motivadas pela novidade participando ativamente na atividade.

Na segunda utilização, as crianças já conheciam o recurso e, por isso, desmotivaram-se pela razão de não lhes ser apresentada uma «novidade». Como forma de manter as crianças interessadas na atividade foi importante alterar os seus objetivos. O «mistério» e a «procura» pelas palavras presentes nos alfabetos continuavam a interessar as crianças e descobrir qual o alfabeto que continha mais palavras. Assim, introduziu-se o tema da contagem em inglês para treinar os números. Desta forma, as crianças mantiveram-se interessadas pela atividade. O que terá conduzido as crianças à desmotivação foi, provavelmente, o facto de a técnica de exploração do «AlphaEU» ser semelhante à anterior e por já conhecerem a mecânica a ele associada. Embora as TIC sejam sempre muito motivadoras, nem sempre é o suficiente para que uma atividade se torne mais interessante e motivadora.

Neste último dia, foi a diversidade que motivou as crianças. O facto de elas poderem manipular o computador de forma autónoma e pela sua iniciativa bem como a busca por elementos segundo um tema (Educação Rodoviária) foi determinante para o sucesso desta atividade. Embora os objetivos entre as atividades relacionadas com o «AlphaEU» fossem muito semelhantes, a estratégia para o conseguir foi diferente. Os educadores e professores devem sempre diversificar estratégias, materiais e até as suas atividades e foi isso que faltou na segunda implementação de «AlphaEU».

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