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Renforcement et élargissement de la piste d’accès existante

O professor é por si próprio o principal artífice de sua profissão e suas atitudes profissionais nos educandários podem influenciar colegas, estudantes e a própria instituição escolar que o mesmo está inserido. Nesse sentido, o desenvolvimento de práticas reflexivas acerca das práticas pedagógicas se constitui em mecanismos para impulsionar o surgimento de escolas com características reflexivas. Uma escola assim constituída é “uma instituição em desenvolvimento e em aprendizagem. Pensa-se e avalia-se. Constrói conhecimento sobre si própria [...], para isso, é preciso organizar o pensamento para compreender e poder agir”. (ALARCÃO, 2011, p. 40). Essa organização do pensamento necessita levar em consideração vários fatores acerca dos professores, principalmente os aspectos culturais e históricos da carreira docente de cada profissional. Isto é, ao enfatizarmos o pensamento reflexivo, faz-se necessário compreendermos esses aspectos e entendermos as causas que levaram alguns autores a problematizar esse conceito para a educação.

Os principais motivos que promoveram o envolvimento de autores e professores acerca do pensamento reflexivo estão justamente na necessidade de buscar alternativas exitosas diante de situações como: as mudanças repentinas em educação, as constantes instabilidades vividas pela sociedade atual, a formação docente carente de metodologias e estratégias relevantes, bem como, a necessidade de observar e analisar as práticas pedagógicas

que não conseguem em vários momentos suprir as demandas dos indivíduos. Assim, o papel da reflexão torna-se uma ferramenta importante de análise da docência.

Para Dewey (1959b, p. 107) “no momento em que começa a refletir, forçosamente começa a observar, a fim de inventariar as condições. Algumas dessas observações são feitas pelo uso direto dos sentidos, outras, pela lembrança das observações previamente feitas pela própria pessoa ou por outras”.

São essas observações que muitos estudiosos consideram e os professores necessitam realizar para promover ajustes, análises e criar novas estratégias sobre as práticas pedagógicas. Os formadores de professores também podem possibilitar a partir da organização dos encontros formativos, a aproximação dos professores com os aspectos pedagógicos que constituem as instituições escolares, “as práticas reflexivas são fios condutores da formação, são posturas que devem ser adotadas, desejadas e desenvolvidas pelo conjunto dos formadores”. (PERRENOUD, 2002, p. 197).

O conjunto de situações destacadas pode promover uma equivalência necessária entre os aspectos administrativos e tendências pedagógicas que buscam inovar e potencializar discussões acerca do fazer pedagógico, tendo “a instituição educativa, como conjunto de elementos que intervêm na prática educativa contextualizada, deve ser o motor da inovação”. (IMBERNÓN, 2011, p.24).

É importante destacarmos que nos apontamentos de Dewey (1959b), o autor esclarece que a ninguém se pode dizer de maneira exata como poderá pensar, porém pode-se indicar aspectos gerais pelos quais as pessoas pensam. Além disso, é possível no contexto educacional, principalmente nas instituições escolares, potencializar situações, contextos, atividades que podem favorecer o desenvolvimento de práticas reflexivas. Aqui pode-se destacar contextos de responsabilidade. A expressão das experiências docentes e o diálogo coletivo também passam a ser propulsoras da reflexão de forma autônoma e principalmente sistemática. As escolas que conseguem fomentar essas características possuem traços relevantes de instituições reflexivas, pois conseguem desenvolver nas formações aspectos fundamentais do professor reflexivo como profissionais que são

[...] capazes de investigar os problemas que se colocam no cotidiano escolar, de mobilizar conhecimentos, recursos e procedimentos para a sua superação, de avaliar a adequação das suas escolhas, e, finalmente, de reorientar a ação para intervenções mais qualificadas no processo de aprendizagem dos alunos. (BENINCÁ; CAIMI, 2004, p. 94).

Essa caracterização pode ser efetivada nas escolas, com encaminhamentos e proposições que possam colaborar para a formação dos sujeitos, destacando a função de educar e instruir de forma que todos colaboram na construção de uma aprendizagem significativa. Isso vai ao encontro do que Alarcão (2011, p. 90) aponta como escola reflexiva: “organização que continuamente se pensa a si própria, na sua missão e na sua organização e se confronta com o desenrolar da sua atividade num processo heurístico simultaneamente avaliativo e formativo”.

É possível observarmos que uma escola com características reflexivas, é aquela que os momentos de formação continuada e as reuniões ou encontros pedagógicos ocorrem periodicamente, e na qual se articulam a organização do projeto educacional que a instituição irá efetivar durante o ano letivo. Os profissionais que colaboram através dos saberes individuais e coletivos na construção do projeto pedagógico da escola, também serão os atores que executarão o mesmo no cotidiano escolar, pois se sentem inseridos no todo desse processo.Por isso, é importante que os professores sejam estimulados a desenvolver práticas reflexivas acerca de seu fazer pedagógico, potencializando a escola como um local de autonomia do processo ensino e aprendizagem. Os profissionais das escolas que conseguem apropriar-se de estratégias que promovem as práticas reflexivas contribuem para fortalecer as instituições escolares com as mesmas características de reflexão pedagógica.

Para Alarcão (2011), as escolas e seus docentes que possuem aspectos reflexivos, são capazes de mobilizar as pessoas, sabem agir em determinadas situações emergenciais, possuem uma atuação sistêmica, asseguram a participação democrática, pensam e escutam antes de decidir, sabem avaliar e deixam-se avaliar, são capazes de ultrapassar dicotomias cristalizadas e acreditam que todos e a própria escola se encontram num processo de desenvolvimento e de aprendizagem.

A partir do momento em que os profissionais da educação se estabelecerem como atores de suas contínuas e permanentes formações, poderão favorecer as escolas para que as mesmas se constituam em instituições que valorizam a aprendizagem significativa e as funções educacionais primordiais para a formação integral dos seus sujeitos. Para tanto, Dewey (1959a) destaca que a escola deve promover um ambiente simplificado e purificado dos maléficos do ambiente social, bem como necessita promover um ambiente de integração social, de harmonização, para a formação de inteligências claras, tolerantes e compreensivas.

6.1.4 Valorizar a experiência docente é uma forma de incentivar a organização da

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